Terça-feira, 09 de agosto de 2022
"Obstáculo é uma coisa que vemos
quando desviamos os olhos do objetivo" (Abraham Lincoln)
EVANGELHO DE HOJE
MT
18,1-5.10,12-14
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Naquela
hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Quem é o maior
no Reino dos Céus?" Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e
disse: "Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes
como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta
criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem acolher em meu nome uma
criança como esta, estará acolhendo a mim mesmo. Cuidado! Não desprezeis um só
destes pequenos! Eu vos digo que os seus anjos, no céu, contemplam sem cessar a
face do meu Pai que está nos céus. "Que vos parece? Se alguém tiver cem
ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará as noventa e nove nos morros,
para ir à procura daquela que se perdeu? E se ele a encontrar, em verdade vos
digo, terá mais alegria por esta do que pelas noventa e nove que não se
extraviaram. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca
nenhum desses pequenos.
Palavras da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Não desprezeis nenhum
desses pequeninos.
Com este Evangelho,
Jesus nos indica como deve ser o relacionamento entre os membros da Comunidade
cristã.
O texto começa com a
pergunta dos discípulos a Jesus: “Quem é o maior no Reino dos Céus?”, isto é,
na Comunidade de Deus. Jesus toma uma criança, coloca-a no meio deles e diz:
“Se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no
Reino dos Céus. Portanto, quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior
no Reino dos Céus”.
Portanto, tornar-se como
criança não é só condição para alcançar a maior grandeza na Comunidade de Deus,
mas inclusive é requisito indispensável para ser admitido nela.
A criança é um ser fraco
e humilde que não possui nada nem tem nada que dizer na Comunidade dos adultos.
Como o pobre, ela só pode receber com alegria o que lhe é oferecido, porque
depende totalmente dos outros. Esta é a situação do homem diante de Deus e,
consequentemente, a atitude que Jesus quer dos seus discípulos: acolhimento,
simplicidade e humildade.
Evidentemente, não se
trata de voltarmos à condição de criança que tivemos no passado, o que é
impossível. Significa optar pelo acolhimento, simplicidade, humildade e
serviço, como fazem naturalmente as crianças. Além da criança, temos como
modelo Jesus, o pobre de Deus, o mais pequeno e o servidor de todos. “Aprendei
de mim que sou mando e humilde de coração”. “Quem recebe em meu nome uma
criança como esta é a mim que recebe.”
E no final da parábola
da ovelha perdida Jesus fala: “O Pai que está nos céus não deseja que se perca
nenhum desses pequeninos”. Não podemos desprezar as crianças, mas ir atrás
delas, cuidar delas e educá-las no caminho de Deus e do bem. Esse cuidado, no
contexto do Evangelho, não se restringe às crianças, mas abrange os pobres, os
analfabetos, os doentes... isto é, a todos os “pequenos”.
A gente se lembra da
fuga de Maria e José para o Egito, a fim de proteger o Menino Jesus. Uma
família que se desloca para um País estranho, fazendo os maiores sacrifícios,
porque a vida da criança estava ameaçada. Hoje, muitas vezes, não é a vida
física mas a vida moral e espiritual das crianças que está ameaçada, pelas
drogas, más companhias etc. Elas merecem o mesmo cuidado e sacrifício.
A Bíblia está cheia de
exemplos de Deus protegendo crianças. Protegeu Isac (Gn 22,11-14), Ismael (Gn
21,17), Moisés (Ex 1,15-22)...
Na Comunidade de Deus,
as crianças não morrerão antes do tempo (Is 65-20), e brincarão na cova das
serpentes venenosas, sem serem picadas (Is 11,6).
Três pecados comuns
nossos, junto às crianças: falar palavrões perto delas, mimá-las demais e
deixá-las sem ocupação. A ociosidade é a mãe de todos os vícios.
O principal que uma
criança precisa para crescer de forma saudável, é da união dos pais. Uma
criança não precisa tanto que os pais as amem, mas que os pais se amem. Ela
nasceu do amor de um homem e de uma mulher, e só cresce de forma integrada,
vendo que aquele amor dos pais continua vivo.
Se um dos pais vem a
falecer, ou, por um motivo justo, vive longe do filho, isso não o prejudica,
porque o filho ou a filha sabe que os pais continuam unidos. Deus é providente
e faz com que, na falta de um dos pais, outro ou outra cumprirá o seu papel.
A Mãe de Jesus apareceu
no Brasil, nas águas do Rio Paraíba, e apareceu como negra, para dizer que é
Mãe de todos, especialmente dos pequenos. E Maria cuidou muito bem do seu Filho
Jesus. Que Maria Santíssima interceda junto de Deus por nós, a fim de que
aprendamos as virtudes das crianças, e amemos os pequenos.
Não desprezeis nenhum
desses pequeninos.Um imenso abraço fraterno!
MOMENTO DE REFLEXÃO
Muitas pessoas reclamam
da correria de suas vidas.
Acham que têm
compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno.
Entretanto, inúmeras
delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.
Viver com simplicidade é
uma opção que se faz.
Muitas das coisas
consideradas imprescindíveis à vida, na realidade, são supérfluas.
A rigor, enquanto buscam
coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.
Angustiadas por
múltiplos compromissos, não refletem sobre sua realidade íntima.
Olvidam do que gostam,
não pensam no que lhes traz paz, enquanto sufocam em buscas vãs.
De que adianta ganhar o
mundo e perder-se a si próprio?
Se a criatura não tomar
cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.
Ninguém necessita trocar
de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todo final de semana.
É possível reduzir a
própria agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.
O simples é aquele que
não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao
que os outros dizem ou pensam dele.
A pessoa simples não
calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas
intenções.
Ela experiência a
alegria de ser, apenas.
Não se trata de levar
uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância.
Mas uma infância como
virtude, não como estágio da vida.
Uma infância que não se
angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer.
A simplicidade não
ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial.
Os pequenos prazeres da
vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de mãos dadas, tomar
sorvete...
Tudo isso compõe a
simplicidade do existir.
Não é necessário ter
muito dinheiro ou ser importante para ser feliz.
Mas é difícil ter felicidade
sem tempo para fazer o que se gosta.
Não há nada de errado
com o dinheiro ou o sucesso.
É bom e importante
trabalhar, estudar e aperfeiçoar-se.
Progredir sempre é uma
necessidade humana.
Mas isso não implica
viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades.
Se o preço do sucesso
for ausência de paz, talvez ele não valha a pena.
As coisas sempre ficam
para trás, mais cedo ou mais tarde.
Mas há tesouros
imateriais que jamais se esgotam.
As amizades genuínas, um
amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito são alguns deles.
Preste atenção em como
você gasta seu tempo.
Analise as coisas que
valoriza e veja se muitas delas não são apenas um peso desnecessário em sua
existência.
Experimente desapegar-se
dos excessos.
Ao optar pela simplicidade,
talvez redescubra a alegria de viver.
Pense nisso.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
Faça seu cadastro informando seu e-mail para receber um
DIÁRIO como este.
Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo:
Visite nosso blog, você vai gostar
https://florescersempre2017.blogspot.com/
Nenhum comentário:
Postar um comentário