Sexta-feira, 16 de
fevereiro de 2018
“Não se sabote, se supere!”
EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,14-15
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho
de Jesus Cristo, segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
Então, chegaram ao pé
dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas
vezes, e os teus discípulos não jejuam?
E disse-lhes Jesus:
Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com
eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.
Este
Evangelho nos conta que um dia os discípulos de João Batista procuraram Jesus e
lhe perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos o jejum, mas os
teus discípulos não?” Jesus respondeu, que jejuara quarenta dias no deserto,
comparando a sua presença física na terra com uma festa de casamento. Explica
que não fica bem, numa festa de casamento, os amigos do noivo jejuarem,
enquanto o noivo está com eles.
Jesus está
se referindo à comparação que os profetas fazem entre a aliança de Deus com o
seu povo e o casamento. Veja o que diz o profeta Oséias: “Naquele dia, ela (a
família do Povo de Deus) passará a chamar-me de “meu marido” e não mais de “meu
Baal”... Afastarei desta terra o arco, a espada e a guerra, e todos poderão
dormir em segurança. Eu me caso contigo para sempre, casamos conforme a justiça
e o direito, com amor e carinho” (Os 1,18-20). Aplicando a profecia a si mesmo,
Jesus se declara Deus, pois o casamento é entre Deus e o povo. A sua presença
na terra foi a festa do casamento “para sempre”, isto é, uma aliança eterna.
O jejum
praticado pelos judeus tinha um sentido de preparação para a chegada do Messias
e do Reino de Deus. Como que os discípulos de Jesus iam praticar esse jejum, se
o Messias já estava com eles?
Mas “dias
virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. O
noivo é Jesus. Ele será tirado do meio dos discípulos pela sua morte violenta.
Então os discípulos jejuarão em sentido figurado, isto é, sofrerão tristeza e
desolação, dificuldades e perseguições, por lhe serem fiéis na missão recebida.
Hoje em
dia, a Igreja suavizou sensivelmente a lei do jejum, por exemplo, o jejum
quaresmal que era tão duro e prolongado. Mas continua em pé o jejum do domínio
das nossas más inclinações. Existem sete vícios capitais que são os geradores
dos pecados: Soberba, avareza, erotismo, inveja, gula, ira e preguiça. O grande
jejum para o cristão consiste também em perdoar ou pedir perdão, voltar a
conversar depois de um atrito, conviver com pessoas difíceis... Nós só
conseguimos praticar tudo isso, se nos exercitarmos, inclusive com o jejum no
seu sentido estrito, que é dominar o apetite.
Existe
ainda outro tipo de jejum muito importante: O jejum dos olhos. Há cenas que nos
fazem mal, incitam-nos à violência, ao ódio, à desordem, à luxúria... Quantos
filmes e revistas nos conduzem a isso! “Vigiai e orai para não cairdes em
tentação”, disse Jesus. Vigiar é, entre outras coisas, praticar o jejum dos
olhos.
Muitos
líderes cristãos dão aos jovens um conselho muito simples, mas eficaz: “Você
sentiu sede? Não beba logo a água, mas espere cinco minutos. Recebeu uma carta?
Não abra logo, mas espere cinco minutos...” É um ótimo treinamento do domínio
sobre os impulsos do nosso corpo, ferido pelo pecado. Os instintos são cegos,
tanto podem levar-nos para o bem como para o mal
Existe
ainda o jejum do espírito. É controlar a língua, o afeto, o humor, a disposição
para o trabalho, o domínio das emoções, saber dar um abraço quando sentimos
vontade de fazer o contrário, saber engolir seco e não dizer nada, quando a
nossa vontade seria fazer o contrário. As pessoas são capazes de fazer grandes
sacrifícios pelo seu amado ou amada. Os que amam a Deus devem fazer o mesmo por
ele. Por isso que os santos diziam que para eles a cruz era doce como o mel.
Na
primeira Leitura, Isaías fala como é o jejum que agrada a Deus: “Acaso o jejum
que prefiro não é outro? Quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do
jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de
sujeição?... Então brilhará tua luz como a aurora.”
A
exploração econômica é uma bofetada em Deus, pois prejudica os irmãos,
especialmente os mais pobres. “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt
6,24). Esse é o lema da Campanha da Fraternidade. Para o cristão, o dinheiro
está a serviço da vida, não para escravizá-la. Seria o maior absurdo alguém
explorar o irmão e se considerar em ordem com Deus porque faz abstinência de
carne. Ou alguém fazer gastos inúteis, comprando coisas supérfluas, furtando-se
à ajuda aos necessitados.
Certa vez,
um garoto de dez anos, chamado Jorge, voltava da escola, quando um homem se
aproximou dele e perguntou se poderia ajudá-lo na escolha de um presente de
aniversário para o seu pai, dizendo ser amigo dele. A criança entrou no carro
do homem e foram. Entretanto, homem tinha ressentimento contra o pai de Jorge,
porque, quando ele era enfermeiro do seu tio, foi despedido por causa de
bebida. Mas o garoto não o conhecia.
O homem
levou o pequeno para uma área isolada, onde o perfurou várias vezes no peito
com uma chave de fenda, depois lhe deu um tiro na cabeça e o deixou lá, para
morrer. Felizmente, a bala havia passado por trás dos seus olhos, não danificando
o cérebro. Depois que retomou a consciência, Jorge ficou sentado na beira do
asfalto, onde foi socorrido por um motorista que passava.
Duas
semanas depois, Jorge descreveu para um desenhista da polícia o rosto do
agressor. O próprio tio o reconheceu. Entretanto, o menino, devido ao trauma,
não conseguiu identificar se era aquele mesmo, ou não. Por isso ele não foi
preso.
O ataque
deixou Jorge cego de um olho. Mas, sem nenhum outro problema grave, voltou para
a escola e deu continuidade à sua vida. Formou-se, casou-se e tiveram dois
filhos.
Um dia, um
policial lhe telefonou para informar que o antigo enfermeiro, agora com setenta
e sete anos, havia confessado o crime. Sem família, ele estava em um asilo e
Jorge foi visitá-lo. Ele se desculpou pelo que havia feito e Jorge disse que o
havia perdoado. Depois disso, visitou-o muitas vezes. Apresentou-lhe sua esposa
e filhos, a fim de lhe dar uma sensação de família. Ele ficava feliz quando
Jorge aparecia, porque o tirava da solidão e era um grande alívio para ele,
após vinte e dois anos de arrependimento.
Mais do
que tragédia, Jorge via no fato um milagre, sentia-se abençoado por Deus.
Apesar de muitos não entenderem como que Jorge pôde perdoar aquele homem, ele
mesmo via o perdão como a única saída para fazê-lo feliz. Se tivesse escolhido
o ódio, ou passar a vida procurando vingança, não seria o homem feliz e
realizado que é hoje.
O perdão
também é uma penitência, que faz bem aos dois lados: a quem perdoa e a quem é
perdoado.
O amor de
mãe é o mais belo retrato do amor de Deus por nós. “Acaso uma mulher esquece o
seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça,
eu de ti jamais me esquecerei!" (Is 49,15). Maria Santíssima, Mãe de Jesus
e nossa, enfrentou situações difíceis, como a fuga para o Egito, a morte do
Filho na cruz... Sinal de que ela se exercitava no auto domínio, a fim de
promover a vida. Santa Maria, rogai por nós!
Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.
CULINÁRIA
Ratatouille Confitado
Ingredientes-
500ml de azeite
1 maço de manjericão sem
as flores
1 limão cortado ao meio
azeite a gosto
1 colher (sopa) de
páprica doce
1 colher (sopa) de
páprica picante
1 cebola cortada em meia
lua
4 miniberinjelas
cortadas ao meio no sentido do comprimento
500g de minitomates
variados
1 minipimentão de cada
(amarelo, vermelho e verde) cortados ao meio no sentido do comprimento
1 minimoranga cortada em
meia-lua
sal e pimenta-do-reino
moída a gosto
O Ratatouille Confitado
não fica apetitoso? (Foto: TV Globo) O Ratatouille Confitado não fica
apetitoso? (Foto: TV Globo)
O Ratatouille Confitado
não fica apetitoso? (Foto: TV Globo)
Modo de
Preparo
Numa panela, coloque o
500 ml de azeite e 1 maço de manjericão, aqueça em fogo baixo para saborizar.
Quando estiver bem quente retire o manjericão com um pegador e reserve o
azeite.
Coloque as metades do
limão numa frigideira, em fogo médio, com a face aberta para baixo. Doure
levemente e reserve.
Numa frigideira, em fogo
médio, coloque azeite a gosto, 1 colher (sopa) de páprica doce e páprica
picante e misture bem. Junte 1 cebola cortada em meia lua e cozinhe até começar
a caramelizar.
Acrescente 4
miniberinjelas cortadas ao meio, com a face aberta para o fundo da frigideira,
500 g de minitomates, 1 minipimentão de cada (amarelo, vermelho e verde)
cortados ao meio no sentido do comprimento e 1 minimoranga cortada em meia-lua.
Tempere com sal e pimenta-do-reino moída a gosto, misture e deixe dourar
levemente.
Transfira os legumes
para a panela com o azeite de manjericão, ainda bem quente, mas com o fogo
apagado. Cozinhe por 20 minutos no calor residual. Sirva os legumes com gotas
do limão.
Dica: o azeite que
sobrar você pode usar para temperar salada ou fazer outras preparações.
Sonho Capuccino
Ingredientes
do Recheio
1 lata de leite
condensado (395 g)
1 caixa de creme de
leite (200 g)
3 gemas peneiradas
1 1/2 colher (sopa) de
café solúvel em pó
Ingredientes - Massa
1/2 xícara (chá) de
leite morno (120 ml)
3 tabletes de fermento
biológico fresco (45 g)
4 colheres (sopa) de
açúcar (45 g)
3 1/2 xícaras (chá) de
farinha de trigo (510 g)
3 colheres (sopa) de
manteiga derretida (30 g)
1 colher (sopa) de café
solúvel dissolvido em 1 colher (sopa) de água
3 ovos
óleo para fritar
açúcar e canela a gosto
Modo de
Preparo – Recheio
Numa panela, coloque 1
lata de leite condensado, 1 caixinha de creme de leite, 3 gemas peneiradas e 1
½ colher (sopa) de café solúvel em pó. Leve ao fogo baixo, sem parar de mexer,
até formar um creme (+/- 10 minutos). Apague o fogo, transfira para uma tigela,
cubra com um plástico e deixe esfriar. Depois de frio coloque num saco de
confeitar. Reserve.
Modo de
Preparo – Massa
Numa tigela, coloque ½
xícara (chá) de leite morno, 3 tabletes de fermento biológico fresco, 4
colheres (sopa) de açúcar e mexa até dissolver o fermento. Adicione 3 ½ xícaras
(chá) de farinha de trigo, 3 colheres (sopa) de manteiga derretida, 3 ovos, 1 colher
(sopa) de café solúvel dissolvido em 1 colher (sopa) de água e misture com as
mãos até formar uma massa.
Transfira a massa para
uma superfície lisa e enfarinhada e sove bem. Coloque-a numa tigela polvilhada
com farinha, tampe com um plástico e deixe até dobrar de tamanho.
Modele bolinhas com 20
g, coloque numa assadeira untada com óleo, cubra com um pano e deixe descansar
até dobrar de tamanho.
Frite as bolinhas em
óleo não muito quente até dourar. Retire com uma escumadeira e escorra em papel
absorvente. Passe no açúcar misturado com canela, corte ao meio, recheie e
sirva.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Meu Deus!
Como é engraçado! Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita
dando voltas.
Enrosca-se,
mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim
que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é
o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o
faço.
E quando
puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... devagarzinho, desmancha,
desfaz o abraço.
Solta o
presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na
fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então,
é assim o amor, a amizade.
Tudo que é
sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca,
segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as
duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando
alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as
duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o
amor e a amizade são isso...
Não
prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque
quando vira nó, já deixou de ser um laço!
Mário Quintana
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário