Sábado,
09/08/2025
“O
destino une e separa as pessoas mas nenhuma força é tão grande para fazer
esquecer pessoas que por algum motivo um dia nos fizeram felizes.”
EVANGELHO DE HOJE
Mt 17,14-20
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Quando
eles chegaram perto da multidão, um homem foi até perto de Jesus, ajoelhou-se
diante dele e disse:
-
Senhor, tenha pena do meu filho! Ele é epilético e tem ataques tão fortes, que
muitas vezes cai no fogo ou na água. Eu o trouxe para os seus discípulos a fim
de que eles o curassem, mas eles não conseguiram.
Jesus
respondeu:
-
Gente má e sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de aguentá-los?
Tragam o menino aqui!
Então
deu uma ordem, o demônio saiu, e no mesmo instante o menino ficou curado.
Depois
os discípulos chegaram perto de Jesus, em particular, e perguntaram:
-
Por que foi que nós não pudemos expulsar aquele demônio?
Jesus
respondeu:
-
Foi porque vocês não têm bastante fé. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se
vocês tivessem fé, mesmo que fosse do tamanho de uma semente de mostarda,
poderiam dizer a este monte: "Saia daqui e vá para lá", e ele iria. E
vocês teriam poder para fazer qualquer coisa!
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz
Se tiverdes fé, nada vos será impossível.
Este Evangelho narra a cena em que os discípulos não conseguem curar um
menino, Jesus o consegue e explica por quê. Quando Jesus, Pedro, Tiago e João
desceram da montanha onde havia acontecido a transfiguração, encontraram os
outros discípulos em dificuldade. Um homem levou-lhes o seu filho epiléptico, e
eles não conseguiram curá-lo.
E Jesus explica o motivo: “Porque a vossa fé é demasiado pequena”. E ele
lamenta: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até
quando vos suportarei?”. Jesus pensa na multidão, ávida de milagres, mas sem se
preocupar muito com a fé. Pensa nos discípulos, a tanto tempo com ele, e ainda
com uma fé tão pequena e fraca. E pensa também em nós, seus discípulos e
discípulas de hoje, cuja fé é tão superficial e descomprometida e às vezes
misturada.
“Se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta
montanha: vai daqui para lá, e ela irá.” Quando a fé existe de verdade, mesmo
que seja pequenina, é eficaz porque participa do poder de Deus, para quem nada
é impossível.
Parece que temos medo de acreditar em Deus. Por isso a sociedade segue
um esquema moral próprio, que nem é o apresentado por Jesus, nem deixa de ser;
fica na pior posição, que é no meio do caminho. “Ó gente sem fé e perversa!”
Desconfiamos do mistério de Deus e por isso achamos difícil jogar-nos de
corpo e alma no projeto de Jesus, preferindo a nossa segurança.
“O justo vive da fé” (Gl 3,11). Viver da fé é viver como Pedro andando
sobre as águas, ao encontro de Jesus. A segurança está em Deus, e ponto final.
Ter fé é assinar um cheque em branco e entregá-lo a Cristo. A nossa conta
bancária tem um saldo enorme: é a nossa vida toda.
A pessoa que faz isso sabe que Cristo é poderoso e nos ama; ele não vai
colocar-nos no SPC. Pelo contrário, vai aumentar e transformar infinitamente o
nosso crédito.
O medo é a posição contrária à fé. Sem enfrentar riscos, não é possível
seguir a Cristo.
Diante da fé, os que viviam com Jesus, e nós hoje, estamos na mesma
situação: o mesmo convite, a mesma hesitação, o mesmo desafio. Que os mártires
nos ajudem! Ter fé é jogar-nos na grande piscina do Reino de Deus, sabendo que
ele nos protegerá.
Neste mês nós celebramos a memória de S. Domingos, o fundador dos
dominicanos. Ele nasceu na Espanha, no Séc. XII. Destacou-se na pregação da
Palavra de Deus. Por isso que a congregação religiosa dos dominicanos se chama
Ordem dos Pregadores. Além da fundação dos dominicanos, a grande contribuição
de S. Domingos para os cristãos foi a criação do terço, que chamamos também de
rosário.
Na verdade, os monges já rezavam uma oração quase igual. Os monges que
sabiam ler rezavam a Liturgia das Horas. Os que não sabiam ler deviam rezar
todos os dias 150 Ave Marias, substituindo os 150 Salmos. S. Domingos passou
essa devoção para o povo, e organizou-a, dividindo-a em três partes, que chamou
de terços, e em cada terço escolheu cinco mistérios para o cristão refletir,
enquanto reza as Ave Marias. A devoção se espalhou rapidamente e todos os
cristãos do mundo passaram a rezar o terço. Em 2002, o Papa João Paulo II criou
mais um terço com os mistérios da Luz, ou mistérios Luminosos, pois na divisão
de S. Domingos ficou faltando a vida pública de Jesus.
O nome Rosário foi criado também por S. Domingos. Significa uma coroa de
rosas que oferecemos a Maria. S. Domingos faleceu em agosto de1221, com apenas
51anos de idade.
Santa Maria, a mulher de fé, e S. Domingos, rogai por nós!
Se tiverdes fé, nada vos será impossível.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Filhos
são como navios…Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu
lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal
sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao
mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras
e riscos.
Dependendo
do que a natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros
caminhos ou procurar outros portos.
Certamente
retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas
diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto feliz à sua
espera.
Assim
são os FILHOS. Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem
independentes.
Por
mais segurança, sentimentos de preservação e manutenção que possam sentir junto
aos seus pais, eles nasceram para singrar os
mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias
aventuras.
Certo
que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os
conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará
no interior de cada um:
A
CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos,
no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num
esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O
lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para
permanecer ali.
Os
pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se
esquecer do dever de prepará-los para navegar
mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros,
certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.
Ninguém
pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que na bagagem
devem levar VALORES herdados como:
HUMILDADE,
HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos
nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o
sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir
para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A
FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL PRA BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO
PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os
pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar nos que
os pais conquistaram. Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu
porto, e, como navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.
Mas,
para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:
QUEM
AMA EDUCA!
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS!”
Içami
Tiba
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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