Terça-feira, 14 de junho de 2022
“Não há dificuldade que o amor não
vença, nem doença que não cure, nem porta que não atravesse, nem muro que não
derrube, nem pecado que não redima.” (Emmet Fox)
EVANGELHO DE HOJE
MT
5,43-48
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
"Vocês
ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’.
Mas
eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem,
para
que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz
raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.
Se
vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos
fazem isso!
E
se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os
pagãos fazem isso!
Portanto,
sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês".
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)
Amai os vossos inimigos.
Neste Evangelho, Jesus
nos pede para amarmos os nossos inimigos. E ele baseia o pedido na frase:
“Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz
nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos”.
Os filhos se parecem com os pais; nós precisamos ser parecidos com o nosso Pai
do Céu. E no final deste Evangelho, Jesus fala: “Sede perfeitos como o vosso
Pai celeste é perfeito”. A nossa meta é arrojada, alta e bonita: ter Deus Pai
como modelo de vida e imitá-lo. Ser cada vez mais parecidos com ele. E Jesus é
para nós a “imagem de Deus invisível”. Imitar a Deus é imitar a Jesus, nosso
caminho, verdade e vida. Quem pensa que já alcançou esta meta, é sinal que está
bem longe dela, porque o amor de Deus é infinito.
Todos temos inimigos.
São aquelas pessoas que nos fazem o mal, que nosprejudicam, que nos detestam,
que são ruins para nós. O que faz a diferença do cristão é o amor a essas
pessoas. Amor prático, manifestado na oração por elas e por fazer bem a elas. A
própria oração pela pessoa nos acalma e desperta em nós o amor a ela.
Em seguida, Jesus se
refere à obrigação que temos de dar testemunho, tendo um comportamento
“extraordinário”, em relação ao comportamento do mundo pecador: “Se amais
somente aqueles que vos amam... E se saudais somente os vossos irmãos, o que
fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa?” O nosso
comportamento no mundo deve ser extraordinário, porque o comportamento “normal”
do mundo pecador é amar os amigos e detestar os inimigos. Esse comportamento
diferente nos torna luz, sal e fermento no meio de Deus no mundo.
Como os nossos inimigos
geralmente não reconhecem o bem que lhes fazemos, Deus reconhece e nos
recompensará. E a recompensa de Deus nós conhecemos: é uma medida cheia,
sacudida e transbordante, quer dizer, é muito maior do que a ação boa que
fizemos.
“Não julgueis e não sereis julgados; não
condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Daí e vos será
dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra
da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para
vós” (Lc 6,37-38).
Havia, certa vez, um
homem que era muito bravo e violento. Andava sempre com um revólver na cintura,
e do outro lado uma faca. Todo mundo no bairro tinha medo dele. A esposa
tentava mudá-lo, mas não conseguia. Então ela arrumou um terço, deu para ele e
disse: “Só peço uma coisa para você: Ande sempre com este terço no bolso. Não o
abandone para nada”. O homem começou a carregar o terço, o revolver e a faca.
Tempo depois, ele largou o revólver e ficou com a faca de um lado e o terço do
outro. Ele dizia para a esposa: “A faca eu carrego porque preciso dela de vez
em quando para descascar uma laranja etc”. A esposa ficou calada e continuou
rezando. Logo ele deixou também a faca e ficou só com o terço.
Quem conta essa história
é o próprio filho desse homem. E ele concluiu dizendo: “Foi assim que meu pai
morreu, como um homem pacífico e bom”. Nossa Senhora é mãe. Devagarinho, ela
vai mudando os corações dos seus filhos e filhas. Se carregar o terço já é bom,
imagine rezá-lo!
“Quem semeia ventos colhe tempestade” Quem
semeia paz, colhe paz e alegria. Maria Santíssima não semeou ventos, e sim paz,
pois nos deu o seu Filho Jesus, a própria paz encarnada. Por isso foi coroada
como Rainha. Rainha da paz, rogai por nós!
Amai os vossos inimigos.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Ouvi dois amigos
conversando e um deles se queixava da incompreensão das pessoas, das agressões
verbais, dos desentendimentos. Isto o revoltava e ele dizia invejar a
serenidade e o equilíbrio do interlocutor.
- Qual é o segredo?
perguntou.
- Não existe segredo,
mas somente paixão pela vida e esforços contínuos para aprender, respondeu o
outro.
- Aprender o que?
- A aceitar as pessoas,
mesmo que ela nos desapontem, quando não aceitam os ideais que escolhemos.
Quando nos agridem e nos ferem com palavras e atitudes impensadas.
- Mas é muito difícil
aceitar pessoas assim.
- É verdade. É difícil
aceitá-las como elas são e não como gostaríamos que elas fossem. Mas qual é o
nosso direito de mudá-las?
- E como você consegue?
- Estou aprendendo a
amar. Estou aprendendo a escutar, mas não apenas com os ouvidos, também com os
olhos, com o coração, com a alma, com todos os sentidos. Muitas vezes as
pessoas não falam com palavras, mas com a postura. Fique atento para os que
falam com os ombros caídos, os olhos e as mãos irrequietas.
Assim como você pode ler
as entrelinhas de um texto, pode ouvir coisas entre as frases de uma conversa
corriqueira, banal, que somente o coração pode ouvir. Não raro, há angústia e
desespero disfarçados, insegurança escondida em palavras ásperas, solidão fantasiada
na tagarelice. Aos poucos estou aprendendo a amar, e amando estou aprendendo a
perdoar. Perdoando, apago as mágoas e curo as feridas, sem deixar cicatrizes
nos corações magoados e tristes. Aprendo com a vida o valor de cada vida e
procuro entender os rejeitados, os incompreendidos. Nem sempre consigo, mas
estou tentando.
Quanto a nós, vamos
tentar construir a paz, sem desânimo, com muito amor, muito amor no coração.
Amilcar Del Chiaro Filho no livro "A Minha Paz
Vos Dou..."
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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