domingo, 1 de julho de 2018

Segunda-feira 10/07/2018

Terça-feira, 10 de julho de 2018


"Indecisão é quando você sabe exatamente o que quer, mas acha que devia querer outra coisa"



EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,32-38


— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!


32 Enquanto eles se retiravam, foi levado a Jesus um homem endemoninhado que não podia falar.

33 Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. A multidão ficou admirada e disse: "Nunca se viu nada parecido em Israel!"

34 Mas os fariseus diziam: "É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa demônios".

35 Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas-novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças.

36 Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.

37 Então disse aos seus discípulos: "A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.

38 Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita".



Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Este Evangelho narra duas coisas. A primeira é a cura do homem possuído pelo demônio e que era mudo. A tentação quer nos emudecer, a fim de nos impedir de falar a verdade e denunciar a mentira e a injustiça. Há várias maneiras de tornar uma pessoa muda. Vai desde a repressão, a ameaça, até a “lavagem cerebral”, que hoje é muito usada na mídia. Nós acabamos “engolindo” as informações do jeito que nos são apresentadas, sem nos dar conta de que elas foram montadas de acordo com determinados interesses de grupos dominante. Esse é o demônio que torna a pessoa muda. Ele precisa ser expulso.
Jesus sentia compaixão do povo, que vivia e vive tão enganado. Ele fez a sua parte e pediu-nos que fizesse a nossa, ao menos rezando para que o Senhor mande mais operários para cuidar do Reino de Deus.
E o evangelista narra uma estratégia de alienação do povo usada pelos fariseus: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”. Como não tinham como levar o povo a desacreditar em Jesus, apelaram dizendo que ele age impulsionado pelas forças do mal. Acontece que essa mentira não “cola”, pois demônio não expulsa demônio. Um reino dividido contra si mesmo, logo se acaba.
A segunda coisa que o Evangelho narra é o forte apelo de Jesus a rezarmos pedindo operários para a colheita, pois a messe é grande e os trabalhadores são poucos. E ele mesmo dá o exemplo: “Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade”.
Rezar é tão fácil, e no entanto nós nos esquecemos de atender a esse pedido de Jesus. Estamos no ano sacerdotal, celebrando 150 anos de morte de S. João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes. O objetivo do ano sacerdotal é nos levar a rezar mais pelos sacerdotes e pelas vocações sacerdotais. Vamos pedir ao Senhor que nos envie mais sacerdotes e que santifique os padres que temos.
Certa vez, dois rapazes brasileiros foram passear no Japão. Um deles sabia falar um pouco de japonês e se tornou intérprete do outro que não sabia. Lá, justamente o que não sabia japonês gostou de uma garota japonesa. Voltando para o Brasil, ele estudou japonês e aprendeu essa língua difícil, unicamente para corresponder-se com a menina. No fim, os dois se casaram.
Quando nós amamos uma causa, fazemos tudo por ela. Jesus amava a sua vocação, por isso se dedicava a ela dia e noite. “Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade”. O amor é assim, torna fácil o que é difícil. Muita gente se admira de o padre não se casar; o amor vai além, e é mais forte do que o casamento em si.
Que Maria Santíssima, a Rainha dos sacerdotes, nos ajude a orar muito pela vocação sacerdotal, pois “a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”
A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.



COMPORTAMENTO



O que é o Transtorno de Ajustamento?
Por Soraya Rodrigues de Aragão


A nossa vida é permeada por mudanças continuas. Quando algo muda de maneira significativa ou quando acontece algo traumático, parece que nosso mundo desmorona em mil pedaços. Sentimo-nos absortos e sem sabermos sequer por onde começar a organizar os destroços, visto que estes eventos nos reportam a um estado de sofrimento intenso e significativo.Este sofrimento pode levar a dissociações, onde serão mobilizados recursos egóicos como meio de sobrevivência psíquica.

Transtorno de adaptação ou transtorno de ajustamento é caracterizado por sintomas depressivos e ansiosos resultantes do impacto psicológico de evento externo marcadamente estressante ou catastrófico, e que altera drasticamente a vida da pessoa, de maneira desagradável e duradoura, gerando sofrimento patológico e perturbação psíquica, emocional e funcional.

Breves considerações sobre o transtorno de adaptação ou de ajustamento:

A nossa vida é permeada por uma constante dialética que nos permite experimentar os opostos. Somos convidados a vivenciar os dois lados da moeda em nosso percurso existencial. Alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, ilusões e desencantos. Um estado não existiria sem o seu respectivo oposto; e assim vamos nos equilibrando, nos construindo e nos constituindo com nossas idiossincrasias, ou seja, o conjunto de características que são peculiares a cada indivíduo como pessoa única.
Deste modo, a interpretação e resposta comportamental a determinados eventos, é, também, necessariamente personalizada.

Por outro lado, a vida é criativa e sempre apresenta mudanças. Estas necessitam de um processo adaptativo. Determinados acontecimentos tais como: Um divórcio que nos coloca em uma situação de reconstrução interna e externa, um desemprego que nos tira de nossa zona de conforto, a aposentadoria que chega, trazendo geralmente a sensação de vazio e inutilidade; uma hospitalização prolongada, uma doença crônica, mudanças bruscas e não elaboradas, dentre outras podem mexer com nossos recursos emocionais, gerando estresse, acompanhados muitas vezes de desmotivação, infelicidade e alterações disfuncionais de acordo com sua gravidade e intensidade interpretativa pessoal. Entram neste contexto, principalmente as crises existenciais que chegam sem aviso prévio, como a morte de um ente querido, o fim de um relacionamento ou mesmo de idealizações há tanto tempo construídas e alimentadas.

Tudo que finaliza, de maneira geral, e que provoca sofrimento psíquico, necessita de uma postura adaptativa para o enfrentamento da nova realidade que se apresenta, no intuito de trazer de volta o equilíbrio, o bem-estar e a qualidade de vida perdida. Seria uma espécie de homeostase emocional.

Podemos também mencionar ganhos que podem gerar estresse, como mudança de estado civil, o nascimento de um filho, ou mesmo uma promoção, pois apesar de positivas, também estas solicitam um processo adaptativo por parte do indivíduo e podem ser também geradoras de estresse. Com relaçao a traumas, seja em consequência de um estresse físico ou psicossocial, novas adaptações devem ser feitas para que seja construída uma nova realidade. Assim, nossa vida muda de maneira significativa quando acontece algo traumático. Parece que nosso mundo se desmorona em mil pedaços, nos fazendo sentir absortos e sem sabermos sequer por onde começar a organizar os destroços, visto que estes eventos nos reportam a um estado de sofrimento intenso e significativo, que podem levar a dissociações, onde serão mobilizados recursos egóicos como meio de sobrevivência psíquica, onde sequer reunimos forças para recomeçar. Precisamos de um aparato neste momento critico.


De acordo com a gravidade e/ou intensidade do evento, podem surgir desequilibrios neuropsicobiológicos por conta de uma resposta física e emocional mal- adaptada. Esta nos mobiliza a uma readaptação e a um reposicionamento diante da vida, a partir de estratégias de enfrentamento eficazes, ou seja, coerentes e adequadas àquela nova realidade e suas consequências. Quando este intuito nao é logrado, o organismo passa a responder aos eventos estressógenos de maneira inadaptada, surgindo, portanto, os sintomas característicos do transtorno de adaptação, com queixas emocionais e somáticas. O sofrimento passa a se materializar no próprio corpo. Alguns traços de personalidade e fatores característicos do indivíduo, contribuem para a ocorrência e agravamento do quadro adaptativo, visto que existem pessoas que são mais frágeis psicologicamente diante de eventos traumáticos e estressógenos. Sendo assim, cada pessoa possui uma maneira particular de perceber e administrar mudanças, sejam elas desagradáveis ou não.

Sendo assim, é necessário trabalhar a perda e o sofrimento psíquico para que um transtorno de adaptação nao evolua para um quadro depressivo, ansioso ou misto. O trabalho preventivo é a palavra-chave quando o assunto é mudança. E já que todos estamos sujeitos a elas, sendo uma constante em nossas vidas,porque não trabalharmos as possibilidades a nossa volta, sejam elas de perdas ou ganhos? Parece redundante, mas concordo com o ditado: “melhor prevenir que remediar”.



MOMENTO DE REFLEXÃO


Certa vez, um homem morreu. A esposa chorou muito durante o velório.
Na hora do enterro, quando os coveiros começaram a jogar terra na cova, ela subiu em cima do monte de terra, olhou para o caixão lá embaixo, e começou a chorar alto e dizer: “Fulano, me leve com você! Eu não quero viver mais neste mundo sem você! Leve-me, por favor!...”
Nisto, ela se escorregou na terra e caiu dentro da cova. Imediatamente, gritou para os coveiros: “Tirem-me daqui! Tirem-me daqui depressa!” Sinal que não queria morrer coisa nenhuma.
Duas falhas ela cometeu. Primeira: Pedir a morte. Nós não somos donos da nossa vida. A vida pertence a Deus. Não escolhemos o dia de nascer, não vamos escolher também o dia de morrer.
Segunda falha: O desespero diante da morte de uma pessoa querida. Nós choramos sim, mas o nosso choro é cheio de esperança e de paz, pois acreditamos que um dia nos reencontraremos na outra vida.

“A vida não é tirada, mas transformada” (Prefácio da Missa de defuntos).
Jesus disse, quando ressuscitou a menina Talita: “Por que essa agitação, por que chorais? A menina não morreu, ela dorme” (Mc 5,39).
A nossa melhor atitude, quando morre uma pessoa querida, é: 1) Rezar por ela. 2) Recordar uma virtude dela, para imitar, continuando o seu testemunho na terra. 3) Esquecer a pessoa e cuidar da própria missão, pois a dela já terminou, a nossa não.




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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