Quinta-feira,
03 de fevereiro de 2022
''O
destino decide quem vamos encontrar na vida, as atitudes decidem quem fica.!!
EVANGELHO DE HOJE
Mc 6,7-13
Chamando
os Doze para junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre
os espíritos imundos.
Estas
foram as suas instruções: "Não levem nada pelo caminho, a não ser um
bordão. Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos;
calcem
sandálias, mas não levem túnica extra;
sempre
que entrarem numa casa, fiquem ali até partirem;
e, se
algum povoado não os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando
saírem de lá, como testemunho contra eles".
Eles
saíram e pregaram ao povo que se arrependesse.
Expulsavam
muitos demônios, ungiam muitos doentes com óleo e os curavam.
Palavra da Salvação
Glória vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre
Queiroz (In
memorian)
Começou a
enviá-los.
Este
Evangelho narra o envio dos doze Apóstolos. Por ocasião da escolha deles, o
texto diz: “Ele (Jesus) constituiu então doze, para que ficassem com ele e para
que os enviasse a anunciar a Boa Nova” (Mc 3,14). Eles ficaram um bom tempo com
Jesus, escutaram seus ensinamentos e viram suas ações; chega agora o momento de
uma nova etapa no discipulado: a missão.
O envio
dois a dois dá sentido comunitário à missão apostólica.
Os
profetas da época tinham também discípulos, mas o estilo era diferente. O
profeta se sentava, os discípulos ficavam em volta e ele ensinava. Jesus, ao
contrário, é um profeta itinerante. Seus discípulos o acompanhavam e ele
ensinava o povo, pregava a conversão, enfrentava situações difíceis, curava os doentes,
expulsava demônios... Agora os discípulos são chamados a fazer o mesmo. A
missão dos Apóstolos aparece assim como um prolongamento da missão de Cristo.
Ao
enviá-los Jesus deu-lhes umas instruções concretas. “Recomendou-lhes que não
levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem
dinheiro na cintura”. O missionário deve trabalhar em total pobreza e
desprendimento. Libertos de bagagens, eles ficam mais livres, desinstalados e
disponíveis para a missão confiada. Esse “como” pregar é o principal testemunho
profético.
“Quando
entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida.” Esta é a conseqüência da
situação de pobreza e de desapego do missionário: fica fácil hospedar e ser
hospedado pelo povo, e não precisa ficar mudando de casa em casa.
O nosso
testemunho cristão é como uma medalha que tem dois lados. De um lado é a nossa
palavra e a nossa aparência; do outro está a nossa vida real, como vivemos no
dia-a-dia e o que carregamos conosco. Esses dois testemunhos se completam, e o povo
tem ocasião não só de ouvir o Evangelho, mas de ver como ele é vivido. “A
palavra convence, o exemplo arrasta”. “O meio é a mensagem”. As nossas atitudes
falam mais fundo do que as nossas palavras.
“Então os
doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios
e curavam numerosos doentes.” Os profetas da época viviam escondidos do povo, e
não se preocupavam em curar doentes. Para Jesus, esse cuidado com o homem todo,
alma e corpo, é o sinal de que o Reino de Deus está perto.
“Se em
algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi
a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Sacudir a poeira dos pés para
não levar frustração. O missionário fica contente diante da porta que lhe abre,
mas tranqüilo diante da que se fecha; por isso é capaz de assumir a
incompreensão dos evangelizandos. Como uma prevenção contra o triunfalismo,
Jesus prepara os seus enviados para o possível fracasso da sua missão. A tarefa
deles é semear, não colher. O êxito não está garantido, porque o Evangelho é
oferta gratuita, não imposição.
Tudo isso
vale para todos nós cristãos, que no batismo recebemos a missão profética.
Nas
entrelinhas dessas normas concretas nós vemos um estilo apostólico, que foi o
do próprio Jesus: pobreza para a liberdade, desinstalação para a
disponibilidade e entrega para o serviço do Evangelho, visando o Reino de Deus.
Havia,
certa vez, um rapaz que morava perto do mar. Ele gostava de andar na praia, pra
lá e pra cá, refletindo sobre seus problemas. Quando ele voltava, via na areia
sempre rastos de duas pessoas. Ele pensava: que bom, Cristo caminha comigo!
Um dia,
ele estava passando por uma crise muito forte, um sofrimento muito grande, e
foi caminhar na praia. Ao voltar, viu rastos apenas de uma pessoa.
Ele disse
para o amigo: “Ô Jesus, justamente no meu momento mais difícil, o Senhor me
abandona?
Jesus
respondeu: “Não, meu irmão, você está enganado. Esse rasto que você vê é meu. É
que, nas suas horas mais difíceis, eu o carrego nos meus braços!”
“Ide fazer
discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que
estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20). Jesus não
falha neste seu compromisso, especialmente nas horas mais difíceis de seus
enviados.
Maria
Santíssima é a Rainha dos missionários, de ontem e de hoje, pois ela, atendendo
ao chamado de Deus Pai, gerou Jesus para nós. Que ela nos ajude a cumprir bem a
nossa missão profética.
Começou a
enviá-los.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Eu não só
vivo no meio de pessoas que combatem o fantasma da depressão, atravessei eu
mesma esse caminho. Como falar do amargo se não provei dele? Não existem
pessoas isentas às tempestades da vida e os que afirmam estar acima de tudo
correm um grande risco.
Quando alguma coisa perturba nosso percurso
natural da vida, ou o que projetamos, podemos cair nessa armadilha que é a
depressão. Mas isso não é o fim de uma existência, apenas um árduo caminho,
sobretudo de incompreensão da parte de quem nunca passou por isso. A vida é
bela e de dez razões para estarmos tristes, existem cem outras para estarmos
felizes, só que saber isso não é o bastante para ver o mundo de outra forma. Há
pessoas que um dia descobrem que têm um câncer e isso abala toda a sua
existência, o que é completamente natural. Isso todo mundo compreende, mas
ninguém diz a elas simplesmente que a vida é bonita e que elas têm mil motivos
outros de felicidade.
Ah, se todos soubessem o calvário que é a vida
de um deprimido, existiria talvez mais compreensão e menos depressão, que é uma
doença que necessita de cura e pede tempo, pede tratamento e muita paciência da
parte dos que estão em volta.
Quando
não podemos impedir que as lágrimas rolem pelo rosto dos nossos amigos, podemos
secá-las. Às vezes a melhor maneira de entender uma pessoa é ficar do lado
dela, é abrir os ouvidos do coração.
Eu
atravessei o caminho da depressão e saí dele. Foi dura a subida, mas eu sabia
que no Alto havia uma mão estendida e fixei meu olhar nela. E por isso digo a
todos vocês (e se vocês soubessem o quanto são numerosos!!!) que existe saída,
que quando não mais temos forças, Deus nos carrega. Nunca desistam, porque Deus
não desistiu de nós, apesar de todas as nossas falhas.
Aprendi,
com minha experiência, a olhar o mundo de outra maneira. Aprendi a olhar as
pessoas de outra maneira e não considerar que seus problemas são menos graves
que os que conheço. Apenas digo, afirmo e direi quantas vezes for necessário,
que para toda porta de entrada existe uma porta de saída e que o mesmo Deus que
está sobre mim, me livrou e me livra, está sobre cada um de vocês.
Ninguém
deve sentir medo do julgamento das pessoas, nem das coisas que chegam ou estão
por vir. A Mão de Deus está sempre estendida e, aconteça o que acontecer, ela
está apontada na nossa direção.
Escrevi
um pouco sobre a depressão hoje, porque sei que há muitos que precisam. Se
traduzi bem o que dizia meu coração eu não sei, só sei que sei o que vivi e que
consegui sair. E se minha experiência pode ajudar, que ela ajude.
Letícia
Thompson
http://www.leticiathompson.net/Lagrimas_da_depressao_LT.html
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na palma
de Suas mãos.
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