domingo, 1 de julho de 2018

Sábado 21/07/2018

Sábado, 21 de julho de 2018

"Nunca bata uma porta; você pode querer voltar!" (Provérbio Espanhol)


EVANGELHO DO DIA
Mt 12,14-21

O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus
Glória a vós Senhor


E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.
Jesus, sabendo isso, retirou-se dali, e acompanharam-no grandes multidões, e ele curou a todas.
E recomendava-lhes rigorosamente que o não descobrissem,
Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz:
Eis aqui o meu servo, que escolhi,o meu amado, em quem a minha alma se compraz;porei sobre ele o meu espírito,e anunciará aos gentios o juízo.
Não contenderá, nem clamará,Nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz;
Não esmagará a cana quebrada,enão apagará o morrão que fumega,até que faça triunfar o juízo;
E no seu nome os gentios esperarão.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz ( In Memorian)
     
E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito.
Neste Evangelho, Jesus se apresenta a nós como o Servo de Javé, nome que os profetas davam ao futuro Messias.
“Os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus.” Saíram de onde? Da sinagoga em que Jesus acabara de curar um homem que tinha a mão seca, num sábado.
“Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos.” Esses milagres provam que ele é o Messias. Por isso, Jesus “ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito”. Trata-se da profecia de Isaías (Is 42,1-4) que apresenta o Messias como o Servo de Deus Pai, muito querido e amado, e chamado por Deus Pai para trazer o direito à terra e trazer também a esperança para as nações. Não se constrói o direito, nem se traz esperança, através da guerra e da violência, mas sim pelos humildes caminhos da paz.
E Deus Pai fala que seu Servo será pacífico e acolhedor: “Não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças”. Foi exatamente o comportamento de Jesus em sua paixão e morte. Foi “como um cordeiro levado ao matadouro”. Isso porque o cordeiro não berra, mas fica em silêncio, quando alguém vai matá-lo. A paz é possível, sempre é possível, até na hora da maior injustiça, que é nos matar.
“Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega.” Um caniço rachado é como uma pessoa que já está noventa por cento na perdição. Jesus não condena, mas procura levantar essa pessoa. O pavio que ainda fumega é o mínimo de bem que uma pessoa má e criminosa, uma pessoa que já está no fundo do poço, ainda carrega dentro de si. Jesus vai direto naquele mínimo de bem que a pessoa ainda tem, e a ajuda a se levantar.
Logo na frente, Isaías faz outra referência , com as seguintes palavras:  O Senhor Deus é o meu aliado, por isso jamais ficarei derrotado. Fico de rosto impassível, duro como pedra...” (Is 50,4-7).
Hoje somos nós os servos e servas de Javé. Temos aí um ideal, um caminho para trilharmos e uma meta para alcançarmos.
Quando ele se transfigurou, pediu também que não contassem para ninguém, pois ali apareceu um pouco do seu esplendor divino.
Os judeus lhe pediam um sinal de que ele era o Messias, mas ele disse que lhes daria o “sinal de Jonas”. Jonas ficou três dias no fundo do mar e reapareceu vivo; Jesus ficou três dias debaixo da terra e reapareceu vivo. Só que essa prova foi tarde demais para os judeus, pois já haviam cometido o maior crime da humanidade: matar o Filho de Deus.
Jesus sempre procurou manter-se dentro das limitações de qualquer ser humano, para que a encarnação acontecesse em toda a sua amplitude.
Não vale aquela desculpa: “Jesus agiu assim, porque era Deus”. Nada disso! Ele permaneceu firme como homem, dentro de todas as fraquezas que nós temos. Portanto, nós também temos condições de imitá-lo.
“Cristo, mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência, por aquilo que ele sofreu. Mas, quando levou a termo sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5,8-9). Em outras palavras, o próprio Deus desceu à terra e tornou-se um homem. Deu-me o Senhor Deus uma língua habilitada, para que aos desanimados eu saiba ajudar com uma palavra. Toda manhã ele desperta meus ouvidos para que, como bom discípulo, eu preste atenção. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não fiquei revoltado, para trás eu não andei. Apresentei as costas aos que me queriam bater, ofereci o queixo aos que me queriam arrancar a barba e nem escondi o rosto dos insultos , enfrentando todas as tentações do homem, com as mesmas limitações do homem, e venceu. E a sua vitória trouxe-nos esperança, esperança de que nós também podemos fazer o mesmo, apesar de vivermos nesse mundo cheio de tantas injustiças.
Havia, certa vez, na antiguidade, um homem que tinha o apelido de Sr. Palha. Isso, de tão magro que ele era. Se desse um vento, seria levado para longe como uma palha. Ele não tinha mulher, filhos, casa, nada.
Um dia, Sr. Palha estava andando numa estrada, e viu um ratinho branco no chão. Como era filhote, com certeza ia morrer ali. Ele ficou com dó, pegou o ratinho e foi levando na mão, sem saber o que fazer com ele.
Logo na frente, encontrou uma florista, acompanhada do seu filhinho. O menino viu o ratinho e se interessou por ele. Sr. Palha deu o ratinho de presente para o menino. A mãe ficou tão agradecida que tirou o pano que cobria sua cesta e lhe deu uma rosa, a mais bonita.
Sr. palha continuou caminhando e, na frente, viu um rapaz sentado num toco, com a cabeça entre as mãos, com ar de muito preocupado. Sr. Palha perguntou qual o problema. Ele disse: “Hoje quero pedir minha namorada em casamento e não tenho nada para lhe dar!” “Se esta flor serve, pode ficar com ela”, respondeu o Sr. Palha. O moço ficou muito agradecido e deu a ele três laranjas que trazia consigo.
Sr. Palha continuou caminhando, com aquelas suculentas laranjas. Mais na frente, encontrou-se com um mascate. Estava cansado de carregar a sua pesada mala, e com muito sede. Sr. Palha lhe deu as três laranjas. Ele ficou tão grato que abriu a sua mala e lhe deu uma bela peça de seda. Sr. Palha continuou caminhando, sem saber o que fazer com a seda. Não andou 200 metros e viu uma linda carruagem que vinha ao seu encontro. Trazia uma princesa. Ela, que estava com o olhar sombrio, foi só ver a seda nas mãos do Sr. Palha, seus olhos brilharam e ela deu um sorriso. Sr. Palha percebeu que ela gostou e disse: “Eu teria o maior prazer se vossa alteza aceitasse esse pano de presente”. “O senhor é muito generoso” – respondeu a princesa. “Aceito o presente. Eu estou precisando de um secretário e estou procurando um homem como o senhor. Quer vir morar no palácio?”
Pronto, Sr. Palha aceitou e logo deixou de ser palha, porque engordou, comendo do bom e do melhor. (Lenda japonesa).
Quando fazemos o outro feliz, nós sempre saímos ganhando. E nada melhor para o nosso próximo do que nos comportarmos como servos e servas do Senhor, servos pacíficos e humildes.
Maria Santíssima apresentou-se ao Anjo Gabriel como a Serva do Senhor. Que a imitemos. Santa Maria, rogai por nós!
E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito.


CASA, LAR E FAMÍLIA

“As crianças obedecem quem elas admiram.”
Existe uma explicação para isso, e um jeito de mudar. Maria Montessori respondeu essas perguntas e explicou como o adulto pode se tornar digno da obediência da criança, em seu melhor livro, Mente Absorvente.
Por Gabriel M Salomão para o Lar Montessori

Todas as famílias já se perguntaram em algum momento: por que meu filho não me obedece? Às vezes, a criança obedece a professora, mas não aos pais, às vezes, só a um dos pais e não ao outro, e em alguns casos as crianças obedecem de vez em quando, mas não sempre. Existe uma explicação para isso, e um jeito de mudar. Maria Montessori respondeu essas perguntas e explicou como o adulto pode se tornar digno da obediência da criança, em seu melhor livro, Mente Absorvente.
No livro, Montessori explica que a obediência se desenvolve em três níveis, e que só no terceiro a criança consegue obedecer de verdade. Vamos conhecer os três níveis agora, e entender como ajudar a criança em cada um deles.

1. Primeiro Nível da Obediência
As crianças que estão no primeiro nível da obediência obedecem de vez em quando, mas não obedecem sempre. A obediência exige que a criança abra mão do que ela gostaria de fazer, para executar o que outra pessoa pediu. No primeiro nível, a criança obedece quando a sua vontade e a da pessoa que pediu são iguais, ou, mais raramente, quando tem sucesso em suplantar a sua vontade pela do outro.
É muito fácil para um adulto se incomodar com a falta de constância na obediência da criança. “Se ela consegue me obedecer de vez em quando, por que não sempre? Ela só faz as coisas quando quer!“, é o que pensa o adulto. E ele não sabe que está correto, mas que sua raiva está mal colocada. Por enquanto, a criança ainda não amadureceu o suficiente para abrir mão de sua vontade pela vontade do outro. Nesse período, precisamos ter paciência e continuar a oferecer para ela um excelente ambiente, um comportamento adulto paciente e útil, e escolhas.

2. Segundo Nível da Obediência
O segundo nível da obediência me parece ser o mais crítico de todos. Nele, a criança tem muito mais sucesso em suprimir a sua vontade e executar a vontade do outro. Ela está suficientemente desenvolvida para obedecer com muita frequência. Mesmo assim, de vez em quando falha, porque afinal de contas ela tem vontades, e por vezes vai se opor à nossa vontade.
Nesse período, quase todos os adultos param, e vivem uma disputa eterna com as crianças, que pode durar muitos anos. Como sabem que a criança é capaz de obedecer, os adultos usam todas as ferramentas que têm para chegar à obediência. Castigos e prêmios surgem com força aqui, e não desaparecem mais. Recompensas, chantagens, barganhas, tudo aparece nesse período, para conquistar a obediência da criança. Geralmente não funciona. Mas mesmo quando funciona, tudo o que essas ferramentas fazem é impedir a criança de chegar ao terceiro nível.

3. Terceiro Nível da Obediência
No terceiro nível da obediência acontece a mágica de Montessori. A criança deixa de obedecer porque é capaz, e passa a obedecer porque deseja e sente prazer. No terceiro nível, a criança se mostra quase ansiosa para receber orientações e seguí-las com o máximo de perfeição. Mas não são todos os adultos que chegam a esse ponto com suas crianças. Existe um adulto que a criança gosta de obedecer.

A criança obedece com prazer os adultos que ela admira. A obediência que a maioria dos adultos conseguem vem da opressão, do medo, da recompensa, ou da troca. Mas a obediência que traz felicidade à criança não é essa. Ela obedece feliz quando obedece porque admira. Quem a criança admira?

O Adulto Admirável
O adulto que consegue compreender as necessidades da criança, organizar para ela um excelente ambiente, ter com ela um comportamento elegante, cuidadoso, amoroso e firme, que a ajuda a conquistar a própria independência e que respeita sua necessidade de trabalhar sozinha sem ser interrompida… Esse é o adulto admirável. A criança olha para esse adulto e pensa: “Ele é sábio. Ele me vê por dentro. Se eu seguir o que ele pede, posso me tornar alguém assim”, e a criança obedece não porque ela é menor e nós maiores, mas porque nós somos fascinantes e ela deseja se transformar em um adulto fascinante também.
Parar no segundo nível da obediência, como quase todo mundo faz, leva a um mundo de pessoas obedientes em excesso, que questionam pouco as regras absurdas de nosso mundo, e estão dispostas até mesmo a matar e morrer por obediência cega a líderes ruins. Pela felicidade de nossos filhos e pelo bem da humanidade, devemos saltar para o terceiro nível da obediência, em que a criança escolhe obedecer as pessoas que ela admira, quando as ordens são razoáveis.
Nem toda ordem deve ser obedecida. Nem todo adulto merece obediência, e a criança sabe disso. Se abrirmos mão dos castigos e dos prêmios, descobriremos de novo nossas crianças, e então, nos tornando adultos admiráveis, conquistaremos sua confiança, admiração e, se for bom para todos, sua obediência feliz.
Em Montessori não defendemos crianças disciplinadas, mas autodisciplinadas, não as que obedecem cegamente, mas as que podem escolher obedecer quando a vontade do outro é melhor que a sua, e vale a pena abrir mão da sua para seguir uma que é melhor e, sobretudo, admirável.


MOMENTO DE REFLEXÃO

Certa vez, um famoso negociante de diamantes ficou sabendo que um magnata europeu, colecionador de diamantes, estava interessado em certa espécie de diamante para acrescentar à sua coleção.
O negociante telefonou a ele, dizendo que acreditava ter aquela pedra perfeita, e convidou-o a vir até a sua loja, no Brasil.
O colecionador tomou o avião e veio imediatamente. O negociante contratou um vendedor especializado em pedras preciosas, para lhe mostrar o diamante.
Quando o vendedor mostrou a preciosa pedra ao colecionador, destacou todas as suas excelentes características técnicas.
O colecionador escutou-o, elogiou a pedra, mas recusou-se dizendo: “É uma pedra maravilhosa, mas não é exatamente aquilo que procuro”.
O dono da loja, que estava observando à distância a apresentação, deteve o colecionador a caminho da porta e perguntou: “Importa-se se eu lhe mostrar aquele diamante mais uma vez?” O colecionador concordou, e o comerciante mostrou-lhe a pedra.
Contudo, em vez de falar das características técnicas, falou espontaneamente a respeito da sua admiração pelo diamante e de sua rara beleza. Inesperadamente, o europeu mudou de ideia e comprou o diamante.
Enquanto esperava que o diamante fosse embalado e entregue, o colecionador voltou-se para o dono da loja e perguntou: “Por que comprei de você, quando não tive nenhuma dificuldade para dizer não ao seu vendedor?”
O lojista respondeu: “Aquele vendedor é um dos melhores no mercado e conhece bem mais do que eu a respeito de diamantes. Mas eu lhe pagaria o dobro se incutisse nele algo que tenho e ele não tem. Ele conhece diamantes, eu sou apaixonado por eles”.
O mesmo vale em nosso testemunho cristão. Podemos saber a Bíblia de cor, e conhecer toda a cristologia, mas se não amarmos a Palavra de Deus e a Jesus Cristo, não convenceremos ninguém.


UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...



E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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