Sexta-feira, 02 de setembro de 2022
“A maioria dos jovens da atualidade
não tem sonho, nem maus nem bons. Eles não têm uma causa para lutar.” ( Augusto
Cury)
EVANGELHO DE HOJE
LC
5,33-39
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Eles
disseram-lhe: "Os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam
com freqüência... mas os teus discípulos comem e bebem". Jesus... lhes
disse: "Podeis obrigar os convidados do casamento a jejuar, enquanto o
noivo está com eles? Dias virão... quando o noivo lhes for tirado, naqueles
dias vão jejuar". Contou-lhes ainda uma parábola: "Ninguém corta um
remendo de roupa nova para costurá-lo em roupa velha. Caso contrário, o novo
rasga o velho, e o remendo de roupa nova não combina com a roupa velha. Ninguém
põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo arrebenta os odres, e
perdem-se o vinho e os odres. Vinho novo em odres novos". E disse ainda:
"Ninguém que tomou vinho envelhecido deseja vinho novo, pois diz: 'O velho
é melhor'".
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Mas dias virão em que o
noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão.
Neste Evangelho,
partindo da pergunta sobre o jejum, Jesus nos mostra a radicalidade da Boa Nova
trazida por ele. Não podemos misturar a Boa Nova de Jesus com outros caminhos
ou projetos. Ou nos jogamos inteiramente no seguimento do Evangelho, ou não o
seguimos. Meio termo não existe.
“Os convidados a um
casamento podem jejuar enquanto o noivo está com eles?” Numa festa de
casamento, ninguém jejua. Conforme a tradição bíblica, Deus é o noivo e a humanidade
é a noiva. Com o pecado original, a noiva havia abandonado o noivo; mas agora o
noivo a procurou e fez com ela uma Aliança, que se desdobra em duas Alianças:
antiga e nova. Na nova Aliança, Jesus é o noivo, o que significa que ele é
Deus.
E Jesus acrescenta duas
parábolas que vêm justificar a sua resposta à questão do jejum: ninguém remenda
uma roupa velha com pano novo. A roupa velha representa, naquele tempo, a
religião judaica com seus jejuns e ritos de purificação. Hoje, essa roupa velha
é a mentalidade do mundo, pluralista e pecador. Não podemos remendar essa roupa
velha com o pano novo que é o Evangelho, pois, além de não ficar bonito,
acabamos estragando o pano novo, que é a Boa Nova de Jesus.
Uma roupa remendada
desse jeito fica feia e repuxada; um cristão com mentalidade velha, apenas com
remendos da fé cristã, fica a mesma coisa.
A comparação do vinho
nos odres vai na mesma linha. Não podemos colocar o vinho novo, trazido por
Jesus, em odres velhos, seja do Antigo Testamento, seja do mundo caduco e
pecador. Jesus nos pede para escolher um dos dois caminhos e segui-lo
integralmente. Ficar com os pés em duas canoas não dá certo. O Evangelho do
Reino não é compatível com instituições ou mentalidades caducas.
A fé cristã é uma
proposta de vida, não de leis. E a vida muda, evolui constantemente, estourando
qualquer código de leis. A lei é necessária, mas é morta, e o Reino de Deus é
vivo.
Um dia, Jesus recriminou
os judeus por serem muito ciosos na prática da letra da Lei, e se esquecerem do
principal que é o espírito da Lei: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito:
este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mc 7,6;
Is 29,13).
Uma pergunta: nós
estamos em condições de receber o Vinho Novo de Jesus, ou ainda estamos “com os
pés em duas canoas”? Somos uma roupa nova, uma roupa velha, ou uma roupa
remendada?
Diógenes foi um grande
filósofo que viveu em Atenas, na Grécia, no Séc. IV A/C. Ele tinha fama de
doido, porque fazia coisas exóticas. Não era doido nada. Um dia, ele foi ao
centro da cidade e, em pleno meio dia, com o sol quente, começou a andar numa
rua movimentada, com uma candeia acesa na mão. As pessoas lhe perguntavam: “O
que você está fazendo, Diógenes?” Ele respondia: “Estou procurando um amigo”.
Nós podemos imitar
Diógenes e, se as pessoas nos perguntarem o que estamos fazendo, vamos
respondeu: “Estou procurando um cristão integral, sem mistura de outros
“valores”.
Maria Santíssima, na
hora da Anunciação, jogou-se inteiramente nas mãos de Deus, como uma criança se
joga nos braços da mãe. O amor é totalizante, ele se dá totalmente. Que Maria
nos ajude a fazer o mesmo, no seguimento do seu Filho.
Mas dias virão em que o
noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Jogar ou recolher. Você
escolhe.
Este é o slogan de
campanha desencadeada pela Prefeitura de importante capital brasileira,
estampado em cartaz que mostra uma mão sobre um pedaço de papel ao chão.
Tem a ver com educação.
Tem a ver com cidadania. Convida o cidadão a refletir sobre o tipo de cidade
que ele deseja para si: uma bela e limpa cidade ou ruas cheias de entulho.
Chama o cidadão à
responsabilidade, a partir da sua decisão que, naturalmente, tem a ver com a
sua formação moral, com sua ética, com seu comprometimento como cidadão.
Em verdade, tudo que nos
rodeia, de alguma forma, é de nossa responsabilidade. E depende de nossas
escolhas.
Vejamos que podemos
morar em um bairro aprazível, mas somente teremos bons vizinhos, se cultivarmos
a gentileza e a boa educação.
E isso é feito a partir
de pequenos cuidados. Lembremos, por exemplo, de uma saída de carro muito cedo
pela manhã, para o nosso trabalho.
Podemos retirar o carro
da garagem sem barulho, sem acelerar ruidosamente e, portanto, sem acordar o
vizinho que ainda dorme. Ou podemos fazer todo o barulho que nos achamos no
direito de produzir pensando que se nós estamos despertos, tão cedo, os outros
também podem acordar à mesma hora.
Podemos limpar a frente
de nossa casa, lavar a calçada, tomando cuidado para não sujar a frente da casa
ao lado. Ou podemos, de forma descuidada, ir jogando tudo justamente para os
lados e emporcalhando a frente das casas próximas.
Podemos ser gentis no
trânsito, detendo-nos mínimos segundos a fim de permitir que outro carro, que
aguarda no acostamento, possa adentrar a via à nossa frente. Ou podemos ser
totalmente insensíveis e deixar que o seu condutor canse de esperar, até a
enorme fila de veículos findar.
Antipatia, simpatia. Nós
decidimos se desejamos uma ou outra.
Podemos entrar no
elevador e saudar as pessoas. Ou podemos fazer de conta que todas são
invisíveis.
Podemos fazer uma
gentileza e segurar o elevador um segundo para permitir a entrada de alguém que
vem chegando, depressa. Ou podemos apertar o botão e deixar que a porta se
feche, exatamente à face de quem tentou chegar a tempo.
Podemos pensar somente
em nós, viver como se mais ninguém houvesse no mundo. Ou podemos viver, olhando
em derredor, percebendo que alguém precisa de ajuda e ajudar.
Podemos fingir que somos
surdos ou podemos nos dispor a escutar alguém a pedir informação a um e a outro
e nos dispormos a ofertá-la.
Podemos fingir que somos
cegos e não enxergar a pessoa obesa, em pé, no transporte público, ou a
grávida, ou o idoso. Ou podemos ser humanos e oferecer o nosso assento, com a
certeza de que esse alguém precisa mais dele do que nós.
Mesmo que o cansaço
esteja nos enlaçando, ao final do dia, os pés estejam doendo e o corpo todo
diga: Preciso descansar.
Pensemos nisso e nos
disponhamos a contribuir, desde hoje, com o mundo mais justo, harmonioso e
feliz com que tanto sonhamos.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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