Segunda-feira, 27 de junho de 2022
“A vida é uma grande pergunta em busca
de grandes respostas.”
(Augusto Cury)
EVANGELHO DE HOJE
MT
8,18-22
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
E
Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para o
outro lado;
E,
aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, aonde quer que fores, eu te
seguirei.
E
disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do
homem não tem onde reclinar a cabeça.
E
outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá
sepultar meu pai.
Jesus,
porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos.
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Segue-me!
Neste Evangelho, Jesus
nos chama para segui-lo. Ele é sincero e franco conosco: não teremos vida fácil
nem riquezas, e precisamos colocar em segundo lugar muitas coisas.
Jesus era pobre, nasceu
na pobreza e sua vida toda foi assim. Ao nascer, teve como cama um coxo de
animais, e ao morrer teve como cama a cruz. Na cruz, nem roupas ele tinha. Ali,
tornou-se o mais pobre dos pobres da terra. “As raposas tem suas tocas e as
aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a
cabeça”. Para segui-lo, precisamos desapegar-nos dos bens materiais.
Jesus era um homem como
nós: sentia fome, sede, cansaço, sentia a ingratidão... Mas ele rezava nas
horas difíceis: “Jesus dirigiu ao Pai preces e súplicas com clamor e lágrimas.
Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através dos sofrimentos” (Hb
4,15). “De fato, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas
fraquezas, pois ele mesmo foi provado como nós, em todas as coisas, menos no
pecado” (Hb 5,7-8). Seguir a Jesus é fazer o mesmo.
Ele era alegre. Vibrava
com flores, com a natureza e com gestos de bondade. Tinha um olhar cativante,
que às vezes impressionava as pessoas. Transmitia tranqüilidade. Quando as
crianças se reúnem em torno de uma pessoa, é sinal de que ela é tranqüila e
acolhedora. As crianças gostavam de se reunir em torno de Jesus. Seguir a Jesus
é fazer o mesmo.
O primeiro sentimento de
Jesus ao ver alguém era de amor e de acolhimento. Foi o que ele fez com o jovem
rico: “Olhou-o e o amou”, sem nem conhecer o rapaz. Quantas vezes nós falamos:
“Não foi com a cara dele(a)”, sem nem conhecer!
Jesus sentia dó das
pessoas: “Tenho pena deste povo que está com fome”. Em seguida, multiplicou os
pães. Quando ele viu a viúva de Naim, acompanhando o enterro do seu filho
único, teve dó dela. Foi lá, ressuscitou o seu e lhe entregou. Cada um faz o
que pode pelo próximo que sofre. Jesus podia ressuscitar, ressuscitou. Nós
podemos dizer uma palavra ou dar um abraço, damos. Seguir a Jesus é ser assim.
Jesus era uma pessoa
agradecida; agradecia a Deus Pai continuamente. Como homem igual a nós, ele
sentia a solidão. Foi o que ele mostrou no Jardim das Oliveiras: “Fiquem aqui e
vigiem comigo” (Mt 26,37-38).
Houve momentos em que
Jesus ficou com raiva, como aquele dia em que ele entrou no Templo e viu
pessoas transformando a casa de Deus em um local de comércio.O seguimento de
Jesus não nos impede de, de vez em quando, sentir indignação.
Jesus tinha amigos. Nos
Evangelhos aparece a sua amizade com João Evangelista, com os irmãos Lázaro,
Marta e Maria... E é interessante que ele quer ser nosso amigo: “Não vos chamo
servos... mas amigos” (Jo 15,15). Ele quer ser seu amigo, você topa? Seguir a
Jesus é tudo isso e muito mais. É o caminho mais feliz e gostoso do mundo.
Jesus era uma pessoa
simples. Seus exemplos eram sempre tirados da vida familiar e do trabalho:
fermento, pastor, semeador, mulher que perde a moeda...
É interessante que Jesus
não era atrelado aos tabus da sociedade. Não podia conversar com mulheres em
público, ele conversava. Não podia tocar em leprosos, ele tocava.
Agora, Jesus era
bastante severo com os grandes que oprimiam o povo, sem perdoar nem os
sacerdotes daquele tempo. Vemos isso em todo o Evangelho. Ele se indignava
especialmente quando via a exploração das pessoas mais simples e a trapaça. E
era franco; o que ele tinha de dizer, falava na lata, sem medo de ninguém.
Seguir a Jesus é ser assim. “Por que não és nem frio nem quente, estou para
vomitar-te da minha boca”.
Ele foi um “sinal de
contradição”, por isso sempre provocou atritos e criou situações desconfortantes
para os opressores. Seguir a Jesus é isso.
Mais importante que tudo
foi que Jesus ressuscitou. Tentaram acabar com ele, mas ele venceu. E o mesmo
ele prometeu aos seus seguidores.
Certa vez, um casal de
namorado estavam sentado num banco do jardim da cidade, à noite. A lua estava
bonita. De repente uma nuvem cobriu a lua. Ele comentou: “Está vendo, Querida,
o nosso amor é tão grande que até a lua se escondeu!” Aquelas palavras para a
moça causaram o máximo de felicidade. Quase se derreteu de contentamento.
Logo eles se casaram, e
o tempo foi passando. Um ano depois de casados, um dia lá estavam eles
novamente naquela mesma praça, à noite, sentados no mesmo banco. E a lua estava
novamente bonita. De repente, uma nuvem a cobriu. A esposa, que jamais se esquecera
daquelas palavras, esperava um comentário dele, mas não veio. Então ela deu um
toque, dizendo: “Bem, por que será que a lua se escondeu?” Ele, na hora: “O
burra, você não está vendo que está armando chuva?”
O verdadeiro discípulo
de Jesus cresce sempre no amor, sem jamais interromper os afetos do passado.
“Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos
outros” (Jo 13,35).
É interessante lembrar
que o corpo de Jesus foi Maria que lhe deu. Também, como qualquer criança,
muito dos seus sentimentos ele aprendeu na família. Santa Maria e São José,
rogai por nós.
Segue-me!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Jesus, lembre-Se de mim
quando o Senhor vier como Rei! Lucas 23:42,
O último amigo de Jesus
era um pecador, ladrão, malfeitor que no caminho descendente para o fracasso se
encontrava no último degrau. Ali estava ele na última hora de sua vida,
colocando a confiança no poder e misericórdia do Salvador. Como outros,
desejava uma segunda chance. Um novo começo. Uma página em branco. Foi a única
pessoa que chamou Jesus de Jesus.
Quando chamou Jesus de
Senhor, aquele homem declarou sua crença na existência de um reino. Se Ele era
rei, possuía um reino. Se Jesus tinha um reino, então ele queria ser Seu
súdito. Por isso, disse: “Senhor, apesar do que sou, há a possibilidade de que
Te lembres de mim quando vieres como Rei?”
Jesus viu aquele momento
como se fosse o clímax do trabalho da redenção, e então, no último instante de
Sua vida, na hora mais difícil, proferiu uma palavra de ânimo a um bandido que
estava ao Seu lado, numa cruz. Respondeu: “Eu lhe garanto [hoje]: você estará
comigo no paraíso” (v. 43). Em realidade, ali se cumpria o que o profeta Isaías
escrevera: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará
satisfeito” (Is 53:11, ARA).
A força que transcendeu
desse encontro há 20 séculos ainda nos alcança. Ali estava um homem que não
mais “se escondia”. Que se jogou totalmente nos braços da graça de Deus. Com
ele aprendemos que não podemos ganhar a salvação. Nem podemos comprá-la. Nem
mesmo ser suficientemente bons para recebê-la. O que o ladrão fez para merecer
essa graça?O caminho da salvação é simples. O pior dos pecadores pode ser
salvo. Tudo o que ele teve que fazer foi receber a graça de Deus por meio da fé
em Jesus.
Hoje também você pode
orar como o ladrão penitente: “Jesus, lembre-Se de mim quando o Senhor vier
como Rei!”
E assim como Jesus
respondeu ao ladrão arrependido, Ele certamente também lhe dirá que você tem um
lugar garantido em Seu reino.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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