Quinta-feira, 25 de agosto de 2022
"Computadores não servem para
nada. Só sabem dar respostas." (Pablo Picasso)
EVANGELHO DE HOJE
-
MT 24,42-51
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Vigiai,
portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. "Ficai certos:
se o dono de casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, vigiaria e não
deixaria que sua casa fosse arrombada. Também vós, ficai preparados! Pois na
hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem. "Quem é o servo fiel e
prudente, que o Senhor encarregou do pessoal da casa...? Feliz aquele servo que
o senhor, ao chegar, encontrar agindo assim. Em verdade vos digo, ele lhe
confiará a administração de todos os seus bens. O servo mau, porém, se pensar
consigo mesmo: 'Meu senhor está demorando' e começar a bater nos companheiros e
a comer e a beber com os bêbados, então o senhor... o excluirá e lhe imporá a
sorte dos hipócritas...
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Faltando poucos dias
para se encerrar agosto comecei a buscar as referencias de reflexão para o mês
de setembro, o tradicional mês dedicado a Bíblia.
Esperava encontrar uma
direção padrão como nos outros anos, mas algo diferente que casa perfeitamente
com a reflexão de hoje me saltou os olhos: Em setembro falaremos muito de
JONAS! Mas o que esse misterioso personagem da Bíblia tem haver com a reflexão
de hoje?
Primeiramente é preciso
deixar claro que a proposta de se estudar Jonas no mês da Palavra de Deus vem
da própria CNBB que vê, numa peculiaridade desse homem, algo que precisamos
discutir e refletir – a nossa própria conversão
“(…) JONAS É, DE TODOS
OS PERSONAGENS DESSE LIVRO, O QUE MAIS PRECISA DE CONVERSÃO. Ele pode ser
definido como o desobediente. Aos três imperativos da missão (levanta-te, vai,
proclama, Jn 1,2; 3,2) Jonas age em sentido contrário: desce (1,3), foge (1,3),
dorme (1,5). Os estrangeiros, tanto os marinheiros quanto os ninivitas, foram
mais religiosos, e até o mar, o peixe, a planta, o verme, o vento oriental,
todos submetem-se à vontade de Deus. Jonas, ao contrário, mesmo quando parece
ser obediente não o é de fato, pois anuncia a mensagem em apenas um dia, quando
se levaria três dias para atravessar a cidade…”. (MÊS DA BÍBLIA 2010 – JONAS:
CONVERSÃO E MISSÃO – TEXTO BASE CNBB)
Esse evangelho de hoje
não apregoa o medo ou o pavor nas pessoas, se bem que para algumas pessoas tudo
motivo de ter medo, fugir ou se esconder. Jesus prega a vigilância das nossas
ações e não, como já disse, o medo. “(…) Fiquem vigiando, pois vocês não sabem
em que dia vai chegar o seu Senhor. Lembrem disto: se o dono da casa soubesse quando
ia chegar o ladrão, ficaria vigiando e não deixaria que a sua casa fosse
arrombada”.
Frequentemente prendemos
nossa imagem no ladrão que espera o momento de invadir uma casa e esquecemos
que a casa da qual se refere, é a nossa própria vida.
Jonas e cada um de nós
tem muito em comum. Temos uma missão pessoal, uma intimidade com Deus, uma
devoção, mas como o próprio personagem bíblico, somos “visitados”
periodicamente por um ladrão chamado “nossa vontade”. Constantemente enxergamos
assim as pessoas ou as situações com nossos próprios filtros, esquecendo assim
que por vezes eles são os mais corretos.
Jonas tinha uma missão,
mas não queria fazer. Recusava-se a aceitar que Deus também amava o povo que
Nele não acreditava. Jonas não queria investir seu tempo em quem parecia nada
se importar, mas diferentemente do pensamento egoísta de Jonas, Deus queria
maior comprometimento. E hoje? Nesse evangelho,Jesus volta a pedir que
vigiemos.
Vigiar o que? Por
ventura consigo ver as palavras que saem de nossa boca? Consigo ver o estrago
que causa minhas ações e omissões? Sim, omissões! Na reflexão do texto base a
qual faço alusão essa é a grande afirmação: “(…) A pista nos é dada no final do
livro, na lição que Jonas é forçado a receber: a misericórdia de Deus está sobre
todos os povos e sobre toda criatura. Se a maioria das pessoas não sabe disso É
PORQUE FALTA QUEM LHES ANUNCIE ESSA BOA-NOTÍCIA”. (MÊS DA BÍBLIA 2010 – JONAS: CONVERSÃO E
MISSÃO – TEXTO BASE CNBB)
O mês será da bíblia, da
mensagem, da boa nova, (…); e o que posso fazer pelo menos nesse mês para que a
mensagem chegue às pessoas? Vigiar também é não permitir que a preguiça, nossos
“quereres” e nossas opiniões nos impeçam de levar a Nínive, ou a qualquer outra
pessoa a mensagem de salvação. O comodismo nos fez criar raízes, precisamos
então sair de baixo dessa mamoneira e ir até as pessoas.
“(…) Pelos seus frutos
os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino
dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos
me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi
em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, no
entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus”!
(Mateus 7, 20-23)
Essa reflexão
provavelmente continuará amanhã.
Um imenso abraço
fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Não há quem caminhe
pelas estradas da vida sem que cruze, em algum momento, pelos caminhos da dor.
Em um mundo inconstante, onde as certezas são relativas, a dor é processo quase
que inevitável.
Algumas vezes, ela vem
carregando consigo a separação de quem amamos, pelo fenômeno da morte. Outras
vezes é a doença que se instala, no nosso ou no corpo alheio.
Outras ainda, a dor é o
revés financeiro, que nos perturba a mente e desfaz alguns planos.
Seja qual for sua
origem, a dor vai sempre provocar momentos de reflexão e análise. Ela é o freio
que a vida faz em nosso cotidiano, em nossos valores, em nossas manias mesmo,
provocando o questionamento das coisas da vida e dos caminhos que percorremos.
Nesse questionamento,
alguns optam pelo caminho da revolta. São os que maldizem a Deus, que se veem
injustiçados, pois não mereciam tal desdita, que não veem utilidade nenhuma na
dor, a não ser o sofrimento pelo sofrimento.
Outros utilizam a dor
como aprendizado. São os que entendem os mecanismos de Deus como justos, e Deus
como infinitamente amoroso para cada um de nós. Isso porque se Deus é a síntese
maior do amor, certamente Seus desígnios são pautados pelo amor.
As perguntas: Por que
comigo?, Será que eu mereço isso?, ou Para que tudo isso?, são os anseios de
nossa alma a tentar entender as Leis da vida.
É necessário que
repensemos qual o papel da dor para cada um de nós. Ela não é simples
ferramenta de castigo de Deus, ou ainda, obra do acaso. Um Deus amoroso jamais
agiria por acaso, ou castigaria Seus filhos.
Toda dor que nos surge é
convite da vida para o progresso, para a reflexão, para a análise de nossos
valores e de nosso caminhar.
Sempre que ela surge,
traz consigo a oportunidade do aprendizado, que não se faria melhor de outra
forma, caso contrário, Deus acharia outros caminhos.
Não que devamos ser
apologistas da dor, e buscá-la a todo custo. De forma alguma. Deus nos oferece
a inteligência, e os recursos das mais variadas ciências, para diminuir nossas
dificuldades e dores.
Assim, para as dores da
alma, devemos buscar os recursos da psicologia e da psiquiatria. Para as
dificuldades do corpo físico, os recursos clínicos ou cirúrgicos.
Porém, quando todos
esses recursos ainda se mostrarem limitados, a dor que nos resta é nosso
cadinho de aprendizado. A partir daí, nossa resignação dinâmica perante os
desígnios da vida nos ajudará a entender qual recado e qual lição a vida nos
está oferecendo.
Quando começarmos a
entender que a dor sempre vem acompanhada do aprendizado, começaremos a
entender melhor a música da vida, e qual canção ela está nos convidando a
aprender a cantar.
Afinal, nada que nos
aconteça é obra do acaso. Somos herdeiros de nós mesmos, desde os dias do
ontem, e hoje inevitavelmente nos encontramos com nossas heranças.
As carências de hoje é o
que ontem desperdiçamos, e as dores que surgem são espinhos que colhemos agora,
de um plantio que se fez deliberadamente nos caminhos percorridos.
A dor é mecanismo que a
vida nos oferece de crescimento e aprendizado. Porém ela somente será
necessária como ferramenta de progresso enquanto o amor não nos convencer e
tomar conta do nosso coração.
A partir de então, não
mais a dor será visita em nossa intimidade, pois toda ela estará tomada em
plenitude pelo amor, que, como bem nos lembra o Apóstolo Pedro, é capaz de
cobrir a multidão dos pecados.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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