Segunda-feira, 26 de setembro de 2022
"Para conseguir a amizade de uma
pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela
admiramos"
EVANGELHO DE HOJE
LC
9,46-50
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
—
Glória a vós, Senhor!
Os
discípulos começaram a conversar sobre qual deles era o mais importante. Mas
Jesus sabia o que eles estavam pensando. Então pegou uma criança e a pôs ao seu
lado. Aí disse:
-
Aquele que, por ser meu seguidor, receber esta criança estará recebendo a mim;
e quem me receber estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que é o
mais humilde entre vocês, esse é que é o mais importante.
João
disse:
-
Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor, mas
nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo.
Então
Jesus disse a João e aos outros discípulos:
-
Não o proíbam, pois quem não é contra vocês é a favor de vocês.
Palavras
da Salvação
Glória
a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom Dia!
Essa história foi
escrita no ano passado, mas tem um tremendo valor ainda no dia de hoje
“(…) Houve certa vez um
conferencia sobre todas as plantas que existiam em uma região. Todos foram
convidados a enviar seus representantes para que ao final saísse qual era a
planta, árvore ou arbusto mais importante.
Horas e horas de longos
debates e apresentações foram necessárias para que três espécimes fossem
selecionados dentre tantas que ali se apresentaram e bravamente foram
defendidas. A Sequóia americana, a Orquídea e a Palma.
A Sequóia começou a ser
apresentada como a rainha imponente da floresta. Aquela que homem nenhum
poderia arrancá-la do solo, pois seu porte de tronco e raízes profundas
deixavam claro sua força e por ser uma arvore americana, ou seja, importada,
era que tinha mais requisitos para o cargo.
Após muitas palmas, o
defensor da Orquídea pôs-se em defesa dela dizendo logo de cara que ninguém
consegue ser tão bela e também tão destemida como ela. Dizia ele que alguns
gostam de difamá-la como fresca por gostar de pouco de sol e de muitos
cuidados, mas desafiava a poderosa Sequóia a ficar presa, com suas raízes
fortes nas paredes de um precipício íngreme igual ela – com o discurso
provocativo a orquídea foi aplaudida de pé.
Veio então a Palma. Uma
planta sem beleza, sem raízes e troncos fortes que se comparassem a poderosa
Sequóia; não era bela ou de aparência agradável tão pouco intrépida ao ponto a
se alojar um penhasco. Seu defensor, sem ter muito que falar pelo clima de “já
ganhou” da Orquídea, pois se então a falar:
- Colegas e irmãos!
Reconheço que temos pouco a apresentar para contrapor a beleza e a força dos
nossos adversários. Deixo claro que não são nossos inimigos, apenas temos
nossas belezas diferentes. Sinto-me feliz em estar aqui! Gostaria de apresentar
a PALMA que nada mais é que um cacto. Ela não possui a beleza da Orquídea e nem
a imponência da rainha Sequóia, mas creio que temos chances… Surgiram alguns
risos na platéia, iguais aos dados a Suzan Boyle no programa Ídolos Inglês.
- Esta é a PALMA! O
local que vive e não fácil. Lá não chove, não tem belas cachoeiras, não tem um
terreno rico para mantê-la sempre bela, mas mesmo assim ela tem flores! Nunca
se ouviu dizer de uma palma que se entregou, pois as condições eram adversas;
nunca ouviu-se dizer que alguém quis tirar fotos com ela para mostrar o quanto
era grossa e imponente; nunca se ouviu dizer seria fácil ser uma ou ter sua
vida
- Atrevo-me a dizer, que
não existe nada igual a ela. Animais vêm de longe para poder se alimentar dela,
pois mesmo em condições extremas de calor e sofrimento permanecem vivas. A dor
sempre rondou sua vida, mas mesmo assim era uma referencia para quem tinha fome
- Por fim, creio eu, que
certo dia numa cidade do deserto, quando viu um homem ser levantado numa cruz
por coisas que não fez, homem esse também sem beleza ou força física, a motivou
a também a se dar pelos outros sem precisar perder o que ainda tinha de belo
que eram suas flores. Deixo, portanto a escolha para vocês!
“(…) Cresceu diante dele
como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza
para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. Era
desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos
sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e
não fazíamos caso dele. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e
carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido
por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por
nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados
graças às suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos
cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas
de todos nós. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro
que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador”. (Ele não
abriu a boca.) (Isaias 53, 2-7)
Conseguiu entender a
mensagem? Criei essa estória para mostrar que existem coisas que ainda preciso
aprender com a vida.
Um imenso abraço
fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Uma amiga ligou com
notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.
Relatou a cena terrível
ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a
gravidez.
Houve acusações e
recriminações, variações sobre o tema "Como pôde fazer isso conosco?"
Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que
se envolveu numa situação complicada como aquela.
Será que eu poderia
ajudar, servir de ponte entre as duas partes?
Fiquei tão arrasada com
a situação que fiz o que faço – com alguma frequência – quando não consigo
pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a
ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando
o conselho de minha mãe:
_ "Quando uma criança está em apuros,
feche a boca e abra os braços."
Tentei seguir o mesmo
conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que
nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.
Lembro-me de quando Kim,
a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto.
Depois de me certificar
de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser
uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela
precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido – e só então
percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio
tremia.
Então me lembrei das
palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços.
Kim correu para eles
dizendo: – Desculpa... Desculpa – repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua
cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la assustado e por
fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para
mim do que ela.
– Eu também sinto muito, Kim – disse quando
ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. Gente é mais importante do
que abajures.
Ainda bem que você não
se cortou.
Felizmente, ela me
perdoou.
O incidente do abajur
não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a
língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo,
desapontamento ou frustração.
Quando meus filhos eram
adolescentes – todos os cinco ao mesmo tempo – me deram inúmeros outros motivos
para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o
desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de
trânsito, experimentos de ciência mal sucedidos e ficar em recuperação.
Confesso, sem pudores,
que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela
mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar
o infrator da vez, a conversa do carro era, por vezes, ruidosa e unilateral.
Entretanto, nas ocasiões
em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu
mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos
muito pouco razoáveis.
É impressionante como a
gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação atrás dela, quando
está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.
Quando eu segurava a
língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de
culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava
acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram
amados, contudo. Dava para trabalharmos com "o que você acha que devemos
fazer agora", em vez de ficarmos presos a "como foi que a gente veio
parar aqui?"
Meus filhos hoje estão
crescidos, a maioria já constituiu a própria família.
Um deles veio me ver há
alguns meses e disse "Mãe, cometi uma idiotice..."
Depois de um abraço, nos
sentamos à mesa da cozinha.
Escutei e me limitei a
assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança
maravilhosa passava o seu problema por uma peneira.
Quando nos levantamos,
recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.
– Obrigado, mãe. Sabia
que você me ajudaria a resolver isto.
É incrível como pareço
inteligente quando fecho a boca e abro os braços.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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