Sexta-feira, 28 de
dezembro de 2018
“Quando seu passado chamar não
atenda. Ele não tem nada de novo a dizer.”
Bob Marley '
EVANGELHO
DE HOJE
Mt 2,13-18
— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!
Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em
sonho e disse-lhe: "Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o
Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para
matá-lo".
Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a
noite, e partiu para o Egito,
onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o
que o Senhor tinha dito pelo profeta: "Do Egito chamei o meu filho".
Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos
magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para
baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido
dos magos.
Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias:
"Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande
lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque
já não existem".
Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.
MEDITAÇÃO
DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Procuravam prender Jesus,
mas ele escapou-lhes das mãos.
Este Evangelho narra mais
uma vez a total rejeição das autoridades a Jesus. E ele não queria morrer, por isso
que lhes escapou das mãos. Mas ele tinha outro desejo mais forte: ser fiel à
missão que recebera do Pai.
“Por que me acusais de
blasfêmia, quando eu digo que Filho de Deus?” Aí está o motivo central da
condenação de Jesus: ele se considera Filho de Deus, não só ele, mas nós
também, como ele disse várias vezes, e, no Pai Nosso, ensinou-nos a chamar Deus
de Pai.
Se Jesus dissesse que os
ricos e mandantes de povo eram filhos de Deus, não seria blasfêmia. O problema
é que ele, pobre, e o povo que o seguia, também pobres, não podiam ser
considerados filhos e filhas de Deus. Pobre não pode ser filho de Deus.
Hoje a desigualdade e a
recusa aos pobres continua a mesma. “Todos são iguais; entretanto, alguns são
mais iguais que os outros”. “Todos têm direito aos bens necessários a uma vida
digna; entretanto, alguns têm mais direito que os outros”. E se alguém quer
“virar essa mesa”, seja no campo ou na cidade, logo é eliminado. Não há judeu
nem grego, escravo nem livre, pobre nem fico, todos vós sois um em Cristo (Cf
S. Paulo).
“Vede que grande presente de
amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo
não nos conhece, é porque não conhecer o Pai. Caríssimos, desde já somos filhos
de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus
se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.”
Se realmente acreditarmos
que somos filhos queridos de Deus, não nos preocuparemos com o dia de amanhã
nem com o dia de ontem. Deus cuida dos dois. Cabe a nós dedicar-nos ao momento
presente.
Certa vez, uma criança
estava com medo de dormir sozinha no quarto. Então a mãe lhe disse: “Você não
vai dormir sozinho. Vocês serão seis aqui no quarto: você, o Pai, o Filho, o
Espírito Santo, o Anjo da Guarda e Nossa Senhora!” E o bom é que, apesar de
tantos dormindo juntos, a cama não se quebra.
Diante dessa grande
dignidade nossa, de sermos filhos e filhas de Deus, S. Pedro conclui: “Por
isso, dedicai todo o esforço em juntar à vossa fé a fortaleza, à fortaleza o
conhecimento, ao conhecimento o domínio próprio, ao domínio próprio a
constância, à constância a piedade, à piedade a fraternidade, e à fraternidade,
o amor. Se essas qualidades existirem e crescerem em vós, não vos deixarão
vazios... Por isso, irmãos, cuidai cada vez mais de confirmar a vossa vocação e
eleição. Procedendo assim, jamais tropeçareis” (2Pd 1,5-10).
Certa vez, um grupo de
jovens foi passear numa montanha. Para o lanche, levaram apenas um frango, que
a mãe de um deles tinha assado.
Ao meio dia, quando todos já
estavam mortos de fome, reuniram-se para comer o frango. A turma se ajuntou em
cima do frango, cada um arrancando um pedaço. Um rapaz que estava lá atrás e
não conseguia chegar até o frango, gritou logo: “Êi! Eu também sou filho de
Deus!”
É interessante: nessas horas
a gente se lembra que é filho de Deus. Vamos nos lembrar dessa maravilha
durante a nossa vida inteira, e agradecer a Jesus o presente que nos deu.
Campanha da fraternidade.
O Profeta Isaías anuncia que
o Messias será o Príncipe da Paz (cf. Is9, 1-5). De fato, a vida de Jesus foi
marcada pelo sofrimento, pela perseguição e, conseqüentemente, pela
insegurança. Por seus pais não encontrarem lugar na hospedaria de Belém, Jesus
nasceu na estrebaria (cf. Lc 2,7). Seus pais precisaram fugir com ele para o
Egito por causa da perseguição de Herodes, que queria matá-lo, sendo que os
Santos Inocentes morreram por causa dele (cf. Mt 2,13-18). O temor pela sua
vida continuou presente em seus pais quando Herodes, após sua morte, foi
sucedido por seu filho Arquelau e, por isso, vão para a Galiléia (cf. Mt
2,19-23).
Quando Jesus começou sua
vida pública, foi expulso da Sinagoga de Nazaré e seus concidadãos quiseram
matá-lo no precipício (cf. Lc 4,23-30). Daí para a frente, a sua vida foi
sempre ameaçada. Quando Jesus, na sinagoga e em dia de sábado, curou o homem de
mão seca, os fariseus tomaram a decisão de matá-lo (cf. Mt 12,9-14). Por fim,
foi traído, preso, julgado e executado. Ele foi acusado injustamente de
diversos delitos e, quando respondia, era tratado com violência: “Se falei mal,
mostra em que errei, mas se falei certo por que me bates bates?” (Jo 18,23).
Apesar de tudo isso, o Príncipe da Paz afirma do alto da cruz: “Pai,
perdoa-lhes!
Eles não sabem o que fazem!”
(Lc 23,34).
Maria Santíssima ganha de
nós de longe, porque ela é filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e esposa do
Deus Espírito Santo. Que ela nos ajude a sermos bons filhos e filhas de Deus.
Procuravam prender Jesus,
mas ele escapou-lhes das mãos.
UM ABENÇOADO DIA PRA
VOCÊ...
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe guarde
serenamente
na palma de Suas mãos.
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