Segunda-feira 25/05/2026
“Sou um só, mas
ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por
não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o que posso.” (Edward Everett
Hale)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 19,25-34
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, +
segundo João
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus,
estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.
26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o
discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois
disse
ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora
em diante, o discípulo a acolheu consigo.
28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava
consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”.
29Havia ali uma jarra cheia de vinagre.
Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de
Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a
cabeça, entregou o espírito. 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus
queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele
sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as
pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.
32Os soldados foram e quebraram as pernas de
um e depois do outro que foram crucificados com Jesus.
33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já
estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado
com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
José Raimundo Oliva
“A
presença das mulheres no momento da crucifixão é registrada pelos três
evangelistas sinóticos. Contudo, elas permanecem a distância. João, no seu
evangelho, as apresenta junto à cruz, Maria Madalena e Maria, a mãe de Jesus,
acrescentando o discípulo que Jesus amava. Neste contexto, João introduz as
duas falas de Jesus: ‘Mulher, eis teu filho’, à sua mãe, e ‘Eis a tua mãe’, ao
discípulo. Sua mãe está presente neste momento final do ministério de seu
filho, assim como estivera no início, nas bodas de Caná, quando Jesus afirma
que ainda não é chegada sua hora. Jesus dirige-se a sua mãe com o termo
‘mulher’. Com esta expressão, repetida, Jesus irá se dirigir também à mulher
samaritana, à beira do poço, e será a expressão com que o Ressuscitado se
dirigirá a Maria Madalena, ao lado do túmulo vazio. Agora é chegada a hora. É a
hora do sinal maior: a glorificação de Jesus, a sua fidelidade plena ao projeto
do Pai, até a morte, estando garantida a continuidade de sua missão pelas novas
comunidades. Em Maria, a mulher, temos a mãe de Deus. Maria Madalena, que sairá
em busca de Jesus no horto, como no Cântico dos Cânticos, representa a nova
comunidade como esposa do Ressuscitado. João, recebendo Maria como mãe,
representa o discipulado, como filhos de Deus, herdeiros da vida eterna, em
Jesus. […] As narrativas da Paixão se diversificam nos evangelhos, trazendo a
marca de cada evangelista. Segundo João, Jesus é crucificado na véspera
(‘preparação’) da Páscoa, que naquele ano coincidiu com o sábado. Com
hipocrisia, para que a solenidade da Páscoa não fosse profanada pelos mortos,
os judeus se preocupam em retirar das cruzes Jesus e os outros dois. Era comum
os crucificados se sustentarem sobre o apoio dos pés na ânsia de evitar a
morte. Os romanos só os retirariam mortos; assim, os judeus pedem que lhes
quebrem as pernas para acelerar sua morte. A Jesus, já encontraram morto, porém
um soldado golpeia seu lado com uma lança, saindo sangue e água. No sangue
temos a expressão do amor de Jesus, que se doou sem limites, e na água temos a
expressão da origem da vida nova no Espírito de amor, doado por Jesus”.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Trabalhavam juntos há anos, mas não se apreciavam, apenas suportavam um
ao outro por causa dos imperativos da atividade profissional. O complicado é
que dividiam um espaço pequeno, cerca de 4 metros quadrados. Passavam oito
horas por dia em total mutismo, cada qual mergulhado em seu mundo íntimo sem se
preocupar com o “colega”. Quando muito trocavam algumas breves palavras
relativas às atividades da empresa, o
contato de ambos, portanto, resumia-se ao famoso: bom dia, boa tarde e boa
noite.
Certo dia, porém, por um desses “acasos da vida” um deles ficou sabendo
que o outro era apaixonado por suco de milho. Movido por singular e rara
simpatia presenteou o colega com jarra gelada de suco. O presenteado até
estranhou, no começo, assustado pelo inesperado julgou que o colega “pudesse
estar, inclusive, envenenando-o”. Notou que seus pensamentos raiavam o absurdo
e experimentou o suco. Estava uma delícia. Agradeceu, e naquele dia depois de
tantos anos respirando o nocivo ambiente da antipatia mútua o clima ficou,
mesmo que timidamente, mais leve.
No outro dia, para retribuir a gentileza, o presenteado decidiu levar um bolo de chocolate. O outro
adorou. A antipatia começou a diluir-se, as conversas, então, fluíram mais
amenas, sem a carranca de antes. Descobriram que tinham afinidades, gostavam de
rock e lasanha, eram casados com Claudias, apreciavam futebol e adoravam
pescar.
Tornaram-se amigos, ou melhor, grandes amigos. A amizade estendeu-se às
famílias e as confraternizações tornaram-se freqüentes.
No entanto, transcorridos alguns anos de amizade um deles caiu enfermo, necessitando de
transplante de rim. O amigo, sensibilizado prontificou-se a ser doador. Feitos
os exames e, por um desses “acasos da vida”, confirmou-se a compatibilidade. A
operação foi um sucesso. Aquele que rompeu as barreiras da antipatia
presenteando o “colega” com uma jarra de suco de milho, agora recebia da vida e
do amigo uma bela recompensa que lhe restituiu a saúde: um rim para que pudesse
prosseguir seu aprendizado nessa Terra escola.
Um gesto de simpatia tem poder arrebatador, é capaz de romper as
fronteiras estreitas da antipatia, filha da má vontade. No entanto, muitas
vezes comportamo-nos de maneira antipática com aqueles que trabalham conosco.
Muitas pessoas passam mais tempo no ambiente profissional do que com a própria
família, e se forem conviver com os colegas de trabalho de forma carrancuda e
antipática fatalmente tornar-se-ão pessoas amargas, azedas, enfim, antipáticas.
È a falta do cultivo da simpatia que faz muita gente estressar-se a culpar o
trabalho ou os colegas pelos seus problemas. Uma pena. Ainda não aprenderam a
assumir suas responsabilidades perante a vida, e por isso não conseguem
oferecer a “jarra de milho ao companheiro”. A lei de sociedade mostra-nos a
importância do contato social para nosso progresso como seres humanos.
Atualmente, inclusive, as redes de
contatos que estabelecemos através da simpatia não raro socorrem-nos nos
momentos de dificuldade. No entanto, ainda há aqueles que não compreendem isso
e, carrancudamente fazem questão de construir para si os muros da antipatia no
ambiente de trabalho.
Temem se misturar, por isso estão sempre às voltas com o mau humor ou a
indiferença para com o colega. Antes de tudo é necessário aprender a oferecer
ao colega que convive conosco o suco de milho, representado pela vontade de
ajudar, porquanto, ao nos dispormos de braços abertos à amizade, certamente
seremos retribuídos pela vida com delicioso bolo de chocolate, ou, quem sabe,
algo ainda mais valioso, capaz de salvar-nos a vida.
Pensemos nisso. (Wellington
Balbo – Bauru – SP)
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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