Segunda-feira,
02 de julho de 2018
“Só vale a
pena lutar por aquilo que vale a pena possuir.”
EVANGELHO
Mt 8,18-22
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós Senhor!
E Jesus, vendo em torno de si uma grande
multidão, ordenou que passassem para o outro lado;
E, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe:
Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei.
E disse Jesus: As raposas têm covis, e as
aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor,
permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai.
Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os
mortos sepultar os seus mortos.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz (In Memorian)
Segue-me!
Neste
Evangelho, Jesus nos chama para segui-lo. Ele é sincero e franco conosco: não
teremos vida fácil nem riquezas, e precisamos colocar em segundo lugar muitas
coisas.
Jesus era
pobre, nasceu na pobreza e sua vida toda foi assim. Ao nascer, teve como cama
um coxo de animais, e ao morrer teve como cama a cruz. Na cruz, nem roupas ele
tinha. Ali, tornou-se o mais pobre dos pobres da terra. “As raposas tem suas
tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde
reclinar a cabeça”. Para segui-lo, precisamos desapegar-nos dos bens materiais.
Jesus era um
homem como nós: sentia fome, sede, cansaço, sentia a ingratidão... Mas ele
rezava nas horas difíceis: “Jesus dirigiu ao Pai preces e súplicas com clamor e
lágrimas. Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através dos
sofrimentos” (Hb 4,15). “De fato, temos um sumo sacerdote capaz de se
compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado como nós, em todas
as coisas, menos no pecado” (Hb 5,7-8). Seguir a Jesus é fazer o mesmo.
Ele era
alegre. Vibrava com flores, com a natureza e com gestos de bondade. Tinha um
olhar cativante, que às vezes impressionava as pessoas. Transmitia
tranqüilidade. Quando as crianças se reúnem em torno de uma pessoa, é sinal de
que ela é tranqüila e acolhedora. As crianças gostavam de se reunir em torno de
Jesus. Seguir a Jesus é fazer o mesmo.
O primeiro
sentimento de Jesus ao ver alguém era de amor e de acolhimento. Foi o que ele
fez com o jovem rico: “Olhou-o e o amou”, sem nem conhecer o rapaz. Quantas
vezes nós falamos: “Não foi com a cara dele(a)”, sem nem conhecer!
Jesus sentia
dó das pessoas: “Tenho pena deste povo que está com fome”. Em seguida,
multiplicou os pães. Quando ele viu a viúva de Naim, acompanhando o enterro do
seu filho único, teve dó dela. Foi lá, ressuscitou o seu e lhe entregou. Cada
um faz o que pode pelo próximo que sofre. Jesus podia ressuscitar, ressuscitou.
Nós podemos dizer uma palavra ou dar um abraço, damos. Seguir a Jesus é ser
assim.
Jesus era
uma pessoa agradecida; agradecia a Deus Pai continuamente. Como homem igual a
nós, ele sentia a solidão. Foi o que ele mostrou no Jardim das Oliveiras:
“Fiquem aqui e vigiem comigo” (Mt 26,37-38).
Houve
momentos em que Jesus ficou com raiva, como aquele dia em que ele entrou no
Templo e viu pessoas transformando a casa de Deus em um local de comércio.O
seguimento de Jesus não nos impede de, de vez em quando, sentir indignação.
Jesus tinha
amigos. Nos Evangelhos aparece a sua amizade com João Evangelista, com os
irmãos Lázaro, Marta e Maria... E é interessante que ele quer ser nosso amigo:
“Não vos chamo servos... mas amigos” (Jo 15,15). Ele quer ser seu amigo, você
topa? Seguir a Jesus é tudo isso e muito mais. É o caminho mais feliz e gostoso
do mundo.
Jesus era
uma pessoa simples. Seus exemplos eram sempre tirados da vida familiar e do
trabalho: fermento, pastor, semeador, mulher que perde a moeda...
É
interessante que Jesus não era atrelado aos tabus da sociedade. Não podia
conversar com mulheres em público, ele conversava. Não podia tocar em leprosos,
ele tocava.
Agora, Jesus
era bastante severo com os grandes que oprimiam o povo, sem perdoar nem os
sacerdotes daquele tempo. Vemos isso em todo o Evangelho. Ele se indignava
especialmente quando via a exploração das pessoas mais simples e a trapaça. E
era franco; o que ele tinha de dizer, falava na lata, sem medo de ninguém.
Seguir a Jesus é ser assim. “Por que não és nem frio nem quente, estou para
vomitar-te da minha boca”.
Ele foi um
“sinal de contradição”, por isso sempre provocou atritos e criou situações
desconfortantes para os opressores. Seguir a Jesus é isso.
Mais
importante que tudo foi que Jesus ressuscitou. Tentaram acabar com ele, mas ele
venceu. E o mesmo ele prometeu aos seus seguidores.
Certa vez,
um casal de namorado estavam sentado num banco do jardim da cidade, à noite. A
lua estava bonita. De repente uma nuvem cobriu a lua. Ele comentou: “Está
vendo, Querida, o nosso amor é tão grande que até a lua se escondeu!” Aquelas
palavras para a moça causaram o máximo de felicidade. Quase se derreteu de
contentamento.
Logo eles se
casaram, e o tempo foi passando. Um ano depois de casados, um dia lá estavam
eles novamente naquela mesma praça, à noite, sentados no mesmo banco. E a lua
estava novamente bonita. De repente, uma nuvem a cobriu. A esposa, que jamais
se esquecera daquelas palavras, esperava um comentário dele, mas não veio.
Então ela deu um toque, dizendo: “Bem, por que será que a lua se escondeu?”
Ele, na hora: “O burra, você não está vendo que está armando chuva?”
O verdadeiro
discípulo de Jesus cresce sempre no amor, sem jamais interromper os afetos do
passado. “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes
uns aos outros” (Jo 13,35).
É
interessante lembrar que o corpo de Jesus foi Maria que lhe deu. Também, como
qualquer criança, muito dos seus sentimentos ele aprendeu na família. Santa
Maria e São José, rogai por nós.
Segue-me!
MOTIVAÇÃO
NO TRABALHO
Liderar é
Motivar
Escrito por
Luiz Marins
No meu livro
"Administrar, Hoje" (Editora Harbra, 1988 15ª Edição) escrevi um capítulo
chamado "Precisa-se de um Chefe" em que eu digo que "Chefes fracos, moles, com
baixo teor de exigência com relação a seus subordinados estão desmotivando os
empregados." E tenho continuado a
notar este sério problema na empresa brasileira. Os chefes atualmente estão
tímidos no exercício inalienável de sua função de liderar. Vêem o erro e fingem não tê-lo visto.
Constatam a desídia e cegam a própria consciência.
Esse
relaxamento no cumprimento das funções de liderar está levando a uma profunda
desmotivação entre os empregados. Não são poucos aqueles que vendo a completa
ausência de reforço positivo pelo trabalho bem feito e a não-punição da
negligência, desinteressam-se pelo auto-aperfeiçoamento e auto-exigência e
disciplina. O ser humano precisa de desafios constantes que o levem a
superar-se constantemente e precisa de modelos nos quais possa se espelhar. Os
mais próximos modelos são os pais, professores e chefes.
Na ausência
de líderes, o homem se torna fraco, abúlico. Sem desafios, o homem se
transforma num alcoólatra do ócio. É preciso reeditar aqueles chefes/líderes
que eram respeitados, queridos, verdadeiros mestres, enfim, verdadeiros
líderes.
O conceito
de "chefe" hoje está mudando para o conceito de "coach" que
em português significa "treinador" "Coach" é o nome que os ingleses dão aos técnicos de
um time. O "coach" é aquele que acompanha, que insiste em alta
performance, que acompanha o time, que conhece cada um dos "jogadores" e trabalha
individualmente com cada um ao mesmo tempo que faz com que todos tenham
consciência de equipe. Num time, cada um dos indivíduos com as suas
características individuais e aptidões é fundamental. Porém, se cada um jogar
sozinho, o time não vencerá. Assim, uma das grandes tarefas do líder-coach é
fazer a necessária integração entre o individual e o coletivo.
O coletivo
na empresa é o seu mercado, seus clientes, seus objetivos. Para marcar o
"gol" tanto é necessária a competência individual quanto a habilidade
coletiva.
Gostaria que você fizesse, como chefe, um
exame de consciência e se perguntasse: (a) Deixo claro aos meus subordinados o que espero deles? (b) Sou firme e decidido e exijo o máximo
de meu pessoal? (c) Quando vejo algo
fora dos padrões de excelência, imediatamente chamo os responsáveis e, com
eles, revemos se todos entenderam os objetivos e tarefas e os da empresa? (d) Tenho sempre a intenção de ser
"justo" ao invés de ser "bonzinho"?
Pense nestas
perguntas. Leve seu pessoal que tem subordinados a também pensar nelas. O que
precisamos é de verdadeiros líderes que possam levar as pessoas a vencer seus
próprios desafios e limites sem esquecer o coletivo, a harmonia, o "passar
a bola" para que o outro marque o tão esperado gol e todo o time saia
vencedor.
MOMENTO
DE REFLEXÃO
Leonardo Da
Vinci foi um grande pintor italiano do Séc. XV. A sua obra prima é o quadro A
Última Ceia. Ele demorou quase um ano para pintar esse quadro tão bonito.
A primeira
pessoa que ele pintou foi o Cristo. Vários meses depois, faltava apenas um
Apóstolo: Judas Iscariotes, o traidor.
Da Vinci
saiu pelas ruas de Roma, à procura de alguém parecido com Judas, para que
pudesse copiá-lo na tela. Encontrou um rapaz e o contratou.
Após o serviço,
o jovem começou a chorar. Da Vinci perguntou-lhe por quê. Ele respondeu: “O
Cristo que está aí na tela sou eu também! O senhor não está me reconhecendo,
porque naquela época eu havia acabado de mudar-me do interior aqui para Roma, e
a minha vida era correta. Mas infelizmente eu caí...”
O rapaz
abaixou a cabeça e continuou chorando. Da Vinci abraçou-o e o convidou a mudar
de vida, voltando ao que era.
O pecado nos
desfigura. Ele é capaz de, em apenas um ano, transformar um bom cristão
católico em um Judas Iscariotes.
Mas Jesus é
maravilhoso. Ele deixou-nos meios para nos levantarmos e readquirirmos a
inocência perdida.
Maria
Santíssima nunca foi desfigurada pelo pecado. E ela é, depois de Jesus, a maior
agente de transfiguração que existe. Que ela nos ajude a nos transfigurarmos e
a sermos agentes de transfiguração.
UM ABENÇOADO
DIA PRA VOCÊ...
E até que
nos encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de
Suas mãos.
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