terça-feira, 8 de março de 2022

Quarta-feira 09-03-2022

 Quarta-feira, 09 de março de 2022

 

 

"Quando agredida, a natureza não se defende. Apenas se vinga."

(Albert Einstein)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 11,29-32

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

 

 

Quando a multidão se ajuntou em volta de Jesus, ele começou a falar e disse o seguinte:

 

- Como as pessoas de hoje são más! Pedem um milagre como sinal de aprovação de Deus, mas nenhum sinal lhes será dado, a não ser o milagre de Jonas. Assim como o profeta Jonas foi um sinal para os moradores da cidade de Nínive, assim também o Filho do Homem será um sinal para a gente de hoje. No Dia do Juízo a rainha de Sabá vai se levantar e acusar vocês, pois ela veio de muito longe para ouvir os sábios ensinamentos de Salomão. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Salomão. No Dia do Juízo o povo de Nínive vai se levantar e acusar vocês porque, quando ouviram a mensagem de Jonas, eles se arrependeram dos seus pecados. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Jonas.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

Os judeus pediam um sinal a Jesus, uma prova de que ele é mesmo o enviado de Deus. Jesus responde que não lhes será dado outro sinal, a não ser o sinal de Jonas.

 

Jonas, como sabemos, foi atirado no mar, em seguida uma baleia o engoliu e três dias depois o vomitou vivo na praia (Cf Jn 1,15.2,1-11).

 

Jesus se refere ao seu sepultamento, em que ficou também três dias debaixo da terra e depois ressuscitou vivo. Esta foi uma grande prova da sua divindade. Mas foi também uma prova da radicalização do pecado dos judeus: Mataram o Filho de Deus.

 

De fato, não tinha cabimento pedir sinal a Jesus, pois fazia milagres todos os dias. Só quem era cego não via.

 

Acontece que a nossa fé é proporcional à nossa obediência a Deus. Quem não segue os mandamentos, fica como que cego e não vê as passagens de Deus pela sua vida. Por isso acaba se desviando da fé verdadeira.

 

A nossa desobediência a Deus começa com pequenas falhas. Se não nos convertemos, elas vão aumentando aos poucos. De repente nós caímos num pecado grande, e levamos um susto. Esse susto é convite de Deus, sinal do amor dele a nós. Muitos tomam um copo de cerveja para esquecer o susto e continua a vida. Esses vão acabar fazendo pecados ainda maiores, como os judeus do tempo de Jesus, que o mataram.

 

“Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21). Por outro lado, quem não obedece os mandamentos, acaba escondendo-se de Deus, como aconteceu com Adão e Eva.

 

“Assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé, sem a prática, é morta” (Tg 2,26).

 

No Evangelho, Jesus lembra também o exemplo bonito da Rainha de Sabá: Ao ficar sabendo da sabedoria de Salomão, veio de tão longe para ouvi-lo (Cf 1Rs 10,1-10). E Jesus, muito maior que Salomão, estava ali no meio daqueles chefes e eles não o ouviam.

 

Jesus chamou os judeus do seu tempo de geração má, quer dizer, uma geração que pratica obras más. As obras más endurecem o nosso coração para o amor a Deus e ao próximo e o fecham para a fé verdadeira. Quem pratica obras más torna-se presa fácil de seitas.

 

Nós buscamos instintivamente a coerência entre as várias dimensões da nossa pessoa. Se a nossa vida prática não segue o que acreditamos, passamos a acreditar naquilo que combina com a nossa vida prática.

 

“Josué disse ao povo: Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados” (Js 24,19).

 

Logo que Jesus morreu, o centurião disse: “Este era verdadeiramente Filho de Deus!” (Mt 27,54). Que nós não cheguemos a esse ponto, de só “acordar” depois que cometemos um pecado horrível. Para isso, precisamos ser menos críticos e mais dóceis diante da Palavra de Deus. Que o bom Deus tire o nosso coração de pedra e coloque no lugar um coração de carne, mais sensível aos sinais que ele nos manda.

 

Certa vez um rapaz procurou o padre, querendo resolver umas dúvidas de fé. O padre levou-o para a sala de atendimento, os dois se sentaram e o padre foi logo perguntando: “Quanto tempo faz que você não se confessa?” O rapaz respondeu: “Não é isso, padre, o meu problema são dúvidas de fé!” “Sim, respondeu o padre, mas eu gostaria que você antes se confessasse. Depois a gente conversa sobre a fé”. Depois de muita conversa, o padre, com sua bondade, conseguiu convencer o jovem a se confessar. Foi uma confissão longa e o jovem até se emocionou. Terminada, o padre lhe disse: “Agora vamos conversar sobre a fé. Pode apresentar as suas dúvidas. “Não tenho mais dúvidas, respondeu o moço. Muito obrigado, senhor padre!” E deu-lhe um abraço.

 

É sempre assim. A vida de pecado interfere na nossa fé. Existe uma relação: Vida de pecado = Dúvidas de fé. Prática das virtudes = Aumento de fé.

 

A nossa fé cresce junto com a nossa obediência a Deus.

  

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

A terra foi criada e, com ela, tudo o que a povoa: estrelas, mares, rios, plantas, montanhas, animais, insetos, flores. Tudo foi criado para ser o palco do Céu, o palco do Reino de Deus, onde o trono do Filho de Deus seria instalado para que Ele reinasse aqui como o Senhor:

 

"Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia, com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção [...]" (Rm 8,20-21).

 

"Vaidade", aqui, não significa a valorização da própria aparência, mas sim o sentido exato da palavra: vazio, vão, esvaziado.

 

Hoje, no entanto, a terra está profanada: os lugares mais lindos são os mais profanados, não só por pecados vergonhosos, cometidos exatamente nesses lugares, mas porque são usados para práticas de rituais esotéricos e até mesmo para cultos satânicos. São escolhidos os lugares mais bonitos: as mais lindas montanhas e praias, os mais belos panoramas. Assim profanam a terra, mas, devido à maravilhosa graça de Deus, a criação vive.

 

"[...] Também a própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da liberdade que é a glória dos filhos de Deus. Todavia, com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus" (Rm 8,21).

 

A criação espera por isto: um dia ela servirá de palco para o Filho de Deus, para o Reino de Deus, para o governo de Jesus Cristo nesta terra. Por isso, tudo o que foi criado grita: "Vem, Senhor Jesus! Vem logo! E que a manifestação dos filhos de Deus aconteça! Não queremos mais ser usados para a corrupção!" As flores, os mares, os rios, as montanhas dizem: "Não queremos mais que nos profanem. Vem, Senhor Jesus!".

 

Essa é a realidade que esquecemos. Também fomos esvaziados. Esta é uma verdade básica que o apóstolo Paulo ensinava aos primeiros cristãos iniciantes; não eram antigos cristãos, mas cristãos recém-convertidos a quem ele ensinava realidades que nós perdemos. Mas hoje o Senhor nos devolve aquilo que nos foi roubado. "Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como dores de parto até ao presente dia" (Rm 8,22).

 

 

Com efeito, sabemos que toda a criação, até o presente, está gemendo como que em dores de parto. A criação quer dar à luz o Filho de Deus, dar à luz a terra nova. A terra reza o Pai-nosso assim como as flores, os rios, as montanhas: "Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade". Queremos fazer a vontade do Pai e queremos que todos os filhos de Deus também a façam. Mas, infelizmente, poucos seguem a Sua vontade, e as consequências são a desordem e a corrupção do mundo atual.

 

O mundo está desenfreado, nada o segura. E não adianta ter ilusões de que algum governo, partido ou ideologia poderão resolver a situação. O que aconteceu com a ideologia comunista, marxista? O que aconteceu com o Muro de Berlim?

 

A salvação vem do Senhor: o "Deus que salva" é Jesus. O Messias esperado, o Cristo ungido, é Jesus! Ele é o Senhor, Ele é o Kyrios! Ele é a solução!

 

(Trecho do livro "Orando com poder" de monsenhor Jonas Abib)

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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