segunda-feira, 4 de maio de 2026

DIÁRIO DE TERÇA-FEIRA 05/05/2026

 

Terça-feira 05/05/2026

 

"Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo." (Guimarães Rosa)

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 14,27-31a

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

Jesus falou:

- Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo. Vocês ouviram o que eu disse: "Eu vou, mas voltarei para ficar com vocês." Se vocês me amassem, ficariam alegres, sabendo que vou para o Pai, pois o Pai é mais poderoso do que eu. Digo isso agora, antes que essas coisas aconteçam, para que, quando acontecerem, vocês creiam. Não posso continuar a falar com vocês por muito tempo, pois está chegando aquele que manda neste mundo. Ele não tem poder sobre mim; mas o mundo precisa saber que eu amo o Pai e que, por isso, faço tudo o que ele manda.

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

A minha paz vos dou.

Este Evangelho nos trás o grande dom de Cristo aos seus discípulos, ao despedir-se deles: a paz.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo.” A paz de Jesus é completamente diferente da paz que o mundo dá. Ela é o conjunto de todas as bênçãos messiânicas da nova aliança. “Vós que outrora estáveis longe ficastes perto, graças ao sangue de Cristo. De fato, ele é a nossa paz” (Ef 2,13-14).

A paz de Cristo é dom gratuito que vem do alto. É o amor do Pai e de Cristo aos seus que, graças ao Espírito Santo, se sentem amados e reconciliados com Deus. Já a paz do mundo é a ausência de guerra ou de violência, ausência baseada no equilíbrio de forças.

A paz do alto infunde a alegre segurança de se saber amado e perdoado por Deus. “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que eu vos disse: Vou, mas voltarei a vós”. A partida de Jesus não deve perturbar os discípulos, pelo contrário, deve trazer-lhes paz e alegria, pois a sua partida são significará separação: “Vou mas voltarei a vós”. “Se eu não for, não virá a vós o Paráclito” (Jo 16,7).

“Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.” Embora seja igual ao Pai e um com ele, como Jesus afirmou repetidas vezes, o Filho tem agora vela a sua glória divina, como homem que é. Mas o seu regresso ao Pai manifestará de novo a sua glória.

Além disso, “o mensageiro não é maior que aquele que o enviou” (Jo 13,16). E Jesus é o mensageiro do Pai. Durante a sua missão na terra, ele é “menor” que aquele que o enviou.

“Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem.” O diabo carece totalmente de poder sobre quem não tem pecado. Mas continua sendo o chefe do mundo pecador, o qual levará Jesus à morte. “Para que o mundo reconheça que eu amo o Pai e procedo como ele me ordenou”. A encarnação fez do Filho de Deus um homem como nós, sujeito às tentações e às forças do mundo pecador.

No sentido filosófico, paz é a harmonia das coisas. É a tranqüilidade da ordem criada por Deus, em todos os níveis e dimensões. Ordem aqui é no sentido de cada coisa estar no seu devido lugar.

As Comunidades cristãs são pacíficas. Nelas encontramos a paz, tanto no sentido filosófico como cristão. Nas Comunidades encontramos também os caminhos para encontrar e construir a paz.

Jesus nos trouxe a paz porque harmonizou o mundo e a humanidade. E ele nos deixou os meios para vivermos em paz, neste mundo sem paz, como ele mesmo deu o exemplo.

Jesus nos trouxe a paz em três momentos principais: no presépio, na cruz e na eucaristia. No presépio ele nasce como uma criança pobre e indefesa. Na cruz, ele vive e pratica tudo o que havia ensinado sobre a paz e a não-violência. E na eucaristia Jesus se torna nosso alimento. Quem quer construir a paz tem de se transformar em serviço e disponibilidade aos outros, de forma ilimitada.

Quando Jesus nasceu, os anjos cantaram: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra...” Durante sua vida pública, Jesus falou muitas vezes sobre a paz, explicando como que ela é, como vivê-la e construí-la. E após a ressurreição, a saudação preferida dele era: “A paz esteja convosco” (Jo 20,19.21.26; Lc 24,36..). Isso mostra que ele veio ao mundo principalmente para nos trazer a paz.

Havia, certa vez, um senhor analfabeto e bem simples, que se chamava José. Ele gostava de ir à igreja visitar Jesus. Sua visita era rápida; ele chegava, ia até o banco da frente e dizia para Jesus: “Oi Jesus! Eu sou o José. Vim aqui visitar o Senhor”. Ao dizer essas palavras, já se levantava e ia embora. Fez isso durante vários anos.

Um dia, o José ficou doente e foi internado no hospital. Lá, sua alegria era tanta que impressionou a todos. Os doentes mais tristes da enfermaria passaram a ser também alegres e dar risadas.

Uma Irmã que trabalhava no hospital lhe perguntou: “Por q o senhor é sempre tão alegre?” Ele respondeu: “É por causa da visita que eu recebo todos os dias”. A Irmã achou estranho, porque nunca viu ninguém entrar no hospital para visitá-lo. E perguntou: “Quem o visita?” Ele respondeu: “É Jesus. Todos os dias ele vem aqui e me diz: ‘Oi José, eu sou Jesus. Vim visitar você’. Depois ele dá um sorriso para mim e vai embora”.

Se alguém ama a Deus e obedece aos seus mandamentos, Deus não o abandona, principalmente quando está doente. Ele vem sempre com a sua palavra, com o seu consolo, de tal modo que a pessoa fica súper feliz, às vezes mais feliz do que quando estava são. Essa felicidade profunda chama-se paz.

Que Maria Santíssima, a Rainha da Paz, nos ajude a viver e a construir a paz de Jesus.

A minha paz vos dou.

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

"Nada é bastante para quem considera pouco o que é suficiente."

Confúcio (Kung-Fu-Tse)

Não sei se a vida se recicla. Não, talvez não. Mesmo se após um tempo de reflexão decidimos mudar nossa vida, seremos sempre nós mesmos no fim. Mudados, mas nós. Com todas as marcas e cicatrizes  para que não nos esqueçamos do que fomos.

Sabemos que jamais poderemos recolar os pedaços das coisas vividas e construir novas. Colchas de retalhos são muito bonitas, mas não passam de colchas de retalhos. Remenda-se panos, recola-se papel ou vidro, mas não se remenda vidas, não se recola momentos passados, coisas que deixamos pra trás.

Recomeçar? Sim. Recomeçar é possível, mesmo (e felizmente!) se já não somos os mesmos. Aprendemos, à custa de dor, mas aprendemos. Não cometeremos duas vezes os mesmos erros, não beberemos a mesma água.

Durante anos vivemos como se não tivéssemos outras alternativas. A vida é assim, é o destino. Mas nosso destino, nós fazemos. Nossas prioridades, escolhemos e aprendemos a viver com elas. E só depois, mais tarde, é que nos questionamos sobre o fundamento das nossas escolhas. Há pessoas que acham que é tarde demais para mudar e continuam na mesma linha, mesmo se conscientes de que talvez esse não tenha sido o melhor caminho. Homens e mulheres que se mataram a vida toda para ganhar dinheiro terminam muitas vezes a vida sozinhos, cheios de dinheiro, vazios de amor.

E felizes há aqueles que descobrem que ainda é tempo para fazer alguma coisa. E que podem redefinir as próprias prioridades e assumi-las. Vai doer, mas vai valer a pena, porque no fim das contas vamos ter a consciência tranqüila de que tentamos. Um dos piores sentimentos que existem é o de não poder recapturar um momento que gostaríamos que tivesse sido diferente. O eu de hoje não teria feito isso ou aquilo, mas o que eu era ontem não sabia o que sei agora. Se soubesse, teria cometido menos erros. Mas temos um Deus tão bom e tão grande que Ele está sempre nos oferecendo a opotunidade de nos redimir e fazer novas escolhas.

E agora? Agora sabemos. Não vamos pegar atalhos. Eles podem ser atraentes, mas nos impedirão talvez de aproveitar as belezas da jornada. O caminho da vida é bonito, apesar de ser mais difícil para uns que para outros. Mas é bonito se sabemos tirar o máximo do que é bom. Noites escuras podem nos fazer ver mais claramente as estrelas. Só veremos o nascer do sol se acordarmos cedo.  Coisas simples que a natureza nos ensina.

Reciclagem de vida? Talvez sim. Talvez sejamos, no fim das contas, uma colcha de retalhos da vida. Mas que sejamos então uma bela colcha nova enfeitando um quarto, um coração, talvez mesmo muitos corações e muitas vidas, a começar por nós mesmos.

 

 

 

 

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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