Quarta-feira, 09 de março de 2022
"Quando agredida, a natureza não
se defende. Apenas se vinga."
(Albert Einstein)
EVANGELHO DE HOJE
Lc
11,29-32
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
Quando
a multidão se ajuntou em volta de Jesus, ele começou a falar e disse o
seguinte:
-
Como as pessoas de hoje são más! Pedem um milagre como sinal de aprovação de
Deus, mas nenhum sinal lhes será dado, a não ser o milagre de Jonas. Assim como
o profeta Jonas foi um sinal para os moradores da cidade de Nínive, assim também
o Filho do Homem será um sinal para a gente de hoje. No Dia do Juízo a rainha
de Sabá vai se levantar e acusar vocês, pois ela veio de muito longe para ouvir
os sábios ensinamentos de Salomão. E eu afirmo que o que está aqui é mais
importante do que Salomão. No Dia do Juízo o povo de Nínive vai se levantar e
acusar vocês porque, quando ouviram a mensagem de Jonas, eles se arrependeram
dos seus pecados. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que
Jonas.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Os judeus pediam um
sinal a Jesus, uma prova de que ele é mesmo o enviado de Deus. Jesus responde
que não lhes será dado outro sinal, a não ser o sinal de Jonas.
Jonas, como sabemos, foi
atirado no mar, em seguida uma baleia o engoliu e três dias depois o vomitou
vivo na praia (Cf Jn 1,15.2,1-11).
Jesus se refere ao seu
sepultamento, em que ficou também três dias debaixo da terra e depois
ressuscitou vivo. Esta foi uma grande prova da sua divindade. Mas foi também
uma prova da radicalização do pecado dos judeus: Mataram o Filho de Deus.
De fato, não tinha
cabimento pedir sinal a Jesus, pois fazia milagres todos os dias. Só quem era
cego não via.
Acontece que a nossa fé
é proporcional à nossa obediência a Deus. Quem não segue os mandamentos, fica
como que cego e não vê as passagens de Deus pela sua vida. Por isso acaba se
desviando da fé verdadeira.
A nossa desobediência a
Deus começa com pequenas falhas. Se não nos convertemos, elas vão aumentando
aos poucos. De repente nós caímos num pecado grande, e levamos um susto. Esse
susto é convite de Deus, sinal do amor dele a nós. Muitos tomam um copo de
cerveja para esquecer o susto e continua a vida. Esses vão acabar fazendo
pecados ainda maiores, como os judeus do tempo de Jesus, que o mataram.
“Quem acolhe e observa
os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu
o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21). Por outro lado, quem não obedece
os mandamentos, acaba escondendo-se de Deus, como aconteceu com Adão e Eva.
“Assim como o corpo sem o
espírito é morto, assim também a fé, sem a prática, é morta” (Tg 2,26).
No Evangelho, Jesus
lembra também o exemplo bonito da Rainha de Sabá: Ao ficar sabendo da sabedoria
de Salomão, veio de tão longe para ouvi-lo (Cf 1Rs 10,1-10). E Jesus, muito
maior que Salomão, estava ali no meio daqueles chefes e eles não o ouviam.
Jesus chamou os judeus
do seu tempo de geração má, quer dizer, uma geração que pratica obras más. As
obras más endurecem o nosso coração para o amor a Deus e ao próximo e o fecham
para a fé verdadeira. Quem pratica obras más torna-se presa fácil de seitas.
Nós buscamos
instintivamente a coerência entre as várias dimensões da nossa pessoa. Se a
nossa vida prática não segue o que acreditamos, passamos a acreditar naquilo
que combina com a nossa vida prática.
“Josué disse ao povo:
Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que
não suportará vossas transgressões e pecados” (Js 24,19).
Logo que Jesus morreu, o
centurião disse: “Este era verdadeiramente Filho de Deus!” (Mt 27,54). Que nós
não cheguemos a esse ponto, de só “acordar” depois que cometemos um pecado
horrível. Para isso, precisamos ser menos críticos e mais dóceis diante da
Palavra de Deus. Que o bom Deus tire o nosso coração de pedra e coloque no
lugar um coração de carne, mais sensível aos sinais que ele nos manda.
Certa vez um rapaz
procurou o padre, querendo resolver umas dúvidas de fé. O padre levou-o para a
sala de atendimento, os dois se sentaram e o padre foi logo perguntando:
“Quanto tempo faz que você não se confessa?” O rapaz respondeu: “Não é isso,
padre, o meu problema são dúvidas de fé!” “Sim, respondeu o padre, mas eu
gostaria que você antes se confessasse. Depois a gente conversa sobre a fé”.
Depois de muita conversa, o padre, com sua bondade, conseguiu convencer o jovem
a se confessar. Foi uma confissão longa e o jovem até se emocionou. Terminada,
o padre lhe disse: “Agora vamos conversar sobre a fé. Pode apresentar as suas
dúvidas. “Não tenho mais dúvidas, respondeu o moço. Muito obrigado, senhor
padre!” E deu-lhe um abraço.
É sempre assim. A vida
de pecado interfere na nossa fé. Existe uma relação: Vida de pecado = Dúvidas
de fé. Prática das virtudes = Aumento de fé.
A nossa fé cresce junto
com a nossa obediência a Deus.
MOMENTO DE REFLEXÃO
A terra foi criada e,
com ela, tudo o que a povoa: estrelas, mares, rios, plantas, montanhas,
animais, insetos, flores. Tudo foi criado para ser o palco do Céu, o palco do
Reino de Deus, onde o trono do Filho de Deus seria instalado para que Ele
reinasse aqui como o Senhor:
"Pois a criação foi
sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a
sujeitou), todavia, com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da
corrupção [...]" (Rm 8,20-21).
"Vaidade",
aqui, não significa a valorização da própria aparência, mas sim o sentido exato
da palavra: vazio, vão, esvaziado.
Hoje, no entanto, a
terra está profanada: os lugares mais lindos são os mais profanados, não só por
pecados vergonhosos, cometidos exatamente nesses lugares, mas porque são usados
para práticas de rituais esotéricos e até mesmo para cultos satânicos. São
escolhidos os lugares mais bonitos: as mais lindas montanhas e praias, os mais
belos panoramas. Assim profanam a terra, mas, devido à maravilhosa graça de
Deus, a criação vive.
"[...] Também a
própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da
liberdade que é a glória dos filhos de Deus. Todavia, com a esperança de ser
também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa
liberdade dos filhos de Deus" (Rm 8,21).
A criação espera por
isto: um dia ela servirá de palco para o Filho de Deus, para o Reino de Deus,
para o governo de Jesus Cristo nesta terra. Por isso, tudo o que foi criado
grita: "Vem, Senhor Jesus! Vem logo! E que a manifestação dos filhos de
Deus aconteça! Não queremos mais ser usados para a corrupção!" As flores,
os mares, os rios, as montanhas dizem: "Não queremos mais que nos
profanem. Vem, Senhor Jesus!".
Essa é a realidade que
esquecemos. Também fomos esvaziados. Esta é uma verdade básica que o apóstolo
Paulo ensinava aos primeiros cristãos iniciantes; não eram antigos cristãos,
mas cristãos recém-convertidos a quem ele ensinava realidades que nós perdemos.
Mas hoje o Senhor nos devolve aquilo que nos foi roubado. "Pois sabemos
que toda a criação geme e sofre como dores de parto até ao presente dia"
(Rm 8,22).
Com efeito, sabemos que
toda a criação, até o presente, está gemendo como que em dores de parto. A
criação quer dar à luz o Filho de Deus, dar à luz a terra nova. A terra reza o
Pai-nosso assim como as flores, os rios, as montanhas: "Venha a nós o
vosso Reino, seja feita a vossa vontade". Queremos fazer a vontade do Pai
e queremos que todos os filhos de Deus também a façam. Mas, infelizmente,
poucos seguem a Sua vontade, e as consequências são a desordem e a corrupção do
mundo atual.
O mundo está
desenfreado, nada o segura. E não adianta ter ilusões de que algum governo,
partido ou ideologia poderão resolver a situação. O que aconteceu com a
ideologia comunista, marxista? O que aconteceu com o Muro de Berlim?
A salvação vem do
Senhor: o "Deus que salva" é Jesus. O Messias esperado, o Cristo
ungido, é Jesus! Ele é o Senhor, Ele é o Kyrios! Ele é a solução!
(Trecho do livro "Orando com poder" de
monsenhor Jonas Abib)
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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