terça-feira, 8 de agosto de 2017

Terça-feira 08/08/2017

Terça-feira, 08 de Agosto de 2017


“Em vez de temer os desafios, confie na sua capacidade de superá-los.”



EVANGELHO DE HOJE
Mt 15,1-2.10-14


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


Alguns fariseus e escribas vindos de Jerusalém dirigiram-se a Jesus perguntando: "Por que os teus discípulos desobedecem à tradição dos antigos? Eles não lavam as mãos quando vão comer!". Jesus chamou a multidão e disse: "Escutai e compreendei. O que torna alguém impuro não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca, isso é que o torna impuro". Então os discípulos se aproximaram e disseram-lhe: "Sabes que os fariseus ficaram indignados ao ouvir as tuas palavras?" Ele respondeu: "Toda planta que não foi plantada pelo meu Pai celeste será arrancada. Deixai-os! São cegos guiando cegos. Ora, se um cego guia outro cego, os dois caem no buraco".
  



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira


O poder da sua boca
No Evangelho de hoje, Jesus diz a seguinte frase: "11Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isso é que torna o homem impuro." Essa é a mensagem principal do Evangelho de hoje, a qual nós vamos refletir baseados em dois provérbios populares:
"O que não mata, engorda."
Esse é um ditado popular bem nordestino, que se usa quando alguém vai comer algo que não está limpo ou que não tem boa aparência. Por exemplo, quando uma comida cai no chão, a pessoa pega, tira a poeira mais "grossa", diz o ditado, enfia na boca e come. Claro que muita gente fica olhando com repugnância, mas tem mães que dizem que o filho está forte "porque não tem frescura com comida!"
Poderíamos ultrapassar o significado desse provérbio da seguinte forma: imagine que essa "comida suja" é o problema pelo qual você está passando hoje, na sua vida. É algo que você não queria, mas tem que comer, tem que digerir. E você sabe que a digestão não é fácil, pois o problema exige que você se esforce e saia da sua rotina. Da mesma forma da comida suja, que ao chegar ao seu sistema digestivo, exigirá um esforço extra para ser processado, você também terá que fazer um esforço extra para superar a dificuldade. Talvez você até adoeça por causa da comida, assim como o seu problema pode fazer você "adoecer seu coração", ficar triste... Mas é depois que o seu organismo elimina todas as toxinas, que ele se torna mais forte do que antes. Da mesma forma que após superar o seu problema, você amadurece e se torna mais experiente!
O segundo provérbio da reflexão é:

"A boca só fala o que o coração está cheio."
Por esse ditado, quando saem coisas impuras de uma boca, é porque o próprio coração já está impuro... Palavrões, obscenidades, lamúrias, fofocas, intrigas, gritos, grosserias, xingamentos... só podem sair de um coração machucado, ferido, necessitado de cura. Eram assim, com corações feridos que os fariseus guiavam o povo judeu, na época de Jesus. Eram como cegos guiando outros cegos. Não pense que essa realidade está distante de nós, pois a maioria da população brasileira e mundial, hoje, é guiada pelos "cegos" que fazem a programação televisiva que invade nossos lares. E sabe qual a repercussão que tem isso? "...ambos irão cair no buraco." Ô, meu irmão, minha irmã, não estou querendo dizer que você não deve assistir televisão... esse foi apenas um exemplo! De que adiantaria não assistir mais televisão, e continuar acreditando nas baboseiras dos horóscopos, dos centros espíritas, dos "amigos de farra"... Mais importante do que tudo isso é você ter senso crítico! Escute a voz do seu coração dizendo o que é certo e o que é errado... Procure a companhia de pessoas que te façam crescer, e seja uma pessoa assim para os que te rodeiam... Diga palavras positivas, de incentivo! Deus estará falando através de você, abençoando seu marido, sua esposa, seus filhos, seus pais, seus parentes, amigos e até os inimigos... Lembre-se da mensagem de hoje: "A boca fala o que o coração está cheio."







COMPORTAMENTO


Inteligência Emocional: seu passaporte para o sucesso na vida profissional e nos seus relacionamentos

Inteligência Emocional, segundo Daniel Goleman, é a mais importante e determinante inteligência para o sucesso na vida de qualquer pessoa.


E o que é Inteligência Emocional?

Abordei esse tema no artigo 11 Sinais de que você está criando uma filha emocionalmente inteligente. Segundo o psicólogo mundialmente conhecido, Daniel Goleman, "Inteligência Emocional é a "(...) capacidade de identificar os nossos próprios sentimentose os sentimentos dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos".

Aprender a identificar os próprios sentimentos e os sentimentos dos outros deveria ser uma das prioridades no ensino de nossas crianças, seja no lar ou na própria escola, para que sejam bem-sucedidas na vida familiar e profissional, e em todas as outras áreas, mas, infelizmente, nenhuma escola ensina isso, e muitos pais também desconhecem o assunto.

Conhecimento antigo

O conhecimento da Inteligência Emocional não é novo: Dale Carnegie, o mago das relações humanas, já em 1936, no seu extraordinário best-seller "Como fazer amigos e influenciar pessoas", já alertava aos leitores de que a capacidade de interagir com os outros, saber conversar, saber se controlar, eram coisas tão ou mais importante para se conseguir um bom emprego, do que apenas o conhecimento técnico que as escolas profissionalizantes e faculdades ensinam.

Dale Carnegie chamava tal "inteligência" ou capacidade de "engenharia humana". Alertava de que só dominar as técnicas de uma profissão não era suficiente para se ter sucesso na vida, mas que os mais bem-sucedidos na vida profissional e amorosa eram os que aprendiam a conversar, falar em público, e os que aprendiam a se comportar bem numa entrevista de emprego, numa conversa com outras pessoas, etc.

Hoje, Daniel Golemal, no seu livro Inteligência Emocional, ensina com mais detalhes o que é e como se desenvolver a Inteligência Emocional.

Coisas como gentileza, reconhecer os próprios sentimentos e o dos outros, ser automotivado, saber se inter-relacionar com outras pessoas, aprender a trabalhar em equipe, desenvolver princípios de liderança, ter "sensibilidade social", entre outras coisas, são fundamentais para se ter uma vida produtiva e feliz.

8 tipos de inteligência

Para ficar mais fácil de entendermos os conceitos da Inteligência Emocional, vamos ver o que os especialistas descobriram sobre a própria Inteligência. No artigo Conheça os 8 tipos de inteligência que existem, podemos ler que os especialistas sabem que existem pelo menos 8 tipos de inteligências: "... o neuropsicólogo Howard Gardner explica que todo ser humano possui pelo menos oito tipos de inteligência ou oito habilidades inatas em menor e maior grau." Gardner questiona, com razão, que o sistema educacional não atende às necessidades das crianças, pois é uma educação "generalista" demais - e vemos que, a cada dia que passa, as coisas pioram em termos de individualização do ensino, a nível governamental.

De acordo com Gardner, os 8 tipos de inteligências são: Espacial, Corporal, Musical, Linguística, Lógica, Interpessoal, Intrapessoal e Naturalista. (Aconselho a leitura inteira do artigo Conheça os 8 tipos de inteligência que existem).

Como desenvolver a Inteligência Emocional?

1. Saber o que é IE

Saber do assunto é o primeiro passo, e o segundo é pesquisar mais a respeito de Inteligência Artificial.

2. Sites e livros que ajudam na pesquisa

Na internet e nos livros podem ser encontrados muitos subsídios para aprender a usar tal conhecimento. Um dos sites que achei interessante tem o seguinte artigo: 15 frases que nos ajudarão com a Inteligência Emocional, onde podemos ler, entre muitas outras coisas, que "Quem não compreende um olhar, tampouco entenderá uma longa explicação". Esse provérbio árabe é uma das melhores definições de empatia, que tem tudo a ver com IE, pois "Sentir-se como os outros se sentem e saber como usar isso é tão importante quanto o autoconhecimento", explica o site citado. Outra coisa importante citada neste site é que a IE não é oposta à inteligência "normal", mas sim é o ponto onde ambas se encontram: "Manter o coração e a razão trabalhando juntos deve ser nossa maior aspiração".

Outro artigo, este de Stael Ferreira Pedrosa, 18 comportamentos de pessoas com inteligência emocional elevada, também merece uma leitura completa. Stael, após escrever acertadamente que "Cada pessoa traz (de nascimento) em si programas biológicos de ação e reação automáticos", diz que cada pessoa tem uma capacidade diferente para reagir aos estímulos normais da vida.

Depois, a autora do artigo alista (e detalha) 18 comportamentos das pessoas com IE elevada (ou QE elevada, outra sigla para "Inteligência Emocional"): Grande vocabulário emocional, curiosidade, fácil adaptação, autoconhecimento, senso de julgamento, autoconfiança, sabem dizer "não" quando necessário, são capazes de mudarem a si mesmas, não são interesseiras, sabem lidar com as pessoas, não são perfeccionistas, apreciam o que possuem (têm gratidão), dormem bem, sabem descansar, não ficam se comparando a outras pessoas e nem ruminam interminavelmente pensamentos negativos.

3. Colocar em prática o que aprender

Depois de tantas explicações sobre IE, de aprendermos sobre os 8 tipos de inteligência, de sabermos quão importante é a "engenharia humana" citada por Dale Carnegie, o que nos falta fazer, para melhorarmos nossa personalidade? Colocar em prática as coisas que aprendemos.

Permitam-me terminar com uma história: Um homem disse ao outro, admirado: "Está vendo o Jorge? Ele sabe tudo! Parece uma Biblioteca ambulante!". O outro homem, prático, disse: "Eu procuro aprender só o que me interessa para ter sucesso na minha profissão e na minha vida, para colocar em prática. Biblioteca tem perto de minha casa".

Claro que é bom a gente conhecer muitas coisas, mas a melhor filosofia de vida é colocarmos em prática o que aprendemos, pois só o conhecimento não "salva" ninguém.





MOMENTO DE REFLEXÃO


Uma alegria destrói cem tristezas.

- Você quer fazer o quê? - perguntei-lhe incredulamente, minha voz elevando-se ao tom agudo que alcança quando fico exasperada. - Diga isso de novo, por favor, acho que não o ouvi!

- Ah, você me ouviu, com certeza – Frank respondeu bruscamente, balançando os braços de maneira expressiva. - Quero fazer o meu velório agora, antes de morrer! Por que todo mundo, menos eu, deveria aproveitar?

Ele rastejou até a cozinha e eu podia ouvi-lo resmungando para si mesmo enquanto vasculhava a geladeira. Voltou logo depois para o deque onde eu havia ficado para assistir ao pôr-do-sol de setembro cobrir as Montanhas Blue Ridge. Terminou de mastigar um pêssego maduro e então a voz que nunca conseguia permanecer áspera por muito tempo quebrou o silêncio:

- Querida, eu quero fazer isto.

Segurei um nó na garganta e tentei não chorar. Estava com quarenta e quatro anos e a idéia de ficar viúva - de novo - era devastadora. Tão devastadora, na verdade, que a negação facilmente se tornara o manto que eu vestia todos os dias.

- Mas você está mais forte agora. Você disse isso! E as injeções, elas ajudam...
- Melva - ele tocou meu ombro como se estivesse implorando. - Vamos dar uma festa e vamos fazer direito. Podíamos disfarçá-la como uma festa de aniversário de casamento. É claro que todos os que me conhecem muito bem saberão.

Olhei dentro daqueles olhos castanhos brilhantes, sua faísca agora turvada pela dor, pelos remédios, pelo medo. Eu sabia o que os últimos anos haviam tirado dele.

Havíamos deixado de ser o casal dourado na pista de dança todos os fins de semana. Sim, nós ainda íamos, pois ele insistia, mas agora passávamos a maior parte da noite sentados conversando com amigos.

Seu jogo de golfe, antes marcado por aqueles impulsos poderosos e exatos e pelas tacadas precisas - ele costumava marcar quatro buracos com uma tacada - haviam decaído.

As horas agradáveis que ele costumava passar jardinando e cortando lenha haviam diminuído para alguns poucos e preciosos minutos que o deixavam abatido e exausto.

Entretanto, a disposição de espírito nunca o abandonou. Enquanto eu parecia lamentar constantemente as mudanças em nossa vida - em minha vida -, ele nunca reclamava.

Subitamente, percebi que meus medos e incertezas empalideciam em comparação ao que ele devia estar passando. As mudanças pelas quais havíamos passado pareciam minúsculas em relação ao câncer que grassava dentro de seu corpo, competindo com a diabetes pela chance de determinar seu destino.

Engolindo minha vergonha, peguei a sua mão.
- Tudo bem. Se você quer uma festa, teremos uma festa! Na manhã seguinte encomendei os 150 convites para nossa "festa de aniversário de casamento".

Dezenove de outubro de 1991 caiu num sábado à noite e alugamos o Frank's Shrine Club para o evento.

Quase todos os que convidamos vieram para partilhar a noite conosco. No meio da festa, Frank subiu ao palco com o microfone na mão para fazer uma gloriosa interpretação da balada It's Hard to Be Humble (É Difícil Ser Humilde).

Meu marido adorou ser o centro das atenções, e terminou sob os aplausos e as lágrimas de todos aqueles que o amavam. Então fez um pequeno discurso, agradecendo a todos por terem vindo e proclamou-se o homem mais sortudo do mundo! Com estas palavras, ele disse adeus.

E então valsamos. Frank começara a perder o equilíbrio e não mais se sentia à vontade dançando com outras mulheres. Mas naquela noite ele dançou com todas.

Mais tarde conversei com um de seus médicos enquanto dançávamos uma música lenta.

- Quanto tempo ele tem? - perguntei baixinho.

- É impossível prever isso, Melva, ele parece estar mais forte. - Quanto tempo? - perguntei novamente e não obtive resposta. Terminamos nossa dança e ele me levou de volta à mesa.

- Seis meses, talvez mais - ele finalmente me respondeu. - Obrigada - sussurrei.

O resto da noite passou como um sonho, com Frank mudando de um grupo para outro, conversando com todo mundo e deleitando-se com as várias histórias contadas às suas custas. Politicagem, como ele o chamou certa vez.

Quando a noite se aproximou do fim, ele ficou na porta para dar boa-noite a todos os convidados - de pé no começo, depois precisando sentar-se, mas sempre sorrindo.

Três meses e três dias depois, eu estava sentada tremendo no frio enquanto seus irmãos da maçonaria realizavam rituais maçônicos. Eu segurava fortemente a bandeira dobrada com capricho, enquanto os braços fortes de um amigo me levavam até a limusine que aguardava.

Cerca de um ano depois, fui almoçar com uma nova amiga. Ela falou do velório ao qual fora na noite anterior:

- Que linda forma de dizer adeus! - observou, obviamente desacostumada a tal evento.

Ouvi-a relatar a frivolidade e pensei em como era triste que o amado falecido tivesse perdido uma noite tão prazerosa. A culpa do "eu devia ter feito mais" e "por que eu não fui mais forte para ele", que eram minha mortalha, começaram a desaparecer. Minha mente voltou-se para a alegria de Frank em sua última festa.

- Então, você fez um velório para o Frank? - perguntou minha amiga.
- Ah, sim - respondi. - Foi uma festa maravilhosa e ele se divertiu como nunca!

(Melva Haggar Dye)



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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