Domingo, 13 de agosto de 2017
"Saiba dominar-se e vencer-se a si mesmo. Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo, dominando seus vícios e superando seus defeitos."
EVANGELHO DE HOJE
Mt 14,22-33
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
Quando eles chegaram perto da multidão, um homem foi até perto de Jesus, ajoelhou-se diante dele e disse:
- Senhor, tenha pena do meu filho! Ele é epilético e tem ataques tão fortes, que muitas vezes cai no fogo ou na água. Eu o trouxe para os seus discípulos a fim de que eles o curassem, mas eles não conseguiram.
Jesus respondeu:
- Gente má e sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de agüentá-los? Tragam o menino aqui!
Então deu uma ordem, o demônio saiu, e no mesmo instante o menino ficou curado.
Depois os discípulos chegaram perto de Jesus, em particular, e perguntaram:
- Por que foi que nós não pudemos expulsar aquele demônio?
Jesus respondeu:
- Foi porque vocês não têm bastante fé. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês tivessem fé, mesmo que fosse do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a este monte: "Saia daqui e vá para lá", e ele iria. E vocês teriam poder para fazer qualquer coisa!
28Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira
Gostaria de comentar o Evangelho de hoje por partes. Não gostaria de perder a riqueza de detalhes e a ampla quantidade de pessoas que podem ser tocadas com algum desses pontos...
No início dessa passagem, Jesus diz para os discípulos irem à sua frente para o outro lado do mar, e vai orar sozinho na montanha. Dois pontos já despertam a atenção: 1) Será que os discípulos não se questionam como é que Jesus vai conseguir alcançá-los? Sobre isso, não temos muitos detalhes, mas uma coisa é certa: os discípulos de Jesus o obedeciam cegamente. 2) A necessidade que Jesus tinha de subir o monte, sozinho, para ter o seu momento de intimidade com o Pai. Desde o Antigo Testamento, todos os profetas tiveram o seu momento de intimidade com o Pai em montanhas, e sozinhos. Por que a montanha? Por que sozinho?
Eu tenho alguns amigos que, dentre outros esportes, escalam montanhas. Para quem nunca escalou, é difícil encontrar sentido numa aventura que aparentemente não traz um retorno palpável. Mas se você perguntar a alguém que escala montanhas, vai perceber que a vida dele(a) não seria a mesma se lhe fosse tirado esse prazer. Em uma aventura desse tipo, tudo tem sentido, desde a preparação, a subida, as paradas, a permanência no topo, a descida, e as lembranças... Jesus gostava de fazer tudo isso sozinho. Era o momento dEle, já que todos os outros momentos eram dedicados às outras pessoas... Isso não quer dizer algo pra você? Não quer dizer que você também precisa ter um tempo só pra você? Pra você fazer algo que lhe dê prazer, que lhe dê sentido à vida? Mas que fique bem claro: ter esse tempo só seu, implica dizer que você também deve reservar o tempo para cuidar dos seus, assim como Jesus fazia.
Na continuação do Evangelho, Jesus caminha sobre as águas em direção ao barco em que estão os discípulos. E o que chama atenção aqui é a revolta do mar, que é a mesma para os discípulos e para Jesus, mas quando Jesus entra no barco, o vento cessa. Quando Jesus segura Pedro pela mão, a coragem e a fé de Pedro voltam, e ele não afunda mais... Qual a lição que podemos tirar disso? Que quando Jesus entrar no nosso barco, ou quando Ele segurar a nossa mão, a revolta do mar da nossa vida vai cessar... e vai se fazer a calmaria.
Uma questão que me intriga nessa passagem é: Por que Pedro queria andar sobre as águas também? Não poderia ter ficado quieto, no canto dele? Como eu já disse em outras reflexões, Pedro é aquela pessoa que faz o que nós temos vontade de fazer, mas não temos coragem de tomar a iniciativa. Pedro era o tipo de pessoa que não perdia muito tempo pensando, agia logo! No fundo, no fundo, quem não gostaria ter a sensação de andar sobre as águas? No entanto, só o mais afoito experimentou! Pedro podia ter medo de muitas coisas, mas um medo ele não tinha: o medo de errar. E essa é um traço típico da personalidade de quem cresceu sendo incentivado pelos pais a tomar atitudes, mas sem super-proteção, e sem omissão. A maioria de nós, se estivéssemos naquela barca, não teríamos a coragem que Pedro teve... Mas podemos criar os nossos filhos para que eles tenham essa coragem e iniciativa! Incentive-os a superar seus medos, mas sempre esteja por perto, pois se ele começar a afundar nas águas, vai precisar da sua mão para reerguê-lo e encorajá-lo novamente.
VÍDEO DA SEMANA
Há pessoas do meu lado que faz eu me sentir mais inteiro
MOMENTO DE REFLEXÃO
Fui ao consultório do Dr. Belt para um check-up apenas algumas semanas depois de minha cirurgia. Isso foi logo depois do primeiro tratamento de quimioterapia.
A cicatriz ainda estava muito sensível. A parte de baixo do meu braço estava dormente. Um conjunto de sensações estranhas e novas parecia compartilhar o espaço anteriormente conhecido como meus seios - agora amorosamente apelidado de "o seio e o tórax".
Como sempre, fui levada a uma sala de exames para que mais uma vez tirassem meu sangue - um processo aterrorizante para mim, que tenho tanto medo de agulhas.
Deitei-me na mesa de exames. Vestia uma camisa larga de flanela xadrez e um corpete por baixo. Era uma roupa estudada cuidadosamente que eu esperava fosse vista pelos outros como uma roupa esporte qualquer. O xadrez da camisa camuflava meu seio, o corpete o protegia e os botões facilitavam o acesso médico.
Ramona entrou na sala. Seu sorriso caloroso e brilhante era familiar e contrastava com meus medos. Eu a tinha visto pela primeira vez no consultório há algumas semanas.
Não foi a enfermeira que me atendeu naquele dia, mas lembrei-me dela porque estava rindo. A risada tinha um timbre profundo, rico, aveludado. Lembro-me de ter pensado no que poderia ser tão engraçado, atrás da porta do consultório.
O que poderia encontrar naquela situação para rir daquele jeito? Deduzi que ela não levava a coisa toda suficientemente a sério e que eu tentaria achar uma enfermeira que levasse. Mas eu estava errada.
Naquele dia foi diferente. Ramona já havia tirado meu sangue antes. Ela conhecia meu medo de agulhas e gentilmente escondeu toda a parafernália embaixo de uma revista com a alegre fotografia da reforma de uma cozinha. Quando abrimos a camisa e tiramos o corpete, o catéter no meu peito ficou exposto e, com ele, a recente cicatriz.
Ela disse:
- Como anda sua cicatrização? Respondi:
- Acho que bastante bem. Lavo em volta com cuidado todos os dias.
A lembrança da água do chuveiro atingindo a carne dormente passou pela minha mente.
Ela se debruçou e passou gentilmente a mão na cicatriz, examinando a textura da pele nova e procurando irregularidades. Comecei a chorar baixinho. Olhou para mim com olhos amigos e disse:
- Você ainda não a tocou, não é? E eu respondi:
- Não.
Então esta mulher maravilhosa e carinhosa colocou a palma de sua mão marrom-dourada em meu peito pálido e permaneceu com ela ali por muito tempo. Continuei a chorar baixinho. Com tom suave, ela disse:
- Isto faz parte do seu corpo. Isto é você. Você pode tocá-la.
Mas eu não podia. Ela a tocou para mim. A cicatriz. O ferimento que estava se curando. E, por baixo, tocou meu coração. Em seguida, Ramona disse:
- Eu seguro a sua mão, enquanto você a toca.
Colocou a mão ao lado da minha e ficamos as duas caladas. Este foi o presente que Ramona me deu.
Naquela noite, quando fui me deitar para dormir, botei delicadamente a mão no peito e a deixei ali até pegar no sono. Eu sabia que não estava sozinha. Estávamos todos juntos na cama, metaforicamente, meu seio, meu tórax, o presente de Ramona e eu.
(Betty Aboussie Ellis)
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de Suas
mãos.
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