Quinta-feira,
22 de outubro de 2020
“Viver é a
única coisa que não dá para deixar para depois.”
EVANGELHO DE
HOJE
Lc
12,49-53
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a
vós, Senhor!
Fogo eu
vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Um batismo eu
devo receber, e como estou ansioso até que isto se cumpra! Pensais que eu vim
trazer a paz à terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer a divisão. Pois
daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra
duas e duas contra três; ficarão divididos: pai contra filho e filho contra
pai; mãe contra filha e filha contra mãe; sogra conta nora e nora contra sogra.
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom dia!
Ôh verdade que dói! Sabemos o
que é certo, mas por que é que não fazemos?
Existem problemas que se
iniciam dentro de nós mesmos, mas não conseguimos (ou não queremos)
identificá-los. Repito, sabemos qual seria a melhor medida, mas não conseguimos
seguir. Imaginemos esse exemplo:
“Trabalho, estudo, vivo em
comunidade, mas não consigo me relacionar adequadamente com pessoas que me
cercam; Não me permito me mostrar por completo (sem máscaras) para os outros;
Não consigo ouvir ou aceitar opiniões e sentimentos diferentes do meu, pois me
sinto mais seguro (a) quando minhas opiniões, desejos, expectativas,
percepções, sentimentos e emoções prevalecem; sou um (a) líder nato (a), pois
exerço controle sobre mim e/ou sobre os outros…”.
Será que é difícil conhecer
alguém assim? Talvez não na totalidade do texto, mas todos nós temos um pouco
dessa pessoa do exemplo acima. Não podemos confundir esses pensamentos com a
idéia de pessoa com auto-estima. Não façamos isso! É muito comum e estimulado
num cenário de bolsa de valores, capitalismo, vendas (…) onde é visto como
“virtude”, mas no relacionamento interpessoal, na família, na sociedade, (…)
essas “virtudes” mais afastam as pessoas do que agregam, e o que é pior,
sabemos disso!
“(…) Mas, então, não sou eu que
o faço, mas o pecado que em mim habita. Eu sei que em mim, isto é, na minha
carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz
de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se
faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim
habita”. (Romanos 7, 18-20)
Temos outro tipo de pessoa (…).
“Tenho medo, não contenho a
raiva, a frustração; minha esperança escoa como areia pelos dedos; não acredito
mais nas pessoas; tenho problemas nos meus relacionamentos pessoais e
profissional; tenho pena de mim mesmo, sou azarado e nas correções e exortação
me ponho na defensiva”.
Como no exemplo anterior, temos
também conhecimento de pessoas que também são assim, mas será que conseguimos
ver que às vezes somos, em partes, parecidos com ele? Paulo disse (versículo
acima) sobre o mal que mesmo não querendo fazer o fazia mesmo não desejando
fazer. Fazemos sim muito mal as pessoas sem perceber, mas muito mais a nós
mesmos que não notamos se não nos acontecer algo que mude ou interfira nessa
triste rotina.
Imaginemos um lago bem calmo.
Águas cristalinas, um espelho d’água. De repente vem aquele menino e joga uma
pedra no meio do lago. A tranquilidade (ou marasmo) é quebrada por aquelas
ondas que surgiram do impacto da pedra com a água. Temos problemas quando não
conseguimos esperar o tempo e entender que as ondas passarão. Sofremos também
quando alimento o menino para continuar lançando pedras… Parece que me
acostumei com a tristeza.
“(…) Vossos preceitos são
minhas delícias, meus conselheiros são as vossas leis. Prostrada no pó está
minha alma, restituí-me a vida conforme vossa promessa. Eu vos exponho a minha
vida, para que me atendais: ensinai-me as vossas leis. Mostrai-me o caminho de
vossos preceitos, e meditarei em vossas maravilhas. Chora de tristeza a minha
alma; reconfortai-me segundo vossa promessa. Afastai-me do caminho da mentira,
e fazei-me fiel à vossa lei”. (Salmo 118, 24-29)
Temos também mais duas pessoas:
Uma que não sabe como esta e outra que finge não saber. E são essas que
realmente me preocupam, pois acabam não se deixando curar mesmo tendo o remédio
em casa, na comunidade, no trabalho…
Talvez seja essa ultima pessoa
que Jesus tenha duramente chamado de hipócrita, mas esse hipócrita, no contexto
da nossa reflexão podemos chamar de medroso.
Sabemos o que fazer para sermos
mais felizes. Encaremos os problemas! Não sejamos vítimas de nós mesmos.
Um imenso abraço fraterno.
MUNDO ANIMAL
Homeopatia
e comportamento animal: uma abordagem semiológica
A homeopatia, arte médica que
valoriza o indivíduo como um todo, é um sistema terapêutico que busca, através
da compreensão do paciente, assisti-lo em seus processos biológicos, que
oscilam entre a saúde e a doença. Para realizar esta tarefa, o homeopata agrega
a pesquisa da etiologia e dos sintomas patognomônicos às reações individuais,
procurando por sintomas, objetivos e subjetivos, que revelem o modo como cada
um interage com o meio que o cerca. A partir de suas observações o homeopata
irá escolher e administrar o medicamento mais adequado ao paciente auxiliando-o
em seu processo de cura.
Para uma maior precisão na discussão
acerca da abordagem semiológica da homeopatia, apresentamos seus princípios,
que permanecem imutáveis desde que foram estabelecidos e fundamentados por
Samuel Hahnemann, médico alemão que viveu no final do século dezenove. São
eles: a lei da semelhança, a experimentação no homem são, e a dose mínima.
A lei da semelhança diz que
toda substância capaz de produzir em doses ponderáveis, tóxicas ou
fisiológicas, no indivíduo sadio porém sensível, um conjunto sintomático
determinado será igualmente capaz de, em doses convenientes conforme o caso,
curar um indivíduo sensibilizado pela doença com um quadro mórbido semelhante,
excetuando-se as lesões irreversíveis. Esta lei lembra a famosa frase de
Hipócrates "Similia similibus curantur" isto é a doença é produzida
pelos semelhantes e, através dos semelhantes, o paciente retorna à saúde.
O segundo fundamento preconiza
que a substancia a ser pesquisada deverá ser antes experimentada no Homem
aparentemente sadio e sensível. Baseado neste princípio, inúmeras substâncias
foram experimentadas e suas patogenesias foram registradas em livros
denominados de Matéria Médica Homeopática. A dose mínima estabelece o padrão
característico da farmacotécnica homeopática para o preparo do medicamento.
Assim, a substância deverá sofrer dinamização, isto é, diluição e sucussão ,
para então adquirir poder terapêutico.
Homeopatia veterinária
Ainda que a homeopatia esteja
associada ao tratamento de seres humanos, o emprego de medicamentos
homeopáticos na prática veterinária pôde comprovar a utilidade deste sistema
terapêutico no tratamento de animais.
Veterinários pioneiros na
utilização da homeopatia tiveram a coragem e a perseverança de aprofundar seu
conhecimento da matéria médica experimentando os medicamentos em sua clientela
e extraindo preciosas informações a partir de tratados de toxicologia
veterinária, como no caso de Solanum malacoxylon. A partir da constatação de
que esta solanácea provoca, em doses tóxicas, calcinose generalizada em
ruminantes, cavalos e coelhos, com emagrecimento, diminuição na produção de
leite, apatia, cifose, deformação das extremidades anteriores, débito cardíaco
e dispnéia expiratória, esta planta foi dinamizada e passou a ser utilizada por
veterinários homeopatas no tratamento de alterações na deposição óssea de
cálcio.
Na medida que medicamentos
homeopáticos foram sendo utilizados em animais, inúmeros efeitos e
características sintomáticas, antes somente observadas no ser humano, puderam
ser constatadas. Por outro lado, muitos dos sintomas patogênicos observados no
homem ainda estão para ser confirmados nos animais. No livro Homéopathie
Vétérinaire, seus autores registraram medicamentos que tiveram sua utilização
em veterinária verificada através do emprego clínico de acordo com a espécie
animal, e medicamentos cujas patogenesias foram realizadas em animais
aparentemente saudáveis, porém sensíveis.
Semiologia comportamental
Dentre os sintomas pesquisados
pelo homeopata, um dos mais valorizados é o "mental". No que diz
respeito aos animais o veterinário esbarra em uma dificuldade fundamental: a
comunicação é limitada. Não se pode ter acesso ao interior, à mente de um
animal, mas somente observar seu comportamento, ou receber tais informações
através do proprietário. Ao observar-se um animal pode-se apenas descrevê-lo de
fora; inferir significados a seu comportamento é projetar valores e sentimentos
humanos nele. Pode-se apenas dizer que esse é o modo como parece que ele sente.
Quando o proprietário fala, explica ou interpreta o comportamento de seu
animal, poderá muitas vezes estar falando de si mesmo ou de outro ser humano.
Antropomorfismo
Muitas vezes também o
veterinário pode interpretar, avaliar ou tentar decifrar o comportamento animal
de maneira projetiva ou usando a si mesmo como referência..
O erro da visão antropomórfica
não está no fato de se encontrar similaridades ou homologias entre o
comportamento do homem e dos animais ou porque o animal evoca sentimentos de
empatia, mas no fato de se justificar o comportamento animal de acordo com
valores próprios do ser humano.
Quando se considera a
importância adaptativa do comportamento atual de um animal deve-se lembrar que
estas foram adquiridas durante a história evolutiva da espécie (filogênese) e
de desenvolvimento individual (ontogênese). Uma forma de estudar essa evolução
é comparar o comportamento de espécies próximas. Neste caso o estudo de lobos e
outros canídeos pode nos auxiliar a entender o significado de certos fenômenos
comportamentais, seu significado ou valor adaptativo a um ambiente particular e
ao ambiente social.
Domesticação
Mas o processo de domesticação
poderia modificar o comportamento de um animal a ponto de torná-lo semelhante
ao domesticador?
Segundo Fox como conseqüência
da domesticação (seleção genética, alteração do ambiente social e ecológico) os
animais podem ao longo de sua história filogenética e/ou ontogenética:
1) Sofrer atrofia ou
hipertrofia, aumento ou diminuição no limiar de resposta a estímulos de padrões
comportamentais
2) Omitir, reordenar ou
exagerar um ou mais componentes de uma seqüência comportamental
3) Desenvolver ritualização ou
emancipação de um padrão ou componente
4) Desenvolver novos padrões
comportamentais resultantes do processo de desenvolvimento.
É preciso lembra-se que tais
modificações são resultado de uma seleção artificial e portanto acentuaram ou
atenuaram propositadamente ou não alguns padrões comportamentais impróprios do
cão. O estudo do processo evolutivo nos mostra que sempre que a seleção natural
ocorreu, as modificações comportamentais estavam dentro de um contexto
ecológico adaptativo relevante, isto é tais comportamentos serviram a melhoria
da eficiência de uma função original com vistas na aptidão abrangente
(sobrevivência e reprodução).
No caso da seleção artificial
os objetivo são outros. São objetivos que visam funções de caça, tração,
pastoreio, companhia e estética. Assim surgiram cães das mais diversas raças e
para as mais diversas funções. Desse modo alguns componentes de padrões
comportamentais foram modificados. Assim podemos ver o Border Collie fazer sua
função de pastoreio com grande habilidade, cercando e encurralando ovelhas mas
diferentemente de seus parentes distantes, os lobos, não as atacam e comem.
Em alguns casos a seleção
artificial privilegiou aspectos estéticos e deixou de considerar aspectos
comportamentais. Um exemplo disso é o poodle, selecionado originalmente para a
caça hoje um cão de companhia e beleza. Na busca de uma melhoria em suas
características exteriores houve uma seleção involuntária de indivíduos com
agressividade mais acentuada. Hoje o que pode se assistir são cães de grande
beleza mas que comumente atacam e mordem seus donos. Neste caso assim como em
outros casos não houve o surgimento de novos padrões comportamentais, mas sim
um redirecionamento daqueles originais. É neste sentido que a etologia como
modelo metodológico pode contribuir no entendimento do comportamento dos cães
domésticos especialmente nos casos em que o animal exibe comportamento não
desejados ou patológico.
A contribuição da etologia
O modelo metodológico e
conceitual da etologia parece ser mais eficiente como ferramenta para o
veterinário homeopata possa alcançar a meta da individualização e chegar a uma
compreensão dos animais, no que se refere ao fenômeno comportamental.
A etologia fundamenta-se em um
modelo sistêmico biológico, isto é considera o sistema orgânico como um todo
que se relaciona tanto com o meio interno como com o externo. A ênfase é dada
na observação e descrição do comportamento dentro de um contexto natural
evitando pressupostos a priore. Aplica ao comportamento uma perspectiva
essencialmente biológica de modo que as reações dos animais são vistas como
aspectos dos fenômenos vitais. Sujeita portanto, as influências dos mecanismos
de seleção natural isto é: assegurar a sobrevivência (adaptação e reprodução)
do organismo num hábitat determinado.
Ao realizar o estudo
comparativo das manifestações comportamentais dos animais pode-se observar
similaridades. Todos podem ter comportamento territorial, sexual, apetitivo,
social, mas que irão se manifestar de forma particulares segundo a raça,
espécie, ou indivíduo, de acordo com o processo evolutivo e segundo o processo
particular de adaptação ao meio ambiente, mesmo no caso em que a seleção foi
artificial.
Por isso é preciso se conhecer
bem todo o repertório de comportamentos próprios da espécie bem como todos
aqueles considerados como problemáticos ou adaptativos.
O veterinário de aposse deste
modelo metodológico deveria aplicá-lo em sua clínica diária para aprofundar o
conhecimento do animal que está tratando e assim escolher o medicamento
homeopático mais adequado.
MOMENTO DE
REFLEXÃO
Uma jovem mãe, submetida a um
tratamento contra câncer, voltou do hospital sem cabelos, por causa da
radioterapia, e muito consciente da sua aparência.
Estava sentada na cozinha, quando seu filho
apareceu na porta, olhando-a curiosamente.
Quando a mãe iniciou o discurso que ensaiara
para ajudá-lo a entender o que via, o menino se aproximou e aconchegou-se em
seu colo, quietinho, a cabeça recostada em seu peito.
A mãe acariciou a cabecinha do
filho e disse: "Você vai ver como daqui a pouco o meu cabelo vai crescer e
eu vou ficar melhor, como era antes."
O menininho se levantou, olhou para a mãe
pensativo. Com a espontaneidade de seus seis anos, respondeu: "Seu cabelo
está diferente, mas seu coração está igualzinho."
A mãe não precisava mais esperar por
"daqui a pouco" parar melhorar. Com os olhos cheios de lágrimas, ela
se deu conta de que já estava muito melhor.
Rochelle
M. Pennington
Histórias
para aquecer o coração das mães
Jack
Canfield, Mark Victor Hansen e outros
Editora
Sextant
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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