Sábado, 25 de junho de 2022
“Prepare seu filho para
"ser", pois o mundo o preparará para "ter"”.
(Augusto Cury)
EVANGELHO DE HOJE
LC
1,57-66.80
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
57Completou-se
o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e
parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel,
e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam
dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém disse: “Não! Ele vai
chamar-se João”.
61Os
outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram
sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias
pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados.
64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele
começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia
espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a
notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do
Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele
vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a
Israel.
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR (In Memorian)
João é o seu nome.
Hoje nós celebramos com
alegria a festa da Natividade de S. João Batista. O Evangelho narra o seu
nascimento e o nome que lhe deram.
A nossa vocação começa
cedo, começa na nossa concepção, pois fomos criados já em vista de uma sublime
e bela vocação dada por Deus. É interessante os pais colocarem nos filhos e
filhas um nome que já expresse aquilo que eles querem que a criança seja mais
tarde. E é aconselhável nós chamarmos as pessoas pelo seu nome de batismo, pois
assim estamos lembrando a ela o seu batismo, que foi o acontecimento mais
importante de sua vida, e lembrando também os compromissos que receberam no
batismo.
“A Boca de Zacarias se abriu, sua língua se
soltou, e ele começou a louvar a Deus.” João Batista recebeu de Deus a vocação
de ser profeta. E o seu primeiro gesto profético foi, logo após o seu
nascimento, abrir a boca do pai. O profeta deve abrir a boca e faz com que os
outros também a abram, para anunciar a verdade e denunciar a mentira e a
exploração.
Logo que cresceu, João
Batista dedicou-se à penitência, à oração e à leitura da Palavra de Deus. Vivia
nos lugares desertos. O deserto é um lugar árido, monótono e sem vegetação.
Quem está no deserto não tem distrações, por isso olha para o céu e se lembra
de Deus. O deserto é o lugar ideal para se fazer retiro.
Sobre João Batista, um
dia Jesus perguntou ao povo: “Quem fostes ver no deserto? Um caniço agitado
pelo vento? Que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Olhai, os que
vestem roupas finas estão nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um
profeta? Sim, eu vos digo, e mais do que profeta. Este é de quem está escrito:
‘Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho diante
de ti” (Mt 11,7-10).
Nós também somos chamados
a ser mensageiros de Jesus, indo à sua frente a fim de abrir as estradas para
ele chegar. A Igreja não é um simples verniz na sociedade, mas deve penetrar
fundo nas culturas e organismos sociais, a fim de transformá-los por dentro.
Nas festas de S. João,
nós costumamos erguer bem alto a bandeira dele, para dizer que ele é o maior
profeta do Antigo Testamento. E a bandeira traz a frase: “Ecce agnus Dei”: Eis
o Cordeiro de Deus. Para nos lembrar que o profeta aponta para Jesus.
A fogueira nos lembra
que João Batista chamou Jesus de “Luz que ilumina as nações”. E disse também
que Jesus batizará no Espírito Santo e no fogo. Jesus não nos dá sombra e água
fresta, ele nos joga no fogo, o fogo do amor, mas também do conflito e da cruz.
Lá no céu sim, teremos sombra e água fresca. Que a fogueira de S. João queime
as nossas mediocridades e nos torne profetas.
João Batista, no
deserto, vestia-se com pele da camelo e comia gafanhotos. O profeta não só
fala, mas vive o que fala.
Certa vez, estava
havendo um encontro de jovens de três dias. Eram aproximadamente cinqüenta
participantes, uma turma difícil. Logo no início, eles já começaram a fazer
críticas, dizendo que os dirigentes eram profissionais e que não viviam o que
falavam. Isso, apesar de não os conhecerem antes. Já estava no segundo dia à
tarde e a turma fechada, ninguém se confessava, nada. Os dirigentes
preocupados. Chegou a vez de uma garota de dezessete anos fazer uma palestra
sobre fé. Era a primeira vez que ela ia falar em público e estava nervosa. Mas
criou coragem e foi. Entretanto, ao chegar à frente dos participantes, sua voz
sumiu. Não conseguia falar. Após um breve tempo, ela pediu desculpas dizendo:
“Vocês me desculpem, eu nunca falei em público; esta é a primeira vez”. E
começou a falar. Após fazer a introdução, dizendo que ia falar sobre fé, a voz
sumiu novamente. Aí ela começou a chorar e foi sentar-se numa cadeira lá atrás.
Foi só choradeira na sala. E depois fizeram filas nas salas onde estavam os
três padres presentes, para se confessarem.
Aquela menina, sem dizer
quase nenhuma palavra, fez a melhor palestra do encontro, porque mostrou que
não era profissional de encontros. Mostrou também que não estava ali por nenhum
outro interesse, senão o seu amor a Cristo. E ainda fazendo um esforço enorme
para cumprir sua missão.
Esta foi a melhor
mensagem sobre fé. Sem dizer quase nenhuma palavra, ela falou melhor do que
todos os demais palestrantes do encontro.
O Espírito Santo
acompanha os profetas e os trabalhos missionários. Ele quer apenas que sejamos
dóceis e disponíveis às suas inspirações.
Que S. João Batista e
Maria Santíssima, a Rainha dos Profetas, nos ajudem a ser bons profetas e boas
profetizas.
João é o seu nome.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Conta uma lenda que Deus
convidou um homem para conhecer o céu e o inferno.
Foram primeiro ao
inferno.
Ao abrirem uma porta, o
homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à
sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas.
Cada uma delas segurava
uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o
caldeirão mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca.
O sofrimento era grande.
Em seguida, Deus levou o
homem para conhecer o céu.
Entraram em uma sala
idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres
de cabo comprido.
A diferença é que todos
estavam saciados.
Não havia fome, nem
sofrimento.
Eu não compreendo, disse
o homem a Deus, por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala
morrem de aflição, se é tudo igual?
Deus sorriu e respondeu:
Você ainda não percebeu?
É porque aqui eles
aprenderam a dar comidas uns aos outros.
Temos situações que
merecem profunda reflexão:
Egoísmo:
As pessoas no
"inferno" estavam altamente preocupadas com a sua própria fome,
impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação;
Criatividade:
Como todos estavam
querendo se safar da situação caótica que se encontravam, não tiveram a
iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema;
Equipe:
Se tivesse havido o
espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.
Dificilmente o
individualismo consegue transpor barreiras.
O espírito de equipe é
essencial para o alcance do sucesso.
Uma equipe
participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um batalhão de pessoas com
posicionamentos isolados.
Isso vale para qualquer
área de sua vida, especialmente a profissional.
E, lembre-se sempre.
A alegria faz bem à
saúde; estar sempre triste é morrer aos poucos.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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