Terça-feira, 09 de julho de 2019
“A persistência é a maior aliada dos
nossos sonhos.”
EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,32-38
O Senhor esteja convosco
Ele está no meio de nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória vós Senhor!
Naquele tempo, 32apresentaram a Jesus um homem mudo, que
estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a
falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: "Nunca se viu coisa igual
em Israel". 34Os fariseus, porém, diziam: "É pelo chefe dos demônios
que ele expulsa os demônios".
35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em
suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo o tipo de doença
e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam
cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus
discípulos: 37"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi
pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!"
Palavra da Salvação
Glória vós Senhor!
MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom
dia!
Inicio
essa reflexão com um pensamento bem particular: os discípulos de Jesus são
conhecidos pelo amor uns aos outros e aos que mais precisam e por eles superam
as pressões e os entraves da vida em comunidade.
“(…) O
discípulo nasce pelo fascínio do encontro com Cristo e se desenvolve pela força
da atração que permanece na experiência de comunhão dos discípulos de Jesus. ‘A
Igreja cresce, não por proselitismo, mas ‘por atração: como Cristo atrai tudo
para si com a força de seu amor’. A Igreja atrai quando vive em comunhão, pois
os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como ele nos
amou’“. (CNBB – Documento 87, §89)
Vivemos
tempos onde as pessoas não querem mais se responsabilizar umas pelas outras.
Tenho “compromissos cristãos” bem definidos, ou seja, participo das celebrações
e de uma pastoral ou movimento, ou ajudo nas festas ou ajudo no recolhimento e
entrega de materiais de primeira necessidade como roupas, alimentos, (…).
Graças a Deus, desses operários a igreja esta bem suprida, mas novos campos
precisam ser roçados (internet, livros, CDs, DVDs,…); novos campos precisam ser
cuidados (juventude, promoção humana, política, relações sociais, comunicação…)
e reconquistar campos abandonados (família, filhos, casamento, amor ao
próximo).
O
operário que precisamos hoje na messe é extremamente capacitado por Deus, mas
muitas vezes pouco utilizado ou aproveitado por nós, às vezes por mera vaidade
ou “medo de perdermos o espaço”. Aos pastos repletos de lobos Jesus envia os
mais experientes ficando assim o cuidar do rebanho para os que foram ensinados
pelo pastor. Mas tenho uma pergunta: onde estão eles?
Muitos
pararam no caminho em virtude das perseguições dos próprios filhos de Deus que
existem em toda comunidade. Pessoas que por imaturidade e frustrações pessoais
“abraçam” a igreja como local para realizarem suas necessidades de ser
reconhecido e poder “mandar” em alguém.
Não
estou falando nenhuma coisa que não saibamos ou que não vivamos em nossas
comunidades; padres nos seminários sofrem com isso também. Não é um conforto,
mas se até Jesus teve que enfrentá-los, por que nós não teríamos?
A
proposta da CNBB para o evangelho de hoje é bem nesse foco: Dizer para cada um
que pensou em desistir a continuar lutando pelo reino de Deus
“(…)
Existem pessoas que vivem chorando pelos cantos por causa das ofensas e
calúnias das quais são vítimas no trabalho evangelizador. O Evangelho de hoje
nos mostra que não deve ser essa a atitude dos discípulos de Jesus. Quando
Jesus realiza a expulsão de um demônio, é caluniado, pois afirmam que é pelo
poder do mal que ele faz exorcismos. Jesus simplesmente continua a sua
caminhada, preocupando-se com o sofrimento e as dores de todos os que encontra
pelo caminho e fazendo o bem a todos, olhando a todos com compaixão e
preocupando-se porque são como ovelhas que não têm pastor. Assim também devemos
ser nós, não devemos viver preocupados com as calúnias que nos são dirigidas,
mas sim preocupados em fazer o bem”. (proposta do site da CNBB)
Por
que é que mesmo lendo isso ainda me calo, fujo ou desisto?
“(…)
Quando Jesus viu a multidão, ficou com muita pena daquela gente porque eles
estavam aflitos e abandonados, como ovelhas sem pastor”.
Se me
calo, desisto ou “entrego os pontos” o mundo vai aos poucos parar de ouvir meus
valores, preceitos e no que acredito. Se parar de acreditar, de denunciar, de
aprender é sinal que o mundo conseguiu me mudar.
Não
ligue para aqueles que ficam procurando defeitos no seu trabalho. Faça sim uma
reflexão permanente se algo do que falam é verdade, no entanto, entendendo e
verificando que o motivo da crítica é a inveja ou dor de cotovelo, bata o pé e
continue.
Rezemos
para que os filhos de Deus não se persigam.
Um
imenso abraço fraterno.
COMPORTAMENTO
Pensar é difícil, é por isso que a
maioria das pessoas prefere apenas julgar
Luiza Fletcher
Vivemos
em uma época em que a famosa frase de Carl Gustav Jung “Pensar é difícil, é por
isso que as pessoas preferem julgar”, faz muito sentido.
Estamos
constantemente analisando as pessoas ao nosso redor com olhos cruéis, sedentos
por falhas, por qualquer sinal de insuficiência, como se ao analisar o outro e
apontar os seus defeitos, estivéssemos de alguma maneira nos distanciando de
nossas próprias imperfeições.
Apesar
de os julgamentos fazerem parte de nossa natureza humana, e muitas vezes
desempenharmos esse comportamento sem ao menos nos darmos conta, precisamos
tomar cuidado para que não fiquemos condicionamos nesse modo de vida,
tornando-nos amargurados e solitários, porque ninguém quer ficar perto de uma
pessoa que não sabe enxergar as coisas bonitas da vida e daqueles ao seu redor.
Precisamos
tomar cuidado para não sermos dominados pelos nossos próprios egos e criarmos
rótulos, ao invés de conexões; críticas, ao invés de reconhecimento; crueldade,
no lugar de empatia. Todos somos seres imperfeitos, em constante evolução e
todos estamos fazendo o nosso melhor a cada momento. Reconhecer isso nos
aproxima de uma existência mais consciente.
Toda
vez que julgamos algo ou alguém, perdemos a oportunidade de enxergar o outro
com mais profundidade, humanidade; perdemos a oportunidade de aprender e
ensinar, de nos tornarmos seres humanos melhores.
Temos
o grande hábito de classificarmos com desnecessário ou importuno tudo aquilo
que não se encaixa em nossos padrões de crenças, em nossas formas de enxergar o
mundo e a vida e achamos que estamos certos ou apenas “exercendo nosso direito
à opinião”, e assim ofendemos pessoas todos os dias e plantamos em seus
corações tristeza, exclusão e insuficiência.
Esse
comportamento precisa ser mudado. O mundo é muito grande e cheio de
pluralidades. Cada um de nós tem uma vida única, com experiências únicas e têm
o direito de viver como quiser e ser respeitado por isso
Trabalhe
para ser um ser humano. Treine sua mente para admirar, ao invés de julgar; para
amar, ao invés de condenar. O respeito e a empatia são valores que nos levam
além e precisam ser cultivados com mais intensidade.
Desenvolva
o seu pensamento; analise, antes de julgar, vá além do senso comum e compreenda
que nem sempre a primeira impressão é a que deve ficar. O mundo é complexo e as
pessoas mais ainda! Merecemos mais do que apenas um olhar crítico, merecemos
compaixão, cuidado, atenção.
Quando
se vir preparado para julgar, seja melhor, pense. O mundo precisa de pessoas
que façam mais do que apenas apontar os dedos.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Certa vez, dois rapazes, um índio e um
branco, estavam passeando numa cidade grande. Era de tardezinha, depois de uma
chuva, e eles estavam numa avenida central, com jardim no meio. O movimento,
tanto de veículos como de pessoas que voltavam do trabalho, era enorme.
De repente, o índio falou: “Eu estou
ouvindo um grilo cantar”. “Impossível!” disse o branco. “Como que, neste barulho
todo, você vai ouvir o canto de um grilo?” Mas o índio insistiu que ouvia.
Para provar, depois que o farol fechou,
ele levou o amigo até o canteiro central da avenida, afastou as folhas e
apontou para o animalzinho.
Continuaram andando na calçada, no meio
da multidão. Disfarçadamente, o índio deixou cair no chão umas moedas que tinha
no bolso. Várias pessoas ouviram o barulhinho delas e olharam na direção.
“Está
vendo?” disse o índio. “Eu escutei o grilo porque estou acostumado com o seu
canto. Essas pessoas escutaram as moedas caírem, porque estão acostumadas com o
barulho de moedas. Nós ouvimos aquilo que amamos”.
“Ninguém
pode servir a dois senhores, pois vai odiar a um e amar o outro... Não podeis
servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16,13).
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até
que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário