Segunda-feira, 21 de março de 2022
“Felicidade é ter algo o que fazer,
ter algo que amar e algo que esperar.” (Aristóteles)
EVANGELHO DE HOJE
Lc
4,24-30
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
Jesus,
vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24“Em verdade eu vos digo que nenhum
profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do
profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande
fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma
delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo
do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi
curado, mas sim Naamã, o sírio”.
28Quando
ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos.
29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre
o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício.
30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Jesus, como Elias e
Eliseu, não é enviado só aos judeus.
Este Evangelho narra a
expulsão de Jesus da sua cidade, Nazaré. Isso porque ele desagradou os ouvintes
na sinagoga, dizendo que Deus quer bem aos pagãos como aos judeus, igualmente.
O povo de Israel, por
ter sido escolhido por Deus para dele nascer o Messias, julgava ser um povo
mais querido de Deus do que os demais povos. Mas a eleição foi provisória;
depois que Jesus nasceu, acabou a história de povo eleito. Deus ama a todos os
povos igualmente e não há nenhum povo superior a outro.
Jesus mostra que os
profetas enviados por Deus, não privilegiavam o povo de Israel, mas tratavam a
todos os povos igualmente. E cita o exemplo de Elias, ajudando uma viúva
estrangeira, e de Eliseu, curando o leproso Naamã, sendo que havia muitas
viúvas e muitos leprosos em Israel, e nenhum foi agraciado.
Essas citações, apesar
de serem fatos bíblicos, irritaram os ouvintes, que expulsaram Jesus da sua
própria cidade natal e quase o mataram. Só não o fizeram porque Jesus se
mostrou com uma força especial.
Jesus veio ao mundo para
salvar a todos os povos. Deus ama a todos igualmente, como seus filhos e
filhas. “Não se faz mais distinção entre grego e judeu, circunciso e
incircunciso, bárbaro, cita, escravo, livre, porque agora o que conta é Cristo,
que é tudo e está em todos” (Cl 3,11).
“Nenhum profeta é bem
recebido em sua pátria.” O que fizeram com Jesus confirmou essa sua afirmação.
E é para nós um alerta: será que acolhemos bem o trabalho pastoral e
missionário dos líderes cristãos da nossa cidade ou bairro?
Esta rejeição de Jesus,
no comecinho de sua vida pública, prenuncia a sua sorte como profeta no meio do
seu povo: incompreendido, perseguido, morto. Entretanto, seu Evangelho
ultrapassou as fronteiras do seu país e chega a todos os cantos da terra.
Também nós somos
chamados a dar testemunho no meio em que vivemos. O dom profético não é
monopólio dos padres, bispos, diáconos e religiosos. Esse dom é exercido de
diversas formas, de acordo com o carisma de cada um. “A cada um é dada a
manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. A um é dada pelo Espírito a
palavra da sabedoria, a outro a palavra do conhecimento, a outro a fé... a
outro a profecia” (1Cor 12,7-10).
O importante é não
deixar apagar o Espírito de Jesus em nós e na nossa Comunidade. Para isso temos
de nos comprometer, especialmente em favor dos mais pobres, como o próprio
Jesus havia dito um pouco antes, no seu discurso em Nazaré (Lc 4,18ss).
Campanha da
fraternidade. A grande sociedade costuma associar a violência à favela e à
pobreza, o que não é verdade. Os chefes do crime organizado não são pobres nem
moram em favelas. Devido a esse preconceito, milhares de moradores de certos
bairros das grandes cidades sequer ousam apresentar o próprio endereço quando
encaminham currículos com a finalidade de obter um emprego. O simples fato de
morar em certas regiões já é suficiente para estigmatizá-los, como se fossem
todos delinqüentes. Isso é um pecado!
Havia, certa vez, um
senhor pai de família, que morava na roça e era muito religioso. Ele rezava o
terço todos os dias à noite, com a família. No domingo, a família toda ia à
Missa, caminhando a pé, numa distância de vinte e quatro quilômetros. Uma
filha, deste os oito anos de idade, acompanhava o pai em tudo.
Um dia este senhor
adoeceu. Ficou três anos na cama, sofrendo dores horríveis, mas nunca reclamou.
Quando alguém o visitava, ele dizia que estava bem e feliz. Quando ficou
inconsciente, só rezava o tempo todo.
Seis anos após o
falecimento do pai, a menina, agora moça, foi fazer tratamento médico numa
cidade grande, onde ficou hospedada na casa de uma família de parentes, durante
alguns meses.
As famílias católicas
vizinhas, ao saberem do seu trabalho de líder cristã, começaram a convidá-la
para rezar o terço em suas casas e ela sempre aceitava o convite com prazer.
Ela ouviu vários
comentários negativos a respeito de uma vizinha que morava sozinha. As pessoas
diziam à moça: “Naquela casa ali mora uma mulher que não presta!” Entretanto, a
jovem, na sua prática pastoral, não deu muita importância aos comentários, e
procurou aproximar-se da tal “mulher que não presta”.
De início, aproveitava
os momentos em que ela saía de casa, para conversar. Dias depois, foi convidada
pela mulher para ir à sua casa. A jovem ouvia mais do que falava, porque
percebia que a senhora sentia necessidade de falar e de se abrir com alguém.
Resultado: as duas
ficaram amigas. A mulher começou a participar dos terços, e acabou nos vizinhos
aquele estigma de “mulher que não presta”.
Depois que a jovem
voltou para a roça, ficou sabendo que aquela mulher se transformou. Não era
mais aquela pessoa fechada, mas comunicativa e alegre.
Seguindo os passos de
Jesus, todos nós somos chamados a ser profetas, continuando o trabalho dele e
dando testemunho, no lugar onde vivemos.
Maria Santíssima é a
Rainha dos Profetas. Que ela nos ajude a dar testemunho do seu Filho, no meio
em que vivemos.
Jesus, como Elias e
Eliseu, não é enviado só aos judeus.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Existe uma coisa difícil
de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância
do comportamento.
É um dom que vai muito
além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples
obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos
acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas
situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância
desobrigada.
É possível detectá-la
nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam
mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas
maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la
nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam
assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em
pessoas pontuais.
Elegante é quem
demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das
datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não
recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda
dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre
elegante.
É elegante não ficar
espaçoso demais.
É elegante, você fazer
algo por alguém , e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar
para o fazer...
É elegante não mudar seu
estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não
falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir
carinho e solidariedade.
"É elegante o
silêncio, diante de uma rejeição... "
Sobrenome, jóias e nariz
empinado não substituem a elegância do Gesto.
Não há livro que ensine
alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não
arrogante.
É elegante a gentileza,
atitudes gentis falam mais que mil imagens...
...Abrir a porta para alguém...é muito
elegante (Será que ainda existem
homens assim?)...
...Dar o lugar para
alguém sentar...é muito elegante...
...Sorrir, sempre é
muito elegante e faz um bem danado para a alma...
...Oferecer ajuda...é
muito elegante...
...Olhar nos olhos, ao
conversar é essencialmente elegante...
Pode-se tentar capturar
esta delicadeza natural pela observação, mas
tentar imitá-la é
improdutivo.
A saída é desenvolver em
si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir
licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que
ter estas frescuras".
Se os amigos não merecem
uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por
falta de uso.
E, detalhe: não é
frescura.
Toulouse Lautrec
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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