Quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
“A saudade é o bolso onde a alma
guarda aquilo que perdeu.” (Rubem Alves)
EVANGELHO DE HOJE
Mc
8,22-26
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 22Jesus e seus discípulos chegaram a Betsaida. Algumas pessoas
trouxeram-lhe um cego e pediram a Jesus que tocasse nele.
23Jesus
pegou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele, pôs
as mãos sobre ele, e perguntou: “Estás vendo alguma coisa?”
24O
homem levantou os olhos e disse: “Estou vendo os homens. Eles parecem árvores
que andam”. 25Então Jesus voltou a por as mãos sobre os olhos dele e ele passou
a enxergar claramente. Ficou curado, e enxergava todas as coisas com nitidez.
26Jesus mandou o homem ir para casa, e lhe disse: “Não entres no povoado!”
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
O cego ficou curado, e enxergava todas as
coisas com nitidez.
Este Evangelho nos traz
a cena da cura do cego em dois estágios. “Jesus pegou o cego pela mão, levou-o
para fora do povoado...” A multidão massifica, aliena. Precisamos ficar a sós
com Deus para reassumirmos a nossa individualidade. Cada um de nós é diferente
de todos e de todas. Este cego era massificado, por isso não tinha muita
iniciativa: “Algumas pessoas trouxeram-lhe um cego e pediram a Jesus que
tocasse nele”.
“Cuspiu nos olhos dele,
pôs as mãos sobre ele...” É importante o contato físico com Deus e com as
pessoas. Também hoje podemos ter contato físico com Jesus, na Eucaristia e na
Comunidade reunida em seu nome.
Também nós, como
continuadores de Jesus, devemos nos aproximar fisicamente das pessoas, ter
contato pessoal, e não apenas ficar atrás de um microfone, de uma câmara ou
sentados escrevendo.
A cura em dois estágios
nos ensina que a libertação da nossa cegueira espiritual é gradativa e vai
acontecendo aos poucos. O primeiro estágio é a pessoa reconhecer Jesus, mesmo
que apenas como curador, e reconhecer o próximo, mesmo que como “árvores que
andam”. Mais tarde, a pessoa reconhecerá Jesus como Filho de Deus, caminho,
verdade e vida, e o próximo como irmão e irmã. Os estágios continuam... O amor
a Deus e ao próximo vão crescendo, até a pessoa dizer como S. Paulo: “Não sou
mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim”, e dar a vida por ele e pelos
irmãos.
Ultrapassamos o
interesse em receber favores de Jesus, e passamos a “amar como Jesus amou,
pensar como Jesus pensou”, viver e morrer como Jesus, unindo-nos depois
eternamente com ele e com a sua e nossa Família, no Céu.
“Não entres no povoado.”
Jesus não quer ser visto como um simples curador. O seu objetivo é levar o povo
a acreditar em Deus e na própria união em Comunidade. O seu desejo é que o povo
caminhe com suas próprias pernas, rumo à autonomia e à libertação dos seus
males todos, sem depender dos outros. Mas para isso precisamos do primeiro
estágio, que é nos libertarmos de toda e qualquer cegueira. A participação em
movimentos sociais e o engajamento político fazem parte dessa caminhada.
Após o Natal, um garoto
saiu à rua e viu um menino da sua idade com uma bicicleta nova. Perguntou a
ele: “Como que você conseguir esta bicicleta?” O garoto respondeu: “Foi meu
irmão que me deu”. Ele olhou bem para a bicicleta e disse: “Nossa, como que eu
gostaria de ser como o seu irmão!”
Em seguida convidou o
dono da bicicleta para ir com ele até a sua casa, que era perto. Chegando, ele
foi lá dentro, trouxe o seu irmão menor, apontou para a bicicleta e disse:
“Quando eu crescer, vou comprar para você uma bicicleta igualzinho a esta”.
Que exemplo esse garoto
deu, não? Em geral, o nosso é receber, ele sonhava em dar; amava tanto o seu
irmãozinho que sonhava em lhe dar uma bicicleta. A reação espontânea dele não
foi, como geralmente acontece, querer ter a sorte de quem ganhou, mas querer
ter o coração e a possibilidade de quem deu. Esse menino não é “cego”
espiritual. “Descubra a felicidade de servir”. “Há mais felicidade em dar do
que em receber” (At 20,35).
Quando Maria Santíssima
disse que Deus “derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes, encheu de
bens...”, certamente ela sonhou com um povo agindo com as suas próprias forças,
unido, organizado, com fé e gratidão a Deus, e feliz.
O cego ficou curado, e
enxergava todas as coisas com nitidez.
MOMENTO DE REFLEXÃO
"Outro dia, vi uma
formiga que carregava uma enorme folha.
A formiga era pequena e
a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela.
A formiga a carregava
com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça.
Quando o vento batia, a
folha tombava, fazendo cair também à formiga.
Foram muitos os
tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de suatarefa.
Eu a observei e
acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que deviaser a porta de sua
casa. Foi quando pensei: - "Até que enfim ela terminou seu
empreendimento".
- Ilusão minha. Na
verdade, havia apenas terminado uma etapa.
A folha era muito maior
do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora
para, então, entrar sozinha.
Foi aí que disse a mim
mesmo: - "Coitada, tanto sacrifício para nada. "Lembrei-me ainda do
ditado popular: "Nadou, nadou e morreu na praia."
Mas a pequena formiga me
surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que omeçaram a cortar a folha em
pequenos pedaços.
Elas pareciam alegres na
tarefa.
Em pouco tempo, a grande
folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos
dentro do buraco.
Imediatamente me peguei
pensando em minhas experiências.
Quantas vezes desanimei
diante do tamanho das tarefas ou dificuldades? Talvez, se a formiga tivesse
olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la.
Invejei a persistência,
a força daquela formiguinha.
Naturalmente, transformei
minha reflexão em oração e pedi ao Senhor: - Que me desse à tenacidade daquela
formiga, para "carregar" as dificuldadesdo dia-a-dia.
Que me desse à
perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas.
Que eu pudesse ter a
inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes,
se apresenta grande demais.
Que eu tivesse a
humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajecto
tivesse sido solitário.
Pedi ao Senhor a graça
de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos
contrários me fazem virar de cabeça para baixo; mesmo quando, pelo tamanho da
carga, não consigo ver com nitidez o caminho apercorrer.
A alegria dos filhotes que,
provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e
superar todas as adversidades da estrada.
Após meu encontro com
aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada.
Agradeci ao Senhor por
ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por meter feito passar pelo
caminho dela!"
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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