sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Terça-feira 06/10/2020


Terça-feira, 06 de outubro de 2020


“A Força não vem da capacidade física, ela vem de uma vontade inabalável.”(Mahatma Gandhi)





EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,38-42


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!



Naquele tempo:
38Jesus entrou num povoado,
e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa.
39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor,
e escutava a sua palavra.
40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres.
Ela aproximou-se e disse:
'Senhor, não te importas que minha irmó
me deixe sozinha, com todo o serviço?
Manda que ela me venha ajudar!'
41O Senhor, porém, lhe respondeu:
'Marta, Marta! Tu te preocupas
e andas agitada por muitas coisas.
42Porém, uma só coisa é necessária.
Maria escolheu a melhor parte
e esta não lhe será tirada.'



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Fr. José Luís Queimado, CSsR.

SERMOS MARTA E MARIA!
Em João 11, 5, encontramos a informação de que Jesus amava Marta, Maria e Lázaro. Portanto, eram realmente amigos íntimos de Jesus. Assim como todo ser humano, o Mestre confiava em algumas pessoas ao seu redor. Esses três irmãos podiam ser considerados grandes amigos do Senhor, como já dissemos acima.
No Evangelho de Lucas, o irmão de Marta e Maria, Lázaro, não é citado em nenhum momento. Mas o objetivo do evangelista é outro: mostrar a importância de servir e de se lançar aos pés de Jesus, aquele que nos trouxe a salvação.
Marta, na realidade, não era uma pessoa brava, apressada, pagã ou qualquer outro adjetivo já dado a ela no decorrer da História. Para começar, foi ela quem convidou o Mestre para se aconchegar em sua casa, sendo totalmente fiel aos preceitos da época quanto a receber bem um forasteiro.
Algo também muito curioso é a ausência total dos discípulos nesse acontecimento. Lucas quer mostrar aos seus leitores que Jesus convida a todos para serem discípulos e, neste caso, a atenção recai sobre duas mulheres, do povoado de Betânia (segundo João).
Marta é a imagem do discípulo ativo, que quer servir ao Mestre da melhor maneira possível. E Maria é a representação do discípulo que ouve a palavra de Jesus, deixando-se atingir totalmente por ela. As duas maneiras de ser discípulo devem se conjugar, pois ambas as atitudes são necessárias: escutar e servir.
Se quisermos ser somente Marta, cairemos num ativismo sem fim, trabalhando tanto para a messe do Senhor, que nos esqueceremos do Senhor da Messe. Se optarmos por ser somente Maria, viveremos num mundo distante do mundo real, esperando sempre outro mundo; acabaremos nos alienando da realidade humana que é tão cara a Jesus. Por isso, irmãos e irmãs, sejamos discípulos Marta e Maria. Pessoas que trabalham sem se cansar para a construção do Reino, alimentando-se diariamente da Palavra de Deus. Os ensinamentos de Jesus são as nossas regras de vida, sigamo-los!
São Benedito (1524 – 1589), um irmão franciscano nascido na ilha italiana da Sicília, foi capaz de mostrar a beleza do Reino nas pequenas atitudes diárias. Como cozinheiro do convento, soube ouvir a Palavra de Deus e a pôr em prática. Conciliou de uma maneira esplêndida o ser Marta e o ser Maria. Que São Benedito, o Negro, tão querido no Brasil, possa ser uma seta que nos indique o caminho coerente rumo à construção do Reino! São Benedito! Rogai por nós!





COMPORTAMENTO

Superar não é esquecer, é se lembrar sem dor
Marcel Camargo


Quando você pensa no que passou e nas pessoas que lá estiveram, sem mágoa em seu coração, é porque você já perdoou, já se perdoou. Já superou.
Enquanto vivemos, vamos acumulando momentos bons e experiências ruins. O que é bom fica no coração e a gente sempre para lá retorna quando a saudade dói. Já as experiências ruins parecem teimar em ficar ali grudadas e nos cutucando com frequência.
Talvez isso ocorra porque temos que usar o que deu errado em nosso favor, retirando lições, ressignificando nossa visão do mundo e das pessoas, mudando nossos comportamentos nocivos e nos afastando de tudo o que faz mal.
Infelizmente, porém, nem sempre temos forças para usar o que dói como ferramenta de aprendizado e de superação. E a dor então não sai dali, não muda nem nos transforma, como deveria.
Ninguém quer dar errado, a gente sempre espera o melhor das pessoas, dos relacionamentos, da vida enfim. Por isso, quando as coisas vêm na contramão de nossos planos e desejos, derrubando nossos sonhos pelo caminho, ficamos vulneráveis e enfraquecidos. Nada mais parece fazer sentido, ninguém mais parece ser confiável. Lutar contra isso tudo requer uma força descomunal que, principalmente no início da escuridão, não conseguimos reunir.
Muitas vezes, vamos levando a vida, trabalhando, empurrando os dias com a barriga, embora desmoronados por dentro. Nessas horas, vale muito ter com quem contar, seja um familiar, um amigo, seja um profissional. Isso porque, se ficarmos contando somente com o que temos dentro de nós, não teremos muito, a não ser arrependimentos, culpa e impotência.
As pessoas que enxergam nossas tempestades de fora possuem uma visão menos emotiva do que nos aconteceu e certamente analisarão tudo com mais coerência e esperança.
O importante é seguir, continuar, jamais desistir de ser feliz. Após decepções doídas, perdas irreparáveis e doenças devastadoras, nunca mais seremos iguais.
Necessitamos nos esvaziar por dentro, para que consigamos nos reconstruir, e pouco a pouco, renovados e distantes das dores de ontem. E então a gente muda, bem lá dentro. E segue.
Não tem outro jeito. Quando você pensa no que passou e nas pessoas que lá estiveram, sem mágoa em seu coração, é porque você já perdoou, já se perdoou. Já superou. Quando você sorri ao se lembrar, é gratidão dentro de você. E, então, você entendeu tudo. O processo de cura é esse. É assim que a gente continua.



MOMENTO DE REFLEXÃO

Há mulheres que dedicam suas vidas inteiramente aos filhos, esquecendo-se completamente de si.
 Quando os filhos tornam-se adultos, elas cobram dos filhos o desamparo que elas sentem.
Este tipo de mãe é aquele que tem uma quantidade de amor para dar. É como se tivesse uma bacia d’água, e com o passar dos anos fosse pegando a água com a caneca e dando aos seus filhos.
No final da vida a bacia está seca.
Esta mãe torna-se triste, vazia, sentindo-se abandonada e sem rumo, e começa a cobrar dos filhos o “amor” que ela lhes deu, exigindo que eles encham a bacia d’água novamente, pois foram eles que a secaram.
O amor não é limitado, o amor é fonte.
O melhor seria que, ao invés de pegar a água da bacia, ela fosse buscar esta água de uma enorme cachoeira que jorra dela mesma.
Este é o amor real, ilimitado e sem cobranças. Ela sente-se viva e feliz de ver seus filhos crescidos e prontos para o mundo, sentindo-se ainda amparada pela mesma fonte que a nutriu.
A criança sempre retribui, na hora, o amor que lhe é dado, pelo sorriso, pela expressão de felicidade e confiança. Ela não fica em débito.
O adulto é que, às vezes, na sua visão mercantilista, vê no filho um investimento futuro, esperando devolução com juros.

Texto extraído do Livro: Liberdade de Ser /
Autora: Eliane de Araujoh







UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.



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