terça-feira, 2 de julho de 2019

Terça-feira 23/07/2019

Terça-feira, 23 de julho de 2019



"Sou um só, mas ainda assim sou um.  Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."  (Edward Everett Hale)




EVANGELHO DE HOJE
Mt 12,46-50



— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!



Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele.
Alguém lhe disse: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo".
"Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? ", perguntou ele.
E, estendendo a mão para os discípulos, disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos!
Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe".





Palavra da salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz ( In Memorian)


    

Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Hoje nós comemoramos com alegria a Apresentação de Nossa Senhora. Conforme antiga tradição, Maria, quando criança, foi apresentada pelos pais, S. Joaquim e Sant’Ana, a Deus, na sinagoga. Havia esse costume entre as famílias hebréias mais devotas, de apresentar a Deus todos os seus filhos e filhas.
Quando, mais tarde, Maria e José apresentaram Jesus no Templo, certamente ela se lembrou que também foi apresentada por seus pais, e consagrada a Deus.
Houve, portanto, uma continuidade: de S. Joaquim e Sant’Ana para Maria, e de Maria para Jesus. Os pais geralmente são assim, eles continuam nos seus filhos aquilo que receberam de seus pais. Por isso que há o provérbio: Tal pai tal filho. Ou: Filho de peixe peixinho é.
É essa continuidade na educação religiosa dos filhos que vai fazendo continuar, nas novas gerações, a fé e a vida cristã legítima, que vem desde o tempo dos Apóstolos. A caminhada das famílias cristãs é idêntica à caminhada de S. Joaquim e Sant’Ana para Maria e de Maria para Jesus. A gente desenvolve mais tarde os valores que recebeu em casa na infância.
Jesus falou sobre isso: “Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? Assim, toda árvore boa produz frutos bons e toda árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus nem uma árvore má dar frutos bons. E toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo” (Mt 7,16-19).
É interessante também observar a caminhada de Maria na santidade. Foi um crescimento constante. Começou com a concepção imaculada e terminou com a Assunção, sendo assumida por Deus em corpo e alma.
E no Evangelho de hoje, próprio da festa da Apresentação de Nossa Senhora, Jesus aproveita uma oportunidade para nos dar um ensinamento fundamental sobre a Santa Igreja: Somos a sua família. Não só família de Jesus, de Deus, mas família entre nós, os batizados.
Como uma criança que já nasce dentro de uma família, nós, pelo batismo, nascemos dentro da Família de Jesus.
“Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” Não basta a pertença material à Igreja; precisamos fazer a vontade de Deus.
Santo Agostinho, comentando este Evangelho de hoje, diz: “Não sei qual dignidade de Maria é a maior: Ser a mãe de Jesus na carne ou ser a sua discípula na fé”.
Existe uma cena, acontecida no Calvário, que é intimamente ligada a esta, ou melhor, que esclarece o sentido desta narrada no Evangelho de hoje: Jesus estava na cruz e, vendo sua mãe e João Evangelista, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho! Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe!” (Jo 19,26-27). Nós sabemos que S. João ali representava toda a Igreja. Por isso a tradição da Igreja, desde o tempo dos Apóstolos, entende que Jesus, naquele para a sua Mãe a missão de ser a nossa Mãe na fé. Santa Mãe Maria, que sejamos dignos filhos vossos, e assim façamos valer o provérbio: Tal mãe tal filho.
Romeiro vela seu tamanho Um dia apareceu uma sra aqui na sacristia da Basílica, procurando um padre. Ela estava com uma vela do tamanhozinho dela. Eu achei engraçado pq vi certa semelhança entre a vela e aquela mãe de família: As duas iluminam, as duas aquecem, as duas servem. E, para fazer isso, as duas se consomem. Inclusive as duas tem lágrimas. Quantas vezes você vê uma mãe com o rosto cheio de rugas e os filhos todos bonitos, de rostos lisinhos. Ela está se consumindo, se desgastando para que os outros tenham mais vida. Quando v ver uma vela soltando lágrimas, lembre-se também de N.Sra, de J e de todas as pessoas que amam. Porque o amor sempre custa lágrimas. Mas voltemos à senhora. Ela me disse: “Padre, eu estou com pressa. O meu ônibus já está quase saindo lá na rodoviária. Eu queria rezar muita coisa aqui pra N.Sra., mas não tenho tempo. Por isso comprei esta vela. O senhor acende pra mim?” Claro que sim, disse eu. Deixe comigo e vá com Deus. E pode ter certeza que N.Sra. também vai com a sra. Fui lá na capela das velas e acendi a vela dela. Engraçado, não? A vela do tamanhozinho dela. Quer dizer que a vela era ela. Aquela senhora, viajando no ônibus, certamente foi pensando: Eu estou aqui, mas eu não saí do santuário. Estou lá rezando, naquela vela. Eu pergunto a você: esta oração é válida? Claro que é! Nós gostamos de usar símbolos, e Deus também gosta. A Bíblia é todinha cheia de símbolos.
Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.





COMPORTAMENTO



Entenda a diferença entre ganância e ambição
Jackson Buonocore




Os conceitos de ambição e ganância, quando consultados nos dicionários brasileiros, mostram-se similares, mas, na prática, são diferentes um do outro.
A ganância é o desejo de ter mais do que os outros ou a ânsia por lucros exagerados. A ambição é uma forte vontade de realizar algo, que exige trabalho e metas. Com base nessas delimitações, vamos caracterizar o perfil dos gananciosos e ambiciosos.

Os gananciosos têm avidez por dinheiro e poder, mas não querem pôr esforço e trabalho nisso. Desse jeito, eles acabam usando os demais, por meio da persuasão, para conseguir ganhos de modo desonesto, entretanto, cedo ou tarde serão descobertos. É por isso, que a ganância é vista no Cristianismo como o pecado da avareza, pois os avarentos não abrem mão da usura, mesmo que recebam afeto.

No Budismo, para se libertar da ganância, os sujeitos precisam se desapegar de bens materiais e da necessidade de prazer, no sentido de evitar o sofrimento a si próprios e a outrem.
E no Confucionismo, os gananciosos eram senhores de terras e comerciantes, que foram considerados gente de baixa ordem na sociedade, ou seja, inferiores aos camponeses que cultivavam o solo.

Na ficção, os gananciosos são satirizados, como por exemplo: Montgomery Burns, que é um grande empresário em Os Simpsons, Seu Siriguejo, de Bob Esponja e Tio Patinhas, da Disney. E no Inferno de Dante Alighieri, os avarentos são postos no quarto círculo do inferno, onde devem empurrar, repetidamente, os pesos do tamanho de sua riqueza. Aliás, as guerras foram causadas por atitudes gananciosas de governantes, o pior deles foi Hitler – que comandou o genocídio de 6 milhões de judeus e a morte de milhões de outras pessoas.

Não há nada de errado em buscar o melhor para vida, saindo da zona de conforto, que vai além da questão monetária. Por coincidência, a palavra ambição vem do latim ambire, que significa “mover-se livremente”.
Então, os sujeitos ambiciosos se tornam empreendedores, que se movem em busca do crescimento que impulsiona a economia do país, melhorando a vida de toda a sociedade.



Assim, a ambição acontece todos os dias, através dos alunos de escolas públicas que passam nos vestibulares das disputadas universidades, dos funcionários que têm os melhores resultados e ainda ajudam os colegas com dificuldades em suas funções, dos pequenos empresários que superam os obstáculos do mercado e da burocracia, entre outros, que souberam compartilhar o sucesso. Mas, a ambição deve ser guiada pela razão e consciência, já que, às vezes, os erros dos ambiciosos e deixarem-se seduzir pela ganância.

Portanto, a diferença entre os gananciosos e os ambiciosos é clássica: os primeiros querem uma sociedade enferma e sem perspectivas de oportunidades para maioria das pessoas.



Os ambiciosos trabalham pelo bem-estar individual e coletivo, promovendo a criatividade e a potencialidade humana, na construção de uma sociedade equilibrada.






MOMENTO DE REFLEXÃO



Certa vez, um raio de uma bicicleta resolveu abandonar o seu trabalho. Ele pensou: São tantos raios ao meu lado, todos presos no eixo e segurando a roda, um a menos não vai fazer falta. E foi embora.

Mas aquele raio estava enganado. O dono da bicicleta colocou a sua filha na garupa e foi levá-la à escola. A estrada era esburacada e cheia de pedras. No caminho, a roda entortou, os dois caíram e se machucaram.

Todas as funções na Comunidade são importantes. Ela é como um time de futebol. É o time de Cristo. Não há ninguém que não tenha recebido uma função específica.






UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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