terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Quarta-feira 28/02/2018

Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018




“Não adianta ter quilos de conhecimento quando se tem gramas de atitude.”





EVANGELHO DE HOJE
Mt 20,17-28


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!



Enquanto estava subindo para Jerusalém, Jesus chamou em particular os doze discípulos e lhes disse:
"Estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o condenarão à morte
e o entregarão aos gentios para que zombem dele, o açoitem e o crucifiquem. No terceiro dia ele ressuscitará! "
Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido.
"O que você quer? ", perguntou ele. Ela respondeu: "Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda".
Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber? " "Podemos", responderam eles.
Jesus lhes disse: "Certamente vocês beberão do meu cálice; mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados por meu Pai".
Quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos.
Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas.
Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo,
e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo;
como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos".



Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Queiroz (In Memorian)


Este Evangelho traz para nós a declaração clara que Jesus fez aos seus discípulos sobre tudo o que ia acontecer com ele em Jerusalém: as acusações falsas, as torturas e a morte. Isso para que eles não tivessem ilusões a respeito do Mestre que seguiam.
Apesar disso, a mãe dos Apóstolos João e Tiago, fez a Jesus o seguinte pedido: "Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda!" Era um desejo de honra, que a mãe e os dois filhos tinham. E o Evangelho fala que os outros dez, ao ouvirem isso, ficaram irritados contra João e Tiago. Sinal que o mesmo desejo estava no coração de todos os doze: viam a participação no Reino de Deus como espaço para honras, glórias e destaque sobre os que não participavam.
Esse era o pensamento de todos os judeus a respeito do Reino de Deus; esperavam um Messias político, com poder e Reino temporal. Essa idéia estava também nos doze. Por isso lhes escapou completamente o que Jesus lhes acabara de anunciar sobre a sua paixão e morte humilhantes, embora coroadas com a glória da ressurreição. De fato, depois do que Jesus falou, não tinha cabimento pedir honras nesse Reino do Messias. Mas eles não haviam entendido nada, e o seu pensamento estava todo voltado para a ambição. Teriam, portanto, de aprender ainda muito.
Jesus não perde a oportunidade para catequizar os doze, futuros guias e pilares da Igreja: "Quer quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo".
Na Comunidade cristã, a autoridade, e mesmo a fraternidade, devem ser sinônimos de serviço. No grupo dos seguidores de Cristo, não tem cabimento o domínio, o autoritarismo, a ambição e o desejo de poder. Isso fica para os "chefes das nações" e seus grupos.
Na verdade, Jesus não condena a autoridade nem o desejo de ser o primeiro; o que ele faz é inverter o modo de exercer a autoridade e de ser o primeiro, passando de dominar os subordinados para servi-los. A própria sociedade civil tem esse desejo, que está incrustado na palavra democracia, que significa governo do povo pelo próprio povo.
E Jesus apresenta como exemplo a si mesmo: "Pois o Filho do Homem não veio para servido, mas para servir". Quando participamos da Eucaristia e recebemos a Comunhão, estamos assumindo em nós a vida de Cristo, os seus critérios e este seu modo de viver em sociedade, na esperança de chegarmos assim à ressurreição.
Campanha da fraternidade. A sociedade é fruto da descoberta do homem de que, sozinho, não consegue satisfazer suas necessidades: alimentação, vestuário, moradia etc). Mas o acúmulo de bens gera relações de poder e manipulação de pessoas, e o bem pessoal é tido como mais importante que o bem comum. Assim, a convivência ficou perigosa, pois o "outro" passou a significar ameaça à satisfação dos interesses individuais.
A sociedade tornou-se insegura, tanto em relação a outros grupos sociais a ameaça externa – como em relação à convivência de seus próprios membros – ameaça interna. Existem inúmeros bairros de cidades grandes no Brasil em que padarias e mercadinhos têm grades na frente e os objetos são vendidos pelos buracos das grades. Mas há pessoas que rompem esse medo e até saem de casa deixando sua casa aberta.
Havia, certa vez, dois burrinhos que estavam amarrados um ao outro por uma corda. Eles estavam num curral, no qual havia dois feixes de capim.
Mas a distância entre os feixes era maior que a corda! Então eles ficavam forçando a corda, cada um querendo se aproximar do seu feixe de capim.
Até que, cansados, resolveram juntos comer um dos feixes e depois, também juntos, comer o segundo feixe.
É preferível o bom, unidos, do que o ótimo, desunidos. É a humildade que nos leva a trabalhar juntos, formando equipes, pastorais e ministérios. E é nas reuniões que planejamos a nossa caminhada juntos.
Nós não somos mais fortes que Jesus, que gemeu no Jardim das Oliveiras. Que Maria Santíssima nos ajude a seguir o seu Filho integralmente.
Eles o condenarão à morte.




CURIOSIDADE



Fatos curiosos que você desconhecia...até o momento


1-70% de todas as batatas crescidas nos EUA acabam parando em uma franquia do McDonald's.


2- É mais fácil se tornar presidente dos EUA do que ganhar na loteria. As chances são de apenas 1 para 10.000.000.


3- Não é só carência! Pessoas que dormem com muitos travesseiros na cama tendem a sofrer com depressão.


4- 46% dos casais assumem ter "traído" o seu parceiro no Netflix, assistindo um episódio da série preferida dos 2 antes do outro saber.


5- Xingar quando você sente dor aumenta a sua tolerância, ou seja, você ficará mais aliviado.


6- A artista Mim Hammond transforma bonecas em uma versão mais real. O objetivo é fazer com que as crianças se sintam mais parecidas com elas, já que os brinquedos são hiper-sexualizados e repleto de padrões de beleza.


7- Na cultura japonesa, o sonho que você tem no primeiro dia do ano irá prever se você terá azar ou sorte o ano inteiro.


8- Aogashima é o nome de uma cidade japonesa que é completamente cercada por montanhas e águas. O acesso é dificílimo. Seria o esconderijo perfeito para sobreviver a um apocalipse-zumbi.


9- Kotatsu é uma união entre cobertor e mesa, com aquecedores elétricos e suporte para notebook e café da manhã, para você não precisar se levantar da cama. Incrível!


10- A maioria dos alunos de Ensino Médio hoje, possuem o mesmo nível de estresse e ansiedade que a maioria dos pacientes psiquiátricos de 1950, revela estudo.




MOMENTO DE REFLEXÃO


A história emocionante de uma filha que resolveu perdoar seu pai
— tarde demais.
O hospital estava estranhamente silencioso naquela sombria noite de janeiro; silencioso e parado, como fica a atmosfera pouco antes de uma forte tempestade. Eu me encontrava no posto de enfermagem, no sétimo andar. Dei uma olhada para o relógio. Eram nove horas em ponto.
Coloquei um estetoscópio no pescoço e dirigi-me para o quarto 712, o último do corredor. Esse quarto estava ocupado por um novo paciente, o Sr. Williams. Era um homem completamente sozinho. Ele se mantinha em total silêncio no que dizia respeito a familiares.
Quando entrei no quarto, ele ergueu os olhos prontamente, mas logo os baixou, vendo que se tratava apenas de sua enfermeira. Firmei o aparelho em seu peito e pus-me a auscultá-lo. As batidas eram fortes, lentas, ritmadas. Era o que eu queria ouvir. Restavam poucos indícios do leve ataque cardíaco que ele sofrera havia apenas algumas horas.
Num dado momento, ele ergueu os olhos para mim.
— Enfermeira, será que você...
E parou, os olhos marejados de lágrimas. Noutra ocasião, ele já tinha começado a fazer-me uma pergunta, mas mudara de ideia.
Toquei-lhe de leve na mão e fiquei esperando. Limpou uma lágrima.
— Será que poderia ligar para minha filha? Diga-lhe que sofri um ataque do coração. Um ataque leve. Sabe, eu vivo sozinho, e ela é o único parente que tenho.
De repente, sua respiração ficou acelerada. Girei a válvula do tubo de oxigênio para oito litros por minuto.
— Claro que posso ligar para ela, respondi, ao mesmo tempo em que examinava bem seu rosto.
Agarrou os lençóis e inclinou-se um pouco para a frente, o rosto tenso pela ansiedade.
— Será que pode ligar imediatamente, logo que puder?
Sua respiração estava rápida — rápida demais.
— Vou ligar para ela imediatamente, disse-lhe dando um tapinha no ombro. Agora descanse um pouco.
Apaguei a luz. Ele fechou os olhos, uns olhos azuis, um pouco juvenis para seu rosto de cinquenta anos.
O 712 achava-se às escuras, tendo acesa apenas uma lampadazinha noturna, bem fraca, debaixo da pia. Ainda sem querer sair dali, dirigi-me em meio à semi-escuridão do aposento para a janela.
As vidraças estavam frias. Lá embaixo, uma névoa úmida penetrava no parque de estacionamento do hospital. No alto, nuvens que prenunciavam neve acolchoavam o céu escuro. Estremeci involuntariamente.
— Enfermeira, chamou-me, pode arranjar-me papel e lápis?
Enfiei a mão no bolso e peguei um pedacinho de papel amarelo e uma caneta, e coloquei-os sobre a mesinha de cabeceira.
— Obrigado! disse.
Sorri para ele e saí. Voltei para o balcão e sentei junto ao telefone, numa cadeira giratória, que rangia a cada movimento. O nome da filha do Sr. Williams estava anotado na ficha dele, no item “parente mais próximo”. Pedi à telefonista o número do telefone dela, e em seguida disquei.
Ela mesma atendeu com voz suave.
— Janie, quem fala aqui é Sue Kidd, enfermeira do hospital. Estou telefonando por causa de seu pai. Ele foi internado hoje aqui, porque sofreu um leve ataque cardíaco...
— Não! gritou ela no fone, assustando-me. Ele não está à morte, está?
Era mais uma súplica dolorosa do que uma pergunta.
— No momento, a condição dele é estável, respondi, esforçando-me para falar num tom de voz bastante convincente.

Houve um momento de silêncio. Mordi o lábio.
— Vocês não podem deixar que ele morra! suplicou ela.
Sua voz continha um tom de aflição tão grande, que minha mão tremeu, segurando o fone.
— Ele está recebendo o melhor tratamento possível.
— Você não está entendendo, implorou ela, eu e meu pai não nos falamos há quase um ano. No dia de meu vigésimo-primeiro aniversário, tivemos uma discussão por causa de meu namorado, e saí de casa. E... nunca mais voltei. Esse tempo todo, tenho tido vontade de voltar e pedir perdão. A última coisa que disse para ele foi “Eu o odeio”.
Nesse ponto, sua voz ficou alquebrada e ouvi-a chorando com soluços agonizantes. Continuei ali sentada, escutando aquilo, lágrimas ardendo em meus olhos também. Um pai e uma filha tão distanciados um do outro. Daí a pouco estava me lembrando de meu pai, tão longe. Fazia tanto tempo que não lhe dizia “Gosto muito de você”.
Enquanto Janie se esforçava para controlar o pranto, fiz uma oração silenciosa: “Ó Deus, concede que essa moça obtenha o perdão.”
— Vou para aí agora mesmo. Chego dentro de trinta minutos, disse ela.
Clique. Havia desligado.
Procurei voltar ao trabalho, ocupando-me com uma pilha de fichas sobre a mesinha. Mas não conseguia concentrar-me. Quarto 712. Senti que tinha de voltar ao quarto 712. Desci pelo corredor quase correndo. Abri a porta.
O Sr. Williams estava imóvel no leito. Peguei o pulso; não tinha pulsação.
— Código noventa e nove! gritei pelo interfone. Quarto sete-um-dois. Código noventa e nove. Imediatamente!
Segundos depois de eu haver ligado para a central telefônica pelo interfone junto ao leito, o chamado ecoava por todo o hospital. O Sr. Williams sofrera uma parada cardíaca.
Com a maior rapidez possível, abaixei a cama, e me inclinei sobre ele, dando-lhe respiração boca a boca, soprando ar para dentro de seus pulmões. Coloque as mãos sobre seu peito e fiz a compressão da massagem. Uma, duas, três.
Tentei contar. Ao chegar a 15, voltei a dar a respiração boca a boca, soprando o ar profundamente. E o socorro que não vinha! Continuei fazendo a massagem e a respiração artificial. Massageava e respirava. Ele não podia morrer.
— Ó Deus, orei. A filha dele está vindo aí. Não deixe isso acabar assim!
A porta foi aberta de sopetão. Médicos e enfermeiras irromperam no quarto, trazendo o equipamento de emergência. Um dos médicos tomou meu lugar, passando a fazer a massagem cardíaca. Um tubo foi introduzido em sua narina para a passagem do ar. Enfermeiras injetavam medicamentos no tubo do soro.
Liguei o monitor eletrônico para verificar os batimentos do coração. Nada. Nem uma batida.
— Ó Deus, não permita que isso acabe assim, em amargura e ódio. A filha dele vai chegar aí. E ela precisa encontrar a paz.
— Afastem-se! ordenou um médico.
Entreguei-lhe as lâminas para a aplicação do choque elétrico, e ele as colocou sobre o peito do Sr. Williams. Tentamos várias e várias vezes. Nada. Não houve a menor reação. Ele estava morto.
Uma enfermeira desligou o oxigênio, e o ruído do borbulhar cessou. Um por um, foram todos saindo, silenciosos e graves.
Como isso pudera acontecer? Como? Fiquei ali de pé junto ao leito, paralisada. Um vento frio fazia estremecer as vidraças, a neve tamborilando nelas. Lá fora — em todo lugar — parecia um abismo de escuridão, frio e trevas. Como iria enfrentar a filha dele?
Saí do quarto e avistei-a encostada na parede, junto ao bebedouro. Um dos médicos que estivera no 712 havia poucos minutos achava-se ao seu lado, conversando com ela, segurando seu cotovelo. Depois, prosseguiu em frente, deixando-a derreada contra a parede. Seu rosto tinha uma expressão de intenso sofrimento; seus olhos espelhavam profunda dor. Ela já sabia. O médico já lhe informara que o pai falecera.
Peguei-a pela mão e levei-a para a sala das enfermeiras. Sentamos nos tamboretes verdes, sem dizer uma palavra. Ela olhava para o vazio, fitando diretamente uma folhinha de farmácia. Tinha uma expressão marmórea no rosto, quase parecendo uma substância quebrável.
Janie, lamento tanto, falei.
Uma frase fraca e inadequada.
— Eu não o odiava, você sabe, não é? Eu o amava.
Ó Deus, ajude-a, por favor, pensei comigo mesma.
De repente, ela girou na banqueta virando-se para mim.
— Quero vê-lo.
Meu primeiro pensamento foi: por que submeter-se a maiores sofrimentos? Vê-lo só irá piorar as coisas. Mas levantei-me e passei o braço em torno dela. Descemos pelo corredor vagarosameflte em direção ao 712. A porta, apertei-lhe de leve a mão, desejando que mudasse de idéia e não entrasse mais. Mas ela abriu a porta.
Aproximamo-nos do leito ainda abraçadas, com passadas pequenas, iguais. Janie inclinou-se sobre o leito e escondeu o rosto entre os lençóis. Procurei não olhar para ela, naquele triste momento de despedida. Afastei-me de costas e esbarrei na mesinha de cabeceira. Minha mão caiu sobre um pedaço de papel amarelo. Apanhei-o e li.
“Querida Janie, eu a perdôo. Peço que também me perdoe. Sei que você me ama. Eu também a amo.
Papai.”

Depressa estendi para Janie o bilhete que tremulava em minha mão. Ela pegou-o e leu uma vez. E outra vez. Seu rosto atormentado abriu-se numa expressão radiosa. Seus olhos começaram a brilhar com uma nova paz. Apertou contra o peito o pedaço de papel.
— Graças a Deus, murmurei, olhando para fora pela janela.
Algumas  estrelas de brilho cristalino piscavam em meio à escuridão da noite. Um floco de neve bateu na vidraça e logo derreteu, desaparecendo para sempre.
A vida humana me pareceu tão frágil como aquele floco de neve. Mas graças a Deus porque relacionamentos por vezes também tão frágeis como o floco, podem ser reatados novamente.., mas não há um momento a perder.
Sai quietinha do quarto e corri para o telefone-la telefonar para meu pai. Queria dizer-lhe:
— Eu o amo muito!

- Sue Kidd, Conte Comigo Deus.



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Terça-feira 27/02/2018

Terça-feira, 27 de fevereiro de 2018




“O resultado do que fazemos nos espera mais adiante.”





EVANGELHO DE HOJE
Mt 23,1-12


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!



1 Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos,

2 Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.

3 Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem;

4 Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los;

5 E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes,

6 E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas,

7 E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi.

8 Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.

9 E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.

10 Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo.

11 O maior dentre vós será vosso servo.

12 E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.



Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Queiroz (In Memorian)


Eles falam e não praticam.
Neste Evangelho Jesus, citando o mau exemplo dos mestres da Lei e dos fariseus, pede de nós duas coisas: a coerência entre o que dizemos e o que fazemos, e a humildade. As nossas palavras precisam coincidir com o nosso procedimento. E não podemos fazer o bem, só para sermos vistos pelos outros, e sim fazê-lo por fé e amor a Deus. Este é o testemunho que o mundo precisa ver em nós, para acreditar em Cristo e na sua Igreja.
“Deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações!” Um padre dizia: “É pena que eu não pratique o que prego, mas seria muito pior se pregasse o que pratico”. Nós devíamos sempre falar na primeira pessoa do plural: “Nós precisamos nos converter...” Assim nós nos colocamos também como destinatários daquilo que pregamos.
Os mestres da Lei e os fariseus tinham, em sua vida particular, um comportamento bem diferente daquilo que pregavam e do comportamento fingido que tinham diante do povo. Daí a advertência de Jesus: “Eles falam e não praticam”. Será que Jesus terá de dizer a mesma coisa para as pessoas que nos ouvem? Cruz credo!
A hipocrisia não foi debelada da terra nem das Comunidades cristãs, infelizmente. A tentação da dissociação entre a fé e a vida está sempre nos rodeando.
“Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.” Para nos reconhecermos pecadores, e não ocultar isso de ninguém, como fazemos no início da Santa Missa, precisamos da virtude da humildade. “Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (Tg 4,6; Pr 3,34). Se queremos receber as graças de Deus, precisamos ser humildes.
“O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve.” Se há uma distinção válida entre nós, deve ser a de servir mais e melhor, nada mais que isso.
É preferível acreditar em pouca coisa, mas viver de acordo com o que acredita, do que ter muita fé, mas pouca prática e pouco exemplo de vida. Aquelas autoridades davam uma aparência de santos, mas a sua vida particular era outra coisa. O povo chama isso de “santo de pau oco”. Eram aquelas imagens que os portugueses levavam para Portugal. Elas eram ocas, e eles as enchiam de ouro para contrabandear. Que sacrilégio! Usar até as coisas santas para pecar! Isso teve muita influência na religião popular do povo brasileiro: certo desligamento entre fé e vida, devoção e ação. Se até os santos eram de pau oco, imagine os portugueses, os índios, os negros, isto é, todos os brasileiros!
O pior é que esse mal ainda não foi debelado do nosso meio. Será que você o debelou da sua vida?
A falta de humildade na sociedade leva-a a nunca dizer a verdadeira causa dos problemas sociais. Por exemplo, por que existem os menores delinqüentes? A culpa está toda em nós adultos. A criança nasce boa. Somos nós adultos que lhe ensinamos, pelo nosso mau exemplo, as coisas erradas.
Também nas Comunidades cristãs, quantas vezes faltamos com a humildade! Por exemplo, o líder de uma pastoral sofre uma humilhação, ou é vítima de uma fofoca, pronto, desanima e quer largar tudo. Imagine se Jesus tivesse agido assim! Logo no início de sua vida pública, já teria desistido. E nós não receberíamos a Vida Nova que ele nos trouxe.
“Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um considere os outros como superiores a si e não cuide somente do que é seu, mas também do que é dos outros” (Fl 2,3-4). “O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve”. “Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”.
“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). Esta Campanha da Fraternidade nos leva à conversão em vários pontos relacionados ao dinheiro. Por exemplo, ao contratar um funcionário ou funcionária, não podemos levar em conta só a competência. Precisamos considerar também as necessidades do candidato ou candidata: 1) Dar preferência aos desempregados, porque muitos querem apenas mudar de emprego. 2) Ver as necessidades do candidato e de sua família. Se, no teste de seleção, dois candidatos estão em paridade de competência, devemos preferir aquele que mais necessita.
Certa vez, numa aldeia de índios, o filho único de uma família veio a falecer. O pai, na sua dor, levou-o a todos os vizinhos e dizia: “Dêem-me um remédio para salvar meu filho!” As pessoas ficavam penalizadas, pensando que tivesse enlouquecido. Afinal, alguém lhe indicou um médico que seria capaz de restituir a vida à criança.
Correndo, se dirigiu ao endereço do médico. Este lhe disse: “É preciso que você me traga um punhado de sementes de mostarda, para curar seu filho”. Isto seria muito fácil de resolver. Mas acrescentou: “As sementes devem provir de uma casa onde ninguém tenha perdido nenhum filho, nem marido ou esposa, nem pais, nem amigos”.
Coitado do velho índio! Bateu de porta em porta e todos lhe contavam histórias tristes da perda de um ente querido. O pai se cansou. Desolado, sentou-se num barranco à beira da estrada, olhando as luzes da aldeia que se acendias e se apagavam. Finalmente, a escuridão da noite tomou conta da aldeia. O pai entendeu, então, o destino da vida humana. Na sua dor, ele pensou: “Como sou egoísta! A morte bate em todas as portas e eu queria que na minha ela não batesse!”
O que adianta ficar buscando os primeiros lugares aqui na terra? O importante é ter um lugar no céu, que será a nossa morada para sempre. Mas para isso precisamos ser humildes e autênticos.
Vamos pedir a Maria Santíssima que nos ajude a abandonar o cristianismo “de fachada”, e nos ensine a humildade verdadeira, isto é, uma humildade não só de aparência.
Eles falam e não praticam.




COMPORTAMENTO



Maturidade é usar o silêncio quando o outro espera que você grite
Por Marcel Camargo- Revista Pazes


Seremos testados, em vários momentos, por pessoas destemperadas, seja em relacionamentos, no serviço, em casa, na escola, seja na vida. Muitos criam tempestades e, em vez de tentarem sair delas, desejam trazer para debaixo de seus raios e trovões quem estiver por perto

Enquanto vivermos, estaremos sujeitos a sermos contrariados por pessoas, por acontecimentos, imprevistos, pela vida. É assim e sempre será, desde que nascemos, até nosso último suspiro. Somos várias pessoas nos encontrando e nos desencontrando em ambientes variados, cada uma com seus pensamentos, objetivos e visões sobre o mundo. Inevitável, portanto, trombarmos com quem em nada concordará conosco, ou até mesmo com quem adore azucrinar a paciência alheia.

Infelizmente, existe muita gente cuidando da vida do outro. Seremos questionados sobre o porquê de não namorarmos, de ainda não termos nos casado, de não termos filhos ou de termos determinada quantidade dos mesmos, sobre o porquê do porquê do porquê, e, pior, por pessoas que mal nos conhecem. Ou seja, muitos nem interesse sincero terão por nossas vidas, estarão apenas curiosos mesmo.´


Da mesma forma, muitas pessoas farão observações desagradáveis e incômodas sobre nós, deixando-nos desconfortáveis. Haverá quem dirá que engordamos, que envelhecemos; haverá quem nos censurará e nos julgará pelo modo de vida que escolhermos; haverá quem nos repreenderá por alguma atitude que tomarmos. Incrivelmente, mesmo que nosso comportamento não lhes afete de maneira alguma.

Seremos testados, em vários momentos, por pessoas destemperadas, seja em relacionamentos, no serviço, em casa, na escola, seja na vida. Muitos criam tempestades e, em vez de tentarem sair delas, desejam trazer para debaixo de seus raios e trovões quem estiver por perto. Não se percebem, jamais se responsabilizam pelo que eles próprios provocaram, culpando o mundo, vitimizando-se e espalhando discórdia por onde estiverem.

Caberá a nós manter o controle, o equilíbrio, para que não nos permitamos adentrar a doença do outro, para que não nos molhemos sob tempestades que não são nossas. Teremos que tentar ajudar quem estiver pronto a ouvir, porém, o silêncio será sempre a melhor resposta a quem espera e aguarda pelo nosso destempero, pois assim é que neutralizamos todo o mal que nos rodeia. Isso é maturidade e autopreservação. É sobrevivência.





MOMENTO DE REFLEXÃO


“Proponho que a Senhora ‘X’ seja excluída de nosso grupo.”
Certa vez, em nossa reunião de senhoras, algumas das irmãs começaram a fazer comentários acerca de uma outra, que se achava ausente no momento. Mencionaram que ela andava muito irritadiça ultimamente, e que faltava às reuniões, e também se tornara autoritária.
Não demorou muito, e estávamos no meio de um grande festival de mexericos. Sendo presidente, pedi silêncio na reunião, determinei a leitura das atas e perguntei se havia algum outro assunto a ser debatido. Fiquei muito espantada, pois uma irmã logo disse:
— Proponho que a Sra. X seja excluída de nosso grupo, pois ela se tornou uma pessoa muito problemática e autoritária.
Várias senhoras apoiaram a proposta. Eu e a esposa do pastor nos entreolhamos. Percebi que ela também não estava satisfeita com aquilo. “Ó Deus”, orei silenciosamente, “ajuda-nos a sair dessa situação terrível.”
Aí, então, a esposa do pastor tomou a palavra e disse firmemente:
— Está bem, irmãs, antes de tomarmos uma atitude da qual venhamos a nos arrepender mais tarde, quero pedir que todas nos demos as mãos, e cada uma diga uma coisa positiva com relação à Sra. X. E se alguém não tiver nada de bom para dizer, então que faça uma breve oração em seu favor.
E uma a uma as irmãs começaram a falar.
— Senhor, disse a primeira, tu sabes que aquele casal está enfrentando problemas conjugais. Ajuda-nos a sermos mais compreensivas, entendendo melhor a razão por que ela tem estado sempre tão irritada.
E outra disse:
— Senhor, perdoa-nos por havermos esquecido que ela nunca recusa uma tarefa difícil, nem se nega a trabalhar numa comissão, mesmo que se trate de um trabalho longo e penoso.

— E eu me esqueci, disse uma terceira, de que quando meu marido esteve internado, faz alguns anos, ela veio cuidar de minha casa e de meus filhos, para que eu pudesse visitá-lo diariamente.
— Senhor, disse uma outra irmã, há momentos em que precisamos da presença de uma pessoa autoritária para tomar a frente das coisas, e nos fazer agir, e fazer o trabalho caminhar na direção certa. Damos-te graças, Senhor, por teres mandado a Sra. X para este lugar.
Quando já estávamos pelo meio do círculo, todas nós chorávamos.
E a Sra. X? Após conseguir resolver seus problemas conjugais, ela teve oportunidade de utilizar seus valiosos talentos como obreira da igreja, a nível nacional. E hoje ela ocupa um importante cargo de liderança e administração.

- Pat Sullivan, Conte Comigo Deus.




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.