Segunda-feira, 08 de julho de 2019
"A coisa mais indispensável a um
homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento."
(Platão)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,18-26
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória vós Senhor!
Dizendo-lhes ele estas coisas, eis que chegou um chefe, e o
adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão,
e ela viverá.
E Jesus, levantando-se, seguiu-o, ele e os seus discípulos.
E eis que uma mulher que havia já doze anos padecia de um
fluxo de sangue, chegando por detrás dele, tocou a orla de sua roupa;
Porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar a sua roupa,
ficarei sã.
E Jesus, voltando-se, e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a
tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã.
E Jesus, chegando à casa daquele chefe, e vendo os
instrumentistas, e o povo em alvoroço,
Disse-lhes: Retirai-vos, que a menina não está morta, mas
dorme. E riam-se dele.
E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus, e pegou-lhe
na mão, e a menina levantou-se.
E espalhou-se aquela notícia por todo aquele país.
Palavra da Salvação
Glória vós Senhor!
MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom
dia!
Como
ainda somos presos ao que conhecemos e aquilo que nossos olhos podem ver. As
vezes pode parecer tolo alguém dizer que esta repleto do Espírito Santo ou
feliz ou “na graça”, mas sempre será motivo de ceticismo daqueles que precisam
ver para crer.
Vamos
analisar dois momentos desse evangelho…
Imaginemos
uma situação em que uma fatalidade esta acontecendo e fica sob a nossa
responsabilidade de procurar e trazer ajuda, Qual seria o nosso comportamento
ao ver que a ambulância, a policia, a ajuda não veio imediatamente ao local?
Consigo imaginar a situação? Como estaria o coração daquele homem ao ver Jesus
parar para conversar com aquela mulher?
Claro
que em seu coração habitava a vontade de apressar o Senhor para que chegasse
rapidamente a sua aflição. Será que ele também pensou, ao ouvir as musicas
fúnebres, que o Senhor demorou muito pra chegar?
Enfatizo
muito isso: A missão de Jesus estava na libertação do pecado, no entanto, não
se negou a resgatar a fé através de muitos prodígios visíveis. O milagre não
era a sua prioridade e sim o resgate da vida.
“(…) O
que é mais fácil dizer ao paralítico: Os seus pecados estão perdoados ou Levante-se
e ande? Pois vou mostrar a vocês que eu, o Filho do Homem, tenho poder na terra
para perdoar pecados. Então disse ao paralítico: Levante-se, pegue a sua cama e
vá para casa“. (Mateus 9, 5-6)
Não
foi um e nem dois momentos em que os evangelistas narram a preocupação de Jesus
em manifestar a graça de Deus apenas a alguns e não publicamente. Fazendo um
parêntese desse fato, como não estranhar esse “JESUS” que é mostrado pelos
canais de TV, não como um Rei ou Senhor e sim como um escravo de mídia e da vontade
de uns senhores que se dizem pastores, que cobram valores para que Deus haja.
São verdadeiros lobos que se aproveitam da fragilidade das pessoas para
abocanhá-las.
Se
isso ainda acontece é por que nossa fé também é semelhante ao povo que
acompanhava o cortejo fúnebre da menina. Incrivelmente, talvez contra o que
apregoa o mundo do imediatismo, eu ainda estou convicto que Jesus sempre
esperará o silencio para mudar a vida através da Boa Nova
“(…)
Por ora, todavia, “caminhamos pela fé, não pela visão” (2Cor 5,7), e conhecemos
a Deus “como que em um espelho, de uma forma confusa…, imperfeita” (1Cor
13,12). Luminosa em virtude daquele em que ela crê, a fé é muitas vezes vivida
na obscuridade. A fé pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos muitas
vezes parece estar bem longe daquilo que a fé nos assegura; as experiências do
mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa Nova;
podem abalar a fé e tornar-se para ela uma tentação”. (Catecismo da Igreja
Católica § 164)
Os
céticos continuam a caluniar, a sorrir, a falar, pois temem o silencio que
também poderia mudar suas vidas.
Deixe
por um instante Jesus conversar com você!
Um
imenso abraço fraterno.
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Max
Gehringer responde
Palavra
da semana: ESPONTÂNEO
A
expressão latina sponte sua significa,
em
linguagem jurídica, “agir por
conta
própria, sem estímulo externo”. Quem
diz o
que pensa, e não o que os outros querem ouvir, é espontâneo. O oposto é “ser
político”.
Fui
demitida injustamente, após quatro anos de trabalho sem nenhuma repreensão. Sei
de muitas coisas erradas que ocorrem na empresa e tenho vontade de relatá-las à
diretoria. Isso seria perda de tempo? – Vanessa
Seria,
Vanessa. Se durante quatro anos você viu coisas erradas e não as relatou, uma
denúncia pós-demissão dificilmente será vista pela direção da empresa como uma
tentativa positiva de contribuição. É mais provável que seu relato seja
encarado como retaliação. Porém, se você sentir que só um desabafo vai melhorar
seu estado de espírito, faça isso. Em seguida, em qualquer das hipóteses –
relatando ou não –, eu recomendo que você olhe para a frente e deixe o passado
em paz.
Existe
um rumor de que a empresa em que trabalho instalou uma escuta telefônica
(grampo), que permite a ela ouvir as conversas dos funcionários. Isso é legal?
É ético? – Rodrigo
Por
seu Artigo 5o, a Constituição proíbe gravações de conversas sem expressa
autorização judicial. Ao ter seu telefone grampeado, o cidadão tem a intimidade
violada, o que é ilegal. No caso da empresa, o funcionário estaria fazendo uso
de um ativo que não lhe pertence, para falar sobre assuntos que não são do
interesse da empresa, num horário em que está sendo pago para trabalhar. O
Artigo 2o da CLT dá ao empregador poder para regulamentar, controlar e
fiscalizar a forma como o trabalho é prestado pelo empregado. A mesma discussão
se aplica ao monitoramento de e-mails por parte da empresa, e o Tribunal
Superior do Trabalho já proferiu sentença reconhecendo esse direito do
empregador. Portanto, é legal, mas não é lá muito ético. Ao implantar um
sistema de espionagem interna, sem prévia comunicação, a empresa quebra o
princípio da confiança mútua.
Uma
denúncia pós-demissão dificilmente será vista como uma tentativa positiva de
contribuição.
Será
encarada como retaliação
Embora
meu objetivo seja uma carreira no setor privado, venho prestando concursos
públicos, por via das dúvidas. Como uma empresa privada veria, futuramente, a
contratação de um funcionário público? – Wilson
Se o
que você aprendeu num órgão público puder ser útil à empresa, não haverá
discriminação, se é isso que você está imaginando. A avaliação dos candidatos a
uma vaga é feita levando em conta a escolaridade e a experiência prática.
Porém, Wilson, se você passar mais de três anos na esfera pública, começará a
ter dificuldades para competir com candidatos oriundos do setor privado, porque
eles terão o que se chama, no jargão das empresas, de “experiência compatível”.
Eu sugiro que você encare o serviço público como um objetivo, e não como uma
situação provisória. Ou então deixe a vaga pública para quem realmente a
deseja, e se concentre no setor privado.
Sou
mãe de dois filhos pequenos, de 4 e 6 anos. Estou em dúvida quanto à escola em
que eles deverão iniciar os estudos. Uma mais cara, que lhes dará uma base
melhor, mas me esgotará os recursos, ou uma mais barata, que me permitiria
investir em outras atividades culturais e esportivas para eles? O ensino
fundamental fará alguma diferença daqui a 15 ou 20 anos? – Flávia
Fará,
Flávia. Vou lhe dar um exemplo banal e atual. Muitos jovens com curso superior
têm sido eliminados de processos para bons empregos simplesmente porque não
sabem redigir corretamente em português. Uma má iniciação escolar não tem
conserto depois.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa vez, o Irmão Bruno estava em
oração e sentiu-se perturbado pelo coaxar de uma rã. Vendo que todos os seus
esforços no sentido de ignorar aquele ruído se tornavam inúteis, ele abriu a
janela e gritou: “Silêncio! Eu estou rezando!” Sua ordem foi imediatamente
obedecida. Todos os seres vivos calaram suas vozes, a fim de criar um silêncio
que pudesse favorecer a oração do Irmão Bruno.
Mas, eis que outro som inesperado veio
perturbar o Irmão Bruno. Era uma voz interior que lhe dizia: “Deus gosta tanto
do coaxar da rã como da tua prece”. E aquela voz interior continuou falando:
“Por que razão achas que Deus inventou a voz dos animais para perturbar?”
Então o Irmão Bruno abriu novamente a
janela e gritou: “Canta!” E o coaxar rítmico da rã retornou a encher os ares,
acompanhado por todas as rãs daquele lugar, pelos pássaros e todos os animais.
E quando o Irmão Bruno prestou atenção naqueles sons, eles já não o irritavam,
e sim ajudavam a rezar.
Então o coração do Irmão Bruno começou
a sentir-se em harmonia com o universo.
A natureza é bela e bem feita. É o
pecado que nos leva a estragá-la.
Não vamos silenciar nem apagar a
natureza ao nosso redor (cf. Sl 8).
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até
que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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