Sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
“Aquilo que o coração ama fica
eterno.” (Rubem Alves)
EVANGELHO DE HOJE
Mc
8,34-9.1
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 34chamou Jesus a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me
quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35Pois quem quiser
salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do
Evangelho vai salvá-la.
36Com
efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida?
37E o que poderia o homem dar em troca da própria vida? 38Se alguém se
envergonhar de mim e das minhas palavras diante dessa geração adúltera e
pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele quando vier na glória do
seu Pai com seus santos anjos”. 9,1Disse-lhes Jesus: “Em verdade vos digo,
alguns dos que aqui estão não morrerão sem antes terem visto o Reino de Deus
chegar com poder”.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Tu és o Messias... E começou a ensiná-los,
dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito.
Este Evangelho narra a
pergunta que Jesus fez aos discípulos a respeito da opinião do povo sobre quem
é ele. Após várias respostas, Jesus a pergunta principal: “E vós, quem dizeis
que eu sou? Pedro respondeu: Tu és o Messias”.
Esta segunda pergunta de
Jesus – E vós, quem dizeis que eu sou? – é fundamental na nossa vida cristã.
Hoje ela é feita por Cristo diretamente a mim e a você: Quem sou eu para você,
isto é, na sua vida? Da resposta a essa pergunta depende o sentido que damos
aos nossos atos e à nossa vida. Ela é a força que nos impulsiona, a esperança
que nos anima.
A resposta tem de ser
pessoal. Não adianta repetir frases decoradas no catecismo sobre quem é Jesus.
Para responder quem é
uma pessoa, precisamos primeiro conhecê-la bem. Não basta saber o nome, onde
mora, sua idade, escolaridade, conhecer os seus familiares e saber para que
time torce. Precisamos conviver, fazer uma experiência pessoal com ela,
escalando a montanha da vida, nadando no oceano do tempo, ouvindo a melodia do
seu coração, vendo as suas atitudes nas mais diversas situações e captando os
seus sentimentos. Só se conhece alguém a partir da sua vida, da sua história,
dos seus sonhos e ideais. Para isso precisamos, como dizem os japoneses, “comer
um quilo de sal junto com a pessoa”.
Na verdade, mesmo assim
a pessoa ainda permanece um mistério. O ser humano é insondável, até para a
própria pessoa, quanto mais para os outros. Quanto a Jesus, precisamos, através
dos Evangelhos, conhecer o seu rosto autêntico, a fim de descobrir nele o rosto
de Deus.
É urgente fazermos essa
experiência com Jesus, a fim de tomarmos uma posição definida em relação a ele.
Se respondermos, por exemplo, que ele é o nosso caminho, verdade e vida, o seu
sonho passará a ser o nosso sonho. Só assim responderemos corretamente à
pergunta que hoje ele nos faz: “E para você, quem sou eu?” O Senhor é o meu
modelo de vida na terra, respondemos.
Convivendo com Jesus,
descobriremos nele uma pessoa plenamente humana, um ser humano que se formou na
estreiteza de um útero, na simplicidade de uma aldeia e na insignificância de
uma cultura. Veremos em Jesus um ser histórico, que sente fome, sede, saudade,
alegria, angústia, amizade, que chora pela morte de um amigo, que cresce,
aprende, pergunta, ouve, avalia e até se indigna.
Descobriremos alguém que
por amor assumiu integralmente a nossa condição humana, e por isso é
companheiro, modelo, mestre e amigo. Compensa mergulhar nessa piscina.
Pedro deu uma resposta
correta sobre quem é Jesus. Mas lhe faltava a dimensão do Messias sofredor. “O
Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não fiquei revoltado, para trás eu não
andei. Apresentei as costas aos que me queriam bater, ofereci o queixo aos que
me queriam arrancar a barba e nem escondi o rosto dos insultos e escarros” (Is
50,5-6).
Entretanto, após a
bronca de Jesus – “Vai para longe de mim, Satanás!” – Pedro aprendeu a lição.
Não só aprendeu, mas seguiu, pois ele também morreu crucificado. O caminho de
Pedro é o nosso caminho: dando cabeçadas, aprendemos.
Imagine que você tem um
cachorro de estimação, e o vê roendo um osso. Você fica indignado com aquilo e
tenta tirar o osso da boca do cão, mas não consegue, porque ele ameaça morder
em você; afinal, é a única coisa que ele tem.
Você tem uma idéia: vai
lá dentro, pega um filé mignon bem gostoso e joga perto do cachorro. Claro que
imediatamente ele larga o osso e abocanha o filé. E o faz abanando o rabo para
você, em agradecimento. Aí você pega o osso e joga no lixo.
Muita gente que não
conhece direito a Cristo vive roendo ossos por aí: drogas, sexo livre, farras,
alcoolismo... Em vez de lhes tirar esses ossos, o que dificilmente conseguimos,
vamos oferecer-lhes o filé mignon que é Cristo.
Podemos dizer que
existem dois jeitos de educar crianças e jovens: arrancando ossos e oferecendo
filé mignon. Todo mundo quer a felicidade; se não oferecemos a verdadeira e
plena, a pessoa a busca do seu jeito, nas felicidades magras que o mundo lhe
oferece.
Se um copo está cheio de
um líquido e você despeja nele outro líquido mais pesado, o que estava é jogado
para fora. Não queiramos primeiro esvaziar o coração das pessoas, tirando deles
o que está errado; vamos apresentar-lhes algo melhor, que o antigo esborrifará
para fora naturalmente.
Que Maria Santíssima, a
pessoa que melhor conheceu e amou a Jesus, nos ajude a respondeu com a nossa
vida à pergunta que hoje nos faz: Quem sou eu para você?
Tu és o Messias... E
começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito
MOMENTO DE REFLEXÃO
Muita gente anda se
perdendo em tormentos tolos, buscando recompensas materiais rápidas, vendendo a
alma, o corpo e seus ideais, em troca de algum conforto material, tentando
compensar suas ausências com jóias, celulares caros e cheios de acessórios,
carros com mais potência e luxo, e nada, absolutamente nada o satisfaz.
A felicidade que tanto
buscamos nas coisas, que tentamos encontrar nos outros, no amor que não
vivemos, no amor que partiu, no parente
que morreu, no filho que não nasceu, na semente que não germinou, é tudo ilusão
de olhos materiais, olhos que só vêem o que se vê na superfície, e o iceberg tem
apenas uma parte para fora da água, sua maior porção não está revelada, por
isso os tolos batem e afundam.
A felicidade está onde
você a colocar, no vaso de gerânios na janela,
na horta que cresce
verdinha e plena das suas mãos, no orfanato que você visita e é reconhecido, no
trabalho onde você é respeitado pela generosidade, na sua casa onde te amam
pela sua compreensão, na igreja onde reconhecem a sua espiritualidade
verdadeira.
A felicidade não permite
aparências, coisas externas, está em nosso semblante, é exibida pelos olhos,
que são espelhos da alma.
Não se frustre por tão
pouco, não se inquiete, deixe de lado as falsas expectativas que você cria,
viva a realidade do dia e Deus, na sua infinita sabedoria, saberá dar-lhe, no
momento oportuno, não o que desejas, pois nem sempre é o melhor para o seu
tempo, mas o que precisas para viver a felicidade que existe em ti.
Isso se chama Plenitude!
Muita paz para o seu
dia...
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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