Quarta-feira, 21 de
fevereiro de 2018
“Sem a chuva nada cresce, aprenda a aceitar as
tempestades da vida .”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 11,29-32
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
E, ajuntando-se a
multidão, começou a dizer: Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe
será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas;
Porquanto, assim como
Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do homem o será também para
esta geração.
A rainha do sul se
levantará no juízo com os homens desta geração, e os condenará; pois até dos
confins da terra veio ouvir a sabedoria de Salomão; e eis aqui está quem é
maior do que Salomão.
Os homens de Nínive se
levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão; pois se converteram com a
pregação de Jonas; e eis aqui está quem é maior do que Jonas.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
(In Memorian)
Os judeus
pediam um sinal a Jesus, uma prova de que ele é mesmo o enviado de Deus. Jesus
responde que não lhes será dado outro sinal, a não ser o sinal de Jonas.
Jonas,
como sabemos, foi atirado no mar, em seguida uma baleia o engoliu e três dias
depois o vomitou vivo na praia (Cf Jn 1,15.2,1-11).
Jesus se
refere ao seu sepultamento, em que ficou também três dias debaixo da terra e
depois ressuscitou vivo. Esta foi uma grande prova da sua divindade. Mas foi
também uma prova da radicalização do pecado dos judeus: Mataram o Filho de
Deus.
De fato,
não tinha cabimento pedir sinal a Jesus, pois fazia milagres todos os dias. Só
quem era cego não via.
Acontece
que a nossa fé é proporcional à nossa obediência a Deus. Quem não segue os
mandamentos, fica como que cego e não vê as passagens de Deus pela sua vida.
Por isso acaba se desviando da fé verdadeira.
A nossa
desobediência a Deus começa com pequenas falhas. Se não nos convertemos, elas
vão aumentando aos poucos. De repente nós caímos num pecado grande, e levamos
um susto. Esse susto é convite de Deus, sinal do amor dele a nós. Muitos tomam
um copo de cerveja para esquecer o susto e continua a vida. Esses vão acabar
fazendo pecados ainda maiores, como os judeus do tempo de Jesus, que o mataram.
“Quem
acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado
por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21). Por outro lado,
quem não obedece os mandamentos, acaba escondendo-se de Deus, como aconteceu
com Adão e Eva.
“Assim
como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé, sem a prática, é morta”
(Tg 2,26).
No
Evangelho, Jesus lembra também o exemplo bonito da Rainha de Sabá: Ao ficar
sabendo da sabedoria de Salomão, veio de tão longe para ouvi-lo (Cf 1Rs
10,1-10). E Jesus, muito maior que Salomão, estava ali no meio daqueles chefes
e eles não o ouviam.
Jesus
chamou os judeus do seu tempo de geração má, quer dizer, uma geração que
pratica obras más. As obras más endurecem o nosso coração para o amor a Deus e
ao próximo e o fecham para a fé verdadeira. Quem pratica obras más torna-se
presa fácil de seitas.
Nós
buscamos instintivamente a coerência entre as várias dimensões da nossa pessoa.
Se a nossa vida prática não segue o que acreditamos, passamos a acreditar
naquilo que combina com a nossa vida prática.
“Josué
disse ao povo: Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus
ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados” (Js 24,19).
Logo que
Jesus morreu, o centurião disse: “Este era verdadeiramente Filho de Deus!” (Mt
27,54). Que nós não cheguemos a esse ponto, de só “acordar” depois que
cometemos um pecado horrível. Para isso, precisamos ser menos críticos e mais
dóceis diante da Palavra de Deus. Que o bom Deus tire o nosso coração de pedra
e coloque no lugar um coração de carne, mais sensível aos sinais que ele nos
manda.
Certa vez
um rapaz procurou o padre, querendo resolver umas dúvidas de fé. O padre
levou-o para a sala de atendimento, os dois se sentaram e o padre foi logo
perguntando: “Quanto tempo faz que você não se confessa?” O rapaz respondeu:
“Não é isso, padre, o meu problema são dúvidas de fé!” “Sim, respondeu o padre,
mas eu gostaria que você antes se confessasse. Depois a gente conversa sobre a
fé”. Depois de muita conversa, o padre, com sua bondade, conseguiu convencer o
jovem a se confessar. Foi uma confissão longa e o jovem até se emocionou.
Terminada, o padre lhe disse: “Agora vamos conversar sobre a fé. Pode
apresentar as suas dúvidas. “Não tenho mais dúvidas, respondeu o moço. Muito
obrigado, senhor padre!” E deu-lhe um abraço.
É sempre
assim. A vida de pecado interfere na nossa fé. Existe uma relação: Vida de
pecado = Dúvidas de fé. Prática das virtudes = Aumento de fé.
CURIOSIDADES
Fatos curiosos que você
desconhecia...até o momento.
1-A textofrenia é a condição quando você sente
que escutou a chegada de uma nova mensagem, mas na verdade não há notificação
nenhuma.
2- Arnold
Schwarzenegger já era um milionário aos 22 anos de idade, antes de estrear em
seu primeiro filme. Ele investia em competições de fisiculturismo, na
comercialização de equipamentos de academia e venda de suplementos.
3- A cereja tem
substâncias tão poderosas que, se você comer uma certa quantidade regularmente,
ela pode fazer com que as células de um câncer cometam suicídio.
4- A partir de
2018, o Horário de Verão vai ter 15 dias a menos. Agora, ele começará sempre em
novembro.
5- Grande parte
das risadas colocadas em séries de comédia foram gravadas nos anos 50, ou seja,
várias dessas pessoas que estão rindo podem já não estarem vivas.
6- Os pandas
não estão mais em extinção! A China conseguiu fazer com que o número destes
animais crescessem 17% nos últimos 10 anos, tirando-os da lista de ameaçados.
7- Encontraram
tantos diamantes debaixo da cratera do asteroide Popigai, na Rússia, que isso
alimentaria o mercado de jóias por quase 3.000 anos.
8- O “B.A.C.A”
é um grupo de motociclistas que resgata crianças vítimas de abuso. Enquanto o
criminoso é processado, eles protegem a casa do pequenino, caso o abusador não
tenha sido preso ainda, e comparecem com ele no julgamento.
9- A NASA
afirmou que a samambaia, a comigo-ninguém-pode, a espada de são jorge, a
palmeira e o lírio são plantas perfeitas para limparem o ar da sua casa.
10- Os animais
de estimação sonham com seus donos, com as brincadeiras que fizeram no dia, com
os cheiros que sentiu e com coisas pequenas que os marcaram.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Uma
criança estava morrendo.
A viatura
policial estava impedida.
Será que
aquela máquina monstruosa poderia abrir um caminho?
— Uma
criança engasgando!... Utilize o Código Três!
Mensagem
terrível aquela. Respondi imediatamente, ligando logo a luz vermelha faiscante
e a sirene da viatura. Enquanto isso, o mensageiro me transmitia o endereço e
as instruções de como chegar ao local.
Mas eu sou
de sorte mesmo, pensei comigo, enquanto corria por entre os carros que não
haviam aberto caminho para mim na estrada.
Eu acabara
de entrar em serviço. Na verdade, era meu dia de folga, mas fora chamado para
tomar o lugar de um policial que adoecera. Não conhecia bem a área que me
haviam designado, e tencionava rodar por ela um pouco para me familiarizar
melhor. Agora, vinha minha primeira chamada que era justamente um problema
grave, de vida ou morte, e que estava localizado a vários quilômetros dali.
Já era
patrulheiro havia algum tempo, mas mesmo depois de se enfrentar várias
situações de vida ou morte, sempre que surge um problema em que uma criança
corre perigo, o coração bate mais depressa, o pé pesa um pouco mais sobre o
acelerador, a urgência é maior.
Resolvi
entrar pela nova via expressa, que ainda não estava concluída. Era quase
impossível atravessar o tráfego da rodovia 101. Pouco adiante estava a rua em
que deveria entrar para chegar ao meu destino. Subitamente fui tomado de grande
angústia. Não havia uma rampa de acesso. Entre a rodovia em que me encontrava e
aquela estrada havia apenas uma vala imensa, bem profunda, e um barranco
íngreme.
Os pneus
guincharam quando freei, as luzes vermelhas ainda piscando. Saí do carro e
olhei para a estrada movimentada lá embaixo.
— Ó Deus,
ajude-me! clamei silenciosamente. O que vou fazer agora? Se der a volta, posso
chegar tarde demais.
— Qual é o
problema, seu guarda?
Ergui os
olhos e vi um homem sentado ao volante de uma enorme máquina niveladora, a
maior que eu já tinha visto. Ele deveria estar a uma altura correspondente a um
prédio de dois andares.
— Uma
criança engasgada, que pode até morrer... Tenho que descer por aqui, expliquei
com um gesto vago. Mas não há estrada de acesso. Se der a volta por lá, não
conseguirei chegar a tempo.
Anos e
anos de disciplina militar haviam-me ensinado a estar sempre com as emoções sob
controle, mas minha frustração era agonizante.
— Pois
então, venha-me seguindo, seu guarda. Vou abrir uma estrada para o senhor!
Saltei de
volta para o carro e saí atrás dele, admirado de ver o trabalho que a imensa
máquina realizava. Suas imensas caçambas laterais estavam cheias de terra. O
operador começou a derramá-las na vala.
O relógio
tornara-se meu inimigo.
Rápido!
Rápido! Rápido!
A
niveladora começou a descer pelo íngreme barranco, espalhando a terra por ali.
Grandes nuvens de poeira vinham envolver-nos a todo momento. Parecia ter
passado um longo tempo, mas fora apenas questão de minutos e afinal a
gigantesca niveladora entrou pela estrada, bloqueando o tráfego nas duas
direções.
Rápido!
Rodei o
mais depressa que pude, a sirene berrando estridente, atravessando as quadras
até o endereço que me haviam dado, e procurei aflito o número da casa.
Encontrei-o quase imediatamente.
Entrei
correndo porta a dentro e uma senhora jovem, atemorizada, entregou-me o
filhinho, um bebezinho ainda. Logo senti que ela não poderia ajudar-me em nada.
A criancinha já estava ficando azulada. Será que chegara tarde demais?
— Ó Deus,
ajuda-me, Senhor!
Só me
lembro de que virei o bebê de cabeça para baixo e comecei a bater-lhe nas
costas. O objeto mortal engolido desprendeu-se de sua garganta e caiu ao chão.
Era um botão, que lhe permitira a passagem de um mínimo de ar, que ainda assim
não fora suficiente para ele.
Ouvi outra
sirene.
Instantes
depois, um bombeiro entrava ali.
Maravilhoso
oxigênio!
O
garotinho berrou, ficando todo avermelhado, e batia os bracinhos. Estava bastante
irritado, mas perfeitamente vivo.
Voltando
ao carro, fiz o registro do acidente, reapresentei-me pelo rádio, e rodei rua
abaixo ainda meio trêmulo, mas muito alegre.
Olhei para
o alto.
— Obrigado
Senhor, sussurrei.
Então o
trabalho do policial era isso. Ultimamente, vinha questionando esta vida,
perguntando a mim mesmo se valia a pena. O contato com os marginais,
criminosos, a escória da sociedade. Os probleminhas menores que às vezes
consumiam muito tempo e energias. Um trabalho ingrato. Era essa a vida que eu
queria realmente?
No
entanto, com a ajuda de Deus, acabamos de salvar a vida de uma criança. E com
esse serviço, a minha própria vida, de repente, tinha sido colocada em
perspectiva. Aquela vidazinha em perigo me ensinara que meu trabalho era muito
importante, e que seria sempre auxiliado nele por um Deus amoroso e terno, um
Deus que atende nossa oração, e ajuda um guarda a passar com sua viatura por
uma vala imensa.
Daí a
instantes veio outra chamada. E depois mais outra, e assim por diante, durante
todo aquele dia.
No dia
seguinte, resolvi fazer um reconhecimento melhor da área, antes que acontecesse
outra emergência. Não queria nunca mais encontrar-me numa situação como aquela.
Rodando por ali, aproximei-me do local onde estivera no dia anterior, com tanta
aflição. Diminuí a marcha ao divisar novamente a gigantesca niveladora. Queria
agradecer ao operador. Ele acenou e gritou algo para mim.
Veio em
minha direção e percebi que estava profundamente emocionado.
— O
bebezinho... murmurou ele gaguejando, e parou, sem poder dizer mais nada.
Surpreso
por aquela emoção, procurei tranquilizá-lo.
— O
bebezinho está bem. Graças a você, que ajudou a salvar a vida dele. Sem sua
ajuda, eu não teria chegado a tempo. Sabe, amigo, foi um trabalho a dois.
Ele
engoliu em seco.
— Eu sei.
Mas.. quando o ajudei... não sabia que...
Parou e
mordeu o lábio com força, depois concluiu com um fio de voz:
— ... que
se tratava de meu filho.
- Les Brown, Subdelegado, San Diego, Califórnia
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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