Sábado, 29 de dezembro de
2018
“O dia que você quiser que o outro
seja perfeito, você já esqueceu todas as regras do amor...Porque o amor nasce
das imperfeições.” (Pe. Fábio de Melo)
EVANGELHO
DE HOJE
Lc 2,22-35
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!
E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a
lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor
(Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o
macho primogênito será consagrado ao Senhor);
E para darem a oferta segundo o disposto na lei do
Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos.
Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este
homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o
Espírito Santo estava sobre ele.
E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não
morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.
E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram
o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,
Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e
disse:
Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua
palavra;
Pois já os meus olhos viram a tua salvação,
A qual tu preparaste perante a face de todos os povos;
Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo
Israel.
E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se
diziam.
E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que
este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é
contraditado
(E uma espada traspassará também a tua própria alma);
para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Luz para iluminar as nações.
Este Evangelho narra a
apresentação de Jesus no Templo e a purificação de Nossa Senhora. Nós o
contemplamos no quarto mistério gozoso do terço. Nele aparece três vezes a
expressão “conforme a Lei do Senhor”. Maria e José viviam atentos em cumprir
direitinho todas as leis de Deus. Aí está um recado para nós: o segredo da
nossa felicidade está na fidelidade à Lei do Senhor. Para Maria e José, eram as
Leis do Antigo Testamente; para nós, são os mandamentos de Deus e da Igreja.
A apresentação de Jesus no
Templo corresponde à nossa celebração do batizado das crianças. Mas não basta
batizá-las, é preciso fazer com que elas cresçam cheias de sabedoria e da graça
de Deus, como Jesus cresceu.
Como disse o profeta Simeão,
Jesus foi a Luz que Deus Pai enviou para iluminar as nações.
“Agora, Senhor, podeis
deixar teu servo partir em paz.” Simeão sabia que ninguém consegue partir deste
mundo com a esperança da vida eterna, se não está ligado a Jesus. Ter a graça
de segurar o Menino Jesus foi para ele um sinal de que Deus o segurava em seus
braços, portanto, podia morrer. Isso vale para nós. Se queremos, ao sair deste
mundo, ganhar a vida eterna, temos de segurar Jesus em nossos braços,
agarrar-nos a ele e não largá-lo mais.
“Os que se deixam guiar pelo
Espírito de Deus, esses são os filhos de Deus” (Rm 8,14). Foi o Espírito Santo
que levou Simeão ao Templo. Se queremos ter Jesus em nossos braços, e assim ser
dignos da vida eterna, dirijamo-nos ao Templo, à Igreja, porque lá nos
encontraremos com Jesus. “Vós, como pedras vivas, formai um edifício
espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais
agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1Pd 2,5). Se vamos à Igreja domingo, nós
a carregamos conosco durante a semana, e assim nos tornamos também um edifício
santo e agradável a Deus. Na Igreja, nós encontramos a paz em plenitude. “E a
paz de Deus, que supera todo entendimento, guardará os vossos corações e os
vossos pensamentos no Cristo Jesus” (Fl 4,7).
Outro destaque do Evangelho
é a união do casal. Aliás, Maria e José estavam sempre unidos, nas horas
difíceis e nas horas alegres: no nascimento de Jesus; na fuga para o Egito, na
perda e encontro do menino no Templo... A família de Nazaré era unida e todos
os membros colaboravam, cada um do seu modo. Assim, só podia dar no que deu:
uma família que formou três santos. No casamento, o casal faz um juramento
diante de Deus, da Igreja e dos familiares; um juramento de permanecerem unidos
até o fim da vida.
Quando o profeta Simeão
pegou Jesus nos braços, ele disse a Maria: “Este menino vai ser causa tanto de queda
como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição.
Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma
espada te traspassará a alma”. O mundo tem outros valores e segue outro
caminho. Por isso que Jesus foi um sinal de contradição, e a mãe sofreu com
ele. Todos os seguidores de Jesus têm a mesma sina: ser um sinal de contradição
e ter a espada de dor.
Simeão disse, em sua
profecia, que “serão revelados os pensamentos de muitos corações”. Diante de
Jesus, caem as máscaras. As pessoas malandras não conseguem esconder suas
falcatruas. As maldades aparecem, e os primeiros a sofrerem as conseqüências
são os cristãos.
Certa vez, um viajante
contratou um burro para levar uma pequena carga porque estava indo para um
lugar distante. O dono do animal foi junto, porque sabia lidar com ele.
Como o calor estava muito
forte e o sol brilhava intensamente, o viajante parou para descansar e buscou
abrigo na sombra do burro. Acontece que a sombra só protegia uma pessoa e tanto
o viajante como o dono do burro a reivindicavam. Por isso surgiu entre eles uma
violenta disputa sobre qual teria o direito de desfrutá-la. O proprietário
dizia que alugou apenas o burro e não a sua sombra. O viajante afirmava que ao
alugar o burro alugou também a sua sombra.
A disputa prosseguiu com
palavras e socos e, enquanto os homens brigavam, o burro galopou para longe.
Ao disputar pela sombra,
frequentemente nós perdemos a substância. Precisamos trabalhar pela nossa
união, a fim de imitarmos a família de Nazaré.
Muitas vezes, por questões
pequenas e sem nenhuma importância, acabamos perdendo a nossa paz e até o
estímulo para seguir em frente. Perdemos a amizade de pessoas que por longo
tempo estiveram ao nosso lado e afastamos pessoas queridas simplesmente porque
não concordamos com situações que, sem esforço, poderiam ser desprezadas.
Deixamos que um ato de teimosia, nosso ou de alguém com quem lidamos, interfira
em nosso relacionamento, ditando regras de conduta para nossas atitudes.
Vamos pedir à Família de
Nazaré que nos ajude a segui-la em tudo, mesmo que nos venham espadas e cruzes.
No meio de um mundo de mentira, que vivamos na verdade. No meio de um mundo de
violência, que vivamos na paz. No meio de um mundo de tristeza, que vivamos na
alegria. No meio de um mundo de egoísmo, que vivamos no amor. No meio de um
mundo ganancioso, que pratiquemos a partilha.
Luz para iluminar as nações.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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