Quinta-feira 26 de agosto de 2021
"A felicidade às vezes é uma bênção, mas geralmente é uma
conquista." (Paulo Coelho)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 24,42-51
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
De fato, Herodes tinha mandado prender João e acorrentá-lo na prisão,
por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha
casado. Pois João vivia dizendo a Herodes: “Não te é permitido ter a mulher do
teu irmão”. Por isso, Herodíades lhe tinha ódio e queria matá-lo, mas não
conseguia, pois Herodes temia João, sabendo que era um homem justo e santo, e
até lhe dava proteção. Ele gostava muito de ouvi-lo, mas ficava desconcertado.
Finalmente, chegou o dia oportuno. Por ocasião de seu aniversário, Herodes
ofereceu uma festa para os proeminentes da corte, os chefes militares e os
grandes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes
e a seus convidados. O rei, então, disse à moça: “Pede-me o que quiseres, e eu
te darei”. E fez até um juramento: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires,
ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “Que devo
pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. Voltando depressa para
junto do rei, a moça pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de
João Batista”. O rei ficou muito triste, mas, por causa do juramento e dos
convidados, não quis faltar com a palavra. Imediatamente, mandou um carrasco
cortar e trazer a cabeça de João. O carrasco foi e, lá na prisão, cortou-lhe a
cabeça, trouxe-a num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe. Quando os
discípulos de João ficaram sabendo, vieram e pegaram o corpo dele e o puseram
numa sepultura.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista.
Hoje nós celebramos a memória do martírio de S. João Batista. O
Evangelho narra o fato. Ele é o protótipo do profeta, o homem possuído
totalmente pela missão de pregar a Palavra, de anunciar aos homens a vontade
divina. Nada pode demovê-lo desta missão ou intimidá-lo.
O próprio Jesus disse a respeito de João: “Que fostes ver no deserto? Um
caniço agitado pelo vento?... Um profeta? Sim, eu vos digo, e mais do que
profeta. Este é de quem está escrito: Eis que envio meu mensageiro à tua
frente, para preparar o teu caminho diante de ti” (Mt 11,7-10).
A missão de João Batista foi a de precursor do Messias; ele deu
testemunho de Cristo pelas altas virtudes, pelas rigorosas penitências, pela
palavra vigorosa em denunciar os vícios, as injustiças, animando a sociedade
judaica a converter-se a Deus na sinceridade do coração.
À frente do governo da Galiléia estava Herodes Antipas, filho daquele
Herodes, chamado o Grande, criminoso e déspota, que viveu no tempo do
nascimento de Cristo.
Herodes Antipas vivia escandalosamente com a própria cunhada, esposa de
seu irmão Filipe. Essa união ilícita era motivo de grande escândalo no meio
judaico. Ainda mais que naquele tempo o povo procurava imitar o rei e a rainha
em tudo.
E não havia quem se sentisse com coragem de censurar o monarca. João
Batista não podia, como profeta, ficar omisso, e declarou publicamente e com
toda franqueza: “Não te é lícito viver com a mulher de teu irmão”.
Herodíades, a mulher escandalosa, não aturou essa censura, e queria
vingar-se. Conseguira que Herodes mandasse encarcerar João Batista, apesar de o
monarca lhe dedicar grande veneração. Agora, ela leva a cabo a sua vingança.
“João era a lâmpada que iluminava com sua chama ardente, e vós gostastes,
por um tempo, de alegrar-vos com a sua luz” (Jo 5,35).
Muita gente pensa que as faltas sexuais não têm maior importância, e
pouco têm a ver com a salvação da humanidade. A Bíblia, ao contrário, nos
mostra que não se dá um passo adiante, senão com homens e mulheres
responsáveis, que são capazes de colocar o sexo a serviço do amor, em vez de se
deixar escravizar por seus instintos.
Por isso, João Batista não podia falar de justiça, sem recordar os
compromissos do matrimônio; e, como profeta, devia colocar o rei Herodes igual
a qualquer cidadão.
Nós somos convidados a imitar João Batista, e falando a verdade, mesmo
que, com essa fala, possamos atingir pessoas poderosas que vão depois nos dar o
troco.
O mundo continua não suportando a verdade, porque vive na mentira e na
corrupção. E nós cristãos, muitas vezes, “fechamos um olho” porque temos medo
de perder cargos, oportunidades, a vida. Se um dia você estiver, em nome de
Cristo, anunciando a justiça e a verdade, e for por isso atacado por alguém,
alegre-se, porque você foi premiado com uma bem-aventurança: “Felizes os que
são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt
5,10).
Certa vez, uma senhora bem idosa teve um sonho. Ela sonhou que havia
morrido e estava na porta do céu, esperando. Havia várias almas lá, todas em
fila. De repente S. Pedro chegou e abriu a porta do céu. Então a senhora olhou
para dentro e viu uma infinidade de velas. Umas acesas, outras apagadas,
algumas já estavam quase no fim e outras no começo. Umas estavam se apagando e
outras tinham a chama grande e bonita.
A senhora perguntou para S. Pedro que velas eram aquelas. Ele respondeu:
“São as velas que cada um recebeu no dia do seu batismo. Uns cuidam bem, outros
não cuidam e até a deixam apagar. A situação é esta que a senhora está vendo”.
A mulher então perguntou: “S. Pedro, e a minha está aí?” “Está sim” –
disse S. Pedro – é aquela ali”. Era uma vela que estava já no toquinho, mas
ainda acesa. E S. Pedro continuou: “Depois que a pessoa entra aqui, este fogo
da sua vela se junta com a luz de Deus que ilumina todo céu”.
Resta saber como está a nossa vela! “Vós sois a luz do mundo”. Todos
somos profetas, e o profeta deve ser como João Batista: a luz de Deus deve
brilhar forte através de nós, anunciando a justiça e denunciando as injustiças
pecados, sem medo das conseqüências.
Maria Santíssima é chamada, na Ladainha, de Rainha dos Profetas. Vamos
pedir a ela que nos ajude a sermos também bons e corajosos profetas.
Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista.
MOMENTO DE REFLEXÃO
"Andava
mendigando de porta em porta ao longo da vereda da aldeia, quando tua carruagem
dourada apareceu na distância como um magnífico sonho, e me perguntei quem
seria este Rei de todos os reis!”
Minhas
esperanças cresceram, e pensei que os tristes dias tivessem passado e fiquei na
espera de dons não requeridos, de riquezas abundantes por toda parte.
Tua
carruagem parou perto de mim.
Olhaste-me
e desceste sorrindo.
Senti
que finalmente tinha chegado a fortuna de minha vida.
Mas,
improvisadamente me estendeste a mão pedindo:
'Que
tens para dar-me?'
Que
gesto régio foi o teu!
Estender
a mão a um mendigo para mendigar!
Fiquei
indeciso e confuso.
Depois
tirei do meu alforje o menor grão de trigo e te o ofereci.
Mas
qual não foi a minha surpresa quando, terminado o dia, esvaziei meu alforje por
terra e encontrei um grãozinho de ouro no meu pobre acervo!
“Chorei
amargamente e desejei haver tido a coragem de doar-te tudo aquilo que
tinha".
Rabindranath
Tagore
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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