Domingo, 11 de fevereiro
de 2018
“Se for pra desistir, desista de ser fraco.”
EVANGELHO DE HOJE
Mc 1,40-45
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, segundo Marcos
— Glória a vós, Senhor!
Um leproso aproximou-se
dele e suplicou-lhe de joelhos: "Se quiseres, podes purificar-me! "
Cheio de compaixão,
Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: "Quero. Seja purificado! "
Imediatamente a lepra o
deixou, e ele foi purificado.
Em seguida Jesus o
despediu, com uma severa advertência:
"Olhe, não conte
isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e ofereça pela sua purificação
os sacrifícios que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho".
Ele, porém, saiu e
começou a tornar público o fato, espalhando a notícia. Por isso Jesus não podia
mais entrar publicamente em nenhuma cidade, mas ficava fora, em lugares
solitários. Todavia, assim mesmo vinha a ele gente de todas as partes.
Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
A lepra desapareceu e o homem ficou curado.
Este
Evangelho narra a cena da cura de um leproso. Ele “chegou perto de Jesus, e de
joelhos pediu: Se queres, tens o poder de curar-me”. A fé é condição para
recebermos as graças de Deus.
“Jesus, cheio
de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: Eu quero: fica curado!” O
sentido literal da palavra compaixão é “sofrer junto”. Ela leva a pessoa a, de
dó, sofrer o mesmo que o outro está sofrendo. Só isso já é um alívio para o
outro, porque sente que há alguém unido na dor. Daí para frente, os dois
juntos, com os recursos que têm, procuram sair do problema. É bem mais fácil
lutarmos contra uma dificuldade, junto com alguém, do que sozinho. E mais:
“Onde dois ou mais estiverem unidos em meu nome” – disse Jesus – “eu estou no
meio deles” (Mt 18-20).
“Jesus não
podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos.”
Houve uma troca de posições: o homem saiu do deserto e Jesus foi para lá. A
compaixão muitas vezes leva a isso. Mas o amor faz a pessoa feliz, mesmo
vivendo no deserto.
Sob o nome
de lepra incluíam-se diversas doenças da pele, além da lepra como tal. Todos
esses casos eram considerados doença incurável e contagiosa; portanto, o doente
devia afastar-se das pessoas e viver sozinho, em um lugar isolado. Se alguém
tocasse nele, ficava também impuro, tendo de ir morar junto com ele lá no
deserto (Lv 5,5-6; 13,45s).
O
“leproso” era um ferido por Deus, e por isso ficava excluídos também da
sinagoga e do convívio com o povo eleito, passando a levar uma vida miserável.
Jesus amou
tanto aquele doente, que enfrentou todo esse rigor da Lei. Foi como se ele
dissesse ao leproso: a sua dor é a minha dor; o seu problema é o meu problema.
“Por toda
parte, Jesus andou fazendo o bem” (At 10,38). O cristão verdadeiro sente
compaixão das pessoas que sofrem, e se une com elas, sem medo de “se sujar” ou
de as coisas complicarem para si. Isso é solidariedade, que nasce da compaixão.
Jesus
nunca ficava neutro entre uma pessoa certa e outra errada, um opressor e um
oprimido, mas sempre assume o lado da verdade, da vida, do excluído e dos
mandamentos de Deus. Por isso que os cristãos, seguidores de Jesus, facilmente
“se queimam” ou “se estrepam”.
“Vai,
mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou,
como prova para eles!” A prova era dupla: de que o homem está curado, portanto
pode voltar ao convívio social, e que foi Jesus que o curou, isto é, reintegrou
na sociedade uma pessoa que os sacerdotes excluíam, através de suas leis sobre
puro e impuro. Aqueles sacerdotes se preocupavam em proteger o resto da
sociedade, mas não se preocupavam em reintegrar nela os pobres doentes ou
pecadores que haviam sido excluídos.
A nossa
sociedade atual é parecida. Ela cria uma série de medidas para se proteger, por
exemplo, contra a AIDS, mas não enfrenta a raiz do problema, que é o
liberalismo total no uso do sexo. Ela cria FEBEM para se proteger contra o
menor infrator, mas pouco se preocupa em recuperá-lo e reintegrá-lo na
sociedade.
A pior
medida é apelar para as armas, nas guerras e em conflitos pessoais. Como é
triste matar uma pessoa humana, e causar lágrimas nos familiares, até o fim da
vida! Falta-nos, muitas vezes, paciência na solução dos conflitos.
Hoje, há
milhões de pessoas marginalizadas: pela fome, pela pobreza, pelo analfabetismo,
pelo desemprego, pelas doenças... Cabe-nos uma pergunta: o que a nossa
Comunidade está fazendo por eles? Nós nos preocupamos mais em colocar
seguranças na porta da igreja, ou em recuperar essas pessoas? Colocar segurança
na porta da igreja é uma atitude egoísta que só pensa no nosso lado, em nos
proteger. Ela é válida, mas recuperar os marginalizados é muito mais importante
e mais cristão.
“Não
contes nada disso a ninguém!” Porque Jesus estava interessado em projetar não a
si mesmo, mas a Comunidade cristã que ele estava criando. Ela, a Igreja, é a
força de Deus no meio do povo. As pessoas sempre procuram alguém para se
apoiar; Jesus quer o contrário: que a Comunidade cristã se apóie em Cristo e na
sua união. Reino de Deus é povo organizado, e unido com Deus e entre si.
“Ele foi e
começou a contar.” A própria vida do ex-leproso já era por si um testemunho em
favor de Jesus. É impossível esconder a luz, especialmente quando essa luz não
quer chamar a atenção sobre si mesma. Evangelizar é falar bem de Jesus e de sua
Igreja. Contar, espalhar os benefícios que eles nos fazem
Deus nem
sempre nos cura e nos livra de todas as doenças. Ninguém fica eternamente na
terra. Mas, se tivermos fé, Deus nos dá a paz na doença e nos ajuda e
transforma em bem as próprias doenças que sofremos.
Os antigos
tinham uma figura mitológica chamada oportunidade. Era uma figura que passava
sempre correndo, e só podia ser agarrada pelos cabelos. Mas, ao contrário de
nós, ela tinha os cabelos na frente da cabeça, e, quando corria, os cabelos
esticavam para frente, não para trás.
Assim,
aqueles que quisessem agarrá-la, deviam dar conta da sua passagem por
determinado lugar e ficar ali esperando, a fim de agarrá-la pela frente, pois,
se ela passasse, acabou, ninguém conseguia pegá-la.
Aquele
leproso aproveitou a oportunidade, porque, vivendo em um povo que via a sua
doença como sem cura, procurou a Jesus: “Se queres, tens o poder de curar-me”.
Que nós também aproveitemos todas as oportunidades boas, inclusive as que nos
são oferecidas pela fé.
Pedimos a
Maria Santíssima que nos ajude a imitar o seu Filho Jesus, que “passou pela
vida fazendo o bem”.
A lepra desapareceu e o homem ficou curado.
VÍDEO DA SEMANA
Padre Fábio de Melo – Paciência
https://www.youtube.com/watch?v=YBocHZiR3hk
MOMENTO DE REFLEXÃO
Num dia
qualquer do seu tempo, cansado de tantas lutas.
Você
decide olhar para o horizonte e contemplar a Vida.
A sua
vida.
Essa
apressada que passa pela janela da existência, entre o carregar de fardos, o
suportar de dores, e uma mistura de alegrias passageiras.
Tudo que é
muito especial e maravilhoso, parece durar tão pouco.
Já a dor,
a separação, a morte ou a doença, parecem ter um peso enorme.
Por isso,
nesse dia em que a sua inteligência chamou a sua atenção.
Você parou
tudo e ouviu o seu coração.
Será que
eu preciso tanto de tantas coisas assim?
O carro, o
terno, a bota, os celulares, o tablet, o regime, o chefe?
Será que posso
viver como índio na taba antiga?
Ou preciso
de menos tranqueiras para viver aqui mesmo.
Assim,
você vai desligando preocupações que nem são suas. e deixa a Vida ser
plenitude.
E você
percebe que existe algo além da sua própria vida. O Universo que resiste
milhões de anos, mostra estrelas sempre brilhantes.
E uma
delas, parece-lhe sorrir, e olha que ela sempre esteve ali.
É a Vida,
essa amorosa companheira que te quer tão bem e convida:
-vem alma
querida fazer festa sem despedida.
Que somos
mais que o tempo sem idade, somos a própria eternidade.
Juntos,
rumo a felicidade.
Paulo Roberto Gaefke
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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