Segunda-feira, 16 de agosto de 2021
"A paciência é a fortaleza do débil e a impaciência, a debilidade
do forte.“ (Immanuel Kant )
EVANGELHO DE HOJE
Mt 19,16-22
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 16alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo
fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17Jesus respondeu: “Por que me
perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa
os mandamentos”. 18O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu:
“Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso
testemunho, 19honra teu pai e tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo”.
20O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda
me falta?” 21Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que
tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e
segue-me”. 22Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque
era muito rico.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Qual seria a maior “decepção” do jovem rico após a conversa com Jesus?
Será que alguém que seguia os mandamentos desde criança teria realmente
dificuldade em vender tudo e seguir Jesus? Será que conseguimos imaginar que de
repente o problema não era o quanto de riquezas possuia?
Mateus tinha uma percepção diferente de Lucas, pois pertenceu a uma
classe mais rica e poderosa. É justamente Mateus o apóstolo que narra a
parábola do tesouro encontrado, que provavelmente chamou sua atenção por ser
aquilo que viveu na pele: Um rico que encontrou o tesouro e vendeu tudo para
segui-lo.
O evangelista dessa vez empenha-se em narrar um rapaz, que como ele,
encontra O tesouro, no entanto tem uma postura bem diferente do autor desse
evangelho. “(…) Quando o moço ouviu isso, foi embora triste”.
Na verdade, aos meus olhos, o problema não era o dinheiro e sim o apego
a ele. De fato existem outros apegos que nos fazem voltar a trás e também
desistir do tesouro.
Alguns se apegam a elogios, “tapinhas nas costas”, reconhecimento;
outros a posições de destaque, cargos, chefias; outros, porém, a coisas que de
fato não possuem valor algum. Quanta gente aproveita esse ensejo político para
lograr êxito através de “favores” nada legais e muitas vezes imorais, tentando
“arrebanhar” gente, mas no dia-a-dia cristão não tem a mesma dedicação?
Não se engane! Deus conhece bem esses frutos!
“(…) Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos
espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má
dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má,
bons frutos”. (Mateus 7, 16-18)
Sim, é deprimente o que fazemos para ascender de status: Mentimos,
dissimulamos, omitimos,…
O engajamento político se faz necessário para tirarmos das esferas de
decisão os maus representantes, mas é duro de admitir que muitas vezes somos
nós mesmos “cristãos” que os colocamos naquele lugar e mais duro ainda de
admitir que tudo porque não me desapeguei das coisas menores.
A parábola do jovem rico é muito atual, pois ela esta batendo em nossa
porta todos os dias.
É preciso sim eleger pessoas com compromissos de fato com as pessoas,
sejam eles católicos, evangélicos, mulçumanos, (…) e não pessoas que conhecemos
que não se desapegam da riqueza, do poder, das facilidades.
Se qualquer um de nós precisar trabalhar numa campanha política
coloquemos Deus à frente e não SEU SANTO NOME EM VÃO, pois todo cristão é por
si só modelo para outros que o seguirão. Preciso jogar limpo com as pessoas e
falar o que de fato quero e não ficar “engabelando” as pessoas com promessas ou
tijolos, telhas, janelas, (…).
Neste instante se faz prudente recordar o triste fato noticiado
nacionalmente onde três assessores “evangélicos” que após um desfalque, uma
fraude, rezavam a “deus” agradecendo pelo “sucesso” (hunf!). Isso é apego:
DIZER SER DE DEUS, MAS NÃO SE DESAPEGAR DO QUE É INCORRETO!
Talvez a reflexão tenha sido dura, mas creio também em duas coisas:
Somente voltará triste quem esta vivendo isso e não tem força para se
desapegar ou;
Torceram a boca, fecham os ouvidos e tentarão calar a voz do profeta,
mas quanto a esse último, creio profundamente que as pedras gritarão.
“(…) Do meio da multidão, alguns dos fariseus interpelaram Jesus:
‘Mestre, repreende teus discípulos’! Ele, porém, respondeu: ‘Eu vos digo: se
eles se calarem, as pedras gritarão’”. (Lucas 19, 39-40)
Um imenso abraço fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um
membro de um determinado grupo ao qual prestava serviços regularmente, sem
nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades.
Após
algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito
fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira,
onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando
a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande
cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
O
líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No
silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno
das achas de lenha, que ardiam.
Ao
cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram.
Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas,
empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e
imóvel.
O
anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da
brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo
apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz,
agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma
espessa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma
palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois
amigos. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão
frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente
ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em
torno dele.
Quando
o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
-
Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do
grupo. Deus te abençoe!
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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