Sábado, 17 de fevereiro
de 2018
“Todo progresso acontece fora da zona de conforto.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 5,27-32
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
E, depois disto, saiu, e
viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me.
E ele, deixando tudo,
levantou-se e o seguiu.
E fez-lhe Levi um grande
banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que
estavam com eles à mesa.
E os escribas deles, e
os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e
bebeis com publicanos e pecadores?
E Jesus, respondendo,
disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão
enfermos;
Eu não vim chamar os
justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão.
Este
Evangelho narra a vocação de S. Mateus, que aqui é chamado de Levi. A sua
profissão – cobrador de impostos – era considerada impura, pelo fato de tocar
em moeda estrangeira. Por isso, todos os cobradores de impostos eram
considerados pecadores. Jesus não tinha esse preconceito.
No grande
banquete oferecido por Mateus, além de cobradores de impostos havia pecadores
de verdade, e Jesus estava feliz no meio deles. Diante do protesto, ele
explicou: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”.
A frase não exclui ninguém do chamado de Jesus. É apenas um convite aos que se
consideram justos para a conversão, pois “o justo cai sete vezes por dia”.
“Os que
são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes.” Os fariseus
não entenderam essa frase pronunciada também para eles, os doentes terminais do
orgulho, auto-suficiência e hipocrisia.
“Deus é
rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, quando
estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É
por graça que vós sois salvos” (Ef 2,4-5.7-9). “Deus retira o pobre do monte de
lixo...” (Cântico de Ana – 1Sm 2). “Derruba os poderosos de seus tronos e eleva
os humildes” (Magnificat).
Quando
Davi cometeu um grande pecado, mandando matar Urias para se casar com a sua
esposa Betsabéia, Deus o perdoou completamente. Tanto que escolheu Salomão, o
segundo filho dele com Betsabéia (2Sm 12,24), para continuar a geração do Povo
de Deus.
“O Senhor
é bondade e retidão. Ele aponta o caminho aos pecadores” (Sl 25,8). Esse amor
de Deus pelos pecadores nos encanta, seduz e nos dá esperança, pois quem não é
pecador? “Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr 20). Deus não
nos trata conforme nossos erros (Sl 103,8-14).
“Aquele
que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,8). Nós temos amor,
Deus é amor. “Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é
amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele” (1Jo
4,16).
Esse
grande amor de Jesus pelos pecadores é mostrado também no seu acolhimento à
mulher adúltera, ao Zaqueu, à Samaritana, a S. Paulo... Ele não podia ver
ninguém longe de Deus, que já se aproximava para o cativar.
Jesus
perdoou até os que o mataram, e rezou por eles: “Pai, perdoai-lhes, eles não
sabem o que fazem!” E ele nos pede para fazermos a mesma coisa: “Não
julgueis...” (Mt 7,1-7).
A misericórdia,
que é o amor aos pecadores e aos que sofrem, é uma das Bem-aventuranças:
“Felizes os misericordiosos...” (Mt 5,7).
S. Paulo
nos pede: “Irmãos, tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus...” (Fl
2,6). Assim, as Comunidades cristãs são chamadas a continuar o amor
misericordioso de Deus Pai, manifestado em Jesus. A Comunidade é compreensiva
para com todos, é agente de inclusão dos pecadores.
Diante de
pessoas que praticam ações más, mesmo que sejam os piores crimes, devemos
pensar: a misericórdia de Deus é maior que o erro dessa pessoa. E assim,
amá-la, acolhê-la e ajudá-la a se levantar. A Igreja acolhe o pecador, não o
pecado que ele cometeu, por isso o ajuda a vencer o pecado.
“Quero
misericórdia e não sacrifício” (Mt 9,13). Jesus criticava incansavelmente o
culto vazio e hipócrita dos que se crêem em ordem com Deus por cumprir
determinados ritos cultuais, como sacrifícios, dízimos e jejuns, enquanto
esquecem a disponibilidade perante Deus, o amor fraterno e a reconciliação
fraterna.
Faz parte
do amor misericordioso usar o dinheiro não apenas em benefício de si mesmo e da
família, mas dos que precisam para viver dignamente. É a economia a serviço da
vida. Muitos adoram e servem ao dinheiro, como se ele fosse um deus. Cabe uma
pergunta: quem é Deus em nossa vida? Em que lugar Ele está entre os valores que
buscamos? Que esta Campanha da Fraternidade nos prepare melhor para a Páscoa.
Certa vez,
numa sala de aula, uma menina perguntou à professora: “O que é amor?” A
professora sentiu que não só aquela criança, mas toda a classe merecia uma
resposta à altura. Como já estava na hora do recreio, ela pediu que cada aluno
desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o
sentimento de amor.
As
crianças saíram muito interessadas. Quando terminou o recreio, voltaram e
começaram a apresentar os objetos que trouxeram. Uma trouxe uma flor, outra
trouxe uma borboleta, outra criança pediu emprestado a uma funcionária a sua
aliança e trouxe...
Terminada
a apresentação, a professora notou que uma menina estava toda envergonhada,
porque não havia trazido nada. Então, dirigiu-se à aluna e perguntou: “Meu bem,
por que você não trouxe nada?” A garotinha, timidamente, respondeu: “Desculpe,
professora, eu vi a flor, mas não quis apanhá-la. Preferi que ela continuasse
enfeitando o jardim da escola. Vi a borboleta, leve e colorida, mas eu nunca
teria coragem de segurar um animalzinho tão bonito. Isso pode machucá-la. Vi
também um ninho com filhotes de sabiá, mas nem mexi; se eu soubesse o que eles
comem, até levaria alimento para eles”.
Emocionada,
a professora explicou para as crianças: “Esta aluna fez a melhor escolha: Não
trouxe objetos, mas trouxe para nós, em seu coração, o perfume do amor”. E deu
à menina a nota máxima.
O respeito
e a proteção da vida é o que mais desperta em nós o sentimento de amor.
Na oração
Salve Rainha, nós chamamos Maria Santíssima de Mãe de misericórdia. Ela é
também o refúgio dos pecadores. Mãe de misericórdia, rogai por nós!
Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão.
CASA, LAR E FAMÍLIA
Erros de português que você não pode
mais cometer
Como qualquer outra
disciplina, o português pode ser fácil para uns e difícil para outros. Além
disso, a língua é viva, se altera com o passar dos anos, recebe influências do
meio e, claro, conta com um amplo conjunto de regras que inegavelmente podem
confundir.
— É certo dizer que o
tempo presente, o grau de escolaridade e a classe social impactam em como
produzo meu texto. Mas também é fato que o domínio da língua é diretamente
proporcional ao volume de leitura. A dica é ler jornais, livros de bons autores
e não ter vergonha de procurar o significado de uma palavra que não conhece —,
recomenda o professor Caco Penna, do CPV Educacional.
Segundo Caco, as
mudanças dos últimos anos no Enem resultaram em provas mais focadas no caráter
sociolinguístico do que propriamente na gramática. Mesmo assim, essas são
questões ainda relevantes na redação e muito presentes nos vestibulares. Indo
muito além dos testes, vale lembrar que em toda a vida você vai lidar com as
artimanhas do português. Nada mais queima o filme do que falar errado em uma
entrevista de emprego ou enviar um e-mail profissional cheio de deslizes, por
exemplo.
Para evitar essas
derrapadas, listamos as 50 dúvidas gramaticais que mais costumam gerar erros. A
lista foi elaborada com ajuda dos professores Simone Motta, coordenadora de
Português do Grupo Etapa, Eduardo Calbucci, supervisor de Português do Anglo, e
do próprio Caco.
50 DÚVIDAS DO PORTUGUÊS
ESCLARECIDAS
1. Por que/Porque
Para começar, uma
confusão que acompanha gerações:
Usa-se “por que” para
perguntas, mesmo que implícitas. Exemplos: “Por que ela ainda não chegou?” e
“Ele não sabe por que está aqui”.
Usa-se “porque” para
respostas. Se consegue substituir por “pois”, essa é a forma correta: “Não foi
trabalhar porque estava doente”.
2. Por quê/Porquê
No final de uma frase,
seguido de pontuação (exclamação, interrogação, reticências), o correto é “por
quê”, como em: “Estou chateado. Sabe por quê?”.
Já o “porquê” tem
exatamente o mesmo sentido de motivo ou razão, por exemplo: “Não sabia o porquê
de tanta pressa”.
3. De segunda a sexta (certo)/De segunda à sexta (errado)
Outro elemento de
confusão frequente, a crase pode ser explicada como a junção de duas letras em
uma só: a preposição “a” e o artigo feminino “a”. Então, se você tenta ler uma
sentença com “a a” e não faz sentido, provavelmente não há crase. Logo, o correto
é “de segunda a sexta”.
4. A prazo (certo)/À prazo (errado)
Como no caso anterior, a
leitura com “a” duplicado não faz sentido. Além disso, não se aplica a crase
antes de substantivos masculinos, como é o caso de “prazo”.
5. A você (certo)/À você (errado)
Não há crase antes de
pronomes pessoais (eu, você, ele, ela, nós, vocês, eles, elas).
6. Das 9h às 18h (certo)/Das 9h as 18h (errado)
No caso de horas
expressas, há crase quando a preposição “de” aparece combinada com artigo (de +
as), mesmo que implícito como em “horário da prova: 8h às 11h”. Sendo assim, o
correto é “das 9h às 18h”.
7. Mal/Mau
“Mal” é substantivo
quando precedido de artigo, como em “o mal do mundo”, e advérbio quando
acompanha verbo ou adjetivo. Resumidamente, é o contrário de “bem”.
“Mau” é adjetivo quando
vem antes de substantivos, com os quais concorda. É o oposto de “bom”.
8. Mas/Mais
“Mas” é conjunção
adversativa e tem o mesmo valor de “porém”, “contudo” ou “entretanto”.
“Mais” é advérbio de
intensidade ou conjunção aditiva, indicando adição ou acréscimo. É também o
oposto de “menos”.
9. Haver/A ver
“A confusão entre as
expressões se dá porque a pronúncia é a mesma”, explica o professor Eduardo
Calbucci. “Haver” é verbo e significa “existir”. “Ter a ver” é “ter ligação”.
10. Traz/Trás/Atrás
Segundo a professora
Simone Motta, é bem comum se deparar com trocas de letra entre as palavras –
erroneamente ‘tras’ e ‘atráz’ – por conta da sonoridade semelhante entre elas.
Apesar disso, é fácil diferenciar: “traz” vem do verbo “trazer” (com Z,
portanto); “trás” e “atrás” são advérbios e indicam posição (“ficará para
trás”, “atrás da porta”).
CONTINUA NA
PRÓXIMA SEXTA.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Meu
coração e minha língua fizeram um trato: quando meu coração estiver enfurecido,
minha língua guardará silêncio.
As
palavras respondem aos sentimentos, e os sentimentos às ideias. Por isso é
impossível dominar nossas palavras se não somos senhores de nossos sentimentos;
e estes sentimentos irão se acalmando segundo a força de nossas ideias.
A um
coração que não se domina, responderão palavras violentas e ferinas; a um
coração fechado em si, sucederão palavras e atitudes que depreciam os demais.
Por
conseguinte, me calarei quando meu coração não estiver sossegado e em calma;
não falarei, pois seguramente me arrependerei do que disser ou, pelo menos, do
modo como o disser, ou do momento em que o disser.
Se em
geral o coração não costuma ser bom conselheiro, menos o será quando não
estiver em paz e não se sentir senhor de si mesmo.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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