terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Quarta-feira 21/02/2018

Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018




“Sem a chuva nada cresce, aprenda a aceitar as tempestades da vida .”





EVANGELHO DE HOJE
Lc 11,29-32


O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



E, ajuntando-se a multidão, começou a dizer: Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas;
Porquanto, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do homem o será também para esta geração.
A rainha do sul se levantará no juízo com os homens desta geração, e os condenará; pois até dos confins da terra veio ouvir a sabedoria de Salomão; e eis aqui está quem é maior do que Salomão.
Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão; pois se converteram com a pregação de Jonas; e eis aqui está quem é maior do que Jonas.



Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz (In Memorian)



Os judeus pediam um sinal a Jesus, uma prova de que ele é mesmo o enviado de Deus. Jesus responde que não lhes será dado outro sinal, a não ser o sinal de Jonas.
Jonas, como sabemos, foi atirado no mar, em seguida uma baleia o engoliu e três dias depois o vomitou vivo na praia (Cf Jn 1,15.2,1-11).
Jesus se refere ao seu sepultamento, em que ficou também três dias debaixo da terra e depois ressuscitou vivo. Esta foi uma grande prova da sua divindade. Mas foi também uma prova da radicalização do pecado dos judeus: Mataram o Filho de Deus.
De fato, não tinha cabimento pedir sinal a Jesus, pois fazia milagres todos os dias. Só quem era cego não via.
Acontece que a nossa fé é proporcional à nossa obediência a Deus. Quem não segue os mandamentos, fica como que cego e não vê as passagens de Deus pela sua vida. Por isso acaba se desviando da fé verdadeira.
A nossa desobediência a Deus começa com pequenas falhas. Se não nos convertemos, elas vão aumentando aos poucos. De repente nós caímos num pecado grande, e levamos um susto. Esse susto é convite de Deus, sinal do amor dele a nós. Muitos tomam um copo de cerveja para esquecer o susto e continua a vida. Esses vão acabar fazendo pecados ainda maiores, como os judeus do tempo de Jesus, que o mataram.
“Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21). Por outro lado, quem não obedece os mandamentos, acaba escondendo-se de Deus, como aconteceu com Adão e Eva.
“Assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé, sem a prática, é morta” (Tg 2,26).
No Evangelho, Jesus lembra também o exemplo bonito da Rainha de Sabá: Ao ficar sabendo da sabedoria de Salomão, veio de tão longe para ouvi-lo (Cf 1Rs 10,1-10). E Jesus, muito maior que Salomão, estava ali no meio daqueles chefes e eles não o ouviam.
Jesus chamou os judeus do seu tempo de geração má, quer dizer, uma geração que pratica obras más. As obras más endurecem o nosso coração para o amor a Deus e ao próximo e o fecham para a fé verdadeira. Quem pratica obras más torna-se presa fácil de seitas.
Nós buscamos instintivamente a coerência entre as várias dimensões da nossa pessoa. Se a nossa vida prática não segue o que acreditamos, passamos a acreditar naquilo que combina com a nossa vida prática.
“Josué disse ao povo: Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados” (Js 24,19).
Logo que Jesus morreu, o centurião disse: “Este era verdadeiramente Filho de Deus!” (Mt 27,54). Que nós não cheguemos a esse ponto, de só “acordar” depois que cometemos um pecado horrível. Para isso, precisamos ser menos críticos e mais dóceis diante da Palavra de Deus. Que o bom Deus tire o nosso coração de pedra e coloque no lugar um coração de carne, mais sensível aos sinais que ele nos manda.
Certa vez um rapaz procurou o padre, querendo resolver umas dúvidas de fé. O padre levou-o para a sala de atendimento, os dois se sentaram e o padre foi logo perguntando: “Quanto tempo faz que você não se confessa?” O rapaz respondeu: “Não é isso, padre, o meu problema são dúvidas de fé!” “Sim, respondeu o padre, mas eu gostaria que você antes se confessasse. Depois a gente conversa sobre a fé”. Depois de muita conversa, o padre, com sua bondade, conseguiu convencer o jovem a se confessar. Foi uma confissão longa e o jovem até se emocionou. Terminada, o padre lhe disse: “Agora vamos conversar sobre a fé. Pode apresentar as suas dúvidas. “Não tenho mais dúvidas, respondeu o moço. Muito obrigado, senhor padre!” E deu-lhe um abraço.

É sempre assim. A vida de pecado interfere na nossa fé. Existe uma relação: Vida de pecado = Dúvidas de fé. Prática das virtudes = Aumento de fé.




CURIOSIDADES



Fatos curiosos que você desconhecia...até o momento.



 1-A textofrenia é a condição quando você sente que escutou a chegada de uma nova mensagem, mas na verdade não há notificação nenhuma.


2- Arnold Schwarzenegger já era um milionário aos 22 anos de idade, antes de estrear em seu primeiro filme. Ele investia em competições de fisiculturismo, na comercialização de equipamentos de academia e venda de suplementos.


3- A cereja tem substâncias tão poderosas que, se você comer uma certa quantidade regularmente, ela pode fazer com que as células de um câncer cometam suicídio.


4- A partir de 2018, o Horário de Verão vai ter 15 dias a menos. Agora, ele começará sempre em novembro.


5- Grande parte das risadas colocadas em séries de comédia foram gravadas nos anos 50, ou seja, várias dessas pessoas que estão rindo podem já não estarem vivas.


6- Os pandas não estão mais em extinção! A China conseguiu fazer com que o número destes animais crescessem 17% nos últimos 10 anos, tirando-os da lista de ameaçados.


7- Encontraram tantos diamantes debaixo da cratera do asteroide Popigai, na Rússia, que isso alimentaria o mercado de jóias por quase 3.000 anos.


8- O “B.A.C.A” é um grupo de motociclistas que resgata crianças vítimas de abuso. Enquanto o criminoso é processado, eles protegem a casa do pequenino, caso o abusador não tenha sido preso ainda, e comparecem com ele no julgamento.


9- A NASA afirmou que a samambaia, a comigo-ninguém-pode, a espada de são jorge, a palmeira e o lírio são plantas perfeitas para limparem o ar da sua casa.


10- Os animais de estimação sonham com seus donos, com as brincadeiras que fizeram no dia, com os cheiros que sentiu e com coisas pequenas que os marcaram.




MOMENTO DE REFLEXÃO



Uma criança estava morrendo.
A viatura policial estava impedida.
Será que aquela máquina monstruosa poderia abrir um caminho?
— Uma criança engasgando!... Utilize o Código Três!
Mensagem terrível aquela. Respondi imediatamente, ligando logo a luz vermelha faiscante e a sirene da viatura. Enquanto isso, o mensageiro me transmitia o endereço e as instruções de como chegar ao local.
Mas eu sou de sorte mesmo, pensei comigo, enquanto corria por entre os carros que não haviam aberto caminho para mim na estrada.
Eu acabara de entrar em serviço. Na verdade, era meu dia de folga, mas fora chamado para tomar o lugar de um policial que adoecera. Não conhecia bem a área que me haviam designado, e tencionava rodar por ela um pouco para me familiarizar melhor. Agora, vinha minha primeira chamada que era justamente um problema grave, de vida ou morte, e que estava localizado a vários quilômetros dali.
Já era patrulheiro havia algum tempo, mas mesmo depois de se enfrentar várias situações de vida ou morte, sempre que surge um problema em que uma criança corre perigo, o coração bate mais depressa, o pé pesa um pouco mais sobre o acelerador, a urgência é maior.
Resolvi entrar pela nova via expressa, que ainda não estava concluída. Era quase impossível atravessar o tráfego da rodovia 101. Pouco adiante estava a rua em que deveria entrar para chegar ao meu destino. Subitamente fui tomado de grande angústia. Não havia uma rampa de acesso. Entre a rodovia em que me encontrava e aquela estrada havia apenas uma vala imensa, bem profunda, e um barranco íngreme.
Os pneus guincharam quando freei, as luzes vermelhas ainda piscando. Saí do carro e olhei para a estrada movimentada lá embaixo.
— Ó Deus, ajude-me! clamei silenciosamente. O que vou fazer agora? Se der a volta, posso chegar tarde demais.
— Qual é o problema, seu guarda?
Ergui os olhos e vi um homem sentado ao volante de uma enorme máquina niveladora, a maior que eu já tinha visto. Ele deveria estar a uma altura correspondente a um prédio de dois andares.
— Uma criança engasgada, que pode até morrer... Tenho que descer por aqui, expliquei com um gesto vago. Mas não há estrada de acesso. Se der a volta por lá, não conseguirei chegar a tempo.
Anos e anos de disciplina militar haviam-me ensinado a estar sempre com as emoções sob controle, mas minha frustração era agonizante.
— Pois então, venha-me seguindo, seu guarda. Vou abrir uma estrada para o senhor!
Saltei de volta para o carro e saí atrás dele, admirado de ver o trabalho que a imensa máquina realizava. Suas imensas caçambas laterais estavam cheias de terra. O operador começou a derramá-las na vala.
O relógio tornara-se meu inimigo.
Rápido! Rápido! Rápido!
A niveladora começou a descer pelo íngreme barranco, espalhando a terra por ali. Grandes nuvens de poeira vinham envolver-nos a todo momento. Parecia ter passado um longo tempo, mas fora apenas questão de minutos e afinal a gigantesca niveladora entrou pela estrada, bloqueando o tráfego nas duas direções.
Rápido!
Rodei o mais depressa que pude, a sirene berrando estridente, atravessando as quadras até o endereço que me haviam dado, e procurei aflito o número da casa. Encontrei-o quase imediatamente.
Entrei correndo porta a dentro e uma senhora jovem, atemorizada, entregou-me o filhinho, um bebezinho ainda. Logo senti que ela não poderia ajudar-me em nada. A criancinha já estava ficando azulada. Será que chegara tarde demais?
— Ó Deus, ajuda-me, Senhor!
Só me lembro de que virei o bebê de cabeça para baixo e comecei a bater-lhe nas costas. O objeto mortal engolido desprendeu-se de sua garganta e caiu ao chão. Era um botão, que lhe permitira a passagem de um mínimo de ar, que ainda assim não fora suficiente para ele.
Ouvi outra sirene.
Instantes depois, um bombeiro entrava ali.
Maravilhoso oxigênio!
O garotinho berrou, ficando todo avermelhado, e batia os bracinhos. Estava bastante irritado, mas perfeitamente vivo.
Voltando ao carro, fiz o registro do acidente, reapresentei-me pelo rádio, e rodei rua abaixo ainda meio trêmulo, mas muito alegre.
Olhei para o alto.
— Obrigado Senhor, sussurrei.
Então o trabalho do policial era isso. Ultimamente, vinha questionando esta vida, perguntando a mim mesmo se valia a pena. O contato com os marginais, criminosos, a escória da sociedade. Os probleminhas menores que às vezes consumiam muito tempo e energias. Um trabalho ingrato. Era essa a vida que eu queria realmente?
No entanto, com a ajuda de Deus, acabamos de salvar a vida de uma criança. E com esse serviço, a minha própria vida, de repente, tinha sido colocada em perspectiva. Aquela vidazinha em perigo me ensinara que meu trabalho era muito importante, e que seria sempre auxiliado nele por um Deus amoroso e terno, um Deus que atende nossa oração, e ajuda um guarda a passar com sua viatura por uma vala imensa.
Daí a instantes veio outra chamada. E depois mais outra, e assim por diante, durante todo aquele dia.
No dia seguinte, resolvi fazer um reconhecimento melhor da área, antes que acontecesse outra emergência. Não queria nunca mais encontrar-me numa situação como aquela. Rodando por ali, aproximei-me do local onde estivera no dia anterior, com tanta aflição. Diminuí a marcha ao divisar novamente a gigantesca niveladora. Queria agradecer ao operador. Ele acenou e gritou algo para mim.

Veio em minha direção e percebi que estava profundamente emocionado.
— O bebezinho... murmurou ele gaguejando, e parou, sem poder dizer mais nada.
Surpreso por aquela emoção, procurei tranquilizá-lo.
— O bebezinho está bem. Graças a você, que ajudou a salvar a vida dele. Sem sua ajuda, eu não teria chegado a tempo. Sabe, amigo, foi um trabalho a dois.
Ele engoliu em seco.
— Eu sei. Mas.. quando o ajudei... não sabia que...
Parou e mordeu o lábio com força, depois concluiu com um fio de voz:
— ... que se tratava de meu filho.


- Les Brown, Subdelegado, San Diego, Califórnia





UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.



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