Terça-feira, 28 de junho de 2022
"...Os inimigos não traem, apenas
causam decepções. Só os amigos traem..." (Augusto Cury)
EVANGELHO DE HOJE
MT
8,23-27
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que
houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta
pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25Os
discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois
estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens
fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma
grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem,
que até os ventos e o mar lhe obedecem?”
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Qual é o limite que
suportam nossas forças? Sabemos até onde podemos chegar ou suportar antes de
“entregar os pontos”?
A tolerância que temos
para suportar as pressões pode sim variar de pessoa para pessoa e conforme o
que estamos passando sendo assim, a fé também pode ser umas das possíveis
vítimas. Ela (a fé) pode sofrer abalos momentâneos ou duradouros quando somos
submetidos diretamente ao sofrimento em especial, nas situações de sofrimento
ou penúria imposta pelas moléstias (doenças) ou pela morte.
Quantas pessoas que ao
passar por momentos de profundo e intenso estresse sucumbiram à descrença?
Quantas que desistiram ao ver seu mundo virar ao avesso?
Moisés certa vez,
cansado da incredulidade e “pedição” do povo, desconta toda sua raiva e
decepção num rochedo que “se nega” a dar água da primeira vez que é solicitado
e que precisa ser novamente atingido para que se contentasse o povo descrente.
Deus concedeu muito a Moisés, mas naquele momento o humano “escapou” do divino
e a raiva tomou conta. Somos assim também.
“(…) Em seguida, tendo Moisés e Aarão
convocado a assembléia diante do rochedo, disse-lhes Moisés: ‘Ouvi, rebeldes:
acaso faremos nós brotar água deste rochedo? Moisés levantou a mão e feriu o
rochedo com a sua vara duas vezes; as águas jorraram em abundância, de sorte
que beberam, o povo e os animais. Em seguida, disse o Senhor a Moisés e Aarão:
“Porque faltastes à confiança em mim para fazer brilhar a minha santidade aos
olhos dos israelitas, não introduzireis esta assembléia na terra que lhe
destino’“. (Números 20, 10-12)
Como enxergamos as
fatalidades? Como vemos a morte? Em ambas as perguntas a resposta deveria vir
precedida da palavra DEPENDE.
Sim! A resposta é
proporcional a importância que damos a pergunta. Como assim? A fatalidade
geralmente acontece na casa dos outros, mas quando ocorre no nosso quintal é
catástrofe!
Anos e anos de RCC
(Renovação Carismática Católica) me ensinaram e fizeram refletir algo que
carrego no meu exercício como ministro: Quem nos procura volta pra casa com
algo melhor? Será que estamos ensinando o que Jesus nos pediu?
O próprio documento de
Aparecida nos sugere um ensino querigmático, ou seja, com foco no anúncio da
Boa Nova, mas por que muitos grupos, pastorais, homilias e pregações dão tanta
importância ao povo “pidão” que insiste em ver a água brotar da terra ao invés
de educar? Temos em nosso conviver um povo que tem medo de enfrentar as
tempestades e já no primeiro vento acorda Jesus. O foco do QUERIGMA é ensinar
que antes de gritar é ACREDITAR QUE JESUS ESTA NO BARCO!
Não quero aqui diminuir
a dor de quem sofre fisicamente com uma doença ou uma perda, mas dar a ela um
sentido que gere o conforto. Deus esta no Barco! Creia!
Lembrei de outra
passagem em que o apóstolo dos gentios, Paulo, ia em direção a Roma para ser
julgado. A vontade de ser levado a Roma o fez enfrentar uma tremenda tempestade
que sacudia o barco e tudo levava a crer que o viraria e levaria todos os
ocupantes a morte. Lançaram ao mar todo material que podia ser desprezado e ao
final restando apenas a tripulação veio a idéia de pularem no mar. Paulo então
diz:
“(…) Desde muito tempo ninguém havia comido
nada. Paulo levantou-se no meio deles e disse: Amigos, deveras devíeis ter-me
atendido e não ter saído de Creta, e assim evitar esse perigo e essas perdas.
Agora, porém, vos admoesto a QUE TENHAIS CORAGEM, POIS NÃO PERECERÁ NENHUM DE
VÓS, MAS SOMENTE O NAVIO. Esta noite apareceu-me um anjo de Deus, a quem
pertenço e a quem sirvo, o qual me disse Não temas, Paulo. É necessário que
compareças diante de César. Deus deu-te todos os que navegam contigo. POR ISSO,
AMIGOS, CORAGEM! EU CONFIO EM DEUS QUE HÁ DE ACONTECER COMO ME FOI DITO. VAMOS
DAR A UMA ILHA“. (Atos 27, 21-26)
Não abandonemos o barco,
haverá sempre uma ilha.
Pessoas que passaram por
grandes tormentas na vida testemunham que em um dado momento, quando viam a
esperança a certa distancia, perceberam a mudança no sentido do vento. No olho
do furação que viviam, Deus concedia pela fé uma ilha de tranqüilidade a
aqueles que não desistiam. Derrotas, percas, tormentas, [...] também nos
ensinam, mesmo que duramente, no entanto é preciso crer que venceremos.
Por fim, saiba que
ACREDITAR, no dicionário, vem antes de gritar, portanto, não pule do barco!
Um imenso abraço
fraterno!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Quando buscamos no
passado as razões para a felicidade do presente, enganamos a nós mesmos.
Aquilo que ficou ao
longo do nosso caminho, ou não era nosso, ou não soubemos carregar.
O fato é que ficaram
para trás e a vida não nos permite a volta no tempo.
O hoje é o agora, as
nuvens que encobriram o sol, a solidão buscada ou indesejada e a esperança de
que amanhã seja tudo diferente.
O hoje é aquilo que não
sabemos aproveitar porque gastamos nossas energias a pensar no que perdemos ou
não temos.
Nada podemos construir
se estamos ocupados com outras coisas.
O coração é um sonhador.
É preciso ter cuidado
com ele.
Se ele torna a vida mais
doce e suave, pode conduzir também a perdições.
O coração não tem raízes
e de raízes precisamos.
Devemos ser como as
árvores, fincadas no chão, com os braços e a cabeça abandonados ao vento.
Da realidade tiramos
nosso alimento, nossas lições, nosso sal tão necessário ao equilíbrio da vida;
dos nossos sonhos, tiramos nossos momentos de evasão, aquilo que nos permite,
no fim de tudo, viver e sobreviver.
É quando as árvores
perdem suas folhas e parecem feias e abandonadas, que se preparam para algo
novo.
Sonhos chegam e sonhos
se vão, mas as raízes continuam fincadas no chão.
Quando olhamos para o
passado, as coisas parecem bem mais perfeitas do que eram realmente, porque o
sabor doce é o que gostamos de prolongar.
Só que passado não
volta, mesmo se vive escondido no coração.
O hoje é o hoje, com
todas as dores e todos os amores acumulados.
O hoje são os filhos, os
netos,o trabalho, a idade que não perdoa, o tempo que não conseguimos segurar.
O coração sonha e é bom
que seja assim.
Precisamos disso.
Precisamos desse momento
de repouso, dessa pausa que nos dá coragem para dar um passo a mais.
Mas ele não pode nos
perder, não pode jogar fora o que foi construído e o que nos pertence.
Se devemos caminhar, tem
que ser daqui para a frente; se devemos reconstruir, tem que ser daqui para a
frente; se devemos recomeçar, tem que ser com aquilo que possuímos e não com
sonhos que não se realizaram no passado e parecem estar à nossa espera.
Temos que viver o hoje e
assumir a vida de forma inteira e incondicional.
Só quando vivemos dentro
da realidade é que conseguimos seguir em frente de maneira equilibrada.
A vida é dom de todos
nós.
Se é mais curta, melhor
ou mais interessante para uns que para outros, isso não é importante.
Pegamos o que nos é dado
e por isso devemos ser agradecidos.
Antes de dar a chance ao
coração de falar um pouco mais alto, coloque-o em ordem.
Não o compare, nem
compare-se com ninguém, pois cada qual é dono do seu próprio caminho.
Siga, sem olhar para
trás e nem para os lados.
Seja, com o que possui,
simplesmente, feliz!
Letícia Thompson
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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