Sábado 30/05/2026
"Amores novos
não combinam com a dignidade dos velhos."
(Rubem Alves)
EVANGELHO DE HOJE
Mc 11,27-33
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, +
segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Depois voltaram para Jerusalém. Quando Jesus
estava andando pelo pátio do Templo, chegaram perto dele os chefes dos
sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes dos judeus que estavam ali e
perguntaram:
- Com que autoridade você faz essas coisas?
Quem lhe deu autoridade para fazer isso?
Jesus respondeu:
- Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se
me derem a resposta certa, eu direi com que autoridade faço essas coisas.
Respondam: quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?
Aí eles começaram a dizer uns aos outros:
- Se dissermos que foi Deus, ele vai
perguntar: "Então por que vocês não creram em João?" Mas, se
dissermos que foram pessoas, ai de nós!
Eles estavam com medo do povo, pois todos
achavam que, de fato, João era profeta. Por isso responderam:
- Não sabemos.
- Então eu também não digo com que autoridade
faço essas coisas! - disse Jesus.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Fr.
Denis Francisco Rosa Oliveira
A palavra
As
autoridades religiosas questionam Jesus pelas obras que ele realiza entre o
povo judeu. Em Jerusalém, ele está com seus discípulos andando pelo Templo. As
obras e milagres que acontecem no Templo são realizados por Javé, o Deus
libertador. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os sábios anciãos
aproveitam que Jesus está ali e perguntam com que autoridade realiza as obras.
Podemos entender “autoridade” como: em vista de que, por qual motivo e\ou por
ordem de quem ele as realiza. É claro, sendo ele o filho de Deus Pai, tem
autoridade (autorização) para realizar os prodígios. O problema está nas
autoridades eclesiais e civis. Eles não compreendem que, de fato, Jesus é filho
de Deus, e que está na terra para fazer a vontade do Pai, redimindo os
afastados (os pobres, coxos, pagãos e abandonados) do Templo, da Casa de
Israel, por causa da estrutura religiosa do tempo.
O
mesmo acontece com João Batista, pois não compreenderam a sua missão de ser o
precursor do Messias. Muitos judeus, pagãos e samaritanos acreditaram em João,
aceitando o batismo. Eles o tinham como profeta, já que anunciava a vinda do
Messias com autoridade e sabedoria. Jesus não responde para as autoridades
religiosas “o motivo pelo qual ele realiza os prodígios”, porque eles não iriam
acreditar nele como filho de Deus. Sendo ele e o Pai um só, tem autoridade para
realizar obras e curas, mesmo no sábado, dia de guarda.
Oração da vida
Havia
certa vez um rapaz chamado João. Ele usava calça branca, camisa branca e tênis
branco. E tinha na mão um balde limpinho. Perto dele havia um poço bem sujo,
mas com água limpa no fundo. O João desceu o poço sujo e saiu com água limpa no
balde, sem se sujar.
Nós
somos o João e o mundo é aquele poço. Tem muitas coisas boas e ruins
misturadas. Que bom, através do discernimento, identificássemos as coisas boas
e aproveitássemos, sem nos sujarmos! As autoridades eclesiais e civis do tempo
de Jesus não fizeram discernimento das coisas que ele dizia e realizava. Tinham
medo de sua verdade. Por isso, o condenaram, partindo da Lei e não da
realidade.
Em
nossa vida de cristãos, às vezes cometemos o mesmo erros que eles. Julgamos sem
conhecer a realidade, e ainda queremos respostas para nossos questionamentos:
De onde viemos? Para onde vamos? Será mesmo que Jesus e os discípulos
existiram? Será que a Sagrada Escritura é apenas um conto, uma estória de um
povo? Será que minha fé é válida?
Bom,
se não acreditamos naquilo que é revelado e com tantos anos presente na vida
das pessoas, para que então respostas a muitas perguntas sobre o mistério
divino, se não temos experiência com o concreto, com o dia-a-dia, com a
realidade do povo pobre, oprimido e explorado donde podemos encontrar Deus? O
que podemos dizer daqueles que fazem experiência com Deus, abandonando tudo
para viver uma vida dedicada a Ele e ao próximo? Evidentemente, precisamos
questionar sim, porém não devemos tomar tais respostas que não se convergem com
a nossa realidade e com a realidade da Igreja. De fato, Deus existe e suas
coisas também. O problema pode estar na cegueira não cristã e não religiosa que
impede-nos de enxergar a realidade da vida e a verdade do mistério divino.
Pensemos um pouquinho...
MOMENTO DE REFLEXÃO
Em cinco minutos pouco se diz, porém muito acontece:
Uma cidade inteira pode ser presa de chamas devoradoras;
Em cinco minutos Esaú trocou e perdeu para sempre o seu direito de
primogenitura;
Em cinco minutos um negócio desonesto, uma palavra ignominosa,
mancham para sempre, uma alma, de tal
modo que rios de água não lhe restituem o estado de pureza e candura.
Em cinco minutos pode um Saulo tornar nome; podes abismar-te na
infelicidade, hoje e sempre.
Em cinco minutos podes partir para a Eternidade.
Contudo em cinco minutos, também podes apreender uma ideia nova e
empreender uma causa boa.
Como o filho pródigo podes
reconhecer o teu estado pecaminoso e voltar no caminho de correção.
Em cinco minutos pode um Santo tornar-se Paulo.
Cinco minutos em silêncio – pela manhã, ao meio dia e à tarde como
Daniel, e cinco minutos aos pés de Jesus, como Marta, em Betânia – podem
modificar o curso dos nossos dias agitados.
A vida toda compõem-se de cinco minutos.
Cinco minutos perdidos nunca mais podem ser recuperados.
Cinco minutos com Deus sempre são fontes de bênçãos.
(Leituras Diárias, tradução do alemão por A.
Rickli)
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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