Terça-feira, 17 de agosto de 2021
"A paciência é a fortaleza do débil e a impaciência, a debilidade
do forte.“ (Immanuel Kant )
EVANGELHO DE HOJE
Mt 19,23-30
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 23Jesus disse aos discípulos: “Em verdade vos digo,
dificilmente um rico entrará no reino dos Céus. 24E digo ainda: é mais fácil um
camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de
Deus”. 25Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram:
“Então, quem pode ser salvo?” 26Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens
isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”.
27Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Vê! Nós deixamos tudo e te
seguimos. Que haveremos de receber?” 28Jesus respondeu: “Em verdade vos digo,
quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua
glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos
para julgar as doze tribos de Israel. 29E todo aquele que tiver deixado casas,
irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem
vezes mais e terá como herança a vida eterna. 30Muitos que agora são os
primeiros, serão os últimos. E muitos que agora são os últimos, serão os
primeiros.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Na reflexão de ontem, que conseqüentemente tem sua continuidade no
evangelho de hoje, fiz uma colocação pertinente “(…) Quanta gente aproveita
esse ensejo político para lograr êxito através de “favores” nada legais e
muitas vezes imorais, tentando “arrebanhar” gente, mas no dia-a-dia cristão não
tem a mesma dedicação?”.
Qual é o empenho que apresento em buscar minha própria conversão?
Nossa vida é como aquele letreiro que vemos em lojas e supermercados
tentando se desculpar com os clientes pelas reformas que acontecem e precisam
ser feitas: “DESCULPE OS TRANSTORNOS. ESTAMOS EM OBRAS PARA MELHOR ATENDE-LO”.
Sim são obras necessárias e periódicas que visam unicamente não perder você.
Será que o salário pago pelas campanhas eleitorais é mais atraente que a
paga dada por Deus por um filho que volta ao lar?
Aonde estão minhas obras de fé? O que tenho feito de fato para não
perder as pessoas?
“(…) De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver
obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem
roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz,
aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que
lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma”.
(Tiago 2,14-17)
Não deixo de enxergar que preciso do dinheiro para por comida em meu lar
e assim poder viver com dignidade, mas também não quero mentir para mim mesmo
que de fato muitas vezes estou passando longe de ser um bom cristão.
O meu empenho é o mesmo?
Vejo todas as manhãs pessoas descendo de caminhonetes e caminhões,
retirando pilhas e pilhas de cartazes de madeira e ao final da noite os
recolhendo para serem novamente postos no outro dia. Quantos de nós estamos
dispostos a chegar um pouco mais cedo a missa dominical e ajudar a preparar a
celebração? Não! Não temos tempo!
Sim também é verdade que nosso tempo ficou cada vez mais escassos e as
jornadas triplas sendo no mesmo dia pai(mãe), esposo (a), funcionário,
empregado tem tomado nosso tempo e servem como um perfeito argumento para
justificar meu afastamento, meu sumiço, meu atual descompromisso… O que é de
fato importante? Pelo que vale a pena se empenhar tanto assim?
Deus realmente entende nossos “argumentos” e por vezes faz uma proposta
irrecusável: “PELO TEMPO QUE FICAR LONGE, FAÇA O FAVOR DE PELO MENOS NÃO
PERDER”.
Talvez também seja um grande desperdício ver alguém tão capacitado por
Ele se empenhando em enganar, ludibriar, assediar, corromper outras pessoas por
aquilo que é de césar. “(…) Eu afirmo a vocês que isto é verdade: é muito
difícil um rico entrar no Reino do Céu. E digo ainda que é mais difícil um rico
entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha”.
Estudiosos no assunto chamam isso de hipocrisia.
Que compromisso tenho com a instauração do reino de Deus se só me
preocupo com a limpeza do meu lote no céu? Se sou novo em Jesus, por que ainda
aceito essa atitude velha em minha vida?
“(…) Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à
perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui
conquistado por Jesus Cristo. Consciente de não tê-la ainda conquistado, só
procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente,
persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus
Cristo. Nós, mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se
tendes outro sentir, sobre isto Deus vos há de esclarecer. Contudo, seja qual
for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente. Irmãos,
sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo
que nós vos damos”. (Filipenses 3, 12-17)
Desculpem a dureza das palavras desse inicio de semana, mas precisamos
mudar o mundo a começar em nós.
Um imenso abraço fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Escuto
com relativa frequencia a frase
"Amei a pessoa errada".
Todos
nós temos, pelo menos, uma história de amor "que não deu certo" e,
então, dizemos haver amado a pessoa errada. Este pensamento acaba fustigando o
amor com sentimentos negativos, e sofremos. Sofremos com o amargor da rejeição,
com a tristeza pela ausência, com o que consideramos ser uma insensibilidade
para com nossos sentimentos e, sobretudo, sofremos a dor da "perda",
esquecendo de todas as coisas boas que essa história de amor nos proporcionou.
Claro
que o fim de uma relação sempre é uma situação dolorosa para ambas ou para uma
das partes! Não gostamos de perder nem mesmo um simples objeto, quanto mais a
pessoa que amamos! Quando um amor não dá certo, tendemos a nos fixar nos
aspectos negativos da perda e, quanto mais alimentamos a dor, mais o sofrimento
se aprofunda.
Nós
só perdemos o que possuimos. Possuimos uma jóia, uma casa, uma roupa, mas
jamais possuiremos uma pessoa. O sentimento de posse acaba por gerar
expectativas a respeito do outro, o que é muito difícil de ser correspondido.
Ninguém veio aqui para satisfazer a vontade do outro, para se moldar dentro do
desejo do outro. Cada um de nós é um ser único e, desta forma, cada um de nós
possui o seu próprio universo. Quando esperamos que as nossas realizações se
façam através do outro, fatalmente somos malsucedidos. No amor acontece,
também, acontece assim.
Se,
ao invés de nos voltarmos para os aspectos negativos, abrirmos nosso espírito
para o lado positivo da situação, tudo toma uma nova dimensão. Nenhum encontro
é sem sentido. Cada encontro é uma nova oportunidade de crescimento. Se
deixarmos de lado as lamentações e começarmos a buscar o que o outro nos
proporcionou, certamente agradeceremos pelo encontro. Aqui, aprendemos lições
de paciência, acolá, lições de coragem, humildade, desprendimento,
generosidade, perdão, serenidade, equilíbrio e tantas outras.
No
entanto, o maior aprendizado é mesmo o de amor.
Quando
nos voltamos para o lado positivo de um encontro de amor vemos que pouco ou
nenhum espaço resta para os sentimentos negativos. Ainda que a história de amor
não termine como terminam os contos de fadas, amamos a pessoa certa, na hora
certa e só precisamos de agradecer a Deus pela oportunidade daquele encontro e
por todos os bens que ele nos permitiu agregar ao tesouro das nossas
experiências de vida. Assim, o amor deixa de ser uma batalha de egos, para se
expressar no seu verdadeiro significado: o maior e mais perfeito sentimento que
o ser humano experimenta e vivencia.
Lêda
Yara Motta Mello
Terapeuta
Holística e Orientadora Educacional
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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