Domingo, 18
de outubro de 2020
“O único
meio de fortalecer o intelecto é não ter uma opinião rígida sobre nada! Deixe a
mente de cada um ser uma estrada aberta a todos os pensamentos!”
EVANGELHO DE
HOJE
Mt
22,15-21
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a
vós, Senhor!
Os
fariseus saíram e fizeram um plano para conseguir alguma prova contra Jesus.
Então mandaram que alguns dos seus seguidores e alguns membros do partido de
Herodes fossem dizer a Jesus:
- Mestre,
sabemos que o senhor é honesto, ensina a verdade sobre a maneira de viver que
Deus exige e não se importa com a opinião dos outros, nem julga pela aparência.
Então o que o senhor acha: é ou não é contra a nossa Lei pagar impostos ao
Imperador romano?
Mas Jesus
percebeu a malícia deles e respondeu:
-
Hipócritas! Por que é que vocês estão procurando uma prova contra mim? Tragam a
moeda com que se paga o imposto!
Trouxeram
a moeda, e ele perguntou:
- De quem
são o nome e a cara que estão gravados nesta moeda?
Eles
responderam:
- São do
Imperador.
Então
Jesus disse:
- Dêem ao
Imperador o que é do Imperador e dêem a Deus o que é de Deus.
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Padre
Antonio Queiroz
Donde
vinha o batismo de João?
Este Evangelho começa com uma
pergunta dos dirigentes judeus a Jesus: “Com que autoridade fazes estas
coisas?” Eles se referiam aos dois fatos narrados logo antes no Evangelho: a
expulsão dos vendilhões do Templo e a entrada triunfal dele em Jerusalém. Referiam-se
também ao fato de Jesus estar ensinando no Templo.
Jesus usou de uma astúcia, e
respondeu: “Também eu vou fazer uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu
vos direi com que autoridade faço estas coisas. Donde vinha o batismo de João?
Do céu ou dos homens?” Eles ficaram em dificuldade, porque, se respondessem “Do
céu”, Jesus podia colocá-los na parede, dizendo: “Por que então não
acreditastes nele?” Se dissessem: “Dos homens”, tinham medo do povo, pois todos
tinham João Batista na conta de profeta. Disseram então: “Não sabemos”. Em
resposta, Jesus disse: “Eu também não vos direi com que autoridade faço estas
coisas”.
Jesus usou várias outras vezes
de astúcias semelhantes. Por exemplo, quando um grupo formado por fariseus e
saduceus quiseram colocar Jesus em dificuldade perguntando se era ou não lícito
pagar o imposto a César. Como na moeda havia a imagem de César, Jesus
respondeu: “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt
22,15-21). Na parábola do administrador infiel o administrador usa também de
astúcia, para sobreviver (Lc 16,1-8).
Também S. Paulo fez algo
semelhante em Jerusalém, para se livrar da prisão: “Sabendo que uma parte do
tribunal era composta de saduceus e a outra, fariseus, Paulo exclamou bem alto:
Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da
nossa esperança na ressurreição dos mortos. Apenas falou isso, armou-se um
conflito entre fariseus e saduceus, a assembléia ficou dividida...” (At 23,6-7)
e por isso o processo de condenação de Paulo foi encerrado.
Nós precisamos usar de muita
sagacidade para conseguir cumprir a nossa missão de cristãos e de construtores
do Reino de Deus. Deus nos capacitou para isso, dando-nos muitos dons, talentos
e carismas. E o próprio Espírito Santo, que é a inteligência em pessoa, está
conosco para nos inspirar e ajudar. Temos, portanto, condições de sobra para
dominar a terra, cumprindo a ordem de Deus nas primeiras páginas da Bíblia.
Aqueles sacerdotes e anciãos,
que perguntaram a Jesus com que autoridade ele agia, eram encarregados de
manter a fé autêntica. Mas na verdade não se preocupavam com a fé, e sim em
defender seus interesses. Isso foi demonstrado pela atitude deles, provocada
por Jesus. A armadilha que fizeram para Jesus virou-se contra eles.
As pregações de João Batista
tinham sido o acontecimento religioso mais importante dos últimos anos.
Naturalmente, os sacerdotes deviam pronunciar-se a respeito de João. Se não o
faziam, tampouco tinham moral para exigir que Jesus explique com que autoridade
agia.
Além do mais, João já havia
testemunhado para eles a respeito de Jesus: “No meio de vós está aquele que vós
não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de
suas sandálias” (Jo 1,26-27).
O próprio Jesus foi batizado
por João (Mt 3,13-17), referendando o batismo de conversão que João realizava.
Tanto João Batista como Jesus
não eram “profetas de ocasião”, que falam aquilo que os grandes querem ouvir.
Por isso foram recusados pelas elites.
Havia, certa vez, um jardineiro
que trabalhava como diarista em várias residências de um bairro classe alta,
cuidando dos jardins das residências.
Um dia, um especialista em
marketing de uma grande empresa contratou esse jardineiro para cuidar do jardim
de sua casa.
Quando o jardineiro terminou o
serviço, pediu ao executivo a permissão para utilizar o telefone, o que foi
prontamente permitido. Contudo, o executivo não pôde deixar de ouvir a
conversa. O rapaz havia ligado para uma senhora, com a qual teve o seguinte
dialogo:
- A senhora está precisando de
um jardineiro?
- Não. Eu já tenho um.
- Mas, além de aparar, eu
também tiro o lixo.
- Isso o meu jardineiro também
faz.
- Eu limpo e lubrifico todas as
ferramentas no final do serviço.
- Mas o meu jardineiro também o
faz.
- Eu faço a programação de
atendimento o mais rápido possível.
- Não, o meu jardineiro também
me atende prontamente.
- O meu preço é um dos
melhores.
- Não, muito obrigada! O preço
do meu jardineiro também é muito bom.
Assim que o moço desligou o
telefone, o executivo lhe disse: “Meu rapaz, você perdeu um cliente”. Ele
respondeu: “Não. Eu sou o jardineiro dela. Eu apenas estava medindo o quanto
ela estava satisfeita”.
No advento, nós celebramos a
espera do nascimento de Jesus. É uma espera ativa, isto é, não o esperamos de
braços cruzados. Quando vamos receber uma visita, costumamos preparar a nossa
casa. Vamos aproveitar estes poucos dias que faltam para nos preparar, e nos
preparar bem. Nós pedimos à Rainha dos Profetas que nos ajude a acolher bem os
verdadeiros profetas de Deus, e a exercer a nossa vocação profética, usando
para isso todos os nossos talentos e muita sagacidade.
Donde
vinha o batismo de João?
VÍDEO DA
SEMANA
Decida
mudar de vida - Pe. Fábio de Melo
MOMENTO DE
REFLEXÃO
Depois de plantada a semente
deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto
um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.
Durante cinco anos, todo o
crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas...Uma maciça e fibrosa
estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está
sendo construída. Então, no final do quinto ano, o bambu chinês cresce até atingir
a altura de 25 metros.
Muitas coisas na vida pessoal e
profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço,
faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por
semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando,
persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um
crescimento e mudanças que você jamais esperava.
Especialmente em nosso
trabalho, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de
pensamento, de cultura e de sensibilização, devemos sempre lembrar do bambu
chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.
Procure cultivar sempre dois
bons hábitos em sua vida:
A Paciência e a Persistência.
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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