Quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
“O amor vive neste sutil fio de
conversação, balançando-se entre a boca e o ouvido.” (Rubem Alves)
EVANGELHO DE HOJE
Mc9,38-40
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
—
Glória a vós, Senhor!
38
E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava
demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue.
39
Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em
meu nome e possa logo falar mal de mim.
40
Porque quem não é contra nós, é por nós.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
A juventude e a pouca
experiência de João se destacam nessa narrativa. Mesmo com todo ensinamento de
Jesus, João confunde a verdadeira intenção da vinda do seu mestre. Ele não
compreende ainda o mover do Espírito Santo sobre os filhos de Deus.
No site das Paulinas
existe a seguinte reflexão sobre o fato: “À sua atitude excludente (referindo-se
a João), nesta passagem do evangelho, junta-se a sua aspiração aos privilégios
quando espera ocupar posição de destaque ao lado de Jesus no caso dele
conquistar o poder”.
Ainda perambula em
nossas comunidades, igrejas, locais de trabalho a idéia, ou seria melhor dizer
”temor”, a abertura às pessoas, a pensamentos, a novas idéias que fujam do que
conhecemos, que sabemos, que defendemos… Um exemplo clássico é aquela velha
rixa entre pastorais, movimentos, liturgistas e ritualistas, que temos em
nossas comunidades.
Essa tal rixa, movida
pela infantilidade de algumas pessoas, coloca correntes e bolas de ferro nos
“pés do Espírito Santo” e conseqüentemente na igreja. Pessoas que defendem
tanto seu movimento, seu pensamento, sua corrente teológica que esquecem que o
Espírito anda por onde ele quer. Que o paráclito é que norteia nossa igreja e
não somente esse ou aquele padre, essa ou aquela pastoral…
“(…) A sabedoria
comunica a vida a seus filhos e acolhe os que a procuram. Os que a amam, amam a
vida; os que a procuram desde manhã cedo, serão repletos de alegria pelo
Senhor. Quem a ela se apega, herdará a glória; para onde for, Deus o abençoará.
os que a veneram, prestam culto ao Santo; pois Deus ama os que a amam”.
(Eclesiástico 4, 12-15)
Fico profundamente
chateado quando um membro da igreja, um cristão, um leigo ou sacerdote ao invés
de unir as pessoas, agarrado ao seu pensamento filosófico, recheado de
preconceitos, segrega pessoas, pastorais e pensamentos aprovados pela igreja.
Quantas brigas entre músicos e padres poderiam ser evitadas SE AMBOS
ENTENDESSEM que na verdade quem decide é Deus? O que o povo que vai a missa tem
haver se o padre não gosta da renovação carismática ou da PJ e resolve dar
sermões “provando sua verdade”, se a igreja os ampara e os apóia restando a ele
apenas descascar sua infantilidade esquecendo-se de levar a Boa Nova?
Quem salva a nossa vida
é Deus e não placa de igreja. Que adianta ser cristão se não amo, não tenho
paciência, não ouço, não me abro? Como posso carregar a paz se vivo em conflito
com quem esta ao meu lado? Como diria o salmo de hoje “(…) Os que amam vossa
lei, têm grande paz”!
Juventude pode até
lembrar inexperiência, imprudência, explosões, (…) mas chega uma hora que
preciso amadurecer como pessoa e como cristão e parar de assoprar o que o irmão
passou o dia inteiro juntando! O próprio evangelista de qual o evangelho narra,
precisou crescer para, anos depois, declarar com muita maturidade que Deus é
Amor (I João 4,8)!
Uma observação
pertinente: nem todo padre esta equivocado em relação aos músicos, pois temos
uns irmãos cantores e músicos que infelizmente esquecem o descofiometro em casa
quando estão tocando na missa e isso também não ajuda em nada nessa relação.
Som alto demais também afasta as pessoas e não é porque gosto ou me identifico
que as pessoas têm que agüentar.
Busquemos a maturidade!
Um imenso abraço
fraterno!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Uma cena, como uma
pintura, desenha-se à nossa frente: um homem compenetrado, pai de família,
sentado em sua cadeira preferida, estudando para a fase final de seu doutorado.
No ambiente tranqüilo,
calado, ouve-se então alguns passos apressados e leves: era Sarah, sua
filhinha.
Papai, você quer ver meu
desenho? - perguntou ela, com brilho nos olhos.
Sem olhar para ela, o
pai logo respondeu, com calma:
Sarah, papai está
ocupado. Volte um pouco mais tarde, querida.
Realmente ele estava
ocupado, o trabalho de uma semana inteira precisava ser feito em apenas um fim
de semana.
Dez minutos depois, ela
volta à biblioteca, dizendo: papai, me deixa mostrar o meu desenho?
Sarah, meu amor, volte
mais tarde. Isto que estou fazendo é importante - respondeu ele.
Três minutos depois ela
entra novamente, fica à um palmo do nariz do pai e fala com todo poder que um
comandante de cinco anos de idade poderia conseguir:
Você quer ver ou não?
Não, eu não quero -
retorquiu o homem, sem pensar muito no que havia dito.
Com isso, então, ela
zuniu para fora e o deixou só.
E de alguma maneira,
estando só naquele momento, ele não estava tão satisfeito quanto pensou que
ficaria.
Sentiu-se como que
puxado, e foi até a porta da frente.
Sarah! - ele chamou. -
você poderia entrar um minuto, por favor? Papai gostaria de ver o seu desenho.
Ela entrou sem
reclamações e se atirou em seu colo.
Era um grande quadro.
Ela lhe deu até um título. No alto, com sua melhor letra, estava escrito:
"nossa família".
Explique-me o quadro. -
pediu ele a ela.
Com os pequeninos dedos
de sua pequenina mão, ela descreveu:
Aqui é a mamãe (uma
figura de palito com cabelo longo, amarelo e ondulado); aqui sou eu, do lado de
mamãe; aqui é Katie (nosso cachorro); e aqui é Missy (a pequenina irmã dela).
Adorei seu desenho,
querida - elogiou o pai, sorrindo vou pendurar na parede da sala de jantar, e
toda noite quando eu voltar para casa eu vou olhar para ele.
Ela sorriu de orelha a
orelha e foi brincar lá fora, enquanto o pai voltava aos estudos.
Mas, por alguma razão,
ele manteve a leitura no mesmo parágrafo repetidamente. Algo o deixava
intranqüilo. Algo sobre o desenho de Sarah. Alguma coisa estava faltando.
Ele foi então até a
porta da frente e voltou a chamar a filhinha.
Posso ver seu desenho
novamente?
Ela o apanhou
rapidamente, e logo já estava no colo do pai, animada.
Foi então que ele fez
uma pergunta para Sarah, da qual não estava certo de que gostaria de ouvir a
resposta:
Querida... tem a mamãe, e Sarah, e Missy, e
até Katie em seu desenho. E tem também sol, e nossa casa e muitos pássaros. Mas
Sarah, onde está seu papai?
Rapidamente então ela
respondeu, nem sequer imaginando a lição que estava prestes a dar a seu pai:
Você está na biblioteca!
Com aquela declaração
simples, Sarah fez parar o tempo para seu pai. Erguendo-a suavemente, ele a
mandou de volta para brincar ao sol da primavera.
Em seguida afundou-se em
sua cadeira, com a cabeça girando. Aquela simples frase voltava a ecoar em seu
coração: "você está na biblioteca!"
Algumas semanas se
passaram, e ele tornou-se doutor.
Então, certa noite,
ainda com o coração apertado, conversando com sua esposa antes de dormir,
fez-lhe a seguinte pergunta:
Bárbara... eu quero
voltar para casa. Posso?
Vinte segundos de
silêncio se seguiram. Parecia que ele havia prendido seu fôlego por mais de uma
hora.
Gary, disse a esposa
cuidadosamente. - as meninas e eu o amamos muito. Nós o queremos em casa. Mas
você não esteve aqui! Eu me senti como pai e mãe por muito tempo!
E aquela era a verdade
clara, sem disfarce - pensou ele.
Sua vida tinha sido
descontrolada, sua família estava em piloto automático, e ele tinha uma longa
estrada pela frente se as quisesse conquistar novamente.
Agora que a névoa havia
se dissipado, ele estava disposto a tentar, e este passou a ser o objetivo mais
importante de sua vida.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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