Quarta-feira, 28 de setembro de 2022
“Não tropeçamos nas grandes montanhas,
mas nas pequenas pedras” (Augusto Cury)
EVANGELHO DE HOJE
LC
9,57-62
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Quando
Jesus e os discípulos iam pelo caminho, um homem disse a Jesus:
-
Eu estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar onde o senhor for.
Então
Jesus disse:
-
As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do
Homem não tem onde descansar.
Aí
ele disse para outro homem:
-
Venha comigo.
Mas
ele respondeu:
-
Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai.
Jesus
disse:
-
Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Mas você vá e anuncie o Reino de
Deus.
Outro
homem disse:
-
Eu seguirei o senhor, mas primeiro deixe que eu vá me despedir da minha
família.
Jesus
respondeu:
-
Quem começa a arar a terra e olha para trás não serve para o Reino de Deus.
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Eu te seguirei para onde
quer que fores.
Este Evangelho narra
três exemplos de vocações. O primeiro e o terceiro são as pessoas que se
apresentam a Jesus, e o segundo é Jesus que chama.
O primeiro vocacionado é
generoso: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. Mas Jesus joga água fria
no entusiasmo dele, dizendo: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos;
mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Este recado vale para nós
hoje. Se alguém assume a vocação cristã, ou qualquer específica dentro da
Igreja, pensando em ter algum retorno em bens materiais, ou em boa vida, vai
dar com os burros n’água, pois acontecerá o contrário: será pobre e carregará a
cruz.
Jesus era pobre e fazia
questão que as pessoas que queriam segui-lo soubessem disso, a fim de não terem
ilusões. Soubessem não só que Jesus era pobre, mas que essa era a sorte dos
seus seguidores. Deus é infinitamente poderoso e é nosso Pai; ele não deixa
nenhum de nós passar necessidade de qualquer bem material que necessita.
Ao segundo vocacionado
Jesus apresenta outra condição: “Deixa que os mortos (espiritualmente) enterrem
os seus mortos (materialmente), mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. Em
outras palavras, o discípulo deve sentir-se livre frente aos compromissos com a
sua família e o seu ambiente. Dificilmente um cristão poderá sentir-se livre,
se não está disposto a viver e agir de forma diferente dos padrões aceitos
pelos parentes, vizinhos e os de sua terra natal. Por exemplo, Francisco de
Assis tornar-se mendigo, pertencendo a uma família rica.
Durante séculos, as
ordens religiosas foram o caminho quase único que libertava do todo-poderoso
ambiente familiar e permitia seguir melhor o caminho do Evangelho.
Ao terceiro vocacionado,
que quer despedir-se da família, Jesus responde: “Quem põe a mão no arado e
segue olhando para trás, não está apto para o Reino de Deus”. Há pessoas que
dizem a Jesus que querem segui-lo, mas a vida diz o contrário. Outras dizem a
Jesus: eu gostaria, eu quereria, eu tenho vontade... Nada disso vale para
Jesus. O que vale para ele é: “Eu quero”, e ponto final.
Nesta última resposta de
Jesus: “Quem põe a mão no arado e segue olhando para trás, não está apto para o
Reino de Deus”, há uma referência bíblica à mulher de Lot (Gn 19,26). Deus
permitiu um grande incêndio que destruiu Sodoma e Gomorra, duas cidades que
viviam no pecado. Mas antes Deus quis salvar os seus amigos Lot e a família. Os
anjos de Deus colocaram-nos fora da cidade e recomendaram: “Não olheis para
trás (Gn 19,17). A esposa de Lot desobedeceu e olhou para trás, e tornou-se uma
estátua de sal.
O touro, quando vai numa
direção, nem cerca o segura. Assim devemos ser. Prometer pouco, mas o que prometemos,
cumprimos, ainda que caia o mundo ao nosso redor.
Vivemos uma cultura do
descartável: o copo é descartável, o guardanapo é descartável... E muitos
consideram os compromissos também descartáveis.
Sobre o casamento,
alguns dizem: “O casamento dura enquanto dura o amor”. Vêem o amor como simples
sentimento. Mas amor não é só sentimento. É compromisso. “Ninguém tem maior
amor do que aquele que dá a vida por quem ama”.
Hoje celebramos a festa
de S. Jerônimo. Ele nasceu pelo ano 340, na atual Croácia. Quando jovem, foi
para Roma, a fim de estudar. Em Roma, longe do ambiente familiar, acabou se
esquecendo da boa formação que recebera dos pais e se tornou escravo das
vaidades e paixões. Formou-se em filosofia, em grego e em hebraico.
Conheceu o cristianismo
e, quando tinha 18 anos, quis receber o batismo. Tornou-se então catecúmeno.
Aos domingos, junto com os novos colegas catecúmenos, ele visitava as
catacumbas. Descendo ao fundo daquelas galerias, ficou impressionado ao ver as
gravuras e os escritos dos primeiros mártires cristãos.
Alguns anos após o
batismo, ele foi vítima de uma peste, que matou muita gente em Roma, inclusive
vários amigos dele. Um dia, Jerônimo teve uma febre tão alta que entrou em
delírio. Neste estado, pareceu-lhe que foi levado ao tribunal de Cristo. Lá,
alguém lhe perguntou: “Quem és?” Ele respondeu: “Sou cristão”. A pessoa lhe
disse: “Estás mentindo, porque onde está o teu tesouro aí está o teu coração”.
Depois que acordou, Jerônimo pensou: É verdade. Como posso dizer que sou cristão
se meu coração está apegado a outras coisas?
Ficou tão tocado por
aquela experiência que, ao recuperar a saúde, resolveu converter-se
inteiramente a Deus. Como estava muito difícil para ele dominar os seus
instintos, ingressou em um mosteiro. Ali praticava o jejum e a penitência.
Devido ao seu amor à
Sagrada Escritura, ao seu conhecimento de línguas e à vasta cultura, Jerônimo
recebeu do Papa S. Dâmaso a missão de traduzir a Bíblia para o latim, que era a
língua mais falada no mundo da época. Para cumprir bem esta missão, ele foi
transferido para um mosteiro na cidade Belém, na Palestina.
Mas em Belém a sua luta
contra as paixões e os maus costumes adquiridos na juventude continuava. Ele
unia o estudo com a oração, a penitência e o jejum. Nas horas de tentação,
chegava a bater pedras no peito, a ponto de sair sangue. E venceu! Tornou-se um
santo.
Por tudo isso, vemos que
S. Jerônimo, depois que pôs a mão no arado, não olhou para trás.
Setembro é o mês da
Bíblia por causa de S. Jerônimo.
Maria Santíssima, quando
foi chamada por Deus, deu uma resposta imediata, generosa e total. Não só
acolheu o chamado, mas disse para Deus que estava à disposição dele para o que
der e vier, pois era sua escrava. Santa Maria e S. Jerônimo, rogai por nós.
Eu te seguirei para onde
quer que fores.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Narra o escritor Bruce
Barton que, na Palestina, existem dois mares bem distintos.
O primeiro deles é
fresco e cheio de peixes. Possui margens adornadas com bonitas plantas e muitas
árvores as rodeiam, debruçando seus galhos em suas águas, enquanto deitam as
raízes nas águas saudáveis para se dessedentarem.
Suas praias são
acolhedoras e as crianças brincam felizes e tranquilas.
Esse mar de borbulhantes
águas é constituído pelo rio Jordão. Ao redor dele, tudo é felicidade.
As aves constroem os
seus ninhos, enchendo com seus cantos a paisagem de paz e de risos. Os homens
edificam suas casas nas redondezas para usufruírem dessa classe de vida.
Mas, o rio Jordão
prossegue para além, em direção ao sul, em direção a outro mar.
Ali tudo parece
tristeza. Não há canto de pássaros, nem risos de crianças. Não há traços de
vida, nem murmúrio de folhas.
Os viajantes escolhem
outras rotas, desviando-se desse mar de águas não buscadas por homens, nem
cavalgaduras, nem ave alguma.
Se ambos os mares
recebem as águas do mesmo rio, o generoso Jordão, por que haverá entre ambos
tanta diferença?
Num, tudo canta a vida,
noutro parece pairar a morte.
Não é o rio Jordão o
culpado, nem causa é o solo sobre o qual estão, ou os campos que os rodeiam.
A diferença está em que
o Mar da Galiléia recebe o rio, mas não detém as suas águas, permitindo que
toda gota que entre, também saia, adiante.
Nele, o dar e receber
são iguais.
O outro é um mar
avarento. Guarda com zelo todas as gotas que nele ingressam. A gota chega e ali
fica. Nele não há nenhum impulso generoso.
O Mar da Galiléia dá de
forma incessante e vive de maneira abundante.
O outro nada dá e é
chamado de Mar Morto.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
Faça seu cadastro informando seu e-mail para receber um
DIÁRIO como este.
Para comentários, sugestões ou cadastro de um amigo:
Visite nosso blog, você vai gostar
https://florescersempre2017.blogspot.com/
Nenhum comentário:
Postar um comentário