Quarta-feira, 10 de março de 2021
"O
que alegra um coração humano é tão pouco que parece quase nada. Ousem dar o
quase nada. Não dá trabalho e nem custa muito." (Padre Fábio de Melo)
EVANGELHO DE
HOJE
Mt 5,17-19
— O Senhor
esteja convosco.
— Ele está
no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a
vós, Senhor!
- Não
pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos
Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Eu
afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o céu e a terra durarem, nada será
tirado da Lei - nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim
de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e
ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino do Céu.
Por outro lado, quem obedecer à Lei e ensinar os outros a fazerem o mesmo será
considerado grande no Reino do Céu.
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Palavra da
Salvação
Glória a
vós Senhor
MEDITAÇÃO DO
EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
Não vim para abolir a Lei, mas para dar-lhe pleno cumprimento.
Neste Evangelho, Jesus nos fala a respeito do valor e da importância das
Leis do Antigo Testamento para nós hoje.
O “pleno cumprimento” da Lei consiste principalmente na maneira correta
de obediência. Obedecer corretamente a uma lei é procurar descobrir e praticar
a intenção do legislador, o que ele tinha em mente ao promulgá-la. É o que
chamamos espírito da lei. Isso vai muito além da obediência literal, que só vê
o que a lei diz em si, sem considerar o seu sentido mais profundo.
No caso da Bíblia, as leis do Antigo e do Novo Testamento vieram do
mesmo autor, que é Deus, nosso Pai amoroso. Suas palavras são as de um Pai que
só quer o bem dos filhos e filhas. Também nós devemos receber essas leis com
amor de filhos e filhas. “Não és mais escravo, mas filho; e, se és filho, és
também herdeiro; tudo isso por graça de Deus” (Ef 4,7). Somos de dentro da casa
de Deus, somos sua família. Assim que devemos ver as Leis dele.
Quando amamos uma pessoa, nós lemos no coração dela o que suas palavras
não conseguem expressar. Precisamos fazer o mesmo com Deus. Jesus fez isso, em
relação às Leis do Antigo Testamento.
As palavras do Evangelho de hoje são o começo de um discurso de Jesus,
no qual ele apresenta cinco exemplos, para mostrar como que as Leis do Antigo
Testamento devem ser vistas por nós hoje:
1) “Não matarás.” Deus está dizendo que não quer que façamos o mal ao
próximo, e sim o bem. Isso começa com pequenos gestos, como tratar o nosso
irmão com raiva.
2) “Não cometer adultério.” No fundo, é respeitar a família, e não
desrespeitar o matrimônio nem com um olhar.
3) “Não jurarás falso.”. No fundo, é ser verdadeiro, falar sempre a
verdade e nunca enganar ninguém e nunca colocar Deus como nossa testemunha.
“Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não”.
4) “Olho por olho, dente por dente.” Significa não se deixar levar pelo
espírito de vingança ou pela ganância. Se alguém nos tomar a capa, vamos
entregar-lhe também a túnica. Se alguém nos der um tapa, vamos virar-lhe a
outra face.
5) “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.” Com esta Lei, Moisés
cortou noventa por cento do ódio que havia entre as pessoas, e introduziu um
controle. No fundo, o que Deus queria era que amássemos a todos, até os nossos
inimigos. “Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus; pois ele
faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre juntos e
injustos” (Mt 5,45).
E Jesus termina o discurso com uma frase chave que resume tudo: “Sede
perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Aí está a grande
meta da nossa vida: que sejamos parecidos com Deus Pai, pois o filho se parece
com o pai.
Ser cristão é obedecer aos mandamentos de Deus. “Isto eu peço a Deus:
que o vosso amor cresça ainda, e cada vez mais, em conhecimento e em toda
percepção, para discernirdes o que é melhor. Assim estareis puros e sem nenhuma
culpa para o dia de Cristo...” (Fl 1,9-10).
Ser santo consiste em amar a Deus e amar o próximo como Deus ama. O amor
vem de dentro, o amor tudo transforma. Ele brota da nossa liberdade, não de
leis externas. Jesus nos libertou da lei. Mas é uma libertação que nos leva a
viver para os outros. “Ame, e faça o que você quiser... Se a verdade nos faz
livres, o amor nos faz escravos” (Santo Agostinho).
A propaganda cria em nós o desejo de comprar coisas, de substituir a
geladeira, o fogão, a máquina de lavar... A necessidade muitas vezes é
ilusória, tornando-nos escravos do dinheiro e das lojas que vendem a prestação.
As lojas não querem vender à vista, porque o lucro, ou melhor, o roubo delas é
menor. Os juros embutidos nas prestações são exorbitantes, mas o consumidor
dificilmente percebe isso. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.
Certa vez, um homem encontrou dentro de um baú dos seus tataravôs, entre
as bugigangas, uma moeda. Estava escurecida e desgastada pelo tempo. Ninguém da
família conhecia o seu valor.
O homem então levou a moeda a um economista. Este, após examiná-la, a
desprezou, dizendo que não valia mais nada.
Não conformado, o homem dirigiu-se a um especialista em raridades.
Quando o especialista a viu, sua feição se mudou. Após examiná-la, disse ao
dono da moeda ser dono de uma peça de imenso valor, uma rara moeda de ouro, na
verdade, uma peça única.
Economia e vida. As pessoas são como essa moeda. Elas não podem ser
avaliadas apenas pelo seu valor econômico, isto é, pela capacidade de trabalhar
e de produzir. Toda pessoa é uma peça rara, única, de valor infinito.
Certa vez, um homem decidiu seguir Jesus Cristo para valer mesmo. Ele
praticava caridade, ajudava todo mundo, dizias boas palavras, fazia o bem de
manhã até a noite. O grande desejo dele era ir para o céu. Ninguém tinha dúvida
de que ela ia mesmo para o céu.
Um dia, ele morreu, chegou à porta do céu e aquele que o recebeu disse
que seu nome não constava na lista. Ele obedeceu direitinho e foi logo para o
inferno.
Dois dias depois, o capeta foi lá à porta do céu e reclamou: “Vocês me
mandaram um que está causando a maior desordem e anarquia. Está um caos lá no
inferno. Está todo mundo se falando, um olhando nos olhos do outro, se
abraçando e querendo bem, perdoando e falando de amor. Trate de tirá-lo de lá o
mais rápido possível”. O porteiro consultou a lista e viu que houve um engano.
Vamos viver tão bem a nossa fé, sendo caridosos fraternos e dando bons
exemplos que, mesmo se porventura houver um engano lá na porta do céu, nós não
o perderemos. Faça de tudo para o capeta não gostar de você.
Onde há amor, não há necessidade de lei. Maria Santíssima amava muito a
Deus, e lhe obedecia espontaneamente em tudo.
Não vim para abolir a Lei, mas para dar-lhe pleno cumprimento.
CURIOSIDADES
A história do soldado que lutou por mais 30 anos depois do fim da 2ª
Guerra
Sempre ouvimos histórias de como os japoneses são obstinados,
disciplinados e dedicados ao trabalho. Mas nada supera o caso de Hiroo Onoda, o
soldado que levou 30 para se render após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Enviado para combater em uma ilha filipina em dezembro de 1944 sob ordens de não
se entregar sob hipótese alguma, o militar demorou a ser convencido de que a
guerra havia acabado e seguiu em uma guerrilha própria escondido nas montanhas
da ilha. Foi um antigo superior que conseguiu convencê-lo a se render, em 1974.
A rendição do Japão em 1945 marcou o fim da guerra. No início daquele
ano, tropas aliadas desembarcaram na ilha onde Onoda lutava e, para não se
entregarem, ele e mais três militares se refugiaram nas montanhas. Por diversas
vezes, o mini-exército de guerrilheiros teve notícias de que o combate havia
chegado ao fim, mas os homens acreditavam que era propaganda inimiga para que
fossem capturados. Eles foram dados como desaparecidos e só em 1950, quando o
primeiro deles finalmente abandonou a luta, é que as autoridades tiveram
conhecimento da real situação desses soldados.
Depois do ocorrido, os governos japonês e filipino empreenderam buscas
pela ilha para resgatar os remanescentes, sem sucesso. Em 1959, Onoda foi
declarado morto. Foi quando, em 1972, ele e o outro soldado que também havia
sobrevivido se envolveram em um tiroteio com tropas locais e Onoda perdeu seu
parceiro. Novos esforços foram realizados pelos japoneses para que o militar
acreditasse no fim da guerra – chegaram a enviar inclusive familiares do
oficial ao local – e nem assim o obstinado combatente se convenceu. Somente em
1974, quando seu antigo comandante foi até seu esconderijo e lhe deu ordens
para que entregasse suas armas, a luta pessoal de Onoda teve fim.
Durante o tempo em que esteve refugiado, Onoda se alimentou de bananas,
cocos, arroz roubado das plantações vizinhas e algumas vacas que conseguiu
abater. Fabricava suas próprias sandálias e seguiu remendando seu uniforme e
seu boné, que chegaram ao fim do combate muito bem conservados. A própria saúde
do militar surpreendeu a todos: praticamente não havia ficado doente naqueles
30 anos e seus dentes estavam perfeitos! Mas nem tudo eram flores: ele e seus
colegas guerrilheiros acabaram matando 30 habitantes da ilha.
Tinha 52 anos quando voltou ao Japão. Após a rendição, conseguiu o
perdão do presidente filipino pela morte dos civis após o fim da guerra e foi
recebido como herói em seu país. Mas não se adaptou à nova vida e imigrou para
o Brasil, onde se dedicou à criação de gado. Anos depois volto ao Japão e lá
permaneceu até sua morte, no último dia 17 de janeiro, aos 91 anos.
E você achando que Rocky Balboa, 007, Ethan Hunt (do “Missão
Impossível”) é que eram invencíveis, né?
Fonte: http://www.macacovelho.com.br
Foto da rendição de Hiroo Onoda:
MOMENTO DE REFLEXÃO
Apesar de todos os obstáculos
que encontro pela minha vida, apesar dos contratempos que me deparo, apesar das
portas fechadas que vejo, apesar das dificuldades que enfrento, ainda assim,
tenho a esperança.
A esperança vive em mim amanhece comigo,
percorre o dia todo e quando anoitece ela está ainda mais fortalecida.
Quando meus pensamentos estão
confusos e minhas idéias não são decifráveis, não desisto!
Lembro-me da esperança que me
move...
Quando meu caminho está
tortuoso, e minhas chances são diminuídas, lembro- me da esperança que devo ter
sempre...
Esperança, é a certeza de que
algo de bom vai acontecer, é a confiança que tudo vai dar certo.
Todos devemos ter essa
esperança, para que não nos sintamos caídos, para que nosso dia seja menos
tumultuado, e para que nosso coração esteja menos pesado.
Desejo a você, que também tenha
sempre a esperança, que ela permaneça sempre em seus pensamentos.
Desejo que você nunca desista,
porque enquanto houver a esperança, nenhum sonho está perdido!
Vilma
Galvão
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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