Terça-feira, 02 de agosto de 2022
"Muitos vivem apenas porque estão
vivos. Vivem sem objetivos, sem metas, sem ideais e sem sonhos. Não sabem como
lidar com suas fragilidades e lágrimas. Sabem lidar com os aplausos, mas
desesperam-se diante das vaias.” (Augusto Cury)
EVANGELHO DE HOJE
MT
14,13-21
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
E
logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante
para o outro lado, enquanto despedia a multidão.
E,
despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde,
estava ali só.
E
o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário;
Mas,
à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andan-do por cima do
mar.
E
os discípulos, vendo-o an-dando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um
fantasma. E gritaram com medo.
Jesus,
porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais.
E
respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por
cima das águas.
E
ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter
com Jesus.
Mas,
sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou,
dizendo: Senhor, salva-me!
E
logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por
que duvidaste?
E,
quando subiram para o barco, acalmou o vento.
Então
aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És
verdadeiramente o Filho de Deus.
E,
tendo passado para o outro lado, chegaram à terra de Genesaré.
E,
quando os homens daquele lugar o conheceram, mandaram por todas aquelas terras
em redor e trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos.
E
rogavam-lhe que ao menos eles pudessem tocar a orla da sua roupa
Palavras da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Senhor, manda-me ir ao
teu encontro, caminhando sobre a água.
Este Evangelho narra a
belíssima cena de Pedro caminhando sobre as águas, ao encontro de Jesus. E
narra também a chegada deles a Genesaré, onde os doentes vinham e apenas
tocavam na barra da veste de Jesus e ficavam curados.
O texto começa
descrevendo o que aconteceu logo após a multiplicação dos pães: “Depois que a
multidão comera até saciar-se, Jesus mandou que os discípulos entrassem na
barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar”. Nós precisamos
atravessar o mar da vida e ir para o outro lado, isto é, para uma mudança de
nós mesmos e da sociedade ao nosso redor, rumo ao Reino de Deus.
“Depois de despedi-las,
Jesus subiu ao monte, para orar a sós.” Precisamos rezar, conversar com Deus,
sozinhos, em família e em Comunidade. Para isso, precisamos “despedir as
multidões”, isto é, fazer uma ruptura com o nosso ativismo, interrompendo os
trabalhos, os quais não acabam nunca.
“A barca, já longe da praia, era agitada pelas
ondas, pois o vento era contrário.” O vento forte e o mar agitado simbolizam as
dificuldades que o mundo e a vida nos oferecem. A noite escura são as nossas
limitações pessoais. A nossa vida na terra é semelhante aos discípulos na
barca, atravessando o mar revolto.
Muitos querem ficar na
terra firme da praia. Estes estão mais seguros. Entretanto, eles não atravessam
o mar, rumo a uma vida nova e a um mundo novo, ao Reino de Deus. É difícil a
travessia, porque o vento muitas vezes é contrário e surgem tempestades, mas
Jesus tem poder sobre a natureza, e nós também, pela fé, podemos ter. Deus está
acima das turbulências da vida. Ele é o Senhor de tudo.
“Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os
discípulos, andando sobre o mar.” Deus está acima das turbulências da vida, e
Ele não nos abandona; a noite passa e o dia aparece.
“Os discípulos disseram: É um fantasma. E
gritaram de medo.” Deus está sempre junto conosco, mas a falta de discernimento
nos leva a confundi-lo com fantasmas. Quanta gente se afunda, sem recorrer a
Deus que está ao seu lado!
“Jesus, porém, logo lhes disse: Coragem! Sou
eu. Não tenhais medo!” A frase é dirigida também a nós, discípulos e discípulas
de hoje.
“Pedro desceu da barca e começou a andar sobre
a água, em direção a Jesus”. Todos nós, neste mundo, estamos na mesma situação
de Pedro. No dia do batismo, pulamos na água, ao encontro de Cristo. É uma
caminhada arriscada, que exige de nós desinstalação. O nosso testemunho começa
a mexer na sociedade, e vêm as perseguições (vento, ondas). Como Pedro,
sentimo-nos sozinhos, longe de Jesus e da barca, e sem corrimão. Perdemos os
apoios humanos – dinheiro, autoridade, amigos, saúde... – e ficamos confusos.
Nesta hora, se nos falta a fé, começamos a afundar, ou apelamos para falsos
corrimões: dinheiro, bebida, vícios.... Quantos se desviam da caminhada cristã!
O povo hebreu construiu o bezerro de ouro no deserto por esse motivo.
É a hora da oração.
“Senhor, salva-me! Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: homem
fraco na fé, por que duvidaste?” O nosso corrimão na caminhada da vida é a
oração, porque, se pedimos, Deus vem com certeza, e com ele tudo se torna
fácil.
Jesus deixou todos os
recursos à nossa disposição, a fim de nos lançarmos com coragem no mar. Não
podemos ficar eternamente na praia, “vendo a banda passar”, pois o fermento foi
feito para ser misturado na massa, o sal para ser misturado na comida e a luz
para ser colocada num lugar alto, onde não existe luz.
Humanamente é arriscado,
mas a nossa segurança está em Deus que tudo pode. Na Bíblia, ter fé é sinônimo
de ter coragem; e medo é sinônimo de falta de fé.
“Assim que subiram no barco, o vento se
acalmou. Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: Verdadeiramente,
tu és o Filho de Deus!” Valeu a lição. É vendo a presença de Deus em nossa vida
que vamos crescendo na fé. O mesmo Pedro que cometeu tantas fraquezas na fé,
morreu mártir por Cristo!
Aqueles cristãos e
aquelas cristãs que dedicam umas horas do fim de semana ao trabalho na
Comunidade, por exemplo, como vicentinos, legião de Maria, apostolado da
oração, pastoral da criança, pastoral da juventude, equipe de liturgia...,
estão se atirando no mar.
Também aqueles e aquelas
que se envolvem na política, porque “a política é a ferramenta mais poderosa de
transformação social” (Papa Paulo VI), e nós queremos uma sociedade
transformada, renovada. Este mar, o da política, é revolto, mas Cristo nos
chama para entrar nele também. Ficar na praia é que não podemos.
O que faz a diferença
entre o cristão medroso e o cristão que se atira no mar é o tamanho da fé que
ele ou ela tem.
Na nossa caminhada de
cristãos, Deus vai aos poucos tirando os nossos corrimões, para que confiemos
mais nele e peçamos a sua ajuda. Somos chamados a seguir Jesus, aplicando a fé
na realidade e colocando-nos do lado dos necessitados. Se fizermos assim, e
começarmos a afundar, Cristo com certeza atenderá a nossa oração e estenderá a
mão.
Maria Santíssima enfrentou com coragem a travessia do mar de
sua vida, baseada na fé e no amor. Peçamos a eles que nos ajudem.
Senhor, manda-me ir ao
teu encontro, caminhando sobre a água.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Renomados terapeutas que
trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde se nota que os
membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios: não existe mais
carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.
As pessoas estão cada
vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros.
Por isso, os
relacionamentos de hoje não duram .
A ausência de elogio
está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais
homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o
trabalho de seus subordinados...
...não vemos mais pais e
filhos se elogiando, amigos...etc. Só vemos pessoas fúteis valorizando
artistas, cantores... pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por
consequência, são pessoas que tem a
obrigação de cuidar do corpo, do rosto.
Essa ausência de elogio
tem afetado muito as famílias.
A falta de diálogo em
seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e
levam essa carência para dentro dos consultórios.
Vamos começar a
valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom
profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas
parceiras, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as
pessoas gostam. O bom profissional gosta
de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa
mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer se sentir querido, a boa dona
de casa valorizada, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos
numa sociedade em que um precisa do outro.
É impossível um homem
viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.
Quantas pessoas você
poderá fazer felizes hoje elogiando de alguma forma?
Pense nisso!
Arthur Nogueira, Psicólogo
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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