Segunda-feira,
23 de julho de 2018
"Sou um
só, mas ainda assim sou um. Não posso
fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me
recusarei a fazer o pouco que posso."
(Edward Everett Hale)
EVANGELHO
DO DIA
Mt 12,38-42
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +
segundo Mateus
Glória a vós
Senhor
Então alguns
dos fariseus e mestres da lei lhe disseram: "Mestre, queremos ver um sinal
miraculoso feito por ti".
Ele
respondeu: "Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas
nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas.
Pois assim
como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o
Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra.
Os homens de
Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; pois eles se
arrependeram com a pregação de Jonas, e agora está aqui o que é maior do que
Jonas.
A rainha do
Sul se levantará no juízo com esta geração e a condenará, pois ela veio dos
confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e agora está aqui o que é
maior do que Salomão.
Palavras da
Salvação
Glória a vós
Senhor
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz ( In Memorian)
No dia do
julgamento, a rainha do Sul se levantará contra essa geração.
Este
Evangelho começa dizendo que alguns mestres da Lei e fariseus pediram a Jesus
um sinal, uma prova de que ele era o enviado de Deus, o Messias. Jesus lhes
responde dizendo claro: “Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum
sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas”.
E Jesus
mesmo explica em que consiste o sinal de Jonas: “Assim como Jonas esteve três
dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará
três dias e três noite no seio da terra”. Trata-se, portanto, da ressurreição
de Jesus, a prova maior de que ele é o enviado de Deus.
Jonas, como
sabemos, foi atirado no mar, em seguida uma baleia o engoliu, e três dias
depois a baleia o vomitou vivo na praia (Cf Jn 1,15.2,1-11). Os habitantes de
Nínive, que até aquele momento não queriam ouvi-lo, ficaram assustados e a
cidade em peso de converteu (Cf Jn 3,5-9).
A
ressurreição de Jesus, três dias após ser enterrado, foi um portento parecido.
Mas foi também uma prova da radicalização da incredulidade dos judeus, pois
mataram o Filho de Deus!
De fato, não
tinha cabimento pedir sinal a Jesus, pois ele fazia milagres todos os dias. Só
quem era cego não via. Acontece que a nossa fé é proporcional à nossa
fidelidade. Quem não segue os mandamentos de Deus, fica como que cego e acaba
perdendo a fé. Quanta gente deixa a Igreja, inventando mil motivos, mas no
fundo é porque entrou numa situação permanente de pecado!
Jesus lembra
também o exemplo bonito da Rainha de Sabá: Ao ficar sabendo da sabedoria de
Salomão, ela veio de tão longe para ouvi-lo
(Cf 1Rs
10,1-10). E Jesus, muito maior que Salomão, estava ali no meio daquele povo, e
não o escutavam! Por isso, “no dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará
contra essa geração e a condenará”.
“Uma geração
má e adúltera busca um sinal.” Geração má porque praticavam obras más. Adúltera
porque traíram a aliança com Deus, que na Bíblia é comparada com o matrimônio.
Esses procedimentos – maldade e adultério – endurecem o nosso coração para o
amor a Deus e ao próximo, e nos levam a perder a fé.
A “geração
má e adúltera” torna-se presa fácil das seitas. Se a nossa vida prática não
segue o que acreditamos, passamos a acreditar naquilo que combina com a nossa
vida prática. É a necessidade que temos de coerência entre as várias dimensões
da nossa pessoa: intelectual, física, espiritual...
Logo que
Jesus morreu, o centurião disse: “Este era verdadeiramente Filho de Deus!” (Mt
27,54). “Era” porque já está morto, e não mais será“uma brasa na nossa cabeça”.
Que nós não cheguemos a esse ponto, de só “acordar” depois que cometemos um
pecado grande, como foi este de matar o Filho de Deus! Que o bom Deus arranque
o nosso coração de pedra e coloque no lugar um coração de carne, mais sensível
aos sinais que ele nos manda.
A nossa
desobediência a Deus começa com pequenas infidelidades. Se não as combatemos,
elas vão crescendo e, de repente, caímos num pecado grande, sem às vezes nem
perceber, como as autoridades do País de Jesus, que o mataram sem nem perceber
o pecado que faziam.
“Josué disse
ao povo: Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus
ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados” (Js 24,19).
“Quem acolhe
e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu
Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21). Deus se manifesta a
quem observa os seus mandamentos. Por outro lado, Deus esconde o seu rosto de
quem lhe desobedece.
“Assim como
o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé, sem a prática, é morta” (Tg
2,26). Uma fé sem boas obras vai definhando, e acaba desaparecendo.
Maria
Santíssima foi sempre obediente aos mandamentos de Deus. Por isso sua fé era
grande. “Bem-aventurada aquela que acreditou!”
No dia do
julgamento, a rainha do Sul se levantará contra essa geração.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Mais rotinas, menos campanhas
Escrito por Luiz Marins
Sem
"campanha" o Brasil não anda. Vivemos de campanha em campanha. Para
cada problema uma campanha. Termina a campanha e nenhuma rotina se estabelece.
O problema retorna. Nova campanha.
Para vacinar o gado, campanha nacional de
erradicação da febre aftosa. Para vacinar as crianças, campanha nacional de
vacinação. Dia "D" da campanha nacional contra a dengue e até
campanha nacional pela ética na política(sic)!
Para o vendedor vender, campanha de incentivo
de vendas. Acidentes do trabalho se resolve com SIPATs e campanhas de prevenção
de acidentes. A solução para o baixo uso do cinto de segurança? Nova campanha
pelo uso do cinto.
Até quando viveremos de campanha? Sem campanha
a dengue volta, a aftosa ataca, os operários se acidentam, as crianças morrem.
Quando ficaremos adultos o suficiente para
entender que a vida exige rotinas, disciplina, padrões que têm que ser
simplesmente mantidos sempre, todos os dias, sem campanha?
Essa nossa indisciplina e indisposição à
rotina, ao estabelecimento de padrões e cumprimento de normas está nos
infelicitando, a todos, sem exceção. Ninguém ganha com essa nossa
pseudo-criatividade onde nada é mantido, seguido.
Temos em todos os lugares e instituições e até
em empresas milhares de "agentes de mudança" que se orgulham disso.
Mas estamos precisando de "agentes de continuidade", agentes de
cumprimento de rotinas básicas, agentes de consistência e permanência de coisas
que simplesmente não devem e não podem mudar.
Essa "cultura de campanha" está
fazendo com que ninguém cumpra sua obrigação como um dever ético ou mesmo
moral. O vendedor só vende se tiver uma "campanha de incentivos" para
vender tal e qual produto. A camareira só limpa a arruma o quarto do hotel se
tiver uma campanha de premiação pela melhor camareira. O garçom só faz a barba
e toma banho se o restaurante fizer uma "campanha pela boa
aparência". A ausência de cumprimento de rotinas extrapolou para um
sistema de quase-corrupção no qual as pessoas só fazem as coisas se forem
"incentivadas" por uma campanha ou, talvez, uma forma exótica de
propina para que sua "boa vontade" o faça cumprir o que é de sua
profissão e, portanto, seu dever.
Vi, atônito, um grande hospital fazer campanha
para que médicos e enfermeiras lavem suas mãos, pois só isso diminuiria 30% da
infecção hospitalar, dizia o cartaz! Se médicos precisam de campanha para lavar
as mãos num hospital, o nosso problema é muito maior do que eu imaginava!
Mais rotina, menos campanha! Ou vamos assistir
absurdos ainda maiores como campanhas para que a Polícia cuide da segurança
pública; campanha para que professores ensinem seus alunos; campanha para que
vigias noturnos mantenham-se acordados durante a noite em seu trabalho;
campanha para que juízes julguem com isenção e governantes governem com honestidade.
Pense nisso. Sucesso. E não "lave as
mãos" para mais este problema nacional.
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Certa vez,
um raio de uma bicicleta resolveu abandonar o seu trabalho. Ele pensou: São
tantos raios ao meu lado, todos presos no eixo e segurando a roda, um a menos
não vai fazer falta. E foi embora.
Mas aquele
raio estava enganado. O dono da bicicleta colocou a sua filha na garupa e foi
levá-la à escola. A estrada era esburacada e cheia de pedras. No caminho, a
roda entortou, os dois caíram e se machucaram.
Todas as
funções na Comunidade são importantes. Ela é como um time de futebol. É o time
de Cristo. Não há ninguém que não tenha recebido uma função específica.
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de
Suas mãos.
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