terça-feira, 5 de maio de 2026

DIÁRIO DE QUARTA-FEIRA 06/05/2026

 

Quarta-feira 06/05/2026

 

"Fundamental é aplicar a lei igualmente a homens de todas as condições."

(Thomas Jefferson)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 15,1-8

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

Jesus disse:

- Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o lavrador. Todos os ramos que não dão uvas ele corta, embora eles estejam em mim. Mas os ramos que dão uvas ele poda a fim de que fiquem limpos e dêem mais uvas ainda. Vocês já estão limpos por meio dos ensinamentos que eu lhes tenho dado. Continuem unidos comigo, e eu continuarei unido com vocês. Pois, assim como o ramo só dá uvas quando está unido com a planta, assim também vocês só podem dar fruto se ficarem unidos comigo. - Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada. Quem não ficar unido comigo será jogado fora e secará; será como os ramos secos que são juntados e jogados no fogo, onde são queimados. Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem. E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Aquele que permanece em mim, e eu nele, produz muito fruto.

Temos hoje o mesmo Evangelho de domingo passado: a parábola da videira e os ramos. A idéia central é a união permanente do discípulo com Jesus mediante o amor, isto é, mediante o cumprimento dos seus mandamentos. Porque o amor prova-se na obediência da fé. Assim nós temos clareza e podemos nos avaliar se amamos ou não a Deus. “Se alguém diz: ‘Amo a Deus’, mas odeia o seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4,20).

Amar Jesus é guardar os seus mandamentos. Amor e obediência são realidades que dependem uma da outra. Porque o amor brota da obediência, e esta, por sua vez, exprime-se no amor. Foi o que fez Cristo em relação a Deus Pai: mostrou-lhe o seu amor obedecendo. Por outro lado, o amor e a obediência estão em relação direta com o sacrifício, pois é no sacrifício que eles se mostram. Isso vale para todos os níveis do amor, inclusive o matrimonial. Aliás, o amor é um só: “Deus é amor”.

O amor mútuo do Pai e do Filho transvasa-se de Cristo para o discípulo e deste para os irmãos e irmãs, espalhando alegria.

“Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim” (Jo 6,57). Vemos aí a conexão entre a Eucaristia e esta parábola. O amor e a vida são conceitos tão unidos que às vezes se intercambiam.

“Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (Jo 15,24) “Nós vos escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa” (1Jo 1,4). O amor e a obediência unidos criam alegria, uma alegria completa, antecipação da felicidade do céu.

E hoje é com alegria que celebramos a festa de Nossa Senhora de Fátima. A festa é uma recordação da manifestação da Virgem Maria a três crianças, em Fátima, Portugal, dia treze de maio de 1917.

As crianças estavam no campo, cuidando do rebanho de ovelhas da família. Eram a Lúcia, de dez anos, o seu irmão Francisco, de nove, e uma priminha deles, a Jacinta, de sete aninhos.

Era um domingo. Ao meio dia, com o céu aberto e sem nuvens, de repente eles viram um relâmpago. Olharam na direção e viram uma luz forte vinda de uma arvorezinha. No meio daquela luz apareceu uma mulher muito bonita e brilhante. Suas mãos estavam postas, como que em oração.

Ela foi logo dizendo para as crianças: “Não tenham medo!” De fato as crianças não sentiram medo nenhum. Uma das crianças perguntou: “Quem é a senhora?” Ela respondeu: “Eu sou Maria, a mãe de Jesus”. Houve uma conversa entre as crianças e Nossa Senhora. Depois ela desapareceu.

Daí para frente, todos os meses, no dia treze e na mesma hora, a Virgem aparecia para as crianças. Isso se repetiu durante seis meses, até dia treze de outubro, e a partir daí cessaram as aparições. Nesses diálogos, Maria pediu às crianças que transmitissem vários recados aos cristãos. Um deles, o mais insistente, foi que rezássemos o terço.

Aquelas crianças tinham o costume de rezar o terço todos os dias, debaixo daquela mesma arvorezinha em que a Virgem lhes apareceu, e também naquele mesmo horário, enquanto as ovelhas pastavam. Além de rezarmos o terço, Maria Santíssima pediu para fazermos penitência.

São interessantes as coincidências, se é que podemos chamar de coincidências, entre Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora Aparecida: O fato em Fátima aconteceu exatamente duzentos anos após o encontro da Imagem de Maria nas águas do Rio Paraíba. Lá, Maria apareceu para três pastorzinhos pobres, que estavam em serviço; aqui no Brasil, manifestou-se a três pescadores pobres, que também estavam trabalhando. Lá, Maria mostrou a importância da reza do terço; aqui, temos aquela cena bonita da vela que se acendeu sozinha, acontecida logo após o aparecimento da Imagem, e durante a reza do terço.

Havia, certa vez, um bosque que tinha animais dos mais diversos tipos. Um dia, o pavão disse ao urubu: “Bem que você podia passar para mim essas suas botinhas vermelhas, tão bonitinhas! Elas não ornam em você, porque você é todo desajeitado. Acho que, na hora da criação, nossos pés foram trocados por engano”. O urubu respondeu: “Realmente, pavão, eu acho que houve engano. Essas suas penas e esse seu bico deviam estar em mim, para combinar com minhas botas!”

A tartaruga, que estava perto, ouviu a conversa e disse: “Vocês dois estão errados; Deus é infinitamente sábio. Ele distribuiu sua beleza, um pouco para cada criatura. Olhem este bosque, como a variedade o torna belo. O importante é cada um de nós se contentar com o dom que recebeu e desenvolvê-lo ao máximo”.

A tartaruga estava certa. Assim como os animais e as árvores frutíferas, cada um de nós é chamado a produzir um fruto diferente, sem ficar com inveja dos outros, nem querendo imitá-los, produzindo o mesmo fruto deles. É importante todos nós nos sentirmos amados por Deus, desenvolvendo as nossa qualidades e colocando-as a serviço. Vamos gostar inclusive do nosso passado, pois “tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28).

Vamos pedir a Maria Santíssima que nos ajude a amar mais a reza do terço.

Aquele que permanece em mim, e eu nele, produz muito fruto.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

7 rãzões para crer na teoria da Criação

 

10 moedas marcadas de 1 a 10, dentro do bolso, sacudindo-as a seguir. Experimentemos, sem as olhar, pegá-las na sequência em que as numeramos. Matematicamente, a chance de acertar na número 1 é de uma em 10; de acertar nas de números 1 e 2 nesta ordem já é de uma em mil. A possibilidade de acertá-las todas, de 1 a 10 sucessivamente, seria de uma em 10 bilhões.

O doutor Morrison convida a meditarmos na possibilidade do acaso para leis que mantêm o equilíbrio da vida na Terra e apresenta a:

 

Primeira razão: a velocidade com que o nosso Planeta realiza seus movimentos de rotação, em volta de si mesmo, e de translação, em torno do Sol. A rotação se processa a cerca de 1.600 quilômetros horários, o que não é sem motivo, porque se a Terra se movimentasse com apenas um décimo dessa velocidade, ou seja, a 160 quilômetros horários, a vida nela seria impossível. O dia teria 120 horas e, a noite, igualmente 120 horas. Em 120 horas de sol, todos os vegetais seriam queimados, ameaçando a sobrevivência humana, que depois, em 120 horas de noite, se tornaria impossível nos cinco continentes gelados. Algo estabeleceu a lei de equilíbrio, para que a rotação da Terra se processasse a 1.600 quilômetros horários, com o dia e a noite de 24 horas, o ideal para a vida neste mundo de maravilhas.

 

Segunda razão: o cientista convida-nos a prosseguir no raciocínio absolutamente lógico. Nossa atmosfera está milimetricamente medida e programada. Se ela fosse rarefeita mais um quilômetro, perderia a função de escudo gasoso e não haveria vida na superfície terrestre. Caem diariamente sobre a Terra cerca de 50 milhões de aerólitos e meteoritos. É a atmosfera que, pelo atrito desses viajantes celestes com o ar, os rala, queima e dissolve. Ineficiente nessa tarefa, a atmosfera não impediria que 50 milhões de vezes por dia nosso Planeta fosse bombardeado, pontilhando-se de incêndios e pontos de destruições inimagináveis.

 

Terceira razão: bastava que o leito do oceano fosse mais profundo três quilômetros e a vida se tornaria improvável. O oxigênio do ar seria absorvido e o ácido carbônico se misturaria às águas, exterminando toda manifestação vital, no seio do elemento líquido e na superfície. O mesmo aconteceria se o acaso fizesse a superfície terrestre mais elevada dois quilômetros.

 

Quarta razão: o cérebro que presidiu a Academia de Ciências de Nova York ensina que se a distância da Terra à lua, por acaso, não fosse de 370 mil quilômetros, mas de tão somente 70 mil quilômetros, desapareceria a vida no Planeta. A pressão magnética do satélite sobre os mares levantaria ondas tão altas e terríveis que marés e preamares arrasariam totalmente a crosta terrestre, lambendo os picos extremos do Himalaia.

 

Quinta razão: que aconteceria se a inclinação do eixo da Terra não fosse de 18/24 graus, mas se situasse numa vertical ou mudasse de posição? Resposta: os gelos antárticos desceriam em direção ao equador, num cataclisma apocalíptico.

– Por isso – assegura, humildemente, o doutor A. Cressy Morrison –, por essa lei e por inúmeras outras, que seria fastidioso enumerar que só o absurdo atribuiria ao acaso, eu creio em Deus.

 

Sexta razão: ele ainda pinça, de seus conhecimentos admiráveis, a distância que separa a Terra do sol, de aproximadamente 150 milhões de quilômetros. É ela que proporciona ao nosso mundo a tépida sensação de calor, nem insuficiente, nem exagerada para a manutenção da vida, mesmo incandescendo a superfície do astro rei 6.648 em graus centígrados. Se a Terra estivesse mais próxima do sol, seria esturricada pelo calor. Mais afastada do que na órbita elíptica atual, se perderia pela insuficiência térmica, por inadequados raios ultravioletas, infravermelhos e caloríficos, mantenedores do equilíbrio metabólico na vida vegetativa.

Sétima razão: é evidente e racional que uma inteligência matemática e superior estabeleceu e providenciou as condições de vida para a Terra, restando uma chance em bilhões de que nosso planeta fosse o resultado de um acidente filho do acaso.

Não obstante, Deus continua sendo o Grande Anônimo, incompreendido e mal interpretado pelos humanos. Ante tantos absurdos que os homens dizem tentando explicá-lO, Voltaire, o filósofo mais influente do século 18, ironizava:

– Eu creio em Deus, apesar de tudo que me dizem para acreditar nele...

E Kant, o filsósofo da Crítica da Razão Pura, proclamava:

– Não creio no Deus que os homens criaram, mas no Deus que criou os homens.

Mas já Huberto Rohden, o pensador cristão, filosofou:

– Deus, que é isto? Deus, quem és tu? Mil nomes te hei dado, e até hoje és para mim o Grande Anônimo. Sei que és o Eterno, o Onipotente, o Onisciente, o infinitamente Bom e Formoso, mas sei também que és muito mais do que tudo isto. E por seres indefinível, resolvi chamar-Te simplesmente “o Grande Anônimo”. Assim, se não acerto em dizer o que és, pelo menos não digo o que não és. Eu sou uma feliz exceção do nada, Deus é a mais veemente afirmação de tudo.

Professor A. Cressy Morrison, que foi presidente da Academia de Ciências de Nova York

 

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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