Sábado, 21
de julho de 2018
"Nunca
bata uma porta; você pode querer voltar!" (Provérbio Espanhol)
EVANGELHO
DO DIA
Mt 12,14-21
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +
segundo Mateus
Glória a vós
Senhor
E os
fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.
Jesus,
sabendo isso, retirou-se dali, e acompanharam-no grandes multidões, e ele curou
a todas.
E
recomendava-lhes rigorosamente que o não descobrissem,
Para que se
cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz:
Eis aqui o
meu servo, que escolhi,o meu amado, em quem a minha alma se compraz;porei sobre
ele o meu espírito,e anunciará aos gentios o juízo.
Não
contenderá, nem clamará,Nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz;
Não esmagará
a cana quebrada,enão apagará o morrão que fumega,até que faça triunfar o juízo;
E no seu
nome os gentios esperarão.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz ( In Memorian)
E
ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito.
Neste
Evangelho, Jesus se apresenta a nós como o Servo de Javé, nome que os profetas
davam ao futuro Messias.
“Os fariseus
saíram e fizeram um plano para matar Jesus.” Saíram de onde? Da sinagoga em que
Jesus acabara de curar um homem que tinha a mão seca, num sábado.
“Ao saber
disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a
todos.” Esses milagres provam que ele é o Messias. Por isso, Jesus
“ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito”.
Trata-se da profecia de Isaías (Is 42,1-4) que apresenta o Messias como o Servo
de Deus Pai, muito querido e amado, e chamado por Deus Pai para trazer o
direito à terra e trazer também a esperança para as nações. Não se constrói o
direito, nem se traz esperança, através da guerra e da violência, mas sim pelos
humildes caminhos da paz.
E Deus Pai
fala que seu Servo será pacífico e acolhedor: “Não discutirá, nem gritará, e
ninguém ouvirá a sua voz nas praças”. Foi exatamente o comportamento de Jesus
em sua paixão e morte. Foi “como um cordeiro levado ao matadouro”. Isso porque
o cordeiro não berra, mas fica em silêncio, quando alguém vai matá-lo. A paz é
possível, sempre é possível, até na hora da maior injustiça, que é nos matar.
“Não
quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega.” Um caniço
rachado é como uma pessoa que já está noventa por cento na perdição. Jesus não
condena, mas procura levantar essa pessoa. O pavio que ainda fumega é o mínimo
de bem que uma pessoa má e criminosa, uma pessoa que já está no fundo do poço,
ainda carrega dentro de si. Jesus vai direto naquele mínimo de bem que a pessoa
ainda tem, e a ajuda a se levantar.
Logo na
frente, Isaías faz outra referência , com as seguintes palavras: O Senhor Deus é o meu aliado, por isso jamais
ficarei derrotado. Fico de rosto impassível, duro como pedra...” (Is 50,4-7).
Hoje somos
nós os servos e servas de Javé. Temos aí um ideal, um caminho para trilharmos e
uma meta para alcançarmos.
Quando ele
se transfigurou, pediu também que não contassem para ninguém, pois ali apareceu
um pouco do seu esplendor divino.
Os judeus
lhe pediam um sinal de que ele era o Messias, mas ele disse que lhes daria o
“sinal de Jonas”. Jonas ficou três dias no fundo do mar e reapareceu vivo; Jesus
ficou três dias debaixo da terra e reapareceu vivo. Só que essa prova foi tarde
demais para os judeus, pois já haviam cometido o maior crime da humanidade:
matar o Filho de Deus.
Jesus sempre
procurou manter-se dentro das limitações de qualquer ser humano, para que a
encarnação acontecesse em toda a sua amplitude.
Não vale
aquela desculpa: “Jesus agiu assim, porque era Deus”. Nada disso! Ele
permaneceu firme como homem, dentro de todas as fraquezas que nós temos.
Portanto, nós também temos condições de imitá-lo.
“Cristo,
mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência, por aquilo que ele
sofreu. Mas, quando levou a termo sua vida, tornou-se causa de salvação eterna
para todos os que lhe obedecem” (Hb 5,8-9). Em outras palavras, o próprio Deus
desceu à terra e tornou-se um homem. Deu-me o Senhor Deus uma língua
habilitada, para que aos desanimados eu saiba ajudar com uma palavra. Toda
manhã ele desperta meus ouvidos para que, como bom discípulo, eu preste
atenção. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não fiquei revoltado, para
trás eu não andei. Apresentei as costas aos que me queriam bater, ofereci o
queixo aos que me queriam arrancar a barba e nem escondi o rosto dos insultos ,
enfrentando todas as tentações do homem, com as mesmas limitações do homem, e
venceu. E a sua vitória trouxe-nos esperança, esperança de que nós também
podemos fazer o mesmo, apesar de vivermos nesse mundo cheio de tantas
injustiças.
Havia, certa
vez, na antiguidade, um homem que tinha o apelido de Sr. Palha. Isso, de tão
magro que ele era. Se desse um vento, seria levado para longe como uma palha.
Ele não tinha mulher, filhos, casa, nada.
Um dia, Sr.
Palha estava andando numa estrada, e viu um ratinho branco no chão. Como era
filhote, com certeza ia morrer ali. Ele ficou com dó, pegou o ratinho e foi
levando na mão, sem saber o que fazer com ele.
Logo na
frente, encontrou uma florista, acompanhada do seu filhinho. O menino viu o
ratinho e se interessou por ele. Sr. Palha deu o ratinho de presente para o
menino. A mãe ficou tão agradecida que tirou o pano que cobria sua cesta e lhe
deu uma rosa, a mais bonita.
Sr. palha
continuou caminhando e, na frente, viu um rapaz sentado num toco, com a cabeça
entre as mãos, com ar de muito preocupado. Sr. Palha perguntou qual o problema.
Ele disse: “Hoje quero pedir minha namorada em casamento e não tenho nada para
lhe dar!” “Se esta flor serve, pode ficar com ela”, respondeu o Sr. Palha. O
moço ficou muito agradecido e deu a ele três laranjas que trazia consigo.
Sr. Palha
continuou caminhando, com aquelas suculentas laranjas. Mais na frente,
encontrou-se com um mascate. Estava cansado de carregar a sua pesada mala, e
com muito sede. Sr. Palha lhe deu as três laranjas. Ele ficou tão grato que
abriu a sua mala e lhe deu uma bela peça de seda. Sr. Palha continuou
caminhando, sem saber o que fazer com a seda. Não andou 200 metros e viu uma
linda carruagem que vinha ao seu encontro. Trazia uma princesa. Ela, que estava
com o olhar sombrio, foi só ver a seda nas mãos do Sr. Palha, seus olhos
brilharam e ela deu um sorriso. Sr. Palha percebeu que ela gostou e disse: “Eu
teria o maior prazer se vossa alteza aceitasse esse pano de presente”. “O
senhor é muito generoso” – respondeu a princesa. “Aceito o presente. Eu estou
precisando de um secretário e estou procurando um homem como o senhor. Quer vir
morar no palácio?”
Pronto, Sr.
Palha aceitou e logo deixou de ser palha, porque engordou, comendo do bom e do
melhor. (Lenda japonesa).
Quando
fazemos o outro feliz, nós sempre saímos ganhando. E nada melhor para o nosso
próximo do que nos comportarmos como servos e servas do Senhor, servos
pacíficos e humildes.
Maria
Santíssima apresentou-se ao Anjo Gabriel como a Serva do Senhor. Que a
imitemos. Santa Maria, rogai por nós!
E ordenou-lhes
que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito.
CASA, LAR E FAMÍLIA
“As crianças
obedecem quem elas admiram.”
Existe uma explicação para isso, e um jeito
de mudar. Maria Montessori respondeu essas perguntas e explicou como o adulto
pode se tornar digno da obediência da criança, em seu melhor livro, Mente
Absorvente.
Por Gabriel M Salomão para o Lar Montessori
Todas as
famílias já se perguntaram em algum momento: por que meu filho não me obedece?
Às vezes, a criança obedece a professora, mas não aos pais, às vezes, só a um
dos pais e não ao outro, e em alguns casos as crianças obedecem de vez em
quando, mas não sempre. Existe uma explicação para isso, e um jeito de mudar.
Maria Montessori respondeu essas perguntas e explicou como o adulto pode se
tornar digno da obediência da criança, em seu melhor livro, Mente Absorvente.
No livro,
Montessori explica que a obediência se desenvolve em três níveis, e que só no
terceiro a criança consegue obedecer de verdade. Vamos conhecer os três níveis
agora, e entender como ajudar a criança em cada um deles.
1. Primeiro Nível da Obediência
As crianças
que estão no primeiro nível da obediência obedecem de vez em quando, mas não
obedecem sempre. A obediência exige que a criança abra mão do que ela gostaria
de fazer, para executar o que outra pessoa pediu. No primeiro nível, a criança
obedece quando a sua vontade e a da pessoa que pediu são iguais, ou, mais
raramente, quando tem sucesso em suplantar a sua vontade pela do outro.
É muito
fácil para um adulto se incomodar com a falta de constância na obediência da
criança. “Se ela consegue me obedecer de vez em quando, por que não sempre? Ela
só faz as coisas quando quer!“, é o que pensa o adulto. E ele não sabe que está
correto, mas que sua raiva está mal colocada. Por enquanto, a criança ainda não
amadureceu o suficiente para abrir mão de sua vontade pela vontade do outro.
Nesse período, precisamos ter paciência e continuar a oferecer para ela um
excelente ambiente, um comportamento adulto paciente e útil, e escolhas.
2. Segundo Nível da Obediência
O segundo
nível da obediência me parece ser o mais crítico de todos. Nele, a criança tem
muito mais sucesso em suprimir a sua vontade e executar a vontade do outro. Ela
está suficientemente desenvolvida para obedecer com muita frequência. Mesmo
assim, de vez em quando falha, porque afinal de contas ela tem vontades, e por
vezes vai se opor à nossa vontade.
Nesse
período, quase todos os adultos param, e vivem uma disputa eterna com as
crianças, que pode durar muitos anos. Como sabem que a criança é capaz de
obedecer, os adultos usam todas as ferramentas que têm para chegar à
obediência. Castigos e prêmios surgem com força aqui, e não desaparecem mais.
Recompensas, chantagens, barganhas, tudo aparece nesse período, para conquistar
a obediência da criança. Geralmente não funciona. Mas mesmo quando funciona,
tudo o que essas ferramentas fazem é impedir a criança de chegar ao terceiro
nível.
3. Terceiro Nível da Obediência
No terceiro
nível da obediência acontece a mágica de Montessori. A criança deixa de
obedecer porque é capaz, e passa a obedecer porque deseja e sente prazer. No
terceiro nível, a criança se mostra quase ansiosa para receber orientações e
seguí-las com o máximo de perfeição. Mas não são todos os adultos que chegam a
esse ponto com suas crianças. Existe um adulto que a criança gosta de obedecer.
A criança
obedece com prazer os adultos que ela admira. A obediência que a maioria dos
adultos conseguem vem da opressão, do medo, da recompensa, ou da troca. Mas a
obediência que traz felicidade à criança não é essa. Ela obedece feliz quando obedece
porque admira. Quem a criança admira?
O Adulto Admirável
O adulto que
consegue compreender as necessidades da criança, organizar para ela um
excelente ambiente, ter com ela um comportamento elegante, cuidadoso, amoroso e
firme, que a ajuda a conquistar a própria independência e que respeita sua
necessidade de trabalhar sozinha sem ser interrompida… Esse é o adulto
admirável. A criança olha para esse adulto e pensa: “Ele é sábio. Ele me vê por
dentro. Se eu seguir o que ele pede, posso me tornar alguém assim”, e a criança
obedece não porque ela é menor e nós maiores, mas porque nós somos fascinantes
e ela deseja se transformar em um adulto fascinante também.
Parar no
segundo nível da obediência, como quase todo mundo faz, leva a um mundo de
pessoas obedientes em excesso, que questionam pouco as regras absurdas de nosso
mundo, e estão dispostas até mesmo a matar e morrer por obediência cega a
líderes ruins. Pela felicidade de nossos filhos e pelo bem da humanidade,
devemos saltar para o terceiro nível da obediência, em que a criança escolhe
obedecer as pessoas que ela admira, quando as ordens são razoáveis.
Nem toda
ordem deve ser obedecida. Nem todo adulto merece obediência, e a criança sabe
disso. Se abrirmos mão dos castigos e dos prêmios, descobriremos de novo nossas
crianças, e então, nos tornando adultos admiráveis, conquistaremos sua
confiança, admiração e, se for bom para todos, sua obediência feliz.
Em
Montessori não defendemos crianças disciplinadas, mas autodisciplinadas, não as
que obedecem cegamente, mas as que podem escolher obedecer quando a vontade do
outro é melhor que a sua, e vale a pena abrir mão da sua para seguir uma que é
melhor e, sobretudo, admirável.
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Certa vez,
um famoso negociante de diamantes ficou sabendo que um magnata europeu,
colecionador de diamantes, estava interessado em certa espécie de diamante para
acrescentar à sua coleção.
O negociante
telefonou a ele, dizendo que acreditava ter aquela pedra perfeita, e convidou-o
a vir até a sua loja, no Brasil.
O
colecionador tomou o avião e veio imediatamente. O negociante contratou um
vendedor especializado em pedras preciosas, para lhe mostrar o diamante.
Quando o
vendedor mostrou a preciosa pedra ao colecionador, destacou todas as suas
excelentes características técnicas.
O
colecionador escutou-o, elogiou a pedra, mas recusou-se dizendo: “É uma pedra
maravilhosa, mas não é exatamente aquilo que procuro”.
O dono da
loja, que estava observando à distância a apresentação, deteve o colecionador a
caminho da porta e perguntou: “Importa-se se eu lhe mostrar aquele diamante
mais uma vez?” O colecionador concordou, e o comerciante mostrou-lhe a pedra.
Contudo, em
vez de falar das características técnicas, falou espontaneamente a respeito da
sua admiração pelo diamante e de sua rara beleza. Inesperadamente, o europeu
mudou de ideia e comprou o diamante.
Enquanto
esperava que o diamante fosse embalado e entregue, o colecionador voltou-se
para o dono da loja e perguntou: “Por que comprei de você, quando não tive
nenhuma dificuldade para dizer não ao seu vendedor?”
O lojista
respondeu: “Aquele vendedor é um dos melhores no mercado e conhece bem mais do
que eu a respeito de diamantes. Mas eu lhe pagaria o dobro se incutisse nele
algo que tenho e ele não tem. Ele conhece diamantes, eu sou apaixonado por
eles”.
O mesmo vale
em nosso testemunho cristão. Podemos saber a Bíblia de cor, e conhecer toda a
cristologia, mas se não amarmos a Palavra de Deus e a Jesus Cristo, não
convenceremos ninguém.
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de
Suas mãos.
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