Terça-feira,
27 de outubro de 2020
Dê sempre
o melhor. E o melhor virá. (Madre Teresa de Calcutá)
EVANGELHO DE
HOJE
Lc
13,18-21
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a
vós, Senhor!
E Jesus
dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? É
como um grão de mostarda que alguém pegou e semeou no seu jardim: cresceu,
tornou-se um arbusto, e os pássaros do céu foram fazer ninhos nos seus ramos”.
Jesus disse ainda: “Com que mais poderei comparar o Reino de Deus? É como o
fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha, até tudo
ficar fermentado”.
Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Alexandre
Soledade
Bom dia!
Certa vez os fariseus
perguntaram a Jesus quando veriam ou viria o reino de Deus. Ele responde algo
inusitado: “Ele já esta no meio de vós”!
“(…) Os fariseus perguntaram um
dia a Jesus quando viria o Reino de Deus. Respondeu-lhes: O Reino de Deus não
virá de um modo ostensivo. Nem se dirá: Ei-lo aqui; ou: Ei-lo ali. POIS O REINO
DE DEUS JÁ ESTÁ NO MEIO DE VÓS”. (Lucas 17, 20-21)
Vamos tentar somar as pistas:
“Ele esta no meio de nós”;
Parece um “grão de mostarda”;
É o fermento a ser espalhado na
massa…
Uma observação: Fico imaginando
sovar massa para espalhar esse fermento de forma homogênea. Alguns estudiosos
fazem uma analogia dessas três medidas de fermento às virtudes teologais: A fé,
a esperança e o amor.
Muitas vezes (mais de 90 vezes)
o fermento é usado na bíblia como símbolo de algo mal, algo a ser evitado, (…),
mas Jesus apresenta, nesse exemplo, um reino de Deus (fermento) que paira ou
reside homogeneamente dentro dessas três medidas; Ele é algo tão pequeno, mas
que consegue fazer crescer a massa ao ponto de não sobrar espaço na fôrma; é
algo que preenche por completo nossas vidas.
O reino de Deus esta dentro de
nós e intimamente ligado a nossos valores mais íntimos. Ele esta também no
irmão que persevera na fé, na esperança e no amor ao próximo. Ele não esta
apenas em uma virtude, mas como diz a analogia da palavra, sovado e pulverizado
entre elas, sendo assim, não faz diferença quantos talentos ou dons tem, pois o
que importa é o quanto ele esta sovado na massa
O reino de Deus esta na fé perseverante
de quem insiste em levantar, mesmo que o dia, o momento, a situação lhe pareça
adversa; Ele esta na esperança que resiste ao tempo, aos prognósticos, as
suposições, superstições; Ele também esta no gesto de amor ao próximo
simbolizado pelo perdão, na caridade verdadeira, nos gestos de carinho, no
afago, no preocupar-se, (…).
Deus esta na lágrima de quem
assiste a um programa de TV e chora a toa; é Ele que nos move a levantar no
ônibus e ceder o lugar a alguém que precisa mais que eu; É Ele que nos ensina o
que falar a quem mais precisa ouvir. Ele esta na criança contente; no sorriso
do meu (do seu) filho (a), na paz lá de casa. Ele assiste nossas falhas, vê
nossos erros; dá-nos sinais, se revela no outro; ensina-nos, nos guarda, nos
protege, (…) Deus esta em todo lugar. Sovado nessa massa!
“(…) Que comparação poderei
usar para o Reino de Deus”?
Deus esta na criança pobre que
consegue estudar; no velho que consegue ainda ter forças para ajudar seus
filhos a criar seus netos; é a força que nos faz superar a depressão, o pânico,
(…); Ele esta na alegria por uma meta cumprida; na aprovação do vestibular, na
força de tentar mais uma vez após um insucesso.
Deus esta na “dó”
(misericórdia) que temos por uma árvore cortada ou arrancada, no sentimento de
um animal ferido; no grito de um faminto. Deus esta no mendigo deitado na
calçada, no irmão protestante, no ateu, no judeu…
Na tempestade, Deus não estava
no vento, mas no recomeço; Na morte, Deus não estava dor, mas agarrado as
lágrimas; Na cegueira, Deus não esta nos olhos, mas num coração que mesmo assim
encontra o caminho de casa; Na favela, Deus não estava na bala perdida, e sim
ao seu lado como sempre estará
Realmente. Deus esta sovado na
massa!
Quem é essa massa preparada com
tanto esmero?
“(…) O Senhor Deus FORMOU,
POIS, O HOMEM DO BARRO DA TERRA, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e
o homem se tornou um ser vivente“. (Genesis 2, 7)
Deus sovou seu amor dentro de
nós! Agradeçamos por um instante pelo dia de hoje.
Um imenso abraço fraterno.
COMPORTAMENTO
Livros de colorir para
adultos: a nova mania
Calila Galvão
Quem aqui pensa que pintar
desenhos num papel é apenas coisa de criança engana-se. Ultimamente é possível
ver nas redes sociais várias pessoas postando fotos de seus livros de pintura
coloridos. Tem se tornado uma técnica relaxante e de tão boa tende a viciar.
Os livros de colorir para
adultos já venderam milhares de cópias no mundo todo. As imagens são basicamente
de jardins extremamente detalhados e quando você terminar a sua página parecerá
o vitral de uma igreja. Os benefícios que esse tipo de exercício artístico traz
justifica o tamanho da fama.
Os benefícios dos livros de
colorir para adultos
O grande diferencial desse novo
passatempo é que ele exige paciência, concentração e atenção aos detalhes.
Todas essas coisas costumam ser perdidas no nosso cotidiano pela nossa rotina.
Parece que temos o Coelho Branco gritando nos nossos ouvidos “é tarde, é tarde,
é tarde” e com isso deixamos as pequenas coisas da vida passarem despercebidas.
Entre os muitos benefícios que
os livros para colorir podem trazer podemos citar a redução da ansiedade, muito
comum nos tempos de hoje, melhora da concentração, aumenta da criatividade que
acaba por ativar uma parte do cérebro que para muitos estava sedentária,
aumento dos níveis de tolerância e frustração e combate ao estresse.
Outro benefício importante é o
aumento da socialização. Até mesmo os tímidos vão querer compartilhar o seu
progresso na pintura. Através de fotos no Facebook e Instagram é possível ver o
progresso dos amigos e conhecidos e descobrir novas técnicas para realizar a
sua obra de arte.
Como tudo começou
Uma versão mais interativa na
literatura começou com o livro Destrua Este Diário da autora canadense Keri
Smith. Depois disso não pararam de surgir versões de livros que apresentavam
uma nova roupagem de conexão com os leitores. Mas, a grande pioneira dos livros
de colorir para adultos foi a designer gráfica e britânica Johanna Basford.
Basford sempre foi muito
elogiada pelos desenhos que fazia que eram basicamente em preto e branco e
muitos a incentivaram a expô-los. Depois de alguns trabalhos com a Sony e a
Absolut Vodka o sucesso começou e ela passou a disponibilizar alguns desenhos
de forma gratuita como papel de parede para computador.
Saiba como usar as cores a
favor do seu humor.
Os dois livros de Johanna são
Floresta Encantada e Jardim Secreto. Este foi inspirado nos jardins do castelo
escocês de Brodick, onde o avô da autora trabalhou como jardineiro durante
muitos anos. Já o Floresta Encantada veio logo em seguida inspirado na floresta
que cresceu ao redor da casa dos avós de Basford.
Quem mais aderiu aos livros de
colorir para adultos?
Bom, vários outros autores,
inspirados pelo sucesso de Johanna, resolveram criar os seus próprios livros de
colorir para adultos e são opções para todos os tipos e gostos. Até mesmo
várias blogueiras entraram na onda como Lia Camargo, Priscila Paes, Isabella,
Gabriela Cadamuro, Cynthia Rachel e outras.
MOMENTO DE
REFLEXÃO
O perigo da viagem mora nas
malas. Elas podem nos impedir de apreciar a beleza que nos espera. Experimento
na carne a verdade das palavras, mas não aprendo. Minhas malas são sempre
superiores às minhas necessidades. É por isso que minhas partidas e chegadas
são mais penosas do que deveriam.
Ando pensando sobre as malas
que levamos...
Elas são expressões dos nossos medos. Elas
representam nossas inseguranças. Olho para o viajante com suas imensas bagagens
e fico curioso para saber o que há dentro das estruturas etiquetadas. Tudo o
que ele leva está diretamente ligado ao medo de necessitar. Roupas diversas; de
frio, de calor – o clima pode mudar a qualquer momento! – remédios, segredos,
livros, chinelos, guarda chuva – e se chover? –, cremes, sabonetes, ferro
elétrico – isso mesmo! – Microondas? – Comunique-me, por favor, se alguém já
ousou levar.
O fato é que elas representam
nossas inseguranças. Digo por mim. Sempre que saio de casa levo comigo a
pretensão de deslocar o meu mundo. Tenho medo do que vou enfrentar. Quero fazer
caber no pequeno espaço a totalidade dos meus significados. As justificativas
são racionais. Correspondem às regras do bom senso, preocupações naturais para
quem não gosta de viver privações.
Nós nos justificamos. Posso
precisar disso, posso precisar daquilo...
Olho ao meu redor e descubro
que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos
permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser
despachado?
As perguntas são muitas... E se
eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em
quando, como se fosse a primeira vez?
Desisto. Jogo o que posso no
espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma
coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que
levei não me serviu pra nada.
É nessa hora que descubro que
partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da
viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a
ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.
E então descobrimos o motivo
que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha
razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite
mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos
que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente
continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu eu me reencontro com desejo de
amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração
querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.
É como se a voz identificasse a
raiz do grito, o elemento primeiro.
Vida e viagens seguem as mesmas
regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão
necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e
pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos,
internatos...
Ver o sofrimento de perto,
tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos
humanizar.
Andar na direção do outro é também fazer uma
viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao
adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para
enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles
não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.
Padre
Fábio de Melo
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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