Terça-feira, 02 de julho de 2019
“Só vale a pena lutar por aquilo que
vale a pena possuir.”
EVANGELHO DE HOJE
Mt 8,23-27
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória vós Senhor!
Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o
acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a
barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo:
“Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes
tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o
mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam:
“Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”
Palavra da Salvação
Glória vós Senhor!
MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom
dia!
Qual é
o limite que suportam nossas forças? Sabemos até onde podemos chegar ou
suportar antes de “entregar os pontos”?
A
tolerância que temos para suportar as pressões pode sim variar de pessoa para
pessoa e conforme o que estamos passando sendo assim, a fé também pode ser umas
das possíveis vítimas. Ela (a fé) pode sofrer abalos momentâneos ou duradouros
quando somos submetidos diretamente ao sofrimento em especial, nas situações de
sofrimento ou penúria imposta pelas moléstias (doenças) ou pela morte.
Quantas
pessoas que ao passar por momentos de profundo e intenso estresse sucumbiram à
descrença? Quantas que desistiram ao ver seu mundo virar ao avesso?
Moisés
certa vez, cansado da incredulidade e “pedição” do povo, desconta toda sua
raiva e decepção num rochedo que “se nega” a dar água da primeira vez que é
solicitado e que precisa ser novamente atingido para que se contentasse o povo
descrente. Deus concedeu muito a Moisés, mas naquele momento o humano “escapou”
do divino e a raiva tomou conta. Somos assim também.
“(…)
Em seguida, tendo Moisés e Aarão convocado a assembléia diante do rochedo,
disse-lhes Moisés: ‘Ouvi, rebeldes: acaso faremos nós brotar água deste
rochedo? Moisés levantou a mão e feriu o rochedo com a sua vara duas vezes; as
águas jorraram em abundância, de sorte que beberam, o povo e os animais. Em
seguida, disse o Senhor a Moisés e Aarão: “Porque faltastes à confiança em mim
para fazer brilhar a minha santidade aos olhos dos israelitas, não
introduzireis esta assembléia na terra que lhe destino’“. (Números 20, 10-12)
Como
enxergamos as fatalidades? Como vemos a morte? Em ambas as perguntas a resposta
deveria vir precedida da palavra DEPENDE.
Sim! A
resposta é proporcional a importância que damos a pergunta. Como assim? A
fatalidade geralmente acontece na casa dos outros, mas quando ocorre no nosso
quintal é catástrofe!
Anos e
anos de RCC (Renovação Carismática Católica) me ensinaram e fizeram refletir
algo que carrego no meu exercício como ministro: Quem nos procura volta pra
casa com algo melhor? Será que estamos ensinando o que Jesus nos pediu?
O
próprio documento de Aparecida nos sugere um ensino querigmático, ou seja, com
foco no anúncio da Boa Nova, mas por que muitos grupos, pastorais, homilias e
pregações dão tanta importância ao povo “pidão” que insiste em ver a água
brotar da terra ao invés de educar? Temos em nosso conviver um povo que tem
medo de enfrentar as tempestades e já no primeiro vento acorda Jesus. O foco do
QUERIGMA é ensinar que antes de gritar é ACREDITAR QUE JESUS ESTA NO BARCO!
Não
quero aqui diminuir a dor de quem sofre fisicamente com uma doença ou uma
perda, mas dar a ela um sentido que gere o conforto. Deus esta no Barco! Creia!
Lembrei
de outra passagem em que o apóstolo dos gentios, Paulo, ia em direção a Roma
para ser julgado. A vontade de ser levado a Roma o fez enfrentar uma tremenda
tempestade que sacudia o barco e tudo levava a crer que o viraria e levaria
todos os ocupantes a morte. Lançaram ao mar todo material que podia ser
desprezado e ao final restando apenas a tripulação veio a idéia de pularem no
mar. Paulo então diz:
“(…)
Desde muito tempo ninguém havia comido nada. Paulo levantou-se no meio deles e
disse: Amigos, deveras devíeis ter-me atendido e não ter saído de Creta, e
assim evitar esse perigo e essas perdas. Agora, porém, vos admoesto a QUE
TENHAIS CORAGEM, POIS NÃO PERECERÁ NENHUM DE VÓS, MAS SOMENTE O NAVIO. Esta
noite apareceu-me um anjo de Deus, a quem pertenço e a quem sirvo, o qual me
disse Não temas, Paulo. É necessário que compareças diante de César. Deus
deu-te todos os que navegam contigo. POR ISSO, AMIGOS, CORAGEM! EU CONFIO EM
DEUS QUE HÁ DE ACONTECER COMO ME FOI DITO. VAMOS DAR A UMA ILHA“. (Atos 27,
21-26)
Não
abandonemos o barco, haverá sempre uma ilha.
Pessoas
que passaram por grandes tormentas na vida testemunham que em um dado momento,
quando viam a esperança a certa distancia, perceberam a mudança no sentido do
vento. No olho do furação que viviam, Deus concedia pela fé uma ilha de
tranqüilidade a aqueles que não desistiam. Derrotas, percas, tormentas, [...]
também nos ensinam, mesmo que duramente, no entanto é preciso crer que
venceremos.
Por
fim, saiba que ACREDITAR, no dicionário, vem antes de gritar, portanto, não
pule do barco!
Um
imenso abraço fraterno!
COMPORTAMENTO
Esconder
a idade é negar sua história
(Michele
Cardoso)
Cada
aniversário serve para lembrar que estamos neste mundo para viver, e que
devemos viver cada ano com abundância. Por isso, nada de fingir que não vivi.
No
último mês dos trinta e nove anos, escutei alguns comentários interessantes
sobre a idade que estava por chegar. Eram mistos de interrogações e exclamações
do tipo: “Já?!”, “Nem parece!”, “Tens jeito de menina!”, entre outras.
Inicialmente, fiquei lisonjeada, tomando como elogios aquelas frases. Até que
comecei a refletir sobre o assunto.
Por
que aparentar menos idade é considerado algo positivo? Possivelmente, juventude
esteja relacionada com beleza – o que de fato não é real. Talvez esteja
associada à fertilidade – e aquela exigência da procriação. Ou ligada a
liberdade de escolhas – o que, em muitos casos, só é conquistado na maturidade.
Isso vale para os homens também, ou só para as mulheres?
Numa
dessas conversas pré-aniversário, uma mulher de mais de sessenta anos
admirou-se com o fato de eu comemorar a chegada dos “enta”.
Hoje é
tudo mais aberto, disse ela. Lembrei de uma expressão investida de
cavalheirismo, mas que hoje me soa bastante preconceituosa: “Não se pergunta a
idade de uma mulher”. Oras, por que não? Talvez por causa de frases como essa,
encrustadas na nossa cultura, as mulheres se constranjam em falar suas idades.
Cresci escutando essas coisas e, antes dos trinta, comecei a omitir quantos
anos eu tinha, para evitar que no futuro as pessoas calculassem minha idade.
Durante vários anos coloquei uma vela com formato de interrogação sobre meu
bolo de aniversário.
Pois
agora, aos quarenta, percebi que todas essas tolices são maneiras sutis de
cercear as mulheres, fazendo-nos fingir ser o que não somos, envergonhar-nos de
quem realmente nos tornamos com o passar do tempo.
Hoje
penso que mentir ou omitir a idade é negar a própria história.
Quando
era uma menina, queria crescer logo. Agora que sou uma mulher, quero ser vista
como tal. E isso implica arcar com as consequências de minhas escolhas ao longo
dessas quatro décadas. Essas consequências podem ser físicas, emocionais,
profissionais, psicológicas. Enfim, elas são resultado de tudo o que vivi até
aqui. E são motivos de orgulho e de gratidão pelo aprendizado que me
proporcionaram.
Aquela
garotinha de dez anos ainda vive aqui dentro. Foram os sonhos dela que
impulsionaram as ações da garota de vinte, que ajudou a forjar a moça de
trinta, que conduziu a chegada da mulher de quarenta – que levará ao encontro
da senhora de cinquenta, sessenta, setenta e quantas décadas mais me forem
reservadas.
Não
abro mão de nenhuma dessas mulheres. É por todas elas que decidi assumir,
divulgar, celebrar essa mudança de década.
E se
outras meninas, garotas, mulheres quiserem me acompanhar, serão bem-vindas.
Cada aniversário serve para lembrar que estamos neste mundo para viver, e que
devemos viver cada ano com abundância.
Por
isso, nada de fingir que não vivi. Quero contar as muitas histórias que esses
quarenta anos me proporcionaram viver e viver mais quantas histórias me forem
possíveis contar.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Leonardo Da Vinci foi um grande pintor
italiano do Séc. XV. A sua obra prima é o quadro A Última Ceia. Ele demorou
quase um ano para pintar esse quadro tão bonito.
A primeira pessoa que ele pintou foi o
Cristo. Vários meses depois, faltava apenas um Apóstolo: Judas Iscariotes, o
traidor.
Da Vinci saiu pelas ruas de Roma, à
procura de alguém parecido com Judas, para que pudesse copiá-lo na tela.
Encontrou um rapaz e o contratou.
Após o serviço, o jovem começou a
chorar. Da Vinci perguntou-lhe por quê. Ele respondeu: “O Cristo que está aí na
tela sou eu também! O senhor não está me reconhecendo, porque naquela época eu
havia acabado de mudar-me do interior aqui para Roma, e a minha vida era
correta. Mas infelizmente eu caí...”
O rapaz abaixou a cabeça e continuou
chorando. Da Vinci abraçou-o e o convidou a mudar de vida, voltando ao que era.
O pecado nos desfigura. Ele é capaz de,
em apenas um ano, transformar um bom cristão católico em um Judas Iscariotes.
Mas Jesus é maravilhoso. Ele deixou-nos
meios para nos levantarmos e readquirirmos a inocência perdida.
Maria Santíssima nunca foi desfigurada
pelo pecado. E ela é, depois de Jesus, a maior agente de transfiguração que
existe. Que ela nos ajude a nos transfigurarmos e a sermos agentes de
transfiguração.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até
que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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