sábado, 26 de agosto de 2017

Quinta-feira 31/08/2017

Quinta-feira, 31 de agosto de 2017



“O maior problema de comunicação é que não ouvimos para compreender, ouvimos para responder.”



EVANGELHO DE HOJE
Mt 24,42-51



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.


Fiquem vigiando, pois vocês não sabem em que dia vai chegar o seu Senhor. Lembrem disto: se o dono da casa soubesse quando ia chegar o ladrão, ficaria vigiando e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso vocês também fiquem vigiando, pois o Filho do Homem chegará na hora em que vocês não estiverem esperando.
Jesus disse ainda:
- Sabemos que é o empregado fiel e inteligente que o patrão encarrega de tomar conta dos outros empregados, para dar a eles os mantimentos no tempo certo. Feliz aquele empregado que estiver fazendo isso quando o patrão chegar! Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o patrão vai colocá-lo como encarregado de toda a sua propriedade. Mas, se o empregado for mau, pensará assim: "O meu patrão está demorando muito para voltar." Então começará a bater nos seus companheiros, e a comer, e a beber com os bêbados. E o patrão voltará no dia em que o empregado menos espera e na hora que ele não sabe. Aí o patrão mandará cortar o empregado em pedaços e o condenará a ir para o lugar aonde os hipócritas vão. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
A reflexão da CNBB propõe o seguinte:
“(…) Duas virtudes nos são colocadas pelo Evangelho de hoje: fidelidade e prudência. Servo fiel é aquele que não precisa ser vigiado o tempo todo a fim de realizar tudo o que é da sua competência, é aquele que merece a confiança do seu senhor, o que não quer dizer submissão cega e inconseqüente, mas sim a pessoa ser totalmente responsável por aquilo que faz. Prudência significa agir com cautela, procurando evitar todo tipo de erro, fugindo de todo mal, principalmente do pecado e de suas conseqüências, o que não quer dizer covardia e medo, mas sim uma busca de maior consciência dos próprios atos“
Uma das discussões que mais tem ocupado meu pensamento é o fato ou dificuldade dos cristãos, em especial dos católicos, em manterem-se firme no que acreditam. Meio que disfarçadamente as pessoas aos poucos parecem ter medo de dizer que acreditam em Deus, que tem uma religião ou professam uma fé.
É complicado competir com o hedonismo, ou seja, pela busca desenfreada por algo que nos dê prazer. Como o encarregado da propriedade do evangelho de hoje passamos pouco a pouco a esfriar na crença, zelo ou na esperança do que acreditamos. Vendemos-nos ou nos permitimos conquistar facilmente pelas coisas que me façam feliz hoje, agora,… Sob a bandeira da teologia da prosperidade muitos tem preferido ficar no deserto. Mas de quem é a culpa? Do medo
Um povo, uma gente ou apenas uma única pessoa não consegue viver se tiver medo, e hoje  parece que cada vez as pessoas precisam de gestos concretos ou milagres para continuar acreditando, mas fé não é atendido pelo código de defesa do consumidor! Bem aventurados hoje são aqueles que ainda alimentam a fé, a esperança e a paz mesmo que não a vejam no horizonte.
Gosto muito de uma citação de um livro que diz: “(…) Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. (Pensar é transgredir – Lya Luft)
Um povo que resolve desistir de acreditar por não querer mais esperar e assim voltar a um passado que não se orgulha, é um povo fadado a perambular num deserto por ter medo de continuar andando. Nenhuma religião ou credo irá contemplá-la! Alguém que precisa deixar de crer ou ter valores morais e pessoais para se sentir inimputável dos seus atos é fadado a mediocridade espiritual.
Bento XVI certa vez disse que “Deus não tira nada”. Se crer é um fardo, paciência! Apesar que não entender ou julgar os motivos para tal fato. Crer não é um valor quadrado, ultrapassado ou démodé, acreditar em algo, ter uma religião, professar sua fé, pode nos salvar dos desertos que ajudamos a construir; a sair de poços profundos que com nossas próprias pernas entramos.
No livro Êxodo narra-se a saga de um povo no deserto e um Deus cada vez mais próximo, por mais que não o vissem caminhar com eles. Além de vigilantes, convido a cada um de NÓS a nesse mês de Setembro procurar SEUS passos na areia.
Em suma… Acredite! Vale a pena! Fuja do mal! Mantenha-se fiel! E se ver alguém perdendo a esperança, lhe estenda a mão!
Um imenso abraço fraterno.





MUNDO ANIMAL


Dessensibilizando medos
Postado por Cão Cidadão em 22/jun/2017 -



Seu cãozinho tem medo de barulhos, como, por exemplo, fogos, trovões, secador de cabelo e aspirador de pó? Ou, então, medo de algumas situações, como ir ao pet shop tomar banho, se consultar com o veterinário ou andar de carro?
É possível ensinar a ele que não precisa ter medo. Com a dessensibilização conseguimos contornar a situação e deixarmos nossos peludos mais calmos.
Vamos começar com barulhos altos: podemos pegar na internet sons de trovões e fogos de artifícios, gravar e iniciar o treinamento.
A apresentação desses sons deve ser feita de forma gradativa para evitar sustos ao cão, portanto, comece com o som bem baixinho. Quando o mesmo começar a tocar, vá recompensando o pet na mesma hora e lembre-se que a recompensa é algo que vá deixar seu animal bem focado. Pode ser petiscos ou um brinquedo, assim ficará mais fácil associar uma coisa gostosa a um som que incomoda.
Aos poucos vá aumentando o som, porém, se você ver que o pet está incomodado, retroceda o treino, abaixe o volume e vá aumentando novamente a medida que ele se sentir confortável.
Esse treino vale também para o aspirador de pó e secador. Comece ligando os aparelhos em outro cômodo, de forma que o som fique um pouco abafado. Neste momento, recompense o cão e aproxime ele, aos poucos, ao som até que ele perca totalmente o medo.
No caso de situações como medo de carros, podemos levar o cão até o carro, se ele se sentir confortável perto do veículo, vá recompensando-o, mas se notar um desconforto, se afaste e vá gradualmente se aproximando até que seu cão fique confortável com a situação novamente. Depois, abra a porta do carro e deixe seu cão entrar e sair no tempo dele, lembrando sempre de recompensá-lo quando perceber que o animal está confortável com o veículo. Após, ligue o carro e deixe que o amigo se acostume com o barulho e movimento que o automóvel faz.
Comece a dar voltas pequenas no quarteirão e, aos poucos, vá aumentando o trajeto e mudando os percursos, sempre recompensando o animal.
Outra observação muito importante: verifique se o seu melhor amigo está seguro no carro, seja com um cinto de segurança próprio para cães ou em uma caixa de transporte bem presa ao banco.
Os medos de veterinário e pet shop também podem ser contornados com o treino de dessensibilização.
Se o cão tem apenas um desconforto em relação ao local, podemos levá-lo repetidas vezes lá e sempre associar essas visitas com uma recompensa gostosa. Com a repetição, aos poucos ele acostumará e não terá mais problemas.
Se o caso for mais grave, o treino deverá ser feito com mais cautela e com muita paciência.
Comece a fazer atividades que o cão goste perto do local onde fica o pet shop, mas, lembre-se: o treino precisa ser gradativo, fique a uma distância que o cão não fique apreensivo e nem inseguro e comece a recompensá-lo. À medida que seu cão se mostrar relaxado, comece a se aproximar do local até que você consiga ficar dentro do pet shop com seu amigo calmo e tranquilo.

Por Thalita Galizia, adestradora franqueada da Cão Cidadão






MOMENTO DE REFLEXÃO


Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças. Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.
A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava o tempo todo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia reativou a discussão.
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: “Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos mais valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes.”
A assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades... ah, isto é para os sábios!”.



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.



Quarta-feira 30/08/2017

Quarta-feira, 30 de agosto de 2017



“Perdoar é jogar fora o lixo que o outro deixou em você!” (Pe. Fábio de Melo)



EVANGELHO DE HOJE
Mt 23,27-32


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.


“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Vós, pois, completai a medida de vossos pais!”


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Sexta ou Sábado quando assistia a programação da TV Aparecida vi padre Zezinho fazer uma colocação muito pertinente a todos nós. Perguntava ele: O quanto usamos da bíblia? Fazia ele este comentário baseado no fato que muitas vezes “sorteamos” versículos para enfatizar uma afirmação ou uma convicção, mas diversas vezes não observamos o contexto ou a exegênese daquele texto bíblico.
Um exemplo para firmar essa idéia é a mensagem exortativa que nas ultimas duas semanas os evangelhos têm apresentado. Muitas vezes não conseguimos assimilar ou aceitar que eles, por mais duros que sejam, são para nós. Às vezes, ao invés de lê-los e refleti-los, preferimos a fuga ao confronto. Preferimos imaginar alguém (que não seja eu) que pudesse se “encaixar” esse trecho (um irmão, um parente, uma amigo,…) ou buscar em outro texto que “ai sim” seja pra mim.
Já presenciei pessoas que vem para reuniões armados de versículos bíblicos para se defender de possíveis ataques (risos). Tive uma chefe que ao sentir acuada, sacava o versículo “olho por olho dente por dente”. Esse gesto é repetido por muitas pessoas. O fato mais interessante é que Jesus citou esse versículo o substituindo por “ofereça a outra face”, mas na hora do aperto, só lembramos-nos do que nos convém.
“(…) Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão. Por fora vocês parecem boas pessoas, mas por dentro estão cheios de mentiras e pecados”.
-É perigoso sortear versículos – dizia padre Zezinho! Imaginem esse texto acima “usado” numa reunião de lideranças? Pois é! Eu já vi acontecer!
Quanto aos “copiar e colar” para incrementar e justificar a direção de um texto, um argumento, uma direção, (…) Padre Zezinho não se vê contrario, mas que precisamos enaltecer o cuidado com a exegênese.
Reparemos esse trecho do novo livro do Padre Fábio e do Gabriel Chalita: “(…) Escuto absurdos sobre Deus, quando pessoas movidas por boas intenções resolvem explicar as fatalidades do mundo. Frases simplórias e descomprometidas com a verdade não resolvem; ao contrário, agravam ainda mais o sofrimento, porque geram orfandade, descrença e abandono. Justificam as tragédias humanas como “vontade divina”, retirando assim a responsabilidade humana dos acontecimentos, fruto das escolhas que fazemos. Respondem a tudo e a todos como se o desvelamento do mistério pudesse resolver as questões”. (Padre Fábio de Melo e Gabriel Chalita – Cartas entre amigos)
Temos às vezes intenções boas, mas precisamos aprofundar mais no grandioso mistério que é ver sob a ótica de Deus. Precisamos ler mais, refletir mais, partilhar mais antes de falarmos para as pessoas. Quando digo ler mais não estou falando de apostilas, livretos de auto-ajuda, (…) refiro-me a textos mais densos como as encíclicas, documentos da igreja, filosofia, teologia, (…). Nossa! Esses dias vi um colega pregador dizer: ”coloquemo-nos aos pés de Maria em adoração para que ela interceda por nós” . Conseguimos encontrar o problema na expressão usada por ele? Sou devoto de Maria, mas reparem que ADORAR somente a Deus!
Além do “investimento” em estudo, devemos investir no material humano, ou seja, em nós e nos irmãos. Que adianta conhecer ao pé-da-letra as escrituras se não procuro vive-las, seriamos hipócritas. A começar em mim!
“(…) Enquanto eu não chegar, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não negligencies o carisma que está em ti e que te foi dado por profecia, quando a assembléia dos anciãos te impôs as mãos. Põe nisto toda a diligência e empenho, de tal modo que se torne manifesto a todos o teu aproveitamento. Olha por ti e pela instrução dos outros. E persevera nestas coisas. Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem”. (I Timóteo 4, 13-16)
Um imenso abraço fraterno.
​ 




CURIOSIDADES


Fatos curiosos que você desconhecia...até o momento


1-A Califórnia usa prisioneiros para combater os incêndios nas florestas. Eles geralmente aceitam esse tipo de trabalho porque reduz suas sentenças, os expõem à vida social e os pagam melhor do que outros serviços carcerários.


2- O ginasta japonês Shun Fujimoto, uma vez, quebrou o joelho nas Olimpíadas de 1976, mas não disse a ninguém. O esportista performou miraculosamente e acabou levando a medalha de ouro para o seu time.


3- Quando você tem uma queimadura solar, não são as células da pele que são danificadas e morrem. Na verdade, trata-se de um mecanismo de defesa do próprio DNA das células epiteliais. Na intenção de não se tornarem cancerígenas, elas se degeneram propositalmente.


4- O empresário de Elvis Presley vendia emblemas com os dizeres “Eu Odeio O Elvis”. Sua intenção era ganhar dinheiro até com aqueles que não contribuíam com os ganhos do cantor.


5- Nossa água é tão antiga, estatisticamente falando, que todas as vezes que você bebe um copo, é provável que uma das moléculas ali já existia na era dos dinossauros.


6- O “Incrível Hulk” foi inspirado por uma mulher real que ergueu um carro para salvar seu bebê. De acordo com o criador (Jack Kirby): “essa moça me provou que pessoas comuns, em circunstâncias desesperadas, podem se transcender e fazer coisas inimagináveis”.


7- Quando Voltaire estava em seu leito de morte, padres o perguntaram se ele gostaria de renunciar o Diabo. Sarcasticamente, ele respondeu: “não é hora de fazer novos inimigos”.


8- Quando você recebe um grande choque elétrico, não é a eletricidade que te arremessa para longe, e sim a força dos seus músculos contraindo.


9- Por incrível que pareça, pessoas preguiçosas tendem a conquistar mais os seus objetivos. Segundo estudo, a preguiça faz com que a pessoa sempre encontre o jeito mais fácil e eficiente de realizar uma coisa.


10- Alguns países exigem que os cães estejam amordaçados quando em público. Essa mordaça, feita de plástico não tóxico e nylon, permite que os animais consigam abrir a boca, latir e até parecer um lobo.




MOMENTO DE REFLEXÃO


Quero sair para dançar, usar um vestido que rodopie e flutue em volta de mim e rir.

Quero sentir a luz trêmula da seda enquanto ela escorrega pelos meus braços e pelo meu corpo, a alegria de tocar com os dedos sua maciez.

Quero dormir na minha própria cama e regalar-me na frescura dos lençóis limpos e descansar minha cabeça em meu travesseiro macio. E ir dormir quando quiser, com todas as luzes apagadas e acordar quando estiver pronta.

Quero me esticar em meu sofá debaixo da minha manta de lã azul e ouvir minha música favorita escoar dos alto-falantes para dentro do meu ser, regando a paisagem ressequida da minha alma.

Quero sentar-me na varanda, bebericar café quente de minha caneca de faiança, ler o jornal e ouvir o cachorro latir para as folhas que caem ou para os esquilos invasores.

Quero atender o telefone e ligar para os meus amigos e família e conversar até termos colocado em dia todas as palavras que guardamos um para o outro, e rir.

Quero ouvir o trem apitar através de Loveland, o cascalho sendo esmagado na porta da garagem e portas de carros batendo quando os amigos vêm nos visitar. E o tilintar e tinir dos talheres contra a louça, o chiado e o gorgolejo da máquina de fazer café.

Quero sentir meus pés descalços na brancura fria do chão da minha cozinha e na maciez azul do tapete do meu quarto. Quero ver as cores, todas elas, cada cor jamais fiada na existência. E branco, branco de verdade, puro e imaculado. E acres de árvores verdes e quilômetros de estradas com fitas amarelas e centenas de metros de luzes de Natal. E a Lua.

Quero sentir o cheiro de picanha fritando, um filé grelhado. Jantar de Ação de Graças e a plantação de tomates de meu pai. E roupa recém-lavada, asfalto novo em um estacionamento. E o oceano.

Porém, mais do que tudo isso, quero ficar de pé na porta do quarto do meu filho e vê-lo dormindo. Ouvi-lo acordar pela manhã e vê-lo voltar para casa à noite. Tocar seu rosto e passar meus dedos por seu cabelos. Pegar uma carona em seu caminhão e comer seus sanduíches de queijo quente.

E vê-lo crescer, rir, brincar, comer, dirigir e viver. Acima de tudo, de tudo, viver. E passar meus braços à sua volta e segurá-lo até ele rir e dizer:
- Já chega, mamãe!

E então ser livre para fazer tudo de novo.


(Deborah e. Hill)




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




Terça-feira 29/08/2017

Terça-feira, 29 de agosto de 2017



"Seja conhecido pela sua gentileza."



EVANGELHO DE HOJE
Mc 6,17-29


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.


De fato, Herodes tinha mandado prender João e acorrentá-lo na prisão, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado. Pois João vivia dizendo a Herodes: “Não te é permitido ter a mulher do teu irmão”. Por isso, Herodíades lhe tinha ódio e queria matá-lo, mas não conseguia, pois Herodes temia João, sabendo que era um homem justo e santo, e até lhe dava proteção. Ele gostava muito de ouvi-lo, mas ficava desconcertado. Finalmente, chegou o dia oportuno. Por ocasião de seu aniversário, Herodes ofereceu uma festa para os proeminentes da corte, os chefes militares e os grandes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e a seus convidados. O rei, então, disse à moça: “Pede-me o que quiseres, e eu te darei”. E fez até um juramento: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “Que devo pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. Voltando depressa para junto do rei, a moça pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou muito triste, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis faltar com a palavra. Imediatamente, mandou um carrasco cortar e trazer a cabeça de João. O carrasco foi e, lá na prisão, cortou-lhe a cabeça, trouxe-a num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe. Quando os discípulos de João ficaram sabendo, vieram e pegaram o corpo dele e o puseram numa sepultura.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Sim, João Batista morreu por denunciar a verdade. Apresentava a todos que deveriam mudar ou pelo menos refletir profundamente seu comportamento. Poderosos o temiam, os simples o admiravam. Era um homem santo e muito focado na sua missão. Hoje, recordamos o seu martírio!
Recentemente vi uma matéria enfocando o decréscimo do catolicismo no Brasil e diferentemente do que se esperava, não foi o crescimento evangélico que era evidenciado, a pesquisa aborda o crescimento contínuo daqueles que não tem religião. Por que?
Vivemos num tempo em que as pessoas querem respostas rápidas para suas perguntas. Colocam no Twitter uma pergunta e rapidamente um dos seus “seguidores” lhe oferecerá uma possível resposta. Muitos querem que suas preces assim também sejam atendidas, rápidas. “(…) Pede-me o que quiseres, e eu te darei”
Nem sempre as respostas que queremos ouvir são as que Deus nos sugere. É duro ter que admitir que boa parte das burradas que cometemos foram motivadas por essa surdez de consciência.
É difícil competir com uma mídia que prega 24h por dia o consumismo. “Compre agora”, “sem juros, 60 meses”, a roupa que fulana usa
na novela, os beijos e abraços liberados nos reality shows; brothers e sisters, “fazendeiros”, (…) na verdade quem tem ido pra “roça” são os nossos valores.
É uma mídia sem valores, não falo aqui de cristãos ou não, somos bombardeados para abandonar o que é moral. Canais de televisão que denunciam as mazelas sociais são os mesmos que ap
oiam a eleição de deputados e senadores que defenderam seus interesses quanto às fatias de concessão de recursos federais para comunicação.
João Batista foi morto porque um homem se encantou com um rebolado. Quantas pessoas hoje morrem de fome, tem uma educação medíocre, uma saúde pública vergonhosa, pois os seus governantes tomam decisões mediantes os rebolados dos seus interesses? Notem uma coisa no evangelho de hoje “(…) Herodes ofereceu uma festa para os proeminentes da corte, os chefes militares e os grandes da Galiléia”. Ele não estava só, por
que tantas pessoas influentes que ali estavam não levantaram a voz para defender o inocente?
Ter ou não ter essa ou aquela religião não é o problema. Tão pouco a quantidade de católicos não quer dizer que temos qualidade neles. A minha maior preocupação esta no fato dos valores de amor ao próximo aos poucos virar uma relação comercial em que uma amizade será consolidada na medida em que posso ter algo em troca do outro, que Deus possa falar o que quero e não o que deveria ouvir (hunf).
Que adianta a paz se pago a milícia do morro, que adianta se dizer religioso se me importo apenas comigo, que adianta dizer ter uma religião se a que eu procura é a que mais me convém? Sim! Justifica-se então o fato de muitos preferirem não ter religião, pois serei adepto do deus que me conceder mais coisas e não me cobrar uma mudança de vida. (hunf)
João Batista perderia ainda hoje a cabeça, mas eu ainda tenho fé nas pessoas.
Um Imenso abraço fraterno!




COMPORTAMENTO


O objetivo da sua vida não deve ser de encontrar um amor
Você é o foco principal de sua vida? Ou está esperando para ser feliz apenas quando encontrar um grande amor?



Renata Finholdt
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Você já parou para pensar qual o principal objetivo de sua vida? Há vários motivos pelos quais nos levantamos todas as manhãs, motivos que nos dão ânimo, nos dão alegria e disposição para vencer todos os desafios, mas qual deles é o principal?

Talvez para os solteiros encontrar um grande amor seja o motivo pelo qual seus dias fazem mais sentido, mas será este o melhor de todos os objetivos?

Viver transferindo a responsabilidade de sua própria felicidade para outro não é o melhor objetivo que uma pessoa possa ter nesta vida. Há muitos outros motivos que irão lhe trazer bons sentimentos e sensações.

Todos nós, individualmente, somos responsáveis por nossa própria felicidade e existem diversas formas pelas quais elas estão presentes em nossas vidas, o amor é apenas uma delas.

Viver intensamente

Viver é parte de um grande aprendizado diário. Fazemos escolhas constantemente, algumas vezes corretas, outras não, mas todas elas nos ensinam alguma coisa, por menor que sejam. A cada decisão que tomamos em nossa vida temos o privilégio de aprender e nos tornar melhor, esse pode sim ser um grande objetivo, sermos melhores.

Quando nos deparamos com tantas coisas a nosso redor que podem contribuir para esse objetivo nos damos conta de que é uma tarefa complexa e que necessita de nosso empenho. Há vários caminhos para concluirmos esse percurso.

Podemos e devemos ser pessoas melhores em vários aspectos, isso, por si só, já cria em nós a grande responsabilidade de alcançarmos esse desafio sem projetá-lo em outra pessoa, em um grande amor. O grande amor é na verdade uma consequência das escolhas que fazemos em nossa vida, em certo momento ele virá.

Você é seu foco principal

Passe os dias investindo em você, em seu crescimento espiritual e mental. Busque atitudes que farão de você uma pessoa melhor e, consequentemente, mais interessante aos olhos de outros, sem que este seja o motivo pelo qual você esteja buscando tais mudanças.

Há muitas pessoas divulgando suas próprias imagens em várias poses em redes sociais em busca de um grande amor como objetivo principal de suas vidas e se esquecendo de cuidar do que há de mais importante, delas mesmas, de seu crescimento e amadurecimento. Relacionamento algum se sustenta apenas pela imagem, é preciso muito mais, é preciso caráter, coração, sentimento, amadurecimento, compaixão, sintonia, por este motivo o aprendizado é tão importante.

Mude o foco, seja feliz, aprenda com os ensinamentos da vida e a consequência disso será um grande amor.





MOMENTO DE REFLEXÃO


Meus estudos a respeito do autismo começaram nos anos 40. Sendo a criança mais nova de nossa família, com cerca de quatro anos eu sabia que Scott era o nosso segredo, um constrangimento que mandávamos para um quarto dos fundos quando tínhamos visitas.
Sua dor e a dor que ele nos causava eram muito íntimas para serem partilhadas com os outros. Minhas irmãs e eu saímos de casa assim que nos foi possível, casando cedo ou estudando em universidades do outro lado do país.
Anos mais tarde eu ouvi uma psicóloga classificar nosso comportamento como "fuga de irmãos". Foi realmente uma debandada, mas Scott não nos expulsou. O medo, a vergonha e a confusão tornaram nossa casa insuportável.
Bem pequeno, eu achava que a deficiência de Scott era a pior sina que uma família podia sofrer. Vi meus pais se curvarem sob o fardo e sabia que eu não poderia segui-los. Poderia acontecer novamente? Seria possível que eu fosse pai de "uma criança que nunca cresce"?
Esse medo me assombrou durante meus vinte anos, mas, após cinco anos de casamento, eu sabia que teria que começar uma família ou perderia a mulher que amava. Troquei meus pesadelos por esperanças e concebemos nosso primeiro filho.
No nascimento de Ted eu importunei o médico, querendo que ele me assegurasse: haveria chance - mesmo uma chance pequena - de que esse bebê perfeitamente formado tivesse um defeito? Ted passou em todos os testes. A despeito de uma cesariana, ele obteve nota nove na escala dos recém-nascidos – um campeão na sala de parto!
Como muitos homens, eu não sabia muito sobre bebês, mas sabia que nenhum outro bebê podia ser comparado com o meu primogênito. Cada movimento, cada passo e palavra pareciam precoces e brilhantes!
Por volta do segundo aniversário de Ted nós percebemos pequenas peculiaridades, excentricidades que sugeriam que ele era diferente (mas certamente melhor!) das outras crianças.
Sua linguagem era estranha (talvez ele não precisasse fazer perguntas). Ele não brincava com outras crianças (talvez preferisse adultos). Seus resultados nos gráficos de desenvolvimento começaram a cair (talvez os gráficos estivessem errados).
Por volta de seu terceiro aniversário, nós sofremos durante uma série de diagnósticos que mais pareciam adivinhações profissionais: "danos cerebrais", "neurologicamente debilitado" e, finalmente, "autista". Procuramos ajuda, formas de "consertar" Ted.
Porém, quanto mais aprendíamos, menos tínhamos esperanças. Parecia que meu pior pesadelo havia se tornado realidade: minha segunda família parecia tão condenada quanto a primeira.
No lado positivo, minha esposa e eu possuíamos recursos que meus pais nunca tiveram: emprego fixo, melhor escolaridade e acesso a um centro de treinamento dentro da universidade. Além disso, a sociedade começara a reconhecer os direitos e as necessidades das pessoas com deficiências.
Diferente de Scott, que nascera nos anos 20, meu filho dos anos 70 não teria que ficar em casa. A lei lhe garantia uma educação "adequada". A compreensão médica também havia aumentado. Os médicos não mais culpavam os pais pela deficiência. O estigma estava se levantando como uma nuvem. Decidimos que nunca esconderíamos essa criança. Não tínhamos vergonha dele.
Revendo o passado, percebo que a família da minha infância havia entendido tudo errado: Scott não era "o nosso problema” - nós éramos o problema dele! Doeu ter que encarar esta verdade, mas a dor trouxe uma descarga de adrenalina e determinação. Atingiu-me como um raio: se algo é uma maldição ou uma bênção, depende da nossa interpretação.
Enquanto minha esposa e eu tentávamos entender Ted, estávamos determinados a não negligenciar nosso segundo filho, nascido três anos depois. Como irmão de Scott, eu podia me identificar com as preocupações e necessidades de meu filho mais novo, ainda que ele nunca falasse sobre elas. Ele ansiava por um irmão "normal" e preocupava-se durante sua busca adolescente por identidade.
Criar dois filhos com necessidades tão diferentes testou-nos ao máximo.
Tropeçamos através de suas infâncias, esperando pela formatura como por uma prometida luz no fim do túnel. O aniversário de vinte e dois anos de Ted nos encontrou bem preparados para sua passagem para o mundo adulto. Ele se formaria no final do ano.
Entre empregos de meio expediente e alguma ajuda do governo, teria uma renda razoável. Seus supervisores o conheciam bem e o haviam treinado durante estágios estudantis. Chegamos até a arrumar um apartamento para ele no porão.
Nós achávamos que estava tudo planejado para a formatura, mas Ted não concordou. Naquela primavera, em seu último ano, ele nos pegou de surpresa com sua declaração:
- Eu vou à festa de formatura.
Ele pensara nisso durante anos. Com dezoito anos, havia visto os garotos de sua idade planejarem sua festa de formatura. Agora, ele via sua oportunidade. Só precisava de uma acompanhante.
Mas ele simplesmente não conseguia arrumar, sozinho, uma acompanhante. Algumas das meninas o achavam "engraçadinho" e toleravam sua atenção nas assembléias estudantis, mas nenhuma sairia com ele.
Entretanto, um amigo da família tinha uma filha chamada Jennifer. Uma loura admirável, Jennifer conhecera Ted e gostara dele. E ela entendia o que a festa de formatura significava para ele. À medida que o grande acontecimento se aproximava, nós ajudamos Ted a se preparar.
Tiramos a poeira do smoking da família, que ficava melhor em Ted do que em mim. Ele concordou em deixar que eu o levasse no carro da família. Planejou até mesmo o jantar que teriam antes do baile. Só faltava um detalhe: as flores.
Eu poderia ter encomendado aquelas flores em dois minutos, mas queria que Ted tivesse a experiência. Imaginei, comovido, se ele jamais teria outra oportunidade de dar flores a uma mulher.
Antes da ida ao florista, Ted "fez de conta". Praticar as palavras em casa torna mais fácil dizê-las em outra situação. Ted me deu o papel do florista. Então convidei-o para minha floricultura imaginária. Ensaiamos até que Ted pareceu saber tudo na ponta da língua. Então caminhamos até a floricultura do bairro.
Ouvindo a porta, o florista parou o que estava fazendo e voltou sua atenção para nós. Esperei que Ted falasse, olhando-o com expectativa. A loja ficou muito silenciosa.
Seu corpo inteiro havia enrijecido. Então ele fez uma careta e deixou escapar:
- Meu nome é Ted. Vim aqui para alugar as flores roxas. O florista pareceu espantado. Ele olhou de relance para mim enquanto eu estimulava meu filho.
- Vamos tentar de novo, Ted.
Ele respirou fundo algumas vezes e franziu as sobrancelhas. Eu o encorajei a ficar calmo e falar pausadamente. Finalmente ele foi capaz de explicar.
Precisava das flores para sábado. Sua acompanhante queria usá-las no pulso. Ele preferia rosas cor de lavanda. Pagaria quando as viesse buscar no sábado.
Eu não havia esperado a reação do florista:
- O senhor tem muita paciência - ele me disse. - Eu nunca poderia ser tão paciente.
"Não!", eu queria gritar. Isto não é paciência, isto é compreensão. Nossos sistemas nervosos funcionam. Eles transmitem sinais instantaneamente dos bancos de memória para os centros nervosos e as cordas vocais fazem o caminho inverso. Ted tem que trabalhar esse processo, lutando corrente acima em direção a uma vida que nós tomamos como certa.
O florista estava admirando a pessoa errada! Sem ele saber, Ted escalara barreiras do tamanho de montanhas e nadara oceanos de confusão para chegar a esse ponto. Ele não estaria montando quebra-cabeças no sábado à noite, como seu tio Scott fizera com tanta freqüência. Ted ia à festa de formatura.
Na noite da formatura, deixei Ted e Jennifer na festa. Em casa, liguei para uma de minhas irmãs. Falamos sobre a vida atrofiada de nosso irmão e sobre o impressionante progresso que Ted já fizera. Choramos.
Tenho uma foto da festa na minha mesa. Jennifer está ao lado de Ted. Em seu pulso está um pequeno buquê de rosas cor de lavanda.

(Charles A. Hard, Entregue por Edna Smith)





UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.