segunda-feira, 25 de maio de 2026

DIÁRIO DE TERÇA-FEIRA 26/05/2026

 

Terça-feira 26/05/2026

 

"A diferença entre o vencedor e o perdedor não é a força nem o conhecimento, mas, sim, a vontade de vencer." (Vincent T. Lombard)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mc 10,28-31

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor!

 

Aí Pedro disse:

- Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor.

Jesus respondeu:

- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa de mim e do evangelho, deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras receberá muito mais, ainda nesta vida. Receberá cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, terras e também perseguições. E no futuro receberá a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros serão os últimos, e muitos que agora são os últimos serão os primeiros.

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Fr. José Luís Queimado, CSsR  

 

 

 

Quanta profundidade e riqueza nessa pequena passagem de Marcos! Nós já refletimos bastante, em outros dias, sobre os desafios imensos que se nos apresentam no seguimento de Jesus, mas a perícope de hoje nos fala ainda mais forte ao coração.

É, com certeza, radical a proposta de Jesus, principalmente em nossos tempos de pós-modernidade. Ninguém quer abandonar os entes queridos, tampouco deixar os confortos que nos rodeiam na vida. Mas o Mestre é claro: você deve se desligar dessas realidades passageiras para segui-lo, e a sua recompensa será a perseguição. Que loucura! Quem quer deixar tudo o que lhe é caro para seguir alguém que promete perseguição e tribulação na vida?

Pensando bem, não devemos olhar com pessimismo para essas palavras, pois elas querem, mais do que nos desanimar, dar esperanças para vivermos em um mundo acarretado de perigos e mortes! Os últimos, os mais sofridos (“lascados” da sociedade) serão os que primeiro receberão as mãos de Deus na eternidade. Mas, sabendo disso, devemos deixar as coisas como estão? De maneira nenhuma! É nosso dever lutar para que haja dignidade e justiça, já, em nossa Terra. A salvação é um processo contínuo, por isso não podemos pular etapas. Vivamos intensamente as nossas vidas aqui, para podermos dizer a Deus que estamos prontos para a Eternidade.

Assim foi com os cristãos da origem: perseguições e mortes foram os seus prêmios por acreditarem e porem em prática um projeto tão corajoso como o de Jesus: o de resgatar os oprimidos dessa Terra, dando dignidade de vida já aqui.

Os poderosos e opressores, muitas vezes, tentam acalmar as multidões oferecendo promessas longínquas, distantes da realidade em que os pobres vivem, exatamente para que os marginalizados não reivindiquem os seus direitos. Nós, como cristãos que deixamos tudo para apostar no projeto de Jesus Cristo, temos de denunciar essas estruturas de poder e alienação. Por isso, seremos perseguidos!

Imaginem vocês: muitos políticos corruptos devem ficar muito contentes pelo fato de a Copa Mundial de Futebol sempre acontecer em ano de eleição. Eles devem pensar (somente os corruptos) “o povo brasileiro é amante do futebol, por isso vamos roubar à vontade, podemos fazer um rombo nos cofres públicos e o povo nem perceberá, pois estará anestesiado vendo times de futebol brigando pelo título mundial. Como isso é vergonhoso, mas acontece de verdade!

Muitos poderosos querem enganar o povo para que não haja dignidade neste mundo, afinal, a Eternidade será a recompensa dos sofredores de hoje, dizem os maldosos! Jesus quer qualidade de vida para todos, e essa é a razão de ele ter sido perseguido. E assim seremos nós, os seus discípulos, se dissermos a verdade e lutarmos contra as injustiças. Que Deus dê coragem aos oprimidos para que eles não fiquem jogados nos últimos lugares do depósito humano!

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Você saberia dizer qual é a ponte mais importante do mundo?

Talvez muitas imagens de mega-construções tenham passado pela sua mente neste instante, mas seguramente nenhuma delas é a mais importante, embora todas sejam úteis.

Agora imagine uma mãe com seu bebê no colo...Imagine o neném sugando o leite materno enquanto a mãe o acaricia e o envolve em terno carinho...

Sem dúvida, uma imagem divina!

Agora imagine uma criança deitada sobre o peito de seu pai, enquanto o pai passa suavemente a mão sobre suas costas...

Outra cena comovente, com certeza...

Mas, afinal de contas, o que isto tem a ver com a ponte mais importante do mundo?

Tem, e muito.

Esses pequenos gestos são os alicerces que sustentarão a ponte mais eficiente e mais importante da vida: a ponte do diálogo.

Muitos pais desconhecem que é desde os primeiros dias de vida de seus bebês que a ponte do diálogo deve ser iniciada.

Os pais que sabem disso começam a conversar com o filho enquanto este ainda se move no ventre materno. E o neném responde, ao seu modo.

Mas quando esse importante meio de comunicação e união não é construído, as

conseqüências podem ser desastrosas, pois um precipício pode se abrir entre pais e filhos.

Desatentos para essa realidade, muitos genitores crêem que somente quando o filho for jovem é que deverão se preocupar com uma aproximação.

Ledo engano!

Não é raro que muitos pais se desesperem quando tentam dar um passo na direção do filho e só encontram um profundo vazio...

Não há ponte... Não há como se aproximar...

Perplexos, os pais gritam. Também em vão...

Os filhos não os ouvem.

Não há entendimento. Só há um grande e triste distanciamento...

"Onde foi que eu errei?", perguntam-se. Mas não ouvem resposta alguma.

Encontrarão a resposta fazendo uma retrospectiva de suas atitudes para com os filhos, desde o momento em que eles chegaram ao mundo.

As cenas são quase sempre iguais, mudando apenas o cenário e os personagens.

O filho pequeno, que ainda não sabe se comunicar com palavras, é extremamente sensível aos gestos dos pais, mas é tratado como se fosse apenas um boneco, sem razão nem sentimentos...

Não é digno de atenção, pois não sabe se expressar...

Outro equívoco, pois logo as crianças demonstram sua indignação agindo com rebeldia ou violência, ou se isolando do mundo.

Por todas essas razões, e outras mais, é importante pensar nessa ponte de afeição que liga as criaturas.

Ela precisa ser construída com cuidado, usando-se os melhores sentimentos de ternura, atenção e respeito, os únicos que são eficientes e duráveis.

Por mais que avance a tecnologia, que se tenha mil modos de comunicação, nada substitui o diálogo caloroso entre os familiares.

E não basta apenas estar junto, não basta oferecer o peito ao bebê e ficar com a mente e o coração distantes.

Não é suficiente sentar-se na mesma poltrona, ligar a TV e ver um bom filme.

É preciso estar junto, sentir o coração pulsando, os olhares fugidios, os medos escondidos.

Considere tudo isso e comece, ainda hoje, a construção dessa ponte de ternura que aproximará você de quem você ama.

Não permita que a erosão da indiferença abra valas intransponíveis entre você e os seus amores! Aproxime-se, de corpo e alma, enquanto ainda há tempo...

Quando a ponte do diálogo é construída sobre as bases da confiança e do respeito mútuo, não há nada capaz de derrubá-la, e as relações afetivas estarão sempre preservadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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