Sábado 09/05/2026
"Amo a
liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres ...Se elas voltarem é porque
as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí." (John Lennon)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 15,18-21
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, +
segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Jesus continuou:
- Se o mundo odeia vocês, lembrem que ele me
odiou primeiro. Se vocês fossem do mundo, o mundo os amaria por vocês serem
dele. Mas eu os escolhi entre as pessoas do mundo, e vocês não são mais dele.
Por isso o mundo odeia vocês. Lembrem do que eu disse: "O empregado não é
mais importante do que o patrão". Se as pessoas que são do mundo me
perseguiram, também perseguirão vocês; se elas obedeceram aos meus
ensinamentos, também obedecerão aos ensinamentos de vocês. Por causa de mim,
essas pessoas vão lhes fazer tudo isso porque não conhecem aquele que me
enviou.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz
Não sois do mundo, porque eu vos escolhi e
apartei do mundo.
Neste Evangelho, Jesus nos previne que todos nós, seus discípulos,
seremos perseguidos. E, para nos dar calma no meio da perseguição, ele faz a
comparação do servo. Se perseguiram até o senhor do servo, que é ele, quanto
mais o próprio servo, que somos nós!
“Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence.”
Através dessa atitude do mundo contra nós, ficamos sabendo que não pertencemos
ao mundo pecador, mas a Cristo. Portanto, ser odiado e perseguido é até uma
honra para nós, pois nos assemelhamos a Jesus.
Deus está conosco sempre, e especialmente nos momentos de perseguição e
ódio das pessoas a nós. Por isso, “não perdereis um só fio de cabelo”.
“Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa”. Se uma parte
das pessoas nos odeia, isso tem outra vantagem: mostra que outra parte das
pessoas vai ouvir a nossa palavra. É como uma medalha: a perseguição de um lado
indica que há acolhimento da palavra, do outro lado.
“Tudo isso eles farão contra vós..., porque não conhecem aquele que me
enviou.” Quando formos perseguidos, é sinal de que estamos no caminho certo e
falando para pessoas certas, isto é, para pessoas que não conhecem a Deus. Que
o nosso testemunho, o nosso comportamento pacífico nos ataques, seja para essas
pessoas um convite à conversão.
Muitos se enganam pensando que a religião de Jesus é um meio de se
livrar da perseguição e do sofrimento. Esses acabam abandonando a religião que
Jesus fundou, e entrando numa seita, criada para trazer a felicidade aqui na
terra.
Havia, certa vez, um peixe que nadava sossegado no fundo de um rio. Qual
não foi a sua surpresa quando uma minhoca muito atraente apareceu diante dele.
Mais que depressa abocanhou a minhoca. Foi um pulo só e a minhoca estava
engolida. “Ui! O que é isso?” – gritou o peixe – “Como que pode, uma minhoca
tão gostosa vir acompanhada de um anzol!”
O mundo pecador é mau e pode nos enganar! Peixe morre pela boca, e nós
também podemos cair em armadilhas, prejudicando a nós e ao Reino de Deus.
“Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto,
prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10,16).
Maria Santíssima sofreu duras perseguições. Que ela nos ajude a seguir o
seu Filho, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na perseguição e nos
aplausos, na vida e na morte.
Não sois do mundo, porque eu vos escolhi e
apartei do mundo.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Trabalhavam juntos há anos, mas não se apreciavam, apenas suportavam um
ao outro por causa dos imperativos da atividade profissional. O complicado é
que dividiam um espaço pequeno, cerca de 4 metros quadrados. Passavam oito
horas por dia em total mutismo, cada qual mergulhado em seu mundo íntimo sem se
preocupar com o “colega”. Quando muito trocavam algumas breves palavras
relativas às atividades da empresa, o
contato de ambos, portanto, resumia-se ao famoso: bom dia, boa tarde e boa
noite.
Certo dia, porém, por um desses “acasos da vida” um deles ficou sabendo
que o outro era apaixonado por suco de milho. Movido por singular e rara
simpatia presenteou o colega com jarra gelada de suco. O presenteado até
estranhou, no começo, assustado pelo inesperado julgou que o colega “pudesse
estar, inclusive, envenenando-o”. Notou que seus pensamentos raiavam o absurdo
e experimentou o suco. Estava uma delícia. Agradeceu, e naquele dia depois de
tantos anos respirando o nocivo ambiente da antipatia mútua o clima ficou,
mesmo que timidamente, mais leve.
No outro dia, para retribuir a gentileza, o presenteado decidiu levar um bolo de chocolate. O outro
adorou. A antipatia começou a diluir-se, as conversas, então, fluíram mais
amenas, sem a carranca de antes. Descobriram que tinham afinidades, gostavam de
rock e lasanha, eram casados com Claudias, apreciavam futebol e adoravam
pescar.
Tornaram-se amigos, ou melhor, grandes amigos. A amizade estendeu-se às
famílias e as confraternizações tornaram-se freqüentes.
No entanto, transcorridos alguns anos de amizade um deles caiu enfermo, necessitando de
transplante de rim. O amigo, sensibilizado prontificou-se a ser doador. Feitos
os exames e, por um desses “acasos da vida”, confirmou-se a compatibilidade. A
operação foi um sucesso. Aquele que rompeu as barreiras da antipatia
presenteando o “colega” com uma jarra de suco de milho, agora recebia da vida e
do amigo uma bela recompensa que lhe restituiu a saúde: um rim para que pudesse
prosseguir seu aprendizado nessa Terra escola.
Um gesto de simpatia tem poder
arrebatador, é capaz de romper as fronteiras estreitas da antipatia, filha da
má vontade. No entanto, muitas vezes comportamo-nos de maneira antipática com
aqueles que trabalham conosco. Muitas pessoas passam mais tempo no ambiente
profissional do que com a própria família, e se forem conviver com os colegas
de trabalho de forma carrancuda e antipática fatalmente tornar-se-ão pessoas
amargas, azedas, enfim, antipáticas. È a falta do cultivo da simpatia que faz
muita gente estressar-se a culpar o trabalho ou os colegas pelos seus
problemas. Uma pena. Ainda não aprenderam a assumir suas responsabilidades
perante a vida, e por isso não conseguem oferecer a “jarra de milho ao
companheiro”. A lei de sociedade mostra-nos a importância do contato social
para nosso progresso como seres humanos. Atualmente, inclusive, as redes de contatos que
estabelecemos através da simpatia não raro socorrem-nos nos momentos de
dificuldade. No entanto, ainda há aqueles que não compreendem isso e, carrancudamente
fazem questão de construir para si os muros da antipatia no ambiente de
trabalho. Temem se misturar, por isso estão sempre às voltas com o mau humor ou
a indiferença para com o colega. Antes de tudo é necessário aprender a oferecer
ao colega que convive conosco o suco de milho, representado pela vontade de
ajudar, porquanto, ao nos dispormos de braços abertos à amizade, certamente
seremos retribuídos pela vida com delicioso bolo de chocolate, ou, quem sabe,
algo ainda mais valioso, capaz de salvar-nos a vida.
Pensemos nisso. (Wellington Balbo – Bauru – SP)
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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