Terça-feira
26/08/2025
“Ser
um filho de Deus não consiste em somente ser chamado de filho de Deus, mas,
sim, de agir como o Filho de Deus.”
EVANGELHO DE HOJE
Mt 23,23-26
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais
o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os
ensinamentos mais importantes da Lei, como o direito, a misericórdia e a
fidelidade. Isto é que deveríeis praticar, sem contudo deixar aquilo. Guias
cegos! Filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. Ai de vós, escribas e
fariseus hipócritas! Limpais o copo e o prato por fora, mas por dentro estais
cheios de roubo e cobiça. Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, que
também por fora ficará limpo.”
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Domingo, Frei Ari disse uma coisa que muito tocou o coração: “Somos
arvores frutíferas, que no fim da vida, veremos e contabilizaremos em nosso
tronco a quantidade de galhos e brotos quebrados; lascas e pedaços retirados
pelas pedradas que levamos, pois árvores que dão frutos são assim, passamos a
vida a levar pedradas, enquanto aqueles que se preservam inteiros e sem frutos,
só lhes restam fazer sombra”.
Muitas pessoas se dizem incomodadas quando veem alguém não fazendo coisa
alguma, mas como é intrigante também a quantidade de pessoas que se incomodam
ao ver alguém trabalhando, e o pior, quando o que fazem, dá certo!
Brinco muito com a história do padroeiro de nossa comunidade – São
Sebastião. Somos de fato, espelhos de sua vida. Alguns pensam que ele morreu
vítima das flechadas, como a imagem que conhecemos sugere, mas não. Sebastião
foi encontrado semimorto, recuperou-se e ao invés de sossegar, voltou e morreu
apedrejado. Quando falo que somos o reflexo de nosso padroeiro, digo isso na
íntegra. Levamos flechadas dos “irmãos” no domingo, mas não paramos por isso. –
voltamos terça-feira pra levar as pedradas. (risos).
Eu costumo dizer que as pancadas (ou pedradas) mais doloridas vêm de
“fogo amigo”. Esse termo se refere a uma denominação militar em que o soldado
em campo de batalha é atingido por uma bala ou bombardeio do mesmo exército por
qual luta. Quantos de nós já não fomos atacados pelo fogo “invejoso” amigo (da
onça)? Quantos de nós, já pensamos em desistir, largar a coordenação de um
movimento ou de uma pastoral por esses irmãos que ainda não aprenderam como
atirar? Até Jesus foi vítima do fogo amigo de Judas!
“(…) Não te irrites por causa dos
que agem mal, nem invejes os que praticam a iniquidade, pois logo eles serão
ceifados como a erva dos campos, e como a erva verde murcharão. Espera no
Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança. Põe tuas delícias no
Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá. Confia ao Senhor a tua sorte,
espera nele, e ele agirá. Como a luz, fará brilhar a tua justiça; e como o sol
do meio-dia, o teu direito. Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua
esperança nele. Não invejes o que prospera em suas empresas, e leva a bom termo
seus maus desígnios. Guarda-te da ira, depõe o furor, não te exasperes, que
será um mal, porque os maus serão exterminados, mas os que esperam no Senhor
possuirão a terra”. (Salmo 35/36, 1-9)
Esse fim de semana, digitava eu com uma amiga do Pedregal (comunidade
Santo Antonio), relatava ela do cansaço véspera de um retiro. Um parêntese: O
padroeiro é o reflexo do apadrinhado mesmo. Santo Antonio é reconhecido como
aquele que esteve em dois lugares ao mesmo tempo. O que se esperava de alguém
que está nessa comunidade? Estou aqui e ali ao mesmo tempo! (risos)
Voltando (…). Divaguei para ela que precisamos entender um pouco mais de
geografia. Quanto maior a área de pressão maior é a força dos ventos. Quanto
maior forem as dificuldades, a inveja, a cobiça, a ganância, maior será a força
dos ventos do Espírito Santo em nossas obras, em nossa vida e em nossas
atitudes.
“(…) Sobreveio a lei para que
abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça “. (Romanos
5, 20)
Quanto aos fariseus, temos que compreender que não deixarão de existir.
Rezemos por eles.
Um imenso abraço fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Alguns
anos atrás, assisti à peça Raisin in the Sun [Uva-Passa ao Sol], de Lorraine
Hansberry, e ouvi um trecho que até hoje não me sai da memória.
Na
peça, uma família afro-americana recebe US$ 10.000 provenientes do seguro de
vida do pai. A dona da casa vê no dinheiro a oportunidade de deixar o gueto
onde vivia no Harlem e de mudar-se para uma casa no campo, enfeitada com
jardineiras.
A
filha, uma moça muito inteligente, vê no dinheiro a oportunidade de realizar
seu sonho de estudar medicina.
O
filho mais velho, contudo, apresenta um argumento difícil de ser ignorado. Quer
o dinheiro para que ele e um “amigo” iniciem um negócio juntos.
Diz à
família que, com o dinheiro, ele poderá trabalhar por conta própria e facilitar
a vida de todos. Promete que, se puder lançar mão do dinheiro, proporcionará à
família todos os confortos que a vida lhes negou.
Mesmo
contra a vontade, a mãe cede aos apelos do filho. Ela tem de admitir que as
oportunidades nunca foram tão boas para ele e que ele merece a vida boa que
esse dinheiro pode oferecer-lhe.
Conforme
você deve ter imaginado, o tal “amigo” foge da cidade com o dinheiro. Desolado,
o filho é forçado a voltar para casa e dizer à família que suas esperanças para
o futuro lhe foram roubadas e que seus sonhos de uma vida melhor foram
desfeitos.
A irmã
atira-lhe no rosto toda sorte de insultos. Qualifica-o com as palavras mais
grosseiras que se possa imaginar. Seu desprezo em relação ao irmão não tem
limites.
Quando
ela para um pouco para respirar, a mãe a interrompe e diz:
—
Pensei que tivesse ensinado você a amar seu irmão.
Beneatha,
a filha, responde:
—
Amar meu irmão? Não restou nada nele para eu amar.
E a
mãe diz:
—
Sempre sobra alguma coisa para amar. E, se você não aprendeu isso, não aprendeu
nada. Você chorou por ele hoje? Não estou perguntando se você chorou por causa
de si mesma e de nossa família, por termos perdido todo aquele dinheiro. Estou
perguntando se chorou por ele: por aquilo que ele sofreu e pelas consequências
que terá de enfrentar.
Filha,
quando você acha que é tempo de amar alguém com mais intensidade: no momento em
que faz coisas boas e facilita a vida de todos? Bem, então você ainda_não
aprendeu nada, porque esse não é o verdadeiro momento de amar. Devemos amar
quando a pessoa está se sentindo humilhada e não consegue acreditar em si
mesma, porque o mundo a castigou demais. Se julgar alguém, faça-o da forma
certa, filha, da forma certa. Tenha a certeza de que você levou em conta os
revezes que ele sofreu antes de chegar ao ponto em que está agora.
Essa
é a graça misericordiosa! É o amor ofertado quando não se fez nada para
merecê-lo. É o perdão concedido quando não se fez nada para conquistá-lo. É a
dádiva que flui como as águas refrescantes de um riacho para extinguir as
labaredas provocadas por palavras de condenação carregadas de ira.
O
amor que o Pai nos oferece é muito mais abundante e generoso. A graça que Deus
nos dá é muito mais copiosa.
-
Tony Campolo, em Histórias Para o Coração.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que Deus
lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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